Dash observava atentamente a forma que Lily sorria e gargalhava empolgadamente naquele dia, enquanto contava mais uma de seus incidentes ao criar algo novo. Os olhos de Lily ficavam cada vez mais fechados e espremidos enquanto ela falava empolgadamente com um sorriso largo e aberto na face, e o rapaz amava aquilo.
A garota sempre tinha histórias peculiares e intrigantes que fariam qualquer um soltar um riso ou levar as mãos à boca em surpresa. Mas para ele já começavam a se tornar normais, talvez porque ele já não ouvia muito do que ela falava, pois perdia-se no sorriso de Lily.
Sua deliciosa risada era motivo para qualquer um apaixonar-se; ou pelo menos para embriagar alguém e afogá-lo naquela doce sonoridade, que — à medida que se divertia mais com a própria história — começava a ficar mais e mais aguda, mas sem deixar de ser prazerosa aos ouvidos alheios. E Dash estava definitivamente embriagado com a risada da namorada, prestes a ter um doce e prazeroso afogamento, se não fosse pela garota ter parado de falar e começado a passar a mão frente aos olhos dele, na expectativa de chamar-lhe a atenção.
"Dash…? Terra chamando Dash" chamou-o, se divertindo com a situação. "Você ainda está me ouvindo?"
"Oi?" O rapaz foi desperto de seu transe e viu a garota rir, balançando a cabeça negativamente mostrando-se desapontada, sem estar chateada.
"Você não ouviu nada do que eu disse, né?"
"Admito que não… Faz um tempo que não ouço." Viu o sorriso da garota se desfazer, mas levou a mão até o rosto dela e acariciou sua bochecha. "Por favor, não foi por mal, Lily… É que é impossível prestar atenção nas palavras quando quem as diz tem beleza tão extraordinária que se eleva mais e mais à medida que sorri de forma tão gostosa."
Lily corou com tal elogio e ficou sem saber o que dizer, além de deixar escapar um sorriso tímido.
Dash levantou-se um pouco e inclinou-se sobre a mesa da cafeteria onde estavam, e depositou um beijo não muito prolongado nos lábios da namorada, vendo-a sorrir novamente e olhá-lo nos olhos, com as íris brilhantes — como sempre.
"Se você quiser fazer isso toda vez que eu sorrir, por mim tudo bem" disse divertida e observou o rapaz rir em resposta, dando uma delicada batidinha em seu nariz.
"Pode deixar…" Lily corou novamente com tal resposta, não esperava nem por ela e nem pelo toque anterior em seu nariz. "Melhor do que te ver sorrindo, é te ver corar" concluiu, fazendo a garota ficar definitivamente sem rumo naquela conversa.
