Autora: Bellαtrix . / Karla Lima

Disclaimer: Essa fanfic não é minha e nem a história de Naruto, essa fanfic pertence à Karla e foi escrita em 2009, aqui ela faz parte do meu Projeto Nostalgia. Caso você seja a autora e deseja que eu retire a sua história do site, só mandar uma mensagem para mim. :)

~ AVISO ~: Essa história está em falta com os capítulos 75 e 76 e algumas partes de outros capítulos.

Aproveitem!


Capítulo 07 - Impossível de se manter uma conversa

E o último toque foi dado, finalmente, acabou a aula. MAAS, pra mim não, ainda tenho o reforço com Sasuke. Ninguém merece, nin-guém me-re-ce. Não desejo isso nem para a Porca-san (vulgo: Ino). Mas enfim, catei minhas coisas e desci, juro, nunca fui tão lerda assim... Mas era a vontade de adiar meu sofrimento. Escadas, corredores, escadas e cantina. E lá estava ele, sentando na última mesa, com alguns - duzentos - livros espalhados pela mesma e uma cara enjoada, como sempre. As mangas da blusa preta dobradas até o cotovelo e a calça jeans. Sentei.

- Seu cabelo é estranho. - Falei sem mais nem menos.

Até então estava concentrado nos livros, corrigia algumas provas e brincava com a caneta vermelha, aquela mesma mania. Levantou o rosto e ficou me olhando, parou de brincar com a caneta.

- Você já se olhou no espelho? - Falou, depois dessa eu catava meu lençol pra ir dormir. (Típica frase minha. :D)

Eu sou normal, ok? Só sou branca demais, meu cabelo é rosa e meus olhos são verdes, algum problema? Sem falar que eu sou fina que dói. A típica pessoa: "Quando tá de frente, pensam que tá de lado, quando tá de lado, desapareceu." Ri de mim mesma, parecia uma retardada. Ele ainda me olhava sem entender o motivo do riso.

- Esquisita. - Falou.

- Vá a... - Enquanto soltava meus belíssimos gracejos, ele me reprovava somente com o olhar.

Ignorou e voltou a fazer o que fazia. (?)

- Você fez os exercícios que eu passei pra casa? - Perguntou.

- AHN? - Puts, não fiz.

- Fez ou não? - Perguntou novamente.

- Que dor de cabeça, vou pra casa. - Levantei, pondo a mão na cabeça, caminhei sem firmeza e fingi que ia desmaiar. Ele se levantou e eu toda crente que ele iria me segurar.

É né, me segurou... Mas foi pelo braço e para que eu não fosse embora. Não gostei.

- Você não é uma boa atriz. - Falou, enquanto me jogava de volta na cadeira.

Bufei e cruzei as pernas, agora sim me dei por vencida. Abri a bolsa e peguei o caderno e os livros.

- E então, aquilo foi um "não"? - Continuou corrigindo as provas.

- Né, mas eu fiz alguns. - Respondi, pondo os cotovelos na mesa.

- Incompetente. - Me controlei pra não dar uma cadernada no meio das fuças da criatura. - E tire os cotovelos da mesa, é falta de educação.

- Incompetente eu posso até ser, mas da minha educação você não pode falar. Você também não é nada educado. - Retruquei.

- Deve ser difícil para uma pessoa como você ter algum argumento coerente. Eu entendo. - Pareceu rir, esboçou um pequeno, micro, mini, pp, sorriso.

- Pessoa como eu? O que você quis dizer? - Já tava ficando irritada.

- Pessoa com encéfalo subdesenvolvido se comparado à uma população de pessoas com capacidade de aprendizagem medíocre. - Respondeu.

Inclinei a cabeça pro lado com uma cara de "Mãe de quem?".

- Viu, eu falei. - Balançou os ombros e puxou meu caderno. - Amanhã vou fazer a correção disso.

- Então, né, me ajuda a fazer esse treco. - Falei fazendo a carinha mais fofa que podia, poder de persuasão, rapaz.

- Não, faça você mesma, a tarefa é sua, não minha. E eu expliquei isso em sala, se você prestou atenção ou não, o problema é seu. - É, não deu. Falou com tanta convicção que preferi ficar quieta.

- Ta né. - Fiz o mesmo gesto com os ombros, olhei pro caderno, olhei pra lapiseira, como diabos eu faço esse negócio?

Fiquei mais ou menos uns 15 minutos pensando e nada, não fiz nem um traço no caderno.

- Mas num era pra você me ajudar? Tirar minhas dúvidas e pans? - Perguntei do nada.

Ficou quieto e esboçou aquele mesmo sorrisinho. Te peguei, Sasuke. Haha. Seu olhar era tão coisado, parece que ele não gosta de ser contrariado ou encurralado. Eis o ponto fraco do Uchiha.

- No que você tem dúvida? - Revirou os olhos, guardou as provas e pareceu focar a atenção em mim.

- Tudo. - Dei um sorrisinho amarelado.

E lá se foi a tarde toda me explicando a matéria. Cansatiiiivo. Consegui começar, falei começar, a entender do que se tratava aqueles palavrões como: Angiospermas e blablabla. Depois de ser obrigada a fazer a tarefa de casa, fazer um resumo do tamanho do mundo e alguns exercícios a parte, o reforço acabou.

- Aleluia. - Joguei os braços pra cima e espreguicei.

- Aleluia digo eu. Finalmente. - Pôs as coisas na bolsa e levantou. - To indo, até.

- Até. - Coloquei as coisas na bolsa e sai correndo, coincidentemente, acompanhei Sasuke.

Trocamos algumas - pouquíssimas - palavras, a maioria xingamento, até que chegamos ao estacionamento.

- Entra aí. - Entrou num carro preto.

- Tá né. - Nem liguei, que pessoa que pega um ônibus lotado e cheio de criaturas fedorentas se importaria em ir pra casa de carro com ar condicionado?

Fui explicando o caminho, chegamos a minha casa – pensou que eu fosse indicar o caminho do motel? -, lógico. Desci e enquanto abria o portão, ele baixou o vidro do carro e falou:

- Prova surpresa pra turma amanhã, vê se estuda. - E saiu. Cada louco que me aparece.

Mas lógico, vou estudar - milagre -, sou nem besta.

"Diário purpurinado, hoje foi um saco. Passei - praticamente - o dia todo com o Sasuke. Me chamou de incompetente umas 10 vezes, nem ligo. E ele que é um bruto?! Engraçado, continuo com aquele pensamento de que o conheço de algum lugar. Deve ser só impressão, quantos caras de cabelo mais preto que carvão e olhos da mesma cor existem aqui? VÁRIOS, dã. Eu acho. Viajei, mas enfim... Ele é louco ou o que? Me avisou que teria prova. Ele não é tão dumaw quanto parece, mas mesmo assim, amanhã ele vai ver quem é a incompetente. Outra viajem minha, não gosto do olhar/olhos dele, são muito... Frios, insípidos - aprendi essa palavrinha com a professora de português, haha -, totalmente... Impassíveis. Não suporto pessoas assim. Sabe, olhos assim não me mostram nenhum tipo de sentimento, é algo tão... Falso. É até difícil de explicar, quem ler isso aqui deve achar que eu fumei umas, mas juro que não. To com sono, fui. P.S: Por que diabos ele me ajudou?"