Notas Autorais: Eu realmente adoro ignorar as reviews. É, adoro mesmo. Tive apenas uma review decente. Mas foda-se. Essa fanfic é meio basada na minha vida, então... QUEM LIGA ? :D Cap curto, porque sim. Foda-se

Disclaimer: Para a minha infelicidade, Naruto não me pertence... Fazer o que né?

Summary: Como se o botão de ligar tivesse sido acionado, Sakura se viu sendo alguém que ela não era. Agora, Sakura precisa retomar sua vida com as próprias mãos e reaprender a ser a pessoa que ela era antes de tudo mudar.


What have I become?

Por Neko Sombria

Capítulo 2:

Sakura se sentia confortável dentro do seu sedan, mais confortável que dentro daquela casa que aspirava e lhe sufocava com a presença de Sasuke. Quando descera as escadas com as malas em seus braços, ela notou que o lugar, como o quarto, era apenas Sasuke. Não um lugar dos dois, mas apenas dele.

Aconchegando-se em suas próprias roupas, Sakura notou que fazia muito tempo que não usava uma calça de moletom. E ela se sentiu confortável dentro delas. Fora rápida com a escolha, e a saudades que sentia do conforto e o calor que a familiaridade lhe proporcionava apenas lhe indicava que tomara a atitude certa.

Colocou o celular no viva-voz de deu o comando de discagem para um numero que nunca esperara ligar com a finalidade que faria agora. Ajustou o aparelho no lugar correto no sedan, enquanto esperava o sinal abrir, ouvindo o som de chamada pelo auto-falante do carro.

Seu sedan tinha sido comprado com os primeiros salários que tivera como médica. Fruto de seu trabalho e esforço para salvar vidas. A conquista que tivera salvando outros agora estava lhe salvando a vida. E Sakura não poderia estar mais feliz com isso.

- Hyuuga Neji falando.

- Boa noite, Neji. Perdão por ligar tão tarde. Você tem alguns minutos?

Sakura ouviu alguns barulhos ao fundo antes de receber uma resposta.

- Desculpe a demora. Estava tirando o paletó. Em que posso ajudá-la, Sakura?

- Eu quero me divorciar.

Sasuke estava secando o cabelo quando viu a porta do closet entreaberta. Passou a toalha para os ombros, caminhando pelo quarto.

- Não demore para escolher um pijama. Tenho que acordar cedo amanhã, e você sabe que eu não gosto de claridade para dormir.

Quando não recebeu nenhuma resposta, Sasuke entrou no aposento dando uma chacoalhada nos cabelos e perguntando:

- Não vai me responder?

Quando ele entrou e percebeu que Sakura não estava lá, um outro detalhe lhe chamou a atenção. O closet não só estava vazio, sem sua esposa, como não havia quase nada dela lá. Apenas os vestidos que ele lhe dera.

Sasuke estreitou os olhos por um momento e olhou em volta, procurando com os olhos as malas de Sakura. Mas elas estavam lá. As malas de viagem deles estavam ali, guardadas no canto do closet, onde era o lugar delas. Sasuke havia comprado-as para a lua-de-mel deles, quando passaram duas semanas na Alemanha, para que ele aproveitasse o congresso de Advocacia que estaria atendendo em nome do pai.

- Sakura, você resolveu limpar seu guarda-roupas? - Sasuke falou alto, esperando que ela estivesse em outro cômodo. Quando após alguns minutos ele novamente não recebeu resposta, Sasuke passou por todos os cômodos da casa procurando pela jovem esposa.

Não a encontrou.

Confuso com o que teria acontecido, Sasuke voltou para seu quarto e olhou para o vestido negro sobre a cama. Naquele momento ele notou que havia um papel sobre ele. Sentou-se na cama e pegou o papel, desdobrando-o sem cuidado e imediatamente reconheceu a letra feminina e ao mesmo tempo médica da esposa.

As palavras que ali continham lhe deram um amargor na boca:

"Eu quero o divórcio. Não quero nada seu. Apenas voltar a ser uma Haruno. Não me procure. Deixe que nossos advogados cuidem disso. Atenciosamente, Sakura."

Sasuke suspirou pesado e passou as mãos pelos cabelos nervosamente, esperando que fosse apenas uma brincadeira da esposa. Porque se não fosse, os jornais iriam lhe incomodar mais do que estavam atualmente.

Os tablóides já boicotavam o relacionamento deles, especulando que ele estava fazendo a esposa infeliz. Se eles se separassem, sua vida seria um inferno.

Continua...