Disclaimer: BLEACH e seus personagens pertencem a Tite Kubo.
ALERTA: Esse capítulo é HENTAI. Caso não se sinta à vontade para ler conteúdo adulto, aguarde a postagem do próximo capítulo dentro de algumas semanas.
Vítimas do Dever
Por Amanda Catarina
Capítulo 13
Byakuya e Yoruichi ainda tinham as bocas unidas naquele mesmo beijo.
Mas assim que se desgrudaram, Byakuya se posicionou entre as pernas de Yoruichi, para aliviá-la de seu peso, e ergueu um pouco o corpo para poder se livrar de seu haori e do quimono principal, mas não foi além, porque bastou que tivesse maior mobilidade nos braços para que se esquecesse dos próprios trajes e se concentrasse exclusivamente nos trajes dela. Então, ele fechou os dedos nas frestas de ambos os quimonos dela e tentou puxá-los para os lados, mas o largo obbi frustrou seu intento. Afoito, tratou de desamarrar o cordão que atava o obbi e logo atirava toda aquela parte do traje para o lado. Estava ansioso para livrá-la daquela infinidade de tecidos e poder contemplar aquele corpo escultural por completo dessa vez. Sem o obbi, o quimono principal ficou frouxo no corpo de Yoruichi e então sim ele conseguiu afastar as partes, uma para cada lado, com isso o quimono interno ficou todo à mostra e ele já dirigia a mão para o cinto que o mantinha fechado, quando a voz dela desviou sua atenção.
– Quer saber? Acho que transar com você é outra coisa para a qual ainda não estou preparada...
A afetação na voz dela foi tanta que ele teve certeza que era uma provocação, por isso fez com que ela se calasse com outro beijo voraz, ao mesmo tempo em que suas mãos rápidas e ágeis desfaziam o laço do cinto, porém, antes que conseguisse completar a tarefa, Yoruichi virou o rosto de lado, escapando do beijo, e indagou:
– Cê tá me ouvindo?
Byakuya apenas a encarou, no lugar da típica frieza, havia muita malícia em seu olhar cinzento e, ignorando a pergunta, ele arrancou dela aquele cinto com um só puxão, depois só precisou deslizar a parte esquerda do tecido para o lado e depois a parte direita, e eis que as curvas voluptuosas ficaram parcialmente expostas, resguardadas agora apenas pelas duas peças íntimas de um bonito rendado. Fascinado, ele curvou o corpo para baixo e deu uma leve mordida na região logo acima de um dos seios dela.
– Ai! Não me morde seu pirralho! Eu vou te ensinar bons modos!
Yoruichi tentou se erguer, sair daquela posição, mas Byakuya a imobilizou com as coxas e separou os pulsos dela na altura das orelhas.
– A gatinha vai querer ficar arisca bem agora? Pode parar. Não tem como fugir daí...
– Você anda tão convencido. Acha mesmo que se eu quisesse sair daqui, não conseguiria isso muito fácil?
Ela persistia em provocá-lo e ele resolveu entrar no jogo.
– Por que não tenta então?
– Está me desafiando?
– Seria maldade minha desafiar alguém que não tem como me vencer.
Yoruichi estreitou os olhos dourados e com uma manobra rápida, conseguiu derrubá-lo para o lado e logo era ela quem estava por cima dele.
– O que estava dizendo, Byakuya-bo?
Ele acabou deixando escapar um riso, não conseguiu se conter e não se perdoou por isso.
– Rapidez sempre foi sua especialidade, bakeneko, mas não esqueça é a minha também.
Yoruichi não o levou a sério e ficou a encará-lo com o nariz empinado e em pose vitoriosa, mas então deu um gritinho quando Byakuya virou com tudo, lhe agarrou e a ergueu em apenas um braço e depois a derrubou de novo no colchão, dessa vez para a extremidade inferior do leito. Ela soltou uma risada espontânea e Byakuya gostou daquilo. Gostou de vê-la rindo tão descontraída, depois daqueles dias difíceis e turbulentos. A sensação foi tão boa que até lhe trouxe alguma nostalgia.
– Quer tentar de novo? - ele provocou e então voltou a apertar os pulsos dela.
– Você me pegou de surpresa, mas não fique achando que eu não...
Impaciente, ele pôs fim ao discurso com outro beijo. Ela ainda ria, mas não demorou a correspondê-lo, então ele afrouxou o aperto. Percebendo os braços livres, Yoruichi os abaixou para depois deslizar as mãos desde a dorsal até os ombros atléticos de Byakuya, então seus dedos finos se enfiaram por baixo dos cabelos longos dele e alisaram-lhe a nuca carinhosamente. Byakuya adorou aquilo, então também gastou algum tempo distribuindo beijos e carícias pelo corpo dela, até que, em mais uma demonstração de força física, ele se ergueu com ela do colchão.
Ficaram sentados com os joelhos encostados, trocando olhares desafiadores, os dois quimonos dela pendurados logo abaixo dos ombros estreitos, e o único que restava nele mal ajeitado no corpo. Byakuya pensava em terminar de despi-la e ele já ia avançar para fazer isso, mas se deteve quando Yoruichi desviou a atenção para algo caído ali no colchão.
– O que é isso? - ela indagou e pegou o que parecia ser um pequeno envelope plástico.
Byakuya reconheceu o pacote de preservativos que ele guardara um pouco antes no bolso da hakama.
– Não... - disse ela e depois atirou o pacotinho longe. – Isso não é necessário.
Ele meneou a cabeça com um ar interrogativo e retrucou:
– Como não? A não ser que você tenha aquele contraceptivo interno...
– Não. O que acontece é que eu... Não posso ter filhos - ela declarou com simplicidade, mas um pouco depois ficou abatida e cabisbaixa.
Surpreso, Byakuya se aproximou mais e ergueu o rosto dela.
– Como assim não pode?
– Não posso. Kisuke nunca precisou... - ela explicava, porém Byakuya a fez silenciar, pousando os dedos em seus lábios, inconformado por ela ter proferido aquele nome.
– OK, eu já entendi - cortou ele.
Constrangida, Yoruichi virou o rosto para o lado. Byakuya sentiu o desconforto dela e se afligiu com a ideia de que a tão ansiada noite de amor teria seu fim antes mesmo de ter começado. Mas ele logo afastou isso do pensamento e sentiu que precisava dizer qualquer coisa. Aquela devia ser uma realidade difícil para uma mulher, ainda mais para ela que adorava crianças e enquanto ele divagava nessas ponderações, Yoruichi de repente se abraçou a ele. Foi tão repentino que ele não reagiu de imediato, mas tão logo voltou a si, fechou os braços ao redor do corpo dela e a aninhou contra o peito. Ela ficou quieta, encolhida em seus braços e ele sentiu certo alívio ao perceber que palavras não seriam necessárias.
No entanto, o pesado silêncio se prolongou por um bom tempo, inevitavelmente arrefecendo a excitação dele. Conformou-se que ter Yoruichi seminua nos braços seria o máximo que conseguiria naquela noite, e estava sim conformado com isso quando, sem nenhum aviso, ela meteu a mão pela fresta entreaberta de seu quimono e logo os dedos delicados alisavam seu peito sob o traje, numa carícia singela, mas inquestionavelmente provocante. Byakuya fremiu excitado, pois era a primeira vez que Yoruichi tomava a iniciativa e foi impossível não pensar que aquilo acontecia no momento mais oportuno possível. Ele puxou o ar com força e, embora o pequeno gesto tenha sido o bastante para reascender sua excitação, permaneceu imóvel, esperando para ver o que ela faria a seguir.
Yoruichi então ergueu o corpo, ficou de joelhos no colchão e depois se empenhou em puxar o quimono dele para fora da hakama. Quando enfim conseguiu, ela abriu a veste, expondo totalmente o peito dele aos seus toques e lábios e, para completo deleite de Byakuya, ela deu início a uma sequência de atos que o deixou completamente zonzo de excitação. Beijou-o no peito, no ombro, no pescoço, esfregou o rosto no dele, beijou-o de leve na boca, no queixo, então o encarou com um sorriso sedutor nos lábios e depois ajeitou delicadamente a franja dele para o lado numa carícia serena, quase materna, mas aquilo longe de amansá-lo, o fez perder completamente o controle e a compostura.
Num ímpeto, Byakuya a agarrou pela cintura e a derrubou outra vez no colchão macio. Yoruichi não protestou e simplesmente o encarou com aquele mesmo riso sedutor e provocante. Não demorou nada e Byakuya avançou nela tal qual um lobo feroz. Livrou-a das peças íntimas e arrancou as próprias roupas em questão de instantes, separou-lhe as pernas e então se cravou nela em um só impulso desenfreado. Yoruichi gemeu alto, se retraiu inteira, fincou as unhas nos braços dele, contudo não se esquivou e nem pediu que ele parasse, precisou sim de algum tempo para se acostumar com a invasão impetuosa, mas logo eles estavam se movendo juntos.
Por um bom tempo bramidos e gemidos roucos, súplicas e incentivos desconexos, o roçar e chocar dos corpos, respirações descompassadas, foram os sons que reinaram no quarto.
Yoruichi se contorcia e ofegava, surpresa e ligeiramente acuada com a virilidade do mais novo. Byakuya não quis mais saber de conversas, nem de disputas, estava tremendamente excitado e enquanto não se saciasse não lhe daria trégua. Ela tentou oferecer alguma resistência com arranhões, beliscões, mordidas, mas a adrenalina e o sangue fervendo nas veias pareciam torná-lo imune a essas pequenas agressões.
Trocaram de posições mais de uma vez e agora estavam ao centro do leito, ele sentado sobre os joelhos e ela montada nele, subindo e descendo, numa cadência ritmada. Mas antes que ela esgotasse as energias naquele esforço, Byakuya separou seus corpos e passou para trás dela. Agarrou-a, chupou-lhe o pescoço e fez com que ela levantasse os braços e se agarrasse a ele. A proximidade permitiu que trocassem um beijo breve e depois ele fez com que ela apoiasse as costas em seu peito, para em seguida deslizar as mãos pelo corpo dela em afagos muito eróticos, estimulando-a.
Com o corpo retesado e a cabeça apoiada no ombro dele, Yoruichi não pôde fazer nada além de gemer alucinada de prazer no ouvido dele. Byakuya esperou até que ela estivesse no limiar de um orgasmo para dar fim àquelas carícias e então em um movimento brusco ele atravessou o braço na cintura dela e a fez dobrar o corpo para baixo. Talvez tenha sido o reflexo de não cair que fez Yoruichi apoiar as mãos no colchão e não desabar inteira, sem imaginar que desse jeito, acabou ficando exatamente na posição que Byakuya queria. Impetuoso, ele voltou a se cravar dentro dela, apertando-a de ambos os lados da cintura e logo desferia estocadas com tudo de si. Gemer subjulgada foi tudo que restou a Yoruichi. Ela até tentou, mas não teve preparo físico, nem mesmo psicológico, para acompanhar o ritmo alucinadamente frenético de Byakuya. Evidentemente tamanho frenesi não poderia se prolongar por muito mais tempo, estavam os dois perto do limite, contudo, pelo tempo que durou, aquela etapa do ato beirou a selvageria.
Então Yoruichi apertou com mais força o colchão quando se viu abalada pelos tremores de um vigoroso orgasmo e ela teria despencado no leito, se Byakuya não tivesse se curvado por cima dela para mantê-la ali encaixada nele, e ele ainda precisou de mais algumas estocadas para alcançar seu próprio alívio.
Passada a vertigem do gozo, ofegando exausto, Byakuya acomodou Yoruichi no leito e depois se estirou bem ao lado dela. Ao contrário dele, Yoruichi ficou estendida de bruços e logo fechou os olhos, visivelmente esgotada. Ainda um pouco ofegante, Byakuya se virou de lado e passou um braço pela cintura dela de modo possessivo. Um pouco depois, Yoruichi abriu os olhos e olhou para ele, desejando ter forças para encher de arranhões aquele braço pesado e de músculos sutilmente delineados, mas o que fez foi sorrir e Byakuya, muito sedutoramente, mordeu o lábio inferior antes de sorrir para ela também.
– Isso não vai ficar assim... - ela jurou, mas apesar da suposta zanga, ela se achegou mais a ele e esfregou o rosto dessa vez na curva do ombro dele, como uma gatinha que pede carinho, mas logo ficou quieta e voltou a fechar os olhos.
Byakuya deu-lhe um beijo na testa e depois deixou que ela descansasse. Aquele tinha sido apenas o primeiro ato, certamente seria o mais intenso da noite, mas no que dependesse dele não seria o único.
CONTINUA...
Aff, que pega! Pergunto de novo vocês conheciam esse lado tão "caliente" do Byakuya? Pois é, eu também não! Mas concordo com o que a leitora mary11 me disse: Yoruichi é muito sortuda por ter esse lindo do Byakuya tão a fim dela.
Aproveito esse momento para deixar um agradecimento especialíssimo para a mary11. Muito obrigada pelo seu review no capítulo anterior, mary11! Foi uma maravilhosa surpresa e me fez dar saltos de alegria aqui! Caso queira entrar em contato comigo, tem meu e-mail lá no meu profile.
E a vocês 8579, Hinalle e valentina araygarcia, meu muito obrigada também! Espero que gostem desse capítulo, porque foi bem desafiador escrevê-lo.
O próximo capítulo, que estará cheio de complicações e algumas revelações, não deve demorar. Inclusive eu gostaria de ter postado agora esse e o próximo, mas infelizmente o capítulo 14 não ficou pronto. Mas posso dizer que o próximo está bem adiantado e que com certeza em algumas semanas conseguirei postar (garanto que serão semanas e não meses).
Então é isso aí gente! Grande abraço a todos e até breve!
Amanda Catarina
31-07-2016.
