O Air Force One decolou e observei pela janela a cidade de Washington de cima.

Sentia um aperto no peito ao ficar longe da minha esposa e filha.

Elas tinham me acompanhado até o aeroporto e ficamos abraçados. Bella sussurrando palavras de incentivo e amor.

Eu sabia que não merecia aquela mulher. E não tinha a mínima ideia do que estava fazendo. Seriam longos cinco dias.

Assim que o avião estava estabilizado levantei da poltrona e fui para meu escritório querendo esquecer aqueles pensamentos. Revisei alguns documentos e o discurso que faria.

Escutei uma batida na porta e ela se abriu. Rose entrou carregando uma garrafa que conhecia muito bem.

— Como você conseguiu isso? — perguntei surpreso.

— Achei que fosse gostar, achei lá em casa. Lembra quando você ia para lá e ficávamos bebendo e conversando?

— É verdade, mais só uma dose preciso revisar umas coisas— avisei, lembrando-me das tantas e tantas vezes que tinha bebido aquela bebida na casa de Rosalie e Emmett.

Parecia um mundo tão distante aquele.

Rose sorriu e caminhou até o barzinho que tinha ali me servindo. Se aproximou com cuidado, mas tropeçou e o copo caiu no meu colo, senti o líquido molhando minha calça.

— Ai meu Deus! Edward, me desculpa — disse pegando um pano, se ajoelhando no chão e esfregando-me ali.

— Rose, Rose tá tudo bem— falei imediatamente segurando suas mãos. — Para — falei sério quando ela pressionou bem em cima do meu membro sem querer.

— Me desculpa eu... — disse ficando envergonhada, suas bochechas ficaram vermelhas.

— É melhor você ir, Rosalie — pedi.

Ela assentiu apoiando as mãos em meus joelhos e se levantando.

— Me desculpa — murmurou mostrando todo seu arrependimento antes de sair dali.

Eu respirei fundo, esfregando meu rosto. Lembrando-me de sua mão atrevida tocando onde só minha esposa tocava.

Onde eu estava me metendo?

...

A viagem foi corrida.

Abri o encontro com os líderes em um discurso forte exaltando tudo que tinha feito para melhorar o meio ambiente em meu país.

Tive várias reuniões com chefes de outros governos. Rosalie, Mike e alguns secretários me acompanhavam.

Discutimos assuntos importantes como as crises que ocorria e lembrando de medidas que foram tomadas no mundo na época da COVID-19, felizmente tínhamos conseguido superar aquele momento tão terrível para todos.

Era a nossa última noite em Paris.

Embarcaríamos cedo na manhã seguinte, estava morrendo de saudades da minha filha e Bella. Estar longe delas parecia que faltava uma parte de mim.

Não sei o que faria sem elas em minha vida e esperava nunca descobrir.

— O senhor já vai dormir papai? — Renesmee perguntou do outro lado da linha.

— Sim, meu amorzinho está tarde aqui — menti, não era tão tarde assim.

— Vou dormir de novo com a mamãe hoje, mas ela disse que amanhã o senhor vai estar de volta e vou ter que voltar para meu quarto.

— Ah vai mesmo princesa, a cama é pequena para nós três dormimos aí — disse sorrindo, ouvir sua vozinha tão despreocupada sempre me acalmava.

—Tudo bem — ela suspirou — Eu estou com muuuuuuita saudades papai e o Pipoca também.

— O papai está muito muito muuuuito mais — falei e sorri ao ouvir seus risinhos— Deixa eu falar com sua mãe... — mas a linha ficou muda.

Respirei fundo bloqueando o celular, Renesmee sempre tinha mania de desligar o celular desse jeito. Talvez fosse melhor assim, encarei minha imagem no espelho.

— Você consegue fazer isso — murmurei para minha imagem.

Quantos homens não faziam isso afinal?

Aquela era a última noite, a última chance que teria e depois de cinco dias de olhadas e toques singelos eu sabia que só restava uma coisa a fazer.

Estava vestido com uma calça de moletom preta e uma blusa branca, simples. Peguei minha sandália e passei a mão em meu cabelo nervoso.

Respirei fundo e saí da suíte que estava. O andar do hotel estava todo reservado para minha comitiva.

Havia dois seguranças no elevador e um na minha porta e outro na janela.

— Sr. Presidente — Garrett falou quando saí do meu quarto.

Eu o encarei seriamente.

— Vocês não estão me vendo aqui — falei e caminhei para a porta que eu sabia que era de Rosalie.

Bati nela três vezes. Rosalie abriu a porta, estava de cabelos soltos e com uma maquiagem leve, vestida com um robe preto de ceda curto amarrado com um nó em sua cintura.

Um sorriso surgiu em seus lábios rosados quando me viu ali parado a encarando, sem dizer nada se afastou e deu espaço para entrar em seu quarto.

Entrei e fechei a porta a trancando.


Notas da Autora:

SEM AMEAÇAS DE MORTE POR FAVOR

Sei que foi curto, mas volto até sábado com outro, precisava desse impacto hahaha

ntão, confiem em mim ( nunca faria algo imperdoável)... no Edward não sei... hehe brincadeiraaaaa

Deixem seus comentários e esperem pelo próximo capítulo ;)