Twlight/Crepúsculo não me pertence! Tudo da Stephenie Meyer.

Clima Olímpico no ar!

Cheguei com um Edward tenista que geme na quadra sim. Só que não entendo nada e tênis, então, desculpa algum erro que tenha passado na pesquisa.

Curtinha, curtinha. Se puderem deixar um comentário depois, fico muito agradecida.


Estava sentada ao lado de Emmett na arquibancada vazia. Assistíamos a estreia das duplas mistas de tênis na Olimpíada de Tóquio. O jogo era entre Itália e Estados Unidos. Jane Volturi e Alec Palermo contra Alice Brandon e Edward Cullen. Enquanto não chegava a nossa hora de entrar em quadra, estávamos apoiando os outros atletas do nosso país.

Em certo momento do jogo, uma troca de bolas consecutivas em especial entre as duas duplas durou um longo tempo, terminando com o ponto para a equipe italiana. Nós aplaudimos a beleza que foi a jogada e eu posso ter batido palmas um pouquinho alto demais para que Jane, que era minha amiga fora das quadras, ouvisse.

- Bella, você acordou a fera. – Emmett avisou quando sentei de novo.

- O que? – Olhei para os lados procurando quem poderia ter sido perturbado pela minha animação.

Tênis não era um esporte conhecido por demonstrações de vida. Era tudo muito quieto e silencioso. Tirando os urros, gritos, gemidos que os jogadores davam em quadra, a única coisa que eu ouvia eram os sussurros da minha conversa.

– O que eu fiz? – Insisti.

- Edward não gostou de você ter comemorado o ponto dos adversários.

Ah. Ele.

- Como você sabe? O orgulho da Organização Mundial da Saúde está usando máscara em quadra. – Impliquei. Eu mesma usava máscara em todos os lugares e não saía do quarto se não fosse para treinar ou jogar, mas não podia deixar de provocar o Edward- Melhor-em-Tudo Cullen. – Como você viu a cara feia dele? – Apontei para onde ele estava recepcionando um saque.

- Você também joga de máscara, garota. – Emmett devolveu minha implicância. – Ele olhou para cá. Deu para ver pelos olhos todo o veneno sendo lançado na sua direção.

- Ele já é o melhor das Américas, melhor dos Estados Unidos, melhor isso, melhor aquilo, não sei porque não baixa a bola em toda essa competitividade. Vou vibrar quando minha amiga fizer ponto sim, e o problema é dele se não gostar.

- Ele só não é o melhor em duplas. Esse mérito é todo nosso. – Bati o punho contra o do meu parceiro.

Continuei vibrando com cada ponto das duas duplas, notando que Edward sempre pontuava e olhava para o lugar onde estávamos. O senhor-melhor-em-tudo também queria aplausos por seus feitos.

- Qual é o problema dele? Não é a primeira competição que ele fica vigiando minha torcida e reclama da minha falta de profissionalismo. Se ele me irritar eu vou questionar essa palhaçada e acertar uma bolada no saco dele.

- Bella, não dá mais motivos para essa briga de vocês. Eu te imploro. É cansativo ter que me dividir entre dois amigos.

Tudo começou quando, em uma festa em comemoração à medalha de ouro individual de Emmett na Olimpíada anterior, no Rio de Janeiro, Edward tomou um porre e tentou embebedar nosso amigo junto. Eram duas da madrugada, nós precisávamos pegar o avião de volta para casa às sete horas da manhã e o preguiçoso do meu parceiro ainda não havia feito as malas. Eu expliquei a situação para Edward brincando, Emmett era bem grandinho e se quisesse beber até cair era problema dele, mas o babaca egocêntrico levou a sério e, bêbado, me passou um sermão de uma hora sobre como eu era inconveniente. Ouvi tudo caladinha, distraindo-o de beber mais e embebedar mais alguém. Desde então, todos no meio do tênis sabem que a gente se detesta e faz de tudo para não estar no mesmo lugar ao mesmo tempo.

- Você acha que ainda vai me acompanhar ano que vem? – Perguntei para o meu parceiro e amigo, tirando sua atenção do jogo. Ele era quatro anos mais velho que eu, teria trinta e oito na próxima Olimpíada, e estava pensando em se aposentar para cuidar da esposa, dos filhos e dos cachorros. Eu ia sentir muita falta da energia dele.

- Está com medo de ter que fazer dupla com o Edward? – Ele sussurrou, segurando uma de suas famosas gargalhadas exageradas.

- Não mesmo, Alice ainda vai estar na ativa para segurar essa bomba para mim.

- Deus me livre de ter uma lesão, e não estou desejando uma para Alice, mas eu queria ver se fosse preciso colocar vocês dois para jogarem juntos.

- Pensa no clima agradável toda vez que nós precisamos nos encontrar em eventos de patrocinador. Se você fechar os olhos consegue ouvir as piadinhas dele. Vai ser assim.

- Bella, você também tem respostas na ponta da língua.

- Lógico, vou ouvir calada? Eu não estou nem mais comemorando ponto de ninguém e ele segue me olhando de cara feia. – Fiz um gesto vago para a quadra. Não queria que Edward soubesse que estávamos falando dele.

- Para de olhar para ele. Têm outros três jogadores em quadra. Olha para o juiz.

O problema é que Edward era um inferno na minha vida, e também um inferno de lindo. Ele era um Deus nas quadras com seu corpo esguio, os cabelos bronze que não se deixavam domar e as belas mãos, com longos dedos, que eram o sonho de dez entre dez mulheres. Fora os sons que ele fazia, eram obscenos! Os meus olhos iam sozinhos em direção ao espetáculo jogando.

Bati palmas novamente para um ponto de Jane, que fechou a vitória deles em um set. A Itália ganhava o jogo e as duplas foram para a lateral da quadra beber água e conversar suas estratégias. De longe vi Alce olhando para mim e revirando os olhos enquanto ouvia alguma coisa que Edward falava bebendo seu isotônico. Sorri em solidariedade.

- Alice é guerreira de atura-lo por dez anos.

- Ela não torce contra eles. – Emmett usou um dos motivos do ódio de Edward por mim para me provocar.

- Também te amo.

Assistimos mais algum tempo do jogo antes de Irina, nossa treinadora russa, aparecer e nos tirar de lá.

- Vocês estão recebendo um exemplo ruim. Vamos antes que sejam influenciados pela atuação deles.

- Viu, não sou a única. – Dei um meio abraço em Irina, que rolou os olhos.

Olhei para a quadra uma última vez, encontrando a carranca de Edward na minha direção. Ele deu um tchauzinho, eu levantei o dedo do meio.

Joguei meu celular na cama para que Emmett o pegasse e lesse as abas de Internet que estavam abertas.

- Eu vou matar esse homem, Emmett!

- Calma, Bella.

- Calma? Estão pedindo para me tirarem da Olimpíada! Estão me xingando nas minhas redes sociais. Tudo porque o reizinho deu uma entrevista depois do jogo dizendo que minha energia negativa da arquibancada ontem estava afetando o rendimento dele. "Depois que ela foi embora da quadra, não perdemos um ponto sequer."

- Não tem ninguém dizendo que você vai sair, Bella. – Emmett passou de uma janela para a outra.

- Os fãs dele estão apoiando essa estupidez.

- Os fãs dele não decidem nada. Isso é só fofoca, fica calma, nada vai acontecer com você.

- Assim eu espero. Mas se eu for prejudicada por causa dele, eu te juro que vou cortar o pau dele fora.

- Se isso acontecer, eu faço questão de te ajudar no serviço.

Emmett saiu do meu quarto para conversar com a equipe técnica e me fez prometer que não leria mais nada na Internet. Não obedeci, e fiquei cada vez com mais raiva do que encontrava. Acabei indo esmurrar a porta do quarto de Edward até ele abrir uma fresta e colocar a cabeça para fora.

- Você está louca?

- Eu que te pergunto se você está louco. Que história é essa de ficar dizendo que perdeu por minha causa?

Ele olhou para os dois lados do corredor e abriu a porta para eu entrar.

- Eu tenho um monte de gente me xingando por sua causa. – Voltei a reclamar enquanto ele fechava a porta atrás de si. Aproveitei para tirar a máscara e guardar no bolso da calça de moletom que usava. – Nem joguei direito e já me querem desclassificada.

Virei-me para encarar Edward, encontrando-o com o lençol amarrado em volta da cintura e os braços cruzados. Eu conseguia ver as entradinhas dele sumindo debaixo do tecido branco, o abdômen definido o peito largo e um sorriso presunçoso.

- O que você ia dizendo?

Olhei rapidamente para o banheiro para saber se não tinha nenhuma mulher escondida lá e eu estava interrompendo alguma coisa. A porta estava aberta, o espaço vazio.

Continuei.

- Você é um imbecil mesmo, Edward. Ouviu alguma coisa do que eu falei? Seus fãs estão pedindo a minha cabeça pelo que você falou na entrevista. Os repórteres estavam na minha partida hoje torcendo para que perdêssemos e o caminho ficasse livre para você.

- Deixa de ser exagerada, Bella. – Ele descruzou os braços e mexeu no cabelo com uma mão. Eu queria não ter acompanhado os movimentos que os músculos do braço dele fizeram. – Não é a primeira vez que isso acontece.

- O que? Que você fala mal de mim para a imprensa, não, não é. Mas que eu posso ser prejudicada por isso? Sim, é! Eles não aceitam que o Deus deles esteja sendo distraído e tenha um desempenho ruim. Se eu estou te prejudicando, nada mais justo que seja eliminada.

- Ainda acho que você está sendo exagerada. – Ele se aproximou. – Vai ficar tudo bem.

Dei alguns passos para frente e olhei para cima para os olhos verdes dele.

- Você é um babaca egoísta. Eu não me importo que você não goste de mim. É recíproco. Mas se puder não me prejudicar, eu agradeço. E tem Emmett também, ou não se importa nem um pouco com o seu amigo?

- É claro que me importo. – Falou de cara feia olhando para a cama vazia de Emmett.

- Nem toda merda que você fala é esquecida. Nem toda merda que você fala é levada como fofoquinha de bastidores. A última coisa que eu precisava era ficar tomando hate na Internet no meio de uma Olimpíada. Nós ganhamos o jogo hoje e o que ouvíamos era "O que têm a dizer sobre as declarações de Edward Cullen?"

- Bella, isso é só fofoca. – Ele esfregou o rosto com as mãos e eu aproveitei para admirar o copo dele mais uma vez. Estava sendo um inferno de difícil me concentrar. – É para gerar interesse, chamar atenção para o jogo. Logo todos vão esquecer como todas as outras. Aposto que teve uma boa parte da audiência que ficou vidrada na televisão esperando uma reação sua.

- Foda-se! – Joguei as mãos para o alto em frustração. – Eu não estou aqui para isso. Eu quero que as pessoas se interessem por mim, pelo meu jogo, não por fofocas. Por mentiras.

Edward deu mais um passo para frente, ficando perigosamente perto de mim. Era eu abaixar meu rosto e ficaria diretamente de frente para os músculos do peito dele. A proximidade me deixou desconcertada.

- Você está exagerando, Bella. – Falou muito mais baixo que antes.

Aposto que ele está nu debaixo do lençol.

- Nada vai acontecer com você. – Seguiu no mesmo tom.

Eu não precisava ficar pensando em Edward nu agora. Eu vim aqui para brigar com ele. Exigir desculpas e que ele consertasse a situação. Estava dando tudo errado.

- Eu te odeio. – Eu queria que saísse com toda a raiva que eu sentia dele, mas acho que não consegui.

- É? – Ele ergueu uma sobrancelha e aproximou o rosto do meu, me desafiando a responder e pronto para acrescentar alguma coisa. Mas simplesmente ficou mudo.

Nós nos encaramos em silêncio. Passei a língua pelos lábios, atraindo a atenção de Edward para eles.

E, então, ele deu um passo para o lado.

- Porra, Emmett.

Atrás de Edward a porta se abria e meu parceiro entrava.

- Desculpa. Não sabia que você estava atrás da porta.

Olhei em volta tentando entender quando tínhamos andado pelo espaço e voltado para lá.

Edward saiu do caminho, mas pisou no lençol e perdeu o equilíbrio. O pano caiu e ele ficou na nossa frente como veio ao mundo.

Eu sabia que ele estava nu!

Fechei o olho, não sem antes dar uma espiadinha e encontrá-lo semiereto.

Aquela imagem nunca mais sairia da minha cabeça.

- Acho que eu vou sair de novo para vocês… terminarem...

- Não! – Abri os olhos e interrompi Emmett. – Eu estava de saída. Já disse tudo o que tinha para dizer.

Passei pelos dois e bati a porta atrás de mim.

Voltei para o quarto e fui direto para o chuveiro tomar um banho quente para relaxar.

- Que belo dia para treinar. – Emmett respirou fundo entrando na quadra acompanhado por Edward dois dias depois.

- Estão atrasados, estamos aqui faz mais de vinte minutos. – Entreguei a raquete dele.

- Mudamos a rotina na academia. – Edward flexionou os braços como se provasse o que havia dito.

- Também mudaram a nossa. Infelizmente. – Alice fez uma careta. – Agora peguem suas raquetes e venham logo.

Ouvimos instruções dos técnicos e formamos as duplas para uma partida leve de treinamento. Antes de começar propriamente o treino, Alice veio até mim.

- Eles estão nos colocando juntos para mostrar que não existe problema entre você e Edward. Conversei com ele e vou conversar com você agora, tentem não se matar. Por favor.

- Não tenho intuito nenhum de me matar, Alice. Só o seu parceiro.

- Eu ainda tento. – Ela bateu com a raquete na minha bunda e saiu.

Estava tudo correndo bem até Edward não gostar de uma bola que saquei em cima dele enquanto estava distraído.

- Tira a cabeça da bunda e atenção ao jogo. – Gritei do meu lado da quadra.

- Eu estou prestando atenção, você sacou antes da hora. – Ele gritou de volta.

- E quem diz a hora que eu devo ou não sacar? Você?

A essa altura estávamos os dois na rede discutindo. Emmett me puxou para trás, Alice fez o mesmo com Edward.

Os membros da equipe técnica observavam de fora, pensando se interviriam ou esperariam as raquetes atingirem a cabeça de alguém.

Saquei em cima de Edward novamente, que devolveu a bola para mim. Rebati na direção dele, recebendo a jogada de volta. Ficamos nessa por um tempo até Irina entrar na quadra e interromper.

- Chega. Os dois para fora. Agora! Vão esfriar a cabeça sem abrir a boca para nada. Não quero ouvir a respiração de vocês.

Ficamos os dois isolados e emburrados do lado de fora da quadra. De vez em quando um olhava de canto de olho para o outro e fazia menção de falar alguma coisa, infelizmente Irina estava prestando atenção e gritava para calarmos a boca.

Estávamos todos na van indo para o local onde disputaríamos a final. O destino quis que eu e Emmett disputássemos a final mista do tênis contra Alice e Edward. O ouro e a prata ficariam com um de nós.

Eu me divertia com o livro que estava lendo, a personagem principal sugeria que o chefe tomasse suco de abacaxi se quisesse ganhar outra chupada. Estava concentrada na conversa quente dos dois quando meu banco foi chutado. Fingi não sentir e segui lendo o desenrolar da cena, os dois se agarrando contra uma parede.

Chute.

Eles estavam quase terminando a transa.

Chute.

Lá se foi o clima. Apaguei a tela do meu e-reader e me concentrei em ouvir as músicas no meu fone.

Edward sabia que eu lia antes dos jogos para me acalmar e manter o foco, não ia cair no joguinho dele e me estressar com as batidas propositais dele no banco. Não sei de quem foi a ideia de nos colocar juntos nesse veículo. Essa era a única medalha que Edward não tinha, era óbvio que ele ia tentar me desestabilizar para ser campeão.

O aquecimento na quadra foi tranquilo. Mesmo sendo adversários, éramos amigos, quer dizer, alguns de nós. Quando nos juntamos com a equipe técnica para um bate papo rápido antes de começar a partida, a responsabilidade estar participando mais uma vez de uma final de Olimpíada veio. Emmett jogou o braço por cima do meu ombro e me puxou para si.

- Aquelas medalhas de ouro são nossas, Bella. Só relaxa e se diverte na quadra. Edward não tem essa medalha e nem vai ter. Eu não vou deixar.

- Obrigada.

- Disponha. – Ele me deu um beijo na cabeça.

Eu estava mais relaxada apoiada em Emmett. Ia sentir muita falta dele quando se aposentasse, mas meu amigo merecia curtir a família. Eu só teria que encontrar um novo parceiro.

- Boa sorte, bunda mole. – Emmett cumprimentou Edward.

- Boa sorte para você também, calça frouxa.

Quase parecia que ele era uma pessoa normal.

Como cumprimento, recebi uma olhada dos pés as cabeça e uma carranca visível até mesmo por baixo da máscara.

- O mesmo para você. Babaca.

- Agora jogue na força do ódio, Bella. – Foi o último incentivo de Emmett.

- Se eu acertar esse saque a gente vence, Bella. Preparada?

- Sem pressão.

- Com pressão é mais gostoso. – Piscadela.

Emmett se posicionou, respirou, sacou… Ace!

- Eu falei! – Ele gritou, vindo me abraçar.

- Nós ganhamos!

Ele jogou a cabeça para trás e urrou um palavrão. Sem a torcida, o grito reverberou pela arena.

- Isso vai ficar lindo na televisão. – Falei e fiz o mesmo que ele.

- Vou sentir sua falta. – Nós nos abraçamos mais uma vez, sendo separados por Alice.

- Deixem eu participar! Parabéns! Vocês foram incríveis!

A pequenininha nos abraçou em conjunto e depois um de cada vez.

- Você também foi, Alice. – Falei enquanto olhava para Edward por cima do ombro dela. – Merecia ter ganho esse jogo. – Ele rolou os olhos e foi falar com Emmett.

Por causa dos protocolos de segurança, poucas pessoas foram autorizadas a entrarem na quadra. Depois de receber as felicitações de todos, sobrou Edward na minha frente. Ele estava com o casaco do uniforme, os cabelos suados penteados para trás.

- Belo jogo. – As duas mãos dele estavam escondidas nas costas. Ele tirou uma e me estendeu uma garrafinha. – Para comemorar a medalha. Parabéns.

Quando olhei para o rótulo, fiquei surpresa ao ler 'suco de abacaxi'. Encarei-o novamente, ele tirou a outra mão das costas, bateu outra garrafinha de suco na minha e piscou. Depois saiu andando e bebendo o próprio suco, enquanto eu ficava parada no meio da quadra sem saber como reagir.

Depois do jogo, voltamos para a Vila Olímpica para descansar antes de algumas entrevistas.

- Uma pena não podermos passear por aí, eu estava louca para ir em um café de gatinhos. – Alice fez um muxoxo enquanto arrumava a mala.

- Quando voltarmos você pode ir lá em casa brincar com os meus. Depois de tanto tempo eles vão precisar de todo carinho do mundo.

- Ai, Bella, me desculpa, mas o único gato para quem eu vou dar alguma coisa quando voltar para casa é o Jasper.

- Alice! Primeiro, informação demais. Segundo, não precisa jogar na cara.

- Em outros tempos você podia estar se divertindo com aquele jogador de vôlei francês.

- A namorada dele não ia gostar nem um pouco disso. – Fiz uma bola com um casaco e enfiei na minha mala.

- O nadador australiano? Olha, bastante atleta está se mantendo isolado como a gente. Como só vamos embora na madrugada, você ainda pode se divertir com alguém.

- Alice, eu te amo, mas não vou arriscar nada com ninguém aqui.

- Continua com seus gatos, então. – Fez careta para mim.

Bateram na porta e Alice olhou pelo olho mágico antes de atender.

- Só não se estresse antes de irmos. É Edward.

Ela abriu a porta para ele, que assim que entrou tirou a máscara e jogou na cama de Alice.

- Gostou do suco? – Apontou para a garrafinha ao lado da minha cama.

- Gostei tanto que pedi para trazerem mais. – Estreitei os olhos para ele.

- Alice, eu preciso conversar com a Bella, será que…

Fiquei torcendo para Alice não sair do quarto. Eu não responderia por mim se minha amiga me largasse sozinha com Edward. Desde que ele me deu o suco e bebeu o dele, eu só consigo pensar em testar a teoria do livro de que o "gosto" dele vai ficar melhor.

Alice deve ter confundido a tensão no quarto e tratou de pegar a chave e o celular.

- Se é pela paz, eu saio. Vou fazer uma visita para Jane. Vocês façam as pazes, ainda temos um voo juntos pela frente. – Respirou fundo. – Deus me ajude.

Edward ficou de pé perto da porta depois que Alice saiu. Senti-me desconfortável sentada na cama e levantei também.

- Sabia que é falta de educação ficar lendo sobre o ombro das pessoas? – Dei um passo para frente, ele deu outro. Começávamos a mesma dança do outro dia no quarto dele.

- Sabia. Por isso eu li pelo reflexo da janela da van. – Um passo. – Fiquei surpreso pela sua escolha de leitura. Você jogou com tesão, Bella? Porque eu fiquei excitado o caminho todo até a arena.

- Bem feito. – Dei de ombros.

Por fora eu estava fingindo indiferença, mas por dentro eu estava queimando e imaginando formas diferentes de jogar Edward na minha cama.

- Fica de lição para a próxima vez que xeretar as coisas dos outros.

Ele voltou a falar como se eu não o tivesse interrompido.

- E depois durante o jogo. Eu não via a hora de acabar a partida e te encontrar. Cada gemido seu rebatendo a bola foi uma tortura para mim. Mais um set e eu gozava nas calças.

Nós nos aproximamos tanto que era só eu ficar na ponta dos pés que o beijaria.

- Foda-se.

E foi o que fiz. Agarrei os cabelos dele e o puxei para mim. Os braços dele me envolveram e seus lábios encontraram os meus espelhando minha necessidade.

Não demorou muito para que eu sentisse a cama de papelão nas minhas costas e o peso de Edward sobre mim.

Sentamos e retiramos nossas roupas. Eu o fiz girar e ficar deitado sob mim.

- Nada disso. Eu bebi dois sucos de abacaxi e ganhei a medalha de ouro Olímpica, tenho prioridade. – Pisquei.

Ele me puxou para beijá-lo e depois sussurrou no meu ouvido.

- Então traz essa boceta até aqui para eu provar.

Ajoelhei com a cabeça dele entre as minhas pernas e fui ao céu. Não sei se o suco fez alguma diferença, pouco estava me importando com isso naquele momento, mas Edward me chupava com vontade. Quase arranquei os cabelos dele quando o orgasmo me rasgou.

Pelos olhos enrugados que focavam em mim pude perceber que Edward sorria. Era um bastardo presunçoso.

Estiquei-me até a mesa de cabeceira e peguei um punhado de camisinhas que achei que nunca usaria.

- Achei que seria a minha vez agora?

- Nada disso. Um pelos sucos, outro pela medalha.

Abri o pacote de camisinha e admirei o pau de Edward duro para mim. Se fiquei louca com a visão dele semiereto, agora que o tinha em toda sua glória na minha mão eu estava em êxtase. Inclinei para baixo e o coloquei na boca, chupando todo seu comprimento uma única vez. Ele merecia depois do que havia acabado de fazer comigo.

- Se quiser realmente passar pela parte da medalha, vai ter que parar com isso e sentar de uma vez.

Peguei o pau dele novamente, coloquei a camisinha e nos ajustei na pequena cama de solteiro. Sentar em Edward Cullen não estava nos meus planos para essa Olimpíada, mas era uma das melhores coisas que tinha me acontecido.

Ele se inclinou para frente e levou um dos meus seios para a boca. Fechei os olhos para aproveitar mais a sensação e me distraí, perdendo o ritmo das sentadas. Se eu olhasse para ele agora, tinha certeza de que encontraria outro sorriso convencido de quem sabe exatamente o efeito que tem sobre mim.

Edward soltou meu seio, me beijou e nos virou na cama.

- Agora eu vou te foder até você não conseguir andar amanhã.

Juntando o cansaço do jogo mais o sexo de agora, eu tinha certeza que essa seria minha realidade de qualquer forma.

- Me fode até quebrar essa cama de papelão.

Edward deu uma gargalhada e deixou um beijo na minha testa.

- Boa tentativa de falar sujo. – Apertei o pau dele dentro de mim. – Bella…

Meu sorriso presunçoso foi tão grande quanto o dele.

Depois daí nós não conseguimos mais formar muitas frases.

Não quebramos a cama de papelão, o que foi ótimo, mas fizemos uma bagunça com a roupa de cama no chão. Ficamos os dois agarrados na pequena cama, não por romantismo, mas por falta de espaço mesmo. O corpo já estava ficando frio e o cansaço do dia estava batendo. Gemi movendo a perna para jogar por cima da dele e achar uma posição melhor.

- Tenha piedade de mim, Bella. – Edward gemeu.

- O que?

- Seus gemidos.

- O que tem os meus gemidos? Achei que você gostasse deles.

- Exatamente! E esse é o problema. Se você não parar de gemer eu nunca vou conseguir sair dessa cama.

A mão gigante de Edward estava confortavelmente espalmada nas minhas costas. Por mais que eu estivesse amando a sensação do corpo dele junto ao meu, mesmo no pouco espaço que tínhamos, precisávamos quebrar a bolha e voltar para a realidade.

- Nós temos entrevistas para dar em algumas horas e um avião para pegar em seguida. E Alice provavelmente volta para o quarto antes disso.

- Ela está acostumada a ver minha bunda branca.

- Você vai mostrar mais que a bunda para ela dessa vez.

- Tem razão. Jasper não vai gostar nada disso. É melhor eu me vestir, nós ainda precisamos conversar. – Franzi a sobrancelha para ele. – O que? Eu realmente vim conversar. Não tenho culpa se fui distraído pela garrafa de suco.

- Vamos tomar um banho. Depois conversamos.

2024 – Olimpíada de Paris

A repórter do outro lado das grades virou para a câmera e esperou cinco segundos antes de começar a falar.

- Sim, Lois, estamos com nossos medalhistas de ouro nas duplas mistas do tênis. Bella é campeã pela terceira Olimpíada seguida, Edward conseguiu alcançar a glória agora. Eu quero saber deles agora o que mudou entre uma Olimpíada e outra para vocês?

- Tudo. – Respondemos os dois ao mesmo tempo. Era sempre a mesma pergunta, sempre a mesma resposta ensaiada. Eu tinha treinado Edward para não falar demais nas entrevistas.

- Vocês são uma dupla bem silenciosa. Ao contrário das parcerias anteriores que brincavam o tempo todo com vocês, agora praticamente não falam em quadra. Como funciona essa comunicação por olhares?

- Desde que Alice descobriu a gravidez nas eliminatórias e Bella a substituiu, nós passamos praticamente vinte e quatro horas por dia juntos: treinando, jogando, e convivendo na mesma casa. Então, é natural que esse entendimento aconteça.

- E Edward odeia que eu faça barulhos na quadra. – Dei de ombros.

- Eles me desconcentram. – Meu, agora, marido, teve a cara de pau de virar para mim e abrir o melhor sorriso torto cheio de presunção. Eu podia treinar o que ele falava, mas não como reagia.

Depois de um tempo treinando juntos e algumas situações constrangedoras na bermuda de Edward, concordamos que seria melhor se eu parasse de gemer, tanto, em quadra.

Eu poderia pedir para que ele não usasse mais bermudas brancas. Mas perderia a bela visão que eu tinha antes de cada saque.

- E quanto a inimizade de vocês? Na Olimpíada passada Bella torcia para você perder e isso te incomodou bastante, Edward. – Mais uma pergunta que não aguentávamos mais.

- Foi uma técnica muito bem elaborada de psicologia inversa. – Eu respondi e Edward gargalhou. – Eu sabia que se o irritasse ele faria de tudo para ganhar. Eu queria que ele chegasse até a final para eu mesma derrotá-lo. Funcionou.

- Nós nunca nos odiamos de verdade. – Edward olhou para mim e piscou.

- Diga por você. Eu queria quebrar suas raquetes na sua cabeça.

- Minhas raquetes?

- Claro! O prejuízo seria todo seu.

A entrevistadora movia a cabeça de um lado para o outro como se assistisse a um de nossos jogos.

- Vejo que ainda temos uma pontinha de ódio aí, Bella? – Perguntou quando nossa troca terminou.

- Não mais. Já cruzei a linha do amor e ódio para o lado do amor faz muito tempo.

Desde que conversamos no quarto em Tóquio e decidimos resolver nossas diferenças quando voltássemos para casa, fomos inseparáveis.

- Seus outros parceiros deram um tempo para se dedicar à família, quando vai ser a vez de vocês dividirem esse amor todo? Não pensam em ter filhos?

- As respostas dessas perguntas vamos ficar devendo. – Edward falou.

- Muita informação. – Concordei.

- Tudo bem. Eu entendo. – A repórter abriu um sorriso sem graça. – Antes de eu liberar vocês para voltarem ao hotel, uma última pergunta. Bella, como vai ser a comemoração da medalha esse ano? Quando te entrevistei com Emmett na Olimpíada passada, vocês disseram que optaram por respeitar os protocolos de segurança e não fazer nada. Esse ano a festa está liberada? – As segundas intenções dela tentando ser convidada para uma possível comemoração eram visíveis. Para a infelicidade dela, essa comemoração era mais do que restrita.

- Nós vamos manter a comemoração do ano passado: uma boa jarra de suco de abacaxi e cama por uns bons dias.

A repórter ficou decepcionada com minha resposta, mas disfarçou bem emendando o encerramento da entrevista. Edward apertou minha cintura e nos levou para posar para fotos.

- Será que ela vai ficar muito chateada quando descobrir que eu já estou grávida e neguei um furo de reportagem? – Falei entre dentes.

- Como se você se importasse.

- Não mesmo. Fico feliz por você ter aprendido a manter a língua dentro da boca e também não ter dito nada.

- Eu não tinha coisas melhores para fazer com a minha língua. Agora eu tenho. – Edward se virou para mim e piscou. Os fotógrafos amaram!

- Ah, se eles fizerem leitura labial agora…

Edward riu e me deu um beijo na testa.

- Eu te amo, Bella.

- Eu também te amo, presepeiro. – Fiquei na ponta dos pés e dei um beijo na bochecha dele. – Agora vamos antes que você resolva dar um show para os fotógrafos.


Alguém ainda fala 'presepeiro'?

Obrigada, Janize mais uma vez por fingir que curte ficar corrigindo minhas besteiras.

Obrigada pela leitura!