Essa fanfic foi uma resposta aos Contos de Fodas Severísticas do Grupo Severo Snape Fanfiction, em que cada autor(a) deveria criar uma oneshot com cinco palavras sorteadas. As minhas foram: nobre, certamente, detenção, poste e corrigir.

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Aproveitem!

Severo Snape costumava fazer caminhadas noturnas, era sua forma de esvaziar a mente de todos os problemas que enfrentava como agente duplo. Algumas vezes, uma caminhada pelo castelo era suficiente, em outras, acabava nas margens do Lago Negro ou nas imediações da Floresta Proibida; em algumas raras ocasiões de estresse acumulado, ele acabava indo mais longe, até o campo de Quadribol de Hogwarts. Gostava de como o uivar do vento soava contra as lonas da arquibancada, e o barulho das bandeiras das casas movendo-se no ar frio transmitiam uma sensação de tranquilidade. Até mesmo poderia dizer que aquelas caminhadas solitárias conseguiam fazê-lo esquecer, pelo menos por um momento, a situação conflitante em que vivia. Em algumas das suas andanças, acabava sentando-se nas arquibancadas, aproveitando a solitude, e a sensação do vento frio no seu rosto.

Aquela era uma das noites que Severo Snape precisava de uma caminhada mais longa e de uma brisa mais gélida para acalmar seus pensamentos. Então, vagou até o campo de Quadribol. Como sempre fazia, adentrou o campo por baixo das arquibancadas, gostava de caminhar no escuro, sob as grossas lonas das cores das casas. Entre o vento batendo nas laterais e o ranger da madeira que sustentava a estrutura, Snape percebeu um som incomum, e parou imediatamente, tentando descobrir o que era. Ao perceber que o barulho vinha do centro do campo de Quadribol, aproximou-se de uma abertura na lona de proteção e sacou sua varinha. Estava pronto para dar penosas detenções aos alunos que estivessem se aventurando fora do castelo àquela hora da madrugada, mas algo lhe disse que poderia não ser apenas alunos, então, ele afastou a lona com cautela, lenta e discretamente.

O que Snape viu o deixou em choque, em um primeiro momento. Certamente não esperava que, ao invés de alunos, encontraria uma professora de Hogwarts fazendo algo que ia contra as regras. Snape nem sequer conseguia pensar muito claramente, o que seus olhos viam atrapalhava seus pensamentos racionais. Ficou ali, paralisado, a observar pela pequena fresta na lona. No meio do campo de quadribol, Rolanda Hooch beijava Madame Rosmerta sobre uma mesa de limpar vassouras. Bem, beijar era um tanto quanto simplista para descrever o que Severo Snape estava observando furtivamente. Rosmerta estava deitada sobre a mesa de madeira, apoiada em seus cotovelos, enquanto Hooch se encaixava entre as pernas abertas da outra e a beijava de forma bastante selvagem. Ele continuou observando enquanto a outra foi descendo aos poucos pelo colo de seios fartos e decote nada discreto de Rosmerta. Snape continuava ali, estático, vendo tudo acontecer. Sua mente lhe dizia para voltar ao castelo, mas seu corpo parecia ter se enraizado e seus olhos estavam hipnotizados pela cena diante de si. Sentiu-se estranho, não sabia dizer exatamente o que sentia, se era Rosmerta ou Rolanda, jamais havia se sentido atraído por nenhuma delas, tampouco saberia dizer se eram as duas que estavam lhe causando aquele efeito, ou se era apenas o impacto da situação inesperada em que se encontrava. Continuou a observar, sua mente já não tão racional quanto antes.

Em um determinado momento, Rolanda Hooch moveu-se mais para baixo sobre o corpo de Rosmerta e levantou completamente suas saias volumosas, deixando-a nua da cintura para baixo sob o brilho da Lua. Snape estremeceu com aquela visão, a mesa, e, consequentemente, as pernas abertas de Rosmerta estavam viradas para a sua direção, e, embora estivesse a alguma distância, sua visão era boa suficiente para saber o que estava acontecendo. Rosmerta deitou-se por completo na mesa e empurrou seu corpo para frente no momento que a língua de Rolanda encontrou sua intimidade. Ela gemeu alto, o que fez Snape retomar a consciência do que estava acontecendo, e do que estava fazendo. No entanto, já era tarde demais, Snape baixou o olhar e notou o volume nas suas próprias calças. Estava insuportável. Precisava fazer alguma coisa. Soltou a mão que segurava a lona aberta, e ficou ali no escuro, respirando fundo por alguns segundos, destinado a se recompor e retornar ao castelo. Foi uma vã tentativa, seu corpo parecia ficar ainda mais tenso e excitado, então, voltou a abrir a lona e a espiar pela fresta.

As duas haviam mudado de posição, naquele meio tempo, Hooch havia subido na mesa, estava posicionada de joelhos sobre Rosmerta e a penetrava com os dedos. Snape conseguia ouvir a respiração ofegante e o prazer crescente da mulher de onde estava. Seus gemidos preenchiam o silêncio daquele campo de Quadribol, e seu grito de êxtase quando gozou nas mãos de Rolanda foi a gota d'água para Snape. Com a mão livre, ele abriu os dois últimos botões da sobrecasaca, deixando a abertura da sua calça mais acessível, e então abriu o botão e o zíper que pressionavam sua ereção. Xingou-se antes de segurar firme seu membro e começar a movimentar a mão para cima e para baixo. Segurou-se para não suspirar de alívio, embora não precisasse se preocupar em ser visto, ou ouvido, as duas estavam completamente entretidas em seus próprios prazeres.

Snape estava tão absorto naquela atividade, que levou alguns segundos para perceber que alguém havia conjurado Lumos atrás de si.

— Snape? — a voz feminina falou baixo, um tanto surpresa com o que havia visto. Snape imediatamente fechou sua calça, do jeito que havia conseguido, e virou-se, com ira nos olhos para encarar a professora de Defesa Contra as Artes da Trevas.

— Professora Madison, o que está fazendo aqui? — Snape sussurrou. Aproximou-se dela, tentando intimidá-la. Ela apagou sua varinha e encarou o professor no breu que voltava a tomar conta daquele espaço sob as arquibancadas de quadribol.

— Dando uma volta noturna, achei que havia ouvido alguma coisa vinda do campo — ela falou, com a voz cheia de sarcasmo, e então olhou para as calças mal abotoadas de Snape e para o volume que ainda estava contido ali.

— O que você viu? — Snape perguntou, alcançando a varinha. Se fosse preciso iria obliviar a colega ali mesmo.

— Por favor me diga que você não estava fazendo "isso" olhando para alguma aluna, Snape. — ela ignorou a pergunta dele, mas respondeu-lhe indiretamente o que havia visto.

— Por Merlin, Madison, eu sei que você não gosta de mim, mas não sou tão horrível assim. — Snape comentou, e, mesmo assim, a face dela se mantinha fechada em uma carranca. — Veja você mesma, se quiser.

Snape deu um passo para trás, deixando-a livre para espiar pela mesma fresta na lona, onde há poucos minutos ele observava as duas mulheres. Tina Madison abriu a lona com as pontas dos dedos e percebeu quem eram as responsáveis por fazer a mesa de limpar vassouras ranger e o silêncio da noite ser tomado por gemidos naquela parte remota do território de Hogwarts.

— Wow, — foi tudo que Madison disse ao observar as duas, ficou ali olhando por alguns segundos, parecia um tanto quanto hipnotizada, assim como Snape estava minutos atrás. — aparentemente elas nem notaram a nossa presença.

— Fico aliviado com isso, já basta você. — Snape comentou, bastante envergonhado por ter sido pego por Madison. Não sabia o que era pior, ter sido pego por ela ou por outro professor, pelo menos ambos já nutriam uma antipatia mútua, parecia mais fácil de ignorar as coisas quando já se tenta ignorar a presença um do outro.

— E você também estava dando uma volta noturna quando ouviu os barulhos? — Madison soltou a lona com delicadeza, fazendo o ambiente escurecer novamente, e caminhou dois passos até estar bem próxima de Snape. Ele parecia encurralado contra os postes de madeira que sustentavam a arquibancada de quadribol.

— Sim. — ele se limitou a dizer, não precisava dar satisfações para Madison.

— E pretende ficar aqui? — ela perguntou ao mestre de poções, olhando diretamente nos olhos dele.

— Como? — Snape não entendeu a insinuação dela.

— Continuar o que você estava fazendo. — ela sorriu de forma maliciosa e apontou para o volume nas suas calças.

— Você é muito insolente, Madison. — Snape bufou, tentava esconder seu constrangimento.

— Eu iria me oferecer para ajudar, Snape. — ela sorriu e chegou mais perto dele, seus corpos quase encostavam.

— Você… — Snape pareceu não entender.

— Já estamos aqui, não é mesmo? Você já estava a meio caminho quando cheguei para atrapalhar.

— Madison…

— Elas não precisam ser as únicas a terem diversão essa noite. — ela falou um pouco mais baixo, contra a boca de Snape. Estavam separados por milímetros.

— Você está brincando comigo, bruxa. — Snape respondeu um tanto confuso.

— Ainda não, Snape. — e então Madison levou a mão até as calças do homem e desfez o único botão que ele havia sido capaz de prender, quando foi pego de surpresa. Abriu a calça e apertou seu membro duro por cima da cueca, tirando um suspiro da boca involuntariamente entreaberta de Snape.

— Madison… — ele quase não foi capaz de dizer o nome dela de forma inteligível.

— Só relaxa, Snape. — ela sussurrou, ainda se ouvia o barulho vindo do centro da quadra.

Snape respirou fundo e deixou-se levar pela respiração de Madison tão próxima da sua, não estava raciocinando direito, ou pelo menos não queria pensar que estava. As mãos dela haviam descido o tecido da sua cueca completamente, consequentemente fazendo suas calças descerem até os joelhos. Snape se apoiou nas armações de madeira enquanto Madison deslizava a mão direita lentamente sobre seu pau, que apontava na sua direção. Ela o torturou por alguns minutos naquele vai e vem de mãos, mas seus olhos não deixavam o rosto de Snape. Ela sorria maliciosamente, enquanto Snape tentava manter o controle, seus dentes estavam semicerrados e uma ruga se formava entre suas sobrancelhas.

Madison estava extremamente excitada com aquela visão do mestre de poções, tão temível, tão austero, e estava ali parecendo amedrontado, literalmente nas suas mãos. Jamais imaginaria que teria tamanha coragem de tratá-lo assim, mas ali estava ela com toda sua audácia, fazendo o que desejava ter feito desde que havia colocado os pés naquela escola. Ajoelhou-se sobre o chão de terra e, ainda se equilibrando, levou o pau extremamente duro completamente na sua boca, enquanto sustentava o olhar firme de Snape com seu olhar travesso. Snape disfarçadamente mordeu o lábio inferior para suprimir um gemido, e Madison afundou mais o pau contra sua garganta. O vai e vem da sua boca molhava Snape por completo, mas ela ainda o soltava de tempos em tempos e corria todo o seu comprimento com a língua. Estava apaixonada por aquela parte de Snape, era muito melhor do que na sua imaginação, e ficava ainda mais duro cada vez que ela o lambia todo e depois voltava a chupar sua cabeça, contornando-a com a língua e apertando-a com a boca toda.

— Gosta disso? — Madison perguntou entre uma lambida e outra. Snape não confiava na sua capacidade de responder, apenas acenou positivamente com a cabeça, mas não era o suficiente para Madison. — Sim? Eu quero que você fale.

— Sim… — sua voz saiu rouca — eu gosto.

Madison continuou a chupá-lo, segurando-o com uma mão, enquanto com a outra procurou a mão de Snape e levou-a até seu cabelo. Ele entendeu o pedido. Segurou forte no cabelo dela, preso por um laço preto, e começou a puxá-la contra si. Madison molhava o pau de Snape da ponta até a base enquanto seus próprios olhos ficavam marejados a cada estocada que ela sentia na sua garganta. Snape diminuiu os movimentos, até a boca de Madison estar deslizando devagar sobre o seu pau. Afastou-se dela, puxou-a firmemente pelo cabelo, fazendo-a levantar não apenas a cabeça, mas seu corpo inteiro. Madison sorriu para ele, a boca vermelha e inchada.

— Gostei da sua pegada, Snape. — ela piscou, ele ainda mantinha a mão segurando o seu cabelo.

— Vira de costas. — ele ordenou, finalmente tocando o corpo da mulher.

Madison virou de costas e apoiou as duas mãos no poste de madeira mais grosso, que sustentava a parte principal da arquibancada. Entreabriu as pernas enquanto sentia Snape erguendo sua saia até a cintura. Com um movimento, e magia sem varinha, Snape fez a calcinha dela desaparecer. Segurou firmemente em suas nádegas e passou seu pau pela boceta molhada, para cima e para baixo, antes de colocar-se inteiro com uma só estocada, sentindo toda a excitação de Madison recebê-lo. Depois daquela chupada, Snape precisou ir devagar para garantir que conseguiria continuar a fodê-la do jeito que queria. Respirou fundo e começou a se mexer lentamente. Queria dar um tapa na bunda de Madison, toda empinada contra si, mas sabia que estavam sendo furtivos, não podiam fazer barulho. Então se conteve em segurar suas nádegas com força, deixando marcas avermelhadas da pegada forte das suas mãos.

Madison aproveitou o movimento para empinar ainda mais a bunda na sua direção, fazendo suas costas ficarem completamente arriadas. Apoiou-se com mais firmeza com a mão direita e levou sua mão esquerda até o seu clitóris, friccionando o lugar enquanto sentia o pau de Snape deslizando dentro dela cada vez mais rápido. Ao perceber sua intenção, Snape colocou uma perna para frente, para dar mais suporte para ela. Não demorou muito para os movimentos da mão de Madison ficarem mais descompassados e nervosos, Snape conseguia ouvir seu gemido contido pela boca fechada, mas manteve o ritmo enquanto sentia sua boceta se contrair todinha contra o seu pau. Madison gozava de um jeito delicioso, e, por um momento, Snape pensou que gostaria de tê-la ouvido gemer de prazer. Mas ver Madison contendo seus gemidos e tentando não denunciar a presença dos dois era igualmente excitante, ainda assim, esperava que pudesse ver a professora sem nenhuma limitação sonora.

Enquanto Madison recuperava a respiração, Snape soltou-a e ajudou-a a se equilibrar novamente. Usou as duas mãos para segurá-la pela cintura e virá-la de frente para ele. Snape aproveitou o momento para puxá-la para o seu colo e deixá-la suspensa enquanto voltava a penetrá-la com urgência. Deu um passo para frente para apoiar as costas dela no poste de madeira, e então, olhou nos olhos dela pela primeira vez desde que haviam dado continuidade ao que ele estava fazendo sozinho. Os olhos de Madison exalavam uma safadeza que ele jamais imaginaria ver naquele rosto. Seu olhar era extremamente convidativo e, embora Snape não soubesse, ele também a olhava da mesma forma. Seus corpos se chocavam e se separavam, brevemente, para então se encontrarem novamente. Snape mantinha suas mãos firmes uma em cada lado da bunda de Madison e a trazia para o seu pau, as costas dela vez ou outra se chocavam com mais força contra o poste de madeira, o que a deixava ainda mais instigada, procurando suporte nos ombros de Snape para apertar-se mais ainda contra ele. Não demorou muito para que Madison gozasse mais uma vez. Segurou Snape firme pela nuca, e desta vez ele pode observar a expressão de satisfação no seu rosto enquanto gozava, ela mordia o lábio inferior com força para que não fizesse nenhum gemido, e suas pernas apertaram mais ainda contra a cintura de Severo, enquanto todo seu corpo se deliciava com os espasmos de prazer e com o vai e vem mais acelerado que Snape havia estabelecido. Pouco tempo depois, Snape gozou também, segurando Madison fortemente e prensando-a contra a superfície de madeira enquanto seu pau se derramava dentro dela.

Ficaram ali por alguns segundos, Snape respirava fundo e mantinha a cabeça apoiada na curva do pescoço de Madison, ainda a mantendo suspensa. Teve vergonha de levantar a cabeça e encará-la depois de tudo que havia acontecido, mas o que estava feito não havia volta, e precisava se recompor. Soltou-a, sem encará-la direito, e ajudou-a a ficar equilibrada sobre os dois pés novamente. Enquanto Snape utilizava um feitiço de limpeza e fechava as calças, Madison se apoiava com uma mão no seu braço, a fim de manter seu equilíbrio para descer sua saia e ajustar a sua roupa. Enfim, olharam-se. Snape estava bastante constrangido com tudo aquilo, passou as mãos de forma nervosa pelos cabelos, jogando-os para trás. Seus olhos haviam se acostumado ao ambiente escuro, e, mesmo naquele breu sob as lonas da arquibancada de quadribol, Snape pode ver o sorriso maroto no rosto dela.

— Fico grata em ajudar você a terminar o serviço, Snape. — Madison falou baixinho, mas de forma atrevida.

Snape apenas bufou, não sabia exatamente o que dizer. Queria dar as costas e sair dali o mais rápido possível, mas sabia que não era o certo a se fazer. Sabia que aquela não havia sido a mais nobre das transas, tampouco a mais racional, mas agora não tinham como corrigir seus atos impulsivos, restava lidar com a situação da melhor forma possível.

Percebendo como Snape estava encabulado, Madison tentou quebrar o gelo novamente.

— Eu convidaria você para um chá, depois disso, mas estamos no meio do nada. — Snape riu de forma muito tímida, e assentiu com a cabeça. — Você acha que… — Madison apenas apontou para a fresta na lona.

Snape se aproximou, tentando não fazer muito barulho, afastou a lona alguns centímetros, e então olhou para Madison.

— Elas não estão mais aqui. — ele respondeu, e por alguns segundos seu coração acelerou com a possibilidade de terem sido pegos também.

— Você acha que notaram nossa presença? — Madison tinha a mesma dúvida, embora não estivesse nem um pouco preocupada como Snape estava. O homem apenas deu de ombros para a pergunta dela. Nunca saberiam.

— Bom, agora temos aquela mesa disponível para nós. — Madison brincou, cheia de ousadia, chegando mais perto de Snape, que estava próximo da abertura na lona.

— Eu acho que devo voltar para o castelo. — foi tudo que ele disse, e começou a se mover na direção do interior das arquibancadas.

— Ok, acabei de levar um fora de Severo Snape. — Madison continuou com um tom irônico. — Nem sei como vou lidar com isso.

— Considerando tudo que aconteceu aqui, tecnicamente você não levou um fora. — Snape respondeu, enquanto dava as costas para ela e começava a fazer seu caminho de volta.

— Tudo bem, vou voltar para o castelo também. — Madison começou a fazer o mesmo caminho que Snape. Ele parou por um segundo e olhou para ela, arqueando a sobrancelha, como quem questionava o ato de voltarem para o castelo juntos, mas não conseguiu dizer nada.

— Eu também moro no castelo, Snape. — Madison riu. — Ou você esqueceu que eu sou…

— A professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. Não, eu não esqueci, Madison. E isso significa que você consegue voltar sã e salva, e sozinha, para o castelo. — ele respondeu, mais rude do que pretendia, e voltou a caminhar. Sua cabeça ainda era um turbilhão de pensamentos, divagava sobre o que havia acontecido entre ele e Madison, e sobre como ele havia tratado a colega. Já havia se distanciado alguns metros quando ouviu os passos rápidos e pesados dos coturnos de Madison batendo contra o chão de terra atrás de si.

— Snape? — ele parou ao ouvir Madison chamar. — Eu tenho chá nos meus aposentos, se você resolver ser menos teimoso, sabe onde me achar. — Madison passou por ele, andando rapidamente, e rumou na direção do castelo, sozinha, sem olhar para trás. Depois de alguns minutos ali parado em completa surpresa, Snape também tomou o mesmo caminho. Sabia onde encontrá-la, e um chá antes de dormir não faria mal nenhum.