- Ainda acho que essa ideia de enfrentar a máfia não é uma boa ideia - comenta o mago, enquanto anda com o restante do grupo que estão cruzando uma estrada para ir para uma cidade.
- Deixa de ser mole - disse Courtney - melhor enfrentar a máfia do que simples kobolds.
Kodolds são pequenos seres humanóides com características de dragão. Não são seres poderosos se enfrentar sozinho, mas a criatura se torna mortal que atacam em bando.
- Kodolds são primos distantes de dragões e acumulam muitas riquezas. Temos um patrulheiro e você como ladina que podiamos a ter sucesso com facilidade.
- Mas pra que a gente começar com algo pequeno sendo que podemos ir para coisas grandes? A máfia é um grupo de ladrões muito rica. Destruir uma sede garantiria muitas riquezas para gente.
- Assim tendo maior risco desnecessário.
- Eu compreendo sua preocupação com perigo excessivo Mel, mas confia nas nossas habilidades - disse Lorrah ajeitando o óculos.
- Ainda mais nenhuma guilda está tendo foco com a máfia. Ou seja, os mafiosos vão estar de guarda baixa - responde Courtney.
- Seus contatos com submundos é bem amplo.
- A organização Magna era bastante poderosa.
- Eu detesto ter que depender de bandido para fazer uma boa ação - disse Hilda.
- Conformista - disse Henrietta.
- Hilda. Eu compreendo seu ponto de vista, mas a gente precisa encarar como uma oportunidade única de fazer uma boa ação - disse Ash na frente - assim podemos fazer justiça para aqueles que já sofreram com a máfia.
- Viu só maguinho? Só você ficando com pé atrás - disse a ladra.
- Se querem arriscar. Quem sou eu para questionar.
"Apenas estou com duvidas de suas habilidades arcanas" Henrietta diz diretamente na mente do mago "Você tem magia suficiente?".
- Eu possuo um grimório bem recheado - responde Mel.
- Grimório recheado? - disse Hilda - aliás, Mel? Quais são suas habilidades?
- Eu sou um mago de encantamento. Eu sou especializado em negociações, diplomacia e até resolver confrontos sem necessitar lutas desnecessárias. Minha escola preza em ser pacifista.
- Ou serem tiranos manipuladores que encantam suas vítimas para serem escravos - disse Courtney.
- Serem pacifista ou tirano, os estudantes da minha escola sempre vão para esse extremos - disse Mel.
- Você nem se dá o trabalho de se defender? - disse Hilda.
- Que honestidade - disse Lorrah.
- Já que vamos ser um grupo seria melhor a gente saber um pouco mais do outro - comenta Mel - como vocês se conheceram? - dirige a palavra para Ash e Hilda.
- Minha vila teve um ataque massivo de orcs - disse Hilda - o monastério agiu para proteger a vila e durante a defesa Ash apareceu e nos ajudou.
- Tive que agir para defender aquela cidade.
- Daí a gente pegou amizade e resolvi fazer viagem com Ash para aprimorar minhas habilidades e leva o nome dos Whites em uma glória jamais vista.
- White? Está falando do lendário Black White? - pergunta Lorrah.
- Sim. Ele é meu pai. O lendário monge dos quatros elementos.
- Diziam que ele foi o monge humano que chegou mais perto de ter uma luta igual do Rei Elfo - comenta Lorrah.
- Que conformista - disse Henrietta.
- O que você falou do meu pai? - Hilda corre na frente da gótica ficando de frente fazendo que o grupo pare de nadar.
"Conformista" desta vez Henrietta fala diretamente na mente da monge "Quer que eu repita?".
- Eu vou mostrar a respeitar meus ancestrais - disse Hilda.
- Calma. Calma - Ash segura os ombros de sua amiga - estamos do mesmo time.
A gótica dá os ombros com sinal de indiferença como se não ligasse pela raiva dos góticos.
- Você não respeita ninguém, puta gorda - disse Lorrah para gótica.
Henrietta ignora Lorrah.
- Apesar de sempre estarem brigando, vocês duas andam juntas - disse o mago.
- Somos de uma mesma cidade, enquanto eu era de fazenda. Ela era filha de uma taberneira.
- Com uma cara de redneck com certeza é fazendeira - disse Courtney que deixa Lorrah envergonhada. Henrietta não deixa de fazer um sorriso discreto.
- Por que não diz isso na minha cara - Lorrah se aproxima com passos rápidos e pesado, mas o mago coloca seu cajado no meio.
- Tieflings. Não esquenta a cabeça com eles.
- Um dia eu arranco o chifre dessa vadia.
- Estarei esperando.
Lorrah com movimentos rápidos saca seu estranho objeto da cintura e aponta para baixa da ladra e dispara fazendo Courtney pula para trás assustada. Para o grupo, exceto a gótica, a guerreira utiliza um estranho objeto, mas para um observador do nosso mundo pode ver que é uma pistola.
- Na próxima vai ser no meio da testa.
Ash fica no meio das duas.
- Calma vocês duas. Estamos no mesmo time.
- Eu não estou preocupada com isso - disse a ladra com uma voz já ficando calma.
- Estou impressionado pela arma que você usou - disse mago vendo a pistola da mão.
- Gostou? É uma arma que alguns grupos de guerreiros estão montando. Se chama arma de fogo - disse Lorrah toda empolgada.
- Parece um canhão portátil - disse o mago - como arma parece ser muito prático, mas não é nada furtivo. O tiro vai longe?
- Dezoito metros já garante.
- Essa outro objeto parece que vai mais longe.
- Tá falando do meu mosquete? Ele pode chegar 100 metros, mas precisa muito carregar. O ruim das armas de fogo que podem falhar, por isso que compenso com arco e flecha.
- Muito bem.
- Por que a gente não pratica um pouco de combate? - disse Hilda - assim ficamos familiarizados com as habilidades dos outros.
- Interessante- disse Courtney com mais curiosidade de saber as habilidades do grupo, principalmente para uma possível traição.
- Preciso me aquecer um pouco.
- Tanto faz - disse Henrietta.
- Enfim um pouco de ação - disse Lorrah.
- Tudo bem - disse Mel.
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O grupo conseguiu no caminho achar um campo aberto perto da estrada próximo uma fazenda. Mel, está sentado em um tronco de árvore com um grande livro com as páginas formada por um fino metal. Todas as anotações estão escrita em ácido. A capa do livro é uma capa dura dourada. Lorrah com algumas ferramentas de funilaria fazendo algumas manutenções em sua pistola, enquanto está sentada no lado do mago. Ash e Hilda estão fazendo alongamento, enquanto Courtney está encostada em uma árvore pouco distante dos demais. Henrietta está se afastando do grupo para ir mais no campo aberto já que vai ser uma das primeiras a lutar.
A parte masculina não deixa de reparar o rebolar da grande bunda da gótica sendo que o mago fingindo que está olhando seu grimório (nome do livro dos magos) e Ash abaixando seu olhar de tempos em tempos.
- Ela puta gótica já tá balançando aquela raba enorme novamente - disse Lorrah guardando seu equipamento e cruzando os braços.
- Parece que tem uma certa admiração com suas palavras - disse Gibson.
- Digamos que fico indignado como alguém tão bonita prefere ficar com visual tão fúnebre.
- Que posso dizer? Pelo menos o patrono dele fez ela economizar maquiagem.
Lorrah ri.
Hilda termina de alongar e vai em direção da gótica como sinal que vai ser ela que vai lutar contra arcana.
- Muito bem. De seu melhor - disse Hilda confiante.
A gótica não fala nada, apenas coloca a mão na frente como se fosse apertar e diz:
- Toque Arrepiante.
Uma mão esquelética fantasmagórica sai debaixo da terra para tentar segurar o calcanhar da lutadora que dá um enorme salto para frente evitando de ser agarrada. Para um olhar mais atento pode ver que teve algumas rajadas de ventos que se formou nos pés da monge que permitiu pegar impulso e ir na direção de Henrietta. Quando Hilda estava próximo para acertar um chute, a gótica grita:
- Yog-Sothoth - de repente uma grande foice aparece na frente das mãos da bruxa que usou como escudo do ataque do chute.
Hilda aproveita o impacto para pegar impulso para trás e dá um mortal para trás fica em uma distância média.
- Que arma é essa? - expressa a lutadora vendo a exótica arma da bruxa.
Não é uma simples foice, mas parece uma arma petrificada com diversas inscrições antigas que dá um ar rústico. Ao mesmo tempo parece viva com algumas partes móveis como um olho na lateral que olha para todos os lados.
- Pacto da Lâmina - disse o mago - é uma benção que o patrono para seus representantes. No caso de Henrietta ela tem uma benção de uma arma que ela pode invocar a qualquer momento. Com a arma escolhida ela manipula a arma com maestria.
Henrietta não diz nada, apenas parte para cima de Hilda para dar um golpe lateral da direita para esquerda. A monge consegue esquivar para trás mesmo o golpe tão rápido. Pode até sentir o ar sendo cortado de tamanho a lâmina da força está afiada.
A bruxa consegue aplicar um segundo golpe em menos de 3 segundos para surpresa de Hilda, desta vez de cima para baixo. O golpe poderia acertar se não usasse uma técnica monge chamada "Defesa Paciente", um golpe que necessita aura para esquivar de um ataque com maestria.
"Ela é melhor que esperava" pensa Hilda enquanto recupera do susto de ser quase acertada. Não esperava que um arcano fosse tão bom em ataques de curto alcance. Pensou que só usar a técnica "Passos do Vento" para poder chegar próximo e usar ataques corporais para vencer de forma rápida, mas a bruxa mostrou que é mais eficaz em combates. Se não fosse o treinamento que ela teve com seu pai com certeza ficaria assustada pela bruxa que está parecendo uma ceifadora de almas.
A monge respira fundo para o próximo ataque, enquanto Henrietta começa a falar:
- Yog-Sothoth. Conceda-me braços das trevas para trazer terror para meus adversários. Braços de Hadar - de repente cinco tentáculos negros de energia saem das costas da gótica. Tanta é a falta de emoção e todo visual que dá um ar de um ser maligno.
Hilda parte para cima de Henrietta que já ataca com todos os tentáculos. Logo a monge grita:
- Rajada de golpes - ela consegue chutar cinco vezes em cada tentáculo fazendo que os desfaça.
A bruxa aproveita para atacar novamente com a foice, mas a monge consegue chutar de cima para baixo a foice cravando no chão, mas não consegue já logo contra-atacar.
- Até para uma conformista luta bem - disse Henrietta sumindo com a foice.
- Obrigada. Eu acho - disse Hilda respirando de forma fundo. Três pontos de aura gasto para a luta e não conseguiu acertar um golpe efetivo, sente que precisa mais de treinamento.
- Você foi bem, Etta - disse Lorrah para a amiga.
- Tanto faz - disse sentando ao lado do mago.
- De nada - disse a ruiva de forma sarcástica e indo para o campo sendo sua vez de batalhar.
- Eu vou dá meu melhor - disse Ash concentrado.
- Boa sorte, Ash - disse Hilda.
- Obrigado.
O patrulheiro saca suas duas espadas ficando em posição de guarda, enquanto a guerreira pega seus óculos coloca na sua face, enquanto segura seu arco e logo fala:
- Tente chegar perto, se puder - Lorrah já rápidamente dispara uma flecha que Ash esquiva rapidamente.
Só que antes de pensar em aproximar já ver uma flecha em sua direção onde usa suas duas espadas como escudo, mas a terceira flecha já acerta seu ombro. A ladra dá um sorriso de satisfação por ver que Ash foi acertado.
"Ela pode ter uma aparência de caipira, mas tem habilidades bem afiadas" pensa a ladra.
Ash suspira pelo fracasso de defender o ataque. Se fosse um combate mortal é possível que tivesse recebido um golpe mortal. Ele guarda as espadas e respira fundo.
"Uma flecha para cada segundo, não é fácil" pensa o patrulheiro.
- Já desistiu? - pergunta a guerreira ruiva.
- Não, apenas estou começando - Ash pega em sua bolsa uma perna de grilo e começa a falar - mãe natureza, que eu tenha a capacidade de saltar como os grilos. Salto - ele toca nele mesmo e faz ter um brilho leve que logo dissipa.
Ash começa correr na direção da guerreira que dispara flechas em sua direção, mas desta vez esquiva das duas com pulos altos como se fosse um inseto. Outra saraivadas de flechas e mais uma vez Ash esquiva saltando, mas não mais avança vai em direção das árvores para conseguir mais cobertura.
- Golpe de Zephyr - Ash avança em direção de Lorrah em uma alta velocidade reta não dando tempo para a mesma atirar com arco e flecha, mas pega sua pequena espada e defende o golpe próximo.
Com outra mão, Ash aponta uma faca em direção do pescoço, mas a guerreira aponta a pistola em sua cabeça.
- Parece que deu empate - disse Lorrah.
- Sim.
- Sinto muito por seu ombro - Lorrah passa uma porção de cura para Ash que arranca a flecha e toma assim curando o ferimento.
- Parece que é minha vez - disse Mel.
- Onde está a ladra? - pergunta Hilda.
- Ela está escondida. Ladinos atacam de modo furtivo - disse o mago se levantando e indo para o centro do campo com seu cajado.
- Uma trapaceira arcana e um mago, quem será que ganha? - pergunta Ash.
- Se for em magia o mago, mas se for em astúcia a ladra - disse Hilda.
"Eu realmente não gosto muito de combates diretos" pensa o mago. "Mas tem certas horas que é inevitável".
- Olhos da verdade! Permite localizar o brasão da equipe Magma que seus integrantes usam na cintura. Localizar Objetos - usando a magia de adivinhação Mel vira rapidamente onde a ladra está escondida que era em cima de uma árvore sai para atacar uma adaga.
- Escudo Arcano - o mago cria uma barreira que impede a faca de acerta-lo.
Courtney sai do esconderijo e aproxima rapidamente do mago.
- Faca de gelo - atira uma faca a queima roupa que acerta bem o peito do mago fazendo que os outros ficaram surpresos com o ataque.
- Absorver Elementos - disse o mago usando uma magia que anula os danos de gelo.
Mel nem consegue acertar fisicamente a ladra, porque ela consegue se mover de forma rápida tanto para aproximar como para se afastar. Uma particularidade para aqueles que são ladinos que possui essa mobilidade.
- Três magias não é nada bom - disse o mago pra si mesmo, afinal magias de primeiro nível ele só pode usar quatro em um evento. Usou um para localizar e duas defensivas.
A ladra joga uma adaga, mas que o mago desta vez usa o cajado para se defender. Courtney se aproxima mais uma vez e desta vez o mago a encara nos olhos. Quando ela se deu por si caiu sentada como se tivesse não feito nada.
- Mas o que aconteceu? - pergunta Hilda surpresa dessa reação.
- Será que é uma magia que Mel soltou? - disse Lorrah.
- Não foi - disse o mago se aproximando da ladra - é um talento da escola de Encantamento. Chama-se Olhar Hipnotizante. Posso olhar para alguém e incapacita, mas só posso usar uma vez por dia.
Estela os dedos e Courtney sai do seu transe.
- Só podia ser um encantador - disse a ladra.
- Se eu tivesse atacado fisicamente poderia sofrer com uma Repreensão Infernal, uma magia de sua raça.
- Muito esperto para um mago charlatão.
- Eu não sei que você está falando - estende a mão e a ladra pega.
- Ei Mel - disse Ash se aproximando do mago - você perguntou muito sobre a gente, mas qual é sua história. Já teve grupo.
- Eu tive muitos grupos de acordo que era solicitado, mas meu primeiro grupo que tive elos mais duradouros. Eu estou atrás de uma antiga amiga do meu primeiro grupo - disse o mago.
- Espero que tenha sucesso - Ash estende a mão para o mago.
- Também espero - aperta a mão do patrulheiro.
CONTINUA
