Chegar nos Lupin e sentir aquele ar acolhedor acalmou o coração e os pensamentos tumultuosos do jovem bruxo.

Quem os atendeu foi Remus. Abraçar o lobisomem foi renovador.

— O que aconteceu, filhote? Você estava tão bem no aniversário de Celine. — Remus perguntou preocupado.

— Podemos conversar depois, Remmy? — Com os olhos aguados e com o coração partido, Harry perguntou com a voz quebrada.

— Claro, filhote. — Remus beijou paternalmente os cabelos revoltos do menino e mudou de assunto. — Agora, sejam bem vindos, Jane, Alec. Devo dizer estar surpreso por vê-los aqui.

— Esses são meus filhotes. Nós completamos o vínculo recentemente.

— Eu vejo... — O lobisomem olhou alternadamente entre os dois vampiros antes de acenar com a cabeça. — Seus filhotes são meus netos. Vamos entrar e acomoda-los.

Remus entrou com um braço nos ombros de Harry e guiou todos para a sala de estar.

— Dora está dormindo no nosso quarto. Teddy não deu um tempo de folga para ela essa noite.

— Eu entendo. Onde posso colocar Celine para dormir? Ela acordou muito cedo e a viagem a cansou.

— Subindo as escadas, primeiro quarto à direita.

— Vocês ficarão bem até eu voltar?

— Claro. — Os irmãos deram um sorriso nervoso para o pai.

— Eu já volto.

Harry subiu as escadas e encontrou o quarto. Ele colocou a filha na cama e pôs os travesseiros e almofadas ao redor para evitar que ela caísse. Para reforçar, ele lançou um feitiço que não permitiria ela cair, caso ela pudesse passar pelos travesseiros e lançou outro feitiço para avisa-lo caso ela acordasse.

Satisfeito, ele desceu as escadas e entrou numa sala silenciosa.

— Espero que ela acorde apenas na hora do almoço. Filhotes, vocês desejam descansar um pouco? Posso lançar minha magia.

— Depois do dia de hoje, nós gostaríamos. — Jane falou por ela e pelo irmão. Ela sabia que seu irmão queria saber o que tinha acontecido, mas não era o momento. O pai deles precisava conversar com outra pessoa antes. E um descanso seria bom depois dessa manhã tão agitada. A vampira era curiosa, mas sabia segurar a curiosidade.

— Venham, vocês ficarão com Celine. — Os irmãos seguiram Harry e tiraram as roupas pesadas. — Tudo bem para vocês usarem meus pijamas? — Ao aceno de ambos, Harry caçou pelos pijamas adequados dentro do malão. — Amanhã iremos às compras.

Assim que Harry colocou seus dois filhotes mais velhos para dormir, ele acionou sua magia para acalmar a mente dos dois. Assim que ele acomodou os três, desceu as escadas ao encontro de Remus.

— Todos estão dormindo... Desculpe, eu não queria estar tão fraco na frente das crianças.

— Eu entendo, filhote. Venha cá. — Harry sentou do lado de Remus no sofá e se aconchegou nos braços tão seguros com aquele cheiro tão conhecido que o acalmava. — Conte o que aconteceu. É muito grave?

— Eu briguei com dois dos reis.

— O-o que? Harry? Me diz que é uma piada. Você brigou com os reis vampiros? Os mais fortes e mais poderosos? Eles não estão querendo te matar, estão?

— Acalme-se, Remus. Eles sabem que erraram.

E depois da minha ameaça, eles não me seguirão nem tão cedo, eu espero.

— Isso não me tranquiliza completamente. Mas qual foi o motivo disso tudo?

Harry contou tudo o que havia acontecido desde o início do dia anterior. Ele terminou a história aos soluços e Remus não sabia o que dizer para acalmar o jovem em seus braços.

— Harry, você sabe que não pode ignorar seus companheiros, certo? E pelo o que você sabe até agora, Marcus não sabia disso, seja lá o que tenha acontecido com ele para o vampiro não entender que você é companheiro dele.

— Talvez eu mande uma carta pra Marcus. Mas Remmy, eu só quero descansar. Tudo aconteceu tão rápido. Eu me sinto quebrado e usado.

— Oh, filhote. — O lobisomem apertou o jovem mais ainda quando sentiu o mesmo molhar sua camisa com suas lágrimas. Harry nunca chorara tão abertamente assim. Nem mesmo com a morte de Sirius. Isso era preocupante num nível que não podia ser explicado.

— Por que, Remus? O que eu fiz de errado? Eu não mereço ser feliz? — Harry soltou um grito doído. — Primeiro papai e mamãe, depois Cedric. Sirius seguido por Dumbledore. Agora isso.

Remus sentiu vontade de chorar junto com seu filhote. Harry era a alma mais pura e o ser que mais merecia amor. Não era porque ele e o lobo dele o considerava seu filhote, mas Harry havia passado por tanto em sua curta vida... Parecia que a felicidade nunca chegaria para ele, e Remus não gostava desse pensamento.

Quando Remus pensou em falar algo, ele viu o menino dormindo em seus braços. O lobisomem optou por apenas deixá-lo confortável e seguiu para a cozinha para preparar o almoço. Ele sempre ficava com as refeições, Dora era a negação na cozinha. Remus não reclamava, até gostava da tarefa.

Com um cardápio em mente para agradar a todos, ele separou os materiais e começou a preparação.

Enquanto nos Lupin tudo estava silencioso, exceto por Remus na cozinha, numa casa bem distante, um casal acordava aconchegados um no outro.

— Bom dia, meu amor. — Severus beijou os lábios do marido.

— Bom dia, amado. — Tom retornou o beijo.

— O que deseja fazer hoje? Ficar o resto do dia na cama não conta.

— Você não me ama? — O lorde das trevas usou a expressão que não importava o momento ou o motivo, sempre faria Severus ceder.

— Eu já falei que você não pode usar esse rosto. Isso não é um jogo limpo. — Severus soltou um bufo indigno.

— Mas Sev, querido, não faço ideia do que você esteja falando. — A máscara estava branca, intacta, mas os olhos carmesins o traiam, estavam banhando diversão.

— Tudo bem, podemos ficar até o almoço, mas depois voltamos apenas para dormir.

— Hm... E nada mais, querido? — Severus tinha sua bela ereção matinal e Tom nunca disse que jogava limpo quando se tratava da cama, não importa o quê. Tom passou os dedos vagarosamente sob o pênis do marido. — Eu gostaria tanto de umas atividades...

O lorde sabia como o provocar. Ele estava indo à loucura. Mas ele permaneceu resignado.

— Tom, nem sempre você vai ter o que deseja. Aceite isso. Não estou interessado nessas suas... atividades. — Severus foi firme.

— Você realmente tem tanta certeza? — Tom sussurrou no ouvido do marido. — Você até pode não estar interessado, mas há outras partes bem orgulhosas que estão... — Nesse momento, ele passou pela barreira da boxer de Severus e segurou firme a ereção, já com pré-gozo.

— Ou você me fode logo, ou vou te azarar até a próxima vida, Marvolo. — As mãos de Tom faziam maravilhas, e Severus admitia que cedia facilmente aos encantos do marido.

Com um aceno de mão, Tom sumiu com as roupas e preparou Severus. Não era a mesma coisa que a preparação manual, mas os dois não aguentariam por mais tempo.

Antes que Severus pudesse reclamar mais, Tom exigiu passagem no corpo de Severus, fazendo com que o mestre de poções sufocasse com o ar.

— Agora ficou sem palavras, amor? — Tom sorriu de lado.

— Bastardo arrogante. — Severus rosnou e puxou se marido para um longo beijo.

Tom aproveitou. Usou e abusou do corpo do marido. Ele era apaixonado por cada pedaço de pele. Até a voz do seu amante o levava aos céus, ou ao inferno, o que melhor convinha. Quando os dois gozaram, Severus seguido por Tom, eles se soltaram e relaxaram até descer da sensação pós-orgástica.

— Hora de levantar? — Tom perguntou.

— Cale a boca. — Severus resmungou e deitou no peito do marido. — Agora limpe a gente. Sabe que odeio me sentir grudento.

Com um simples feitiço, o rastro das atividades foi limpo e tom puxou o corpo do marido para mais perto.