Depois de muita conversa, Charlie começou a frequentar o castelo para passar um tempo com Jane. Alec ficou retraído em seu quarto por um tempo, sem querer conversa ou companhia, bem, até um dia Harry entrar em seu quarto depois de deixar Celine com Caius e achar seu filhote em sua cama enrolando nos edredons como se quisesse se proteger de algo. Fechando a porta e protegendo seu quarto de fofoqueiros, ele se aproximou da cama e se sentou antes de passar a mão pelos tufos de cabelo que fugiam do esconderijo. Ele sabia que Alec procurava pelo cheiro de seu pai submisso para que pudesse se acalmar, e o melhor lugar era sua cama.
— Alec, meu filhote... — Ele estava perdido. A primeira vez que ele confortou seus filhos, foi por puro instinto, mas agora era diferente.
— Pai, dói, dói demais. — A voz quebrada apertou o coração do bruxo. Se tinha algo que o perturbava, era ver um de seus filhos assim. Como qualquer pai, ele queria tomar toda a dor para si.
— Você quer conversar? — Ele puxou a coberta devagar para poder ver o rosto de seu filho. Alec se sentou e depois de alguns segundos, ele abraçou Harry e enfiou a cabeça em seu pescoço, tentando tirar conforto do pai.
Harry já tendo ideia do que fazer para ajudar seu filho a falar, lançou um feitiço sem varinha para que Alec ficasse mais leve e se encostou na cabeceira da cama antes de manobrar o vampiro para que ficasse confortável em seus braços.
— Minha criança, fale comigo. Me deixa angustiado ver você assim. — Sua mão acariciou o cabelo e as costas do filho na esperança de acalmar seu choro e mostrar que podia confiar à ele qualquer coisa.
— Por que eu sou o único sem um companheiro? A atenção dos pais é dividida e Jane passa muito tempo com seu companheiro.
— Alec, meu filho, todos companheiros que se encontram, precisam de um tempo para se conhecer e estabelecer seu vínculo. Com seus pais e comigo foi diferente, afinal, somos ambos cabeça-dura, mas Jane é completamente diferente de nós. — Ele deu uma pausa e pensou em como esclarecer para Alec antes de continuar. — Você já era irmão de Jane quando ainda eram humanos, então você a conhece bem. Me diga como você à vê. Não quero uma visão sendo sua irmã, mas sim como pessoa.
Houve um momento de silêncio antes de Alec fungar e falar.
— Ela é uma pessoa maravilhosa. Parece ser indiferente, mas quem a conhece, sabe que ela tem um forte senso de justiça e não tem escrúpulos ao tentar mostrar sua opinião. É esperta e sorrateira. Mesmo tendo essa faixada que mostra a todos como alguém forte que pode ser feliz sozinha, ela sempre almejou por um companheiro para compartilhar sua vida. Jane é alguém excepcional que merece o melhor, sempre. — Ele finalizou antes de olhar para o seu pai.
— Agora, como você à vê quando está na companhia de Charlie?
— Ela sorri mais. — Foi o primeiro pensamento. — Tudo o que ela faz é com mais alegria e ouso dizer que ela encontrou não só sua ancora mas também aquele alguém que lhe deixa mais forte.
Harry sorriu com as palavras do filho, ele finalmente estava entendendo.
— Alec, você gostaria que Jane passasse menos tempo com seu companheiro e passasse mais tempo com você para que você não se sentisse mais tão triste? — E foi isso, Alec respondeu apressadamente enquanto se sentava de frente para o seu pai para cruzar as pernas.
— Jamais. Charlie a faz feliz, não quero a ver tão cabisbaixa quanto antes.
— E quanto à você? — Alec demorou para responder. O bruxo sabia que o filho era esperto, e esse era o ponto de virada.
— Eu preciso entender que sua atenção será dividida. Dói ser um dos que não tem um companheiro, mas como você diz, cada coisa tem seu tempo.
Harry abraçou seu filho e deu um beijo em sua cabeça. O chapéu estava correto em querer colocá-lo na sonserina.
— Por que você não vai passar mais tempo com suas tias Sulpicia e Athenodora? Elas ainda não encontraram seus companheiros também.
- Obrigado, pai. – Alec deu um último abraço no pai antes de sair em busca de suas tias. Mesmo sem seus companheiros, elas ainda eram felizes e se divertiam.
Pensando em como poder ajudar seu filho, ele mandou uma carta para Fleur, com uma irmã sem companheiro, ela saberia como lidar com a situação.
Dois dias depois, uma carta chegou, era Fleur.
Caro Harry,
Fiquei feliz por ter noticias suas. Victoire está bem, logo ela começará a dar seus primeiros passos. Bill tem parado de viajar tanto a trabalho para que pudesse ser mais presente enquanto nossa menina cresce. Ele reclama da papelada que precisa fazer agora, mas sei que está feliz, pois assim não perderá os momentos mais importantes da pequena.
Agora, sobre seu filho, não sei exatamente o que posso fazer para ajudar. Você diz que ele sente falta de ter alguém para passar um tempo, então pensei que como não nos vemos faz tempo, podemos marcar de passar uma temporada na Itália, sempre desejei conhecer o lugar e seria bom que nossas meninas tenham contato desde cedo. Bill não precisa estar em gringotts para trabalhar e Hermione e Ron ainda não começaram a trabalhar. Sei que os gêmeos podem deixar Jordan e McMillan no controle da loja. Posso ver com Viktor se ele consegue um tempo longe dos negócios da família.
Até seus companheiros de Hogwarts podem querer uma viagem. Eles conseguem um tempo longe das coisas da Inglaterra e seu filho consegue mais companhia, todos saem ganhando. (Bill diz que eu seria uma sonserina caso fosse para Hogwarts, mas ele apenas não quer admitir que sou esperta e faço as coisas de uma forma que todos ganham).
No momento, posso confirmar que além de Bill e Victoire, Gabrielle comparecerá comigo. Ela está passando um tempo conosco e diz que sente sua falta. Se prepare para que ela puxe suas orelhas por não manter contato com ela e agora que ela pode usar a varinha sem problemas fora da escola, ela usaria todo o conhecimento em feitiços em você. (Caso queira fugir disso, prepare algo muito grande e bom para ela, isso pode mudar a atenção dela).
Me deixe saber onde podemos ficar e confirme com quem você conhece para que tudo fique mais organizado.
Espero ver-te em breve,
Fleur Apolline Delacour-Weasley.
Harry sorriu feliz com a carta de sua amiga. Ele pediria ajuda aos gêmeos para entrar em contato com todos os outros. Ele esperava ver Gabrielle logo. Ela era um doce menina que acabara de completar a maioridade bruxa para receber sua herança veela. Ele e a menina eram quase da mesma idade durante o torneio, então se ele já estava assustado com a segunda da tarefa, dava para imaginar o quão desesperada a mais jovem por um ano estava quando passou pela provação de estar num lago quase congelando.
O bruxo passara o dia escrevendo cartas e mais cartas para enviar aos seus amigos e colegas. O castelo ficaria cheio e isso o animava. Por mais que ele fosse próximo aos vampiros que ali residiam, ele sentia falta de outros bruxos.
Cantarolando de alegria, ele deixou sua mente vaguear nos planos para o filho.
Com isso, ele caminhou até seus companheiros para pedir uma ala separada deles e quartos já preparados para que ele pudesse receber seus futuros convidados.
