Eu já agradeci a Aikori Ichijouji autor de Criminal, mas não custa mais uma vez. *-* Obrigada *-*~

Aikori Ichijouji, Tks very much for give me permission to this fic *-*~

leiam a fic criminal! *-* é sério XD~

Skip Beat é obra da Nakamura-sensei.

Eu sou apenas uma fã louca, escrevendo algo totalmente dark...

por conta da imaginação fértil demais da conta =X

Que escreveu de mais, mas ficou com receio de postar =x

é sério ;-;~ Tá mais dark do que eu pensei que ia ficar x-x~

E eu to tentando mudar... [ps: mais a frente a coisa piora... ]

[Betas? pls? =~]

Críticas construtivas eu agradeceria, se me ajudassem ;-;~


Capítulo 2 - Cinco meses depois...


Havia se passado 5 meses desde a conversa das duas e as filmagens de "Hachisu" já estavam bem avançadas. Kyoko só precisaria filmar mais uma cena para terminar sua participação, da forma mais triste...

Kyoko adentrava a sala LoveMe. Kanae e Chiori estavam lá dentro conversando. Kyoko dava o milésimo suspiro do dia entrando na sala e Kanae conhecia aquele suspiro...

- Kyoko-senpai… Bom dia.

- Ah, Chiori-san… Bom dia. Moko-san, bom dia…

- Está tudo bem Kyoko-senpai?

- Sim... Só cansada mesmo.

"Como se eu fosse acreditar…" Pensou Kanae.

Desde de que estava mais próxima de Kyoko sabia exatamente o que significava aquele suspiro...

- Hoje é seu último dia de gravação, né senpai? - perguntou Chiori e Kyoko suspirou.

- Sim… estou… apreensiva… Nunca fiz uma cena assim, que envolvesse sentimentos tão aforados...Com um desfecho tão...

- Vai se sair bem. Bom, estou indo pro meu trabalho de hoje. Vocês irão ao set de filmagem agora?

- Sim - Confirmou Kanae, sem desgrudar o olhar de Kyoko. - Vamos almoçar e vamos ao set, né Kyoko-chan? - Kyoko engoliu seco… Sabia bem aquele tom de voz de sua amiga… Iria escutar sermão, provavelmente sobre aquilo

- É sim. - Respondeu sorrindo, como se não tivesse notado nada. Mal Chiori saiu, Kanae suspirou fundo.

- Nada ainda de ter coragem?

- Você sabe a resposta, Moko-san… Eu simplesmente não consigo…

- Você vai acabar perdendo ele assim, Kyoko…

- Não sei, se eu me confessar vou perder, se não confessar também vou perder…

- Então porque não se confessa e termina com esse sofrimento? Venho te acompanhando de perto nestes 5 meses com a Momiji e sinceramente, é como se você estivesse presa. Não anda nem pra frente, nem para trás, nem pros lados. É como se estivesse amarrada no mesmo lugar. Assim você não vai conseguir mais nenhum personagem, estando presa a essa emoção sem saber o sim ou o não...

Kyoko travou ao escutar o não… Era uma de seus problemas atuais… Como conseguiria atuar, e não travar ao escutar o personagem que Momiji amava dizendo aquelas palavras e ela imaginando ele lhe falando, só que de forma mais ríspida…

Porém...

Nestes 5 meses, o relacionamento deles havia saído de senpai e kouhai, agora eles se tratavam pelo primeiro nome... Pelo menos quando estavam apenas ambos.

Escutar da boca dele o nome dela sair, era algo que o coração dela ainda não havia se acostumado! Seu coração batia em ritmo descompassado, com velocidade e ela sempre tinha que lutar para não corar furiosamente.

Se ele já era gentil antes, agora piorou...

Mal deixava andar e parecia que sabia do cronograma dela! Sempre aparecia nas horas certas, Yashiro próximo a ele sempre, sempre a levava para casa depois do trabalho, ou do jantar. Ela via mais e mais o sorriso verdadeiro dele quando ela falava da Momiji, dela, das ambições dela… Mas sempre faltava algo.

E como se o destino estivesse conspirando contra, havia aparecido um outro problema que ela ainda não tinha entendido.

Nestas últimas semanas, ele parecia ter ficado um pouco mais frio, mais irritado. Quando ela estava perto, ele a tratava como havia tratado durante os últimos 5 meses, mas agora com um agravante, ele parecia que ficava olhando ao redor, como se estivesse esperando alguém aparecer do nada e fazer alguma coisa contra eles dois.

Kyoko não entendia bem a mudança de atitude dele, mas sinceramente, acreditava que havia o dedo do presidente neste novo comportamento dele. Lory, por outro lado, parecia mais persuasivo que nunca! Sempre pressionando para que ela falasse o que sentia para ele. Mas lógico ela sempre esquivava. A atitude de ambos era bem diferente, estranha, mas ainda assim, perturbadora.

O coração de Kyoko já quase não aguentava mais toda a pressão que o presidente estava pondo nela para abrir o jogo… O teste seria com Momiji. Ela também se confessaria, antes do final trágico… No script, o diretor não pôs as linhas dele, de propósito… Ele queria que ambos atuassem do fundo do coração dos seus personagens… Sendo fiel aos sentimentos de cada um… E Kyoko sabia da rejeição que viria, pois ele amava Chiori…

- Então, quando vai tomar coragem?

- Não sei… Queria fazer o teste com a Momiji, mas como não sei o que vai acontecer, pois o diretor quer que ajamos como nossos personagens… Eu não sei como ele vai agir… É como se eu fosse falar com ele, sem saber como ele iria reagir…

- Você sabe que não é a mesma coisa, pois você sabe que vai morrer logo depois da confissão.

- E não é o mesmo princípio? - Dizia Kyoko que terminava de se arrumar. Kanae gelou. - Se ele me rejeitar, eu sei que não vou aguentar… Se me aceitar… Vou morrer do mesmo jeito… Não tem muito do que escapar… Aquele sorriso dele sempre me deixa fraca como se estivesse perto do meu túmulo.

- Você sabe muito bem que eu não gosto que fale assim. - Ela suspirou e virou pra amiga. Fazia 5 meses que Kanae escutava os lamentos de Momiji e de Kyoko, falando dele. O que ele fazia com ela, os tipos de sorriso, quando ele estava irritado, com ódio, ou com o sorriso falso que Kyoko havia apelidado de sorriso gentleman…

Ela, agora, conhecia cada olhar que Kyoko dizia, pois nestes 5 meses, Kyoko mostrou de perto para Kanae, sem ele notar, cada sorriso ou olhar dele. Era como se ambas fossem stalkers.

Kanae sabia de cada jeito dele significava algo, conheceu muito bem o corpo dele por causa dos bonecos dela, mas agora ainda mais, vendo tão de perto e tão constantemente… Kanae suspirou. "Ainda bem que não o amo, mas qualquer um começaria a amá-lo depois dela falar dele com tantos detalhes."

- Você sabe que, seja qual for a resposta dele, eu estarei aqui. Seja rejeição, seja aceitação, e da forma que ele age com você, eu duvido que seja rejeição…

- Ele é o ator número um Moko-san… Ele pode muito bem… Fingir… - Ela falou baixinho, MESMO não acreditando em si mesma.

Enquanto se dirigiam ao estúdio, pararam no meio do caminho para almoçar.

- Mesmo assim, se ele está fingindo durante estes 5 meses, não, minto, durante este ano todo, eu vou ter que tirar o chapéu pra ele, porque até eu acredito que ele te ama, sua grande baka. - Elas entraram em um restaurante de okonomiyaki* pra almoçar. - Pense assim Kyoko… Se ele disser sim, todo esse sofrimento acaba, e vocês viverão juntos para sempre como nos contos de fada que você tanto ama ler… Se ele disser não, eu não vou te largar nenhum segundo pelos próximos meses, ou anos, até você esquecer-se dele por completo. Nem que para isso nós duas fujamos de Tokyo para, sei lá, América! Você disse que Hizuri-san lhe receberia de braços abertos, não? Eu iria junto contigo pra lá e começaríamos nossa carreira na América. Mudaríamos de nome, de aparência, seríamos irmãs, sei lá… Qualquer coisa pra te tirar da depressão… - Dizia segura.

Seria realmente um pé no saco, mas depois dos 5 meses mais próxima a Kyoko, ela tinha lá as dúvidas se conseguiria ficar sem ver o sorriso ou os abraços de urso da amiga densa. Havia se acostumado demais, e ela estava odiando todas as mudanças… Graças ao drama do estúpido Tsuruga Ren.

- Eu acho que minha melhor amiga saiu daqui e outra pessoa, uma sósia, sentou no lugar dela… - Kyoko abriu o riso, enquanto fazia o okonomiyaki para ambas.

- Quieta… Coma! – E enfiou um pedaço gigante na boca de Kyoko que riu e se engasgou tentando engolir o pedaço.

A conversa divergiu entre a cena, ou ideias de visitar o pai dela na América, com Kanae no pé dela… Kyoko até mandou uma mensagem para ele, perguntando `se` fosse possível, lógico que Kanae odiou e amou ao mesmo tempo.

Elas se dirigiram ao estúdio para a cena final…


*okonomiyaki* é um tipo de panqueca fina frita japonesa com vários ingredientes.

Okonomi significa "o que você quer" ou "do seu desejo," e yaki significa "grelhado" ou "frito" sendo assim, o nome desse prato quer dizer "cozinhar aquilo que você gosta, da maneira que você deseja".

Espero que tenham gostado desse cap. até a próxima, e comentem *-*