Capítulo 5
Boa Leitura!!!
Nenhum homem tinha o direito de ser tão esmagadoramente másculo como Edward, pensou Bella, percebendo a sensação de formigamento aumentar enquanto andava. Com sua altura impressionante, um poder inegável se localizava em seu corpo longo e musculoso, e naquela saliência em seu nariz, que anunciava sem meias palavras que havia um sujeito duro escondido dentro das finas roupas de bilionário.
Edward virou-se na direção da casa quando Bella se aproximou, a mão estendida se transformando em um braço forte e musculoso colocado ao longo de suas costas, dedos longos resvalando em suas costelas, logo abaixo do palpitar de seus seios.
Certa hostilidade à maneira autoconfiante de Edward começou a dançar na corrente sanguínea dela — alimentada por um efervescente sentido de antecipação que lacrava a respiração nos pulmões.
Andando a seu lado Bella sentiu-se subitamente pequena, frágil, tão intensamente consciente de cada curva, de cada pequena nuance de seu próprio corpo que era o máximo que poderia aproximar-se de experimentar o lado verdadeiramente erógeno do desejo.
Por dentro a mansão era um exemplar espetacular de arquitetura moderna, mas Bella não viu isso. Estava muito ocupada absorvendo as sensações pululantes criadas por cada passo que dava na direção de um elevador. No momento em que pisasse dentro dele, estaria perdida e sabia disso. Então aquele primeiro passo para dentro do elevador pareceu o mesmo que dar um passo para o abismo. As portas se fecharam atrás deles.
Ela observou uma das mãos de Edward se adiantarem para tocar um botão, fazendo o elevador subir suavemente. Ele ainda a mantinha perto de si, e ela mantinha os olhos cuidadosamente baixos, sem querer que ele percebesse o que se passava em sua cabeça.
As portas do elevador se abriram, dando acesso a uma vasta recepção levemente iluminada. A última coisa que Bella desejava ver era outro ser humano parado ali, esperando para recepcioná-los. Isso interferiu com as vibrações que se expandiam entre eles e a trouxe de volta a uma percepção mais saudável de si mesma.
— Kalispera, Sue. — desejou suavemente Edward, sua mão pousando no cotovelo de Bella para firmar o passo dela.
— Boa noite, kirios... thespinis — disse num inglês carregado a governanta morena e corpulenta. — Teve um voo agradável?
— Eu... sim, obrigada.— murmurou polidamente Bella, surpresa de que estivesse sendo esperada, depois ruborizando ao perceber o que isso significava.
Sue virou-se para Edward.
— Kiria Cullen ligou algumas vezes. — informou.
— Kiria Heidi? — perguntou Edward.
— Okhi... — Sue trocou de idioma, deixando Bella a deduzir pela urgência do tom que sua ex-futura sogra deixara uma longa mensagem para transmitir seu estado de choque e perturbação.
— Peço desculpas, ágape mou, mas preciso de alguns minutos para lidar com isso. — virou-se Edward para Bella. — Sue mostrará um lugar onde possa acomodar-se.
A expressão do rosto dele era sombria e impaciente. Apesar de suas desculpas, não permaneceu ali tempo suficiente para que Bella pudesse responder.
Logo atravessou o vestíbulo, deixando-a a acompanhá-lo com os olhos.
— Edward...?
— Sim? — falou sem se virar.
Tensa, Bella percebia a presença de Sue a seu lado.
—V-você pode dizer a sua madrasta, por favor, que peço desculpas p-pela forma como... as coisas acabaram? Gosto de Heidi. Nada do que aconteceu foi culpa dela e eu sei que ela d-deve estar desapontada e chateada.
— Darei seu recado. —Edward continuou seu caminho, deixando-a ali, sentindo...
— Por aqui, thespinis...
Sentindo o quê? Perguntou-se quando Sue indicava que a seguisse por um amplo corredor que saía do vestíbulo.
Sue a levou até um quarto bonito, mais iluminado, em que havia um divã cama forrado de linho branco. Tirando os olhos dele, Bella viu uma parede de vidro abaulado que tinha um céu de infinito cetim azul como pano de fundo. Sue falava com ela em seu inglês atravessado, dizendo onde era o banheiro e que sua bagagem chegaria logo.
Bagagem, pensou Bella quando a governanta a deixou sozinha. Poderia classificar aquela pequena mala de bagagem? Deus meu, como vim parar aqui, no quarto de alguém virtualmente desconhecido, esperando por minha bagagem? Ela então ironizou a si mesma e não se surpreendeu quando seu olhar recaiu sobre aquele imenso divã-cama e depois se desviou novamente, antes que seu pensamento pudesse evocar a imagem do que fariam ali em breve.
Coração batendo aceleradamente, Bella esquadrinhou o ambiente, que não guardava a mínima semelhança com a tradicional casa vitoriana de Edward em Londres. Aqui o branco dominava, as cores jorravam de pinturas abstratas nas paredes e havia uma cortina azul à cabeceira da cama.
Precisando fazer alguma coisa — qualquer coisa —para ocupar a atenção e não sofrer um ataque de pânico, andou até a parede de vidro abaulado com a intenção de checar a paisagem, mas o vidro a assustou ao se abrir ao meio com um suave deslocamento — ativado, supôs, por um sensor. Deixando o ar-condicionado e entrando no calor, perdeu o fôlego por um segundo.
Uma cidade iluminada de repente surgiu abaixo dela, tão espetacular que Bella momentaneamente esqueceu suas preocupações e recuperou o fôlego.
— Bem-vinda a Atenas. — murmurou uma voz suave e aveludada.
Não ouviu quando Edward entrou no quarto. A tensão lhe escalou os ombros ao sentir os passos dele.
— Então, que acha?
Edward pôs as mãos na cintura dela e a puxou para si.
— Fabuloso. — respondeu, tentando soar calma quando ambos sabiam, pela maneira como se intimidou com a proximidade de Edward, que ela não estava. — É a... a Acrópole que vejo acesa ali?
Apontou a cidade. Quando baixou a mão, sentiu que uma das dele a segurava.
— Com os famosos bairros de Monastiraki e Plaka abaixo. — confirmou, pegando a mão dela. — Ali você pode ver Zappeion Megaron aceso e naquela direção, — apontou com sua mão livre — a praça Syntagma.
A coisa ficou um tanto surreal a partir dali, pois Bella escutava a voz melódica e calma dele como se não houvesse correntes sexuais subterrâneas em plena atividade. Mas essas correntes estavam em atividade e se faziam sentir na umidade de seu corpo e na potência da masculinidade de Edward pressionada contra suas costas.
Bella se viu envolvida, presa, rodeada e esmagada pela vibração pulsante de intimidade que dançava através das terminações nervosas e lutava com sua necessidade de respirar.
— Está muito escuro, sem lua, mas você pode ver o Egeu a distância, iluminado pelo porto do Pireu. — Tinha que lutar consigo mesma para manter a atenção no que ele dizia. — Depois que Sue servir o jantar vou mostrar a você a vista da outra varanda, mas antes gostaria que me explicasse, pethi mou, o que mudou nos últimos cinco minutos para a ter assustado tanto.
— Edward... — Bella aproveitou um impulso de momento. — Não posso levar isso adiante. Pensei que sim, mas não posso. Preciso que você entenda que...
Suas palavras se extinguiram quando se viu olhando a frente da camisa branca dele. Edward tirara o paletó e a gravata, os primeiros dois botões de sua camisa estavam abertos e revelavam um "v" de pele bronzeada e quente e os pelos negros do peito.
O ar rareou, as importantes palavras — "esta será minha primeira vez" — perderam-se na nova batalha interna, pois os sentidos clamavam dentro de Bella como criaturas famintas. Ela o desejava. Não sabia por que motivo ou como havia ficado atraída a tal ponto ou tão suscetível, mas a atração era clara ali, repuxava os músculos do seu estômago e rodeava zonas erógenas nunca antes despertadas.
— Nós temos um acordo, Isabella. — lembrou. — Um acordo.
Pressionando lábios trêmulos, balançou afirmativamente a cabeça.
— Eu sei e me desculpe, mas... — Meu Deus, tinha que desviar os olhos dele para conseguir terminar a frase. — Tudo aconteceu t-tão rápido e eu...
— E você acredita que vou ser indelicado a ponto de pular sobre você e arrastá-la para a cama?
— Sim... n-não. — O tom sardônico de Edward pôs uma ruga na testa dela.
— Então o que você acha que acontecerá em seguida?
— Você tem de soar tão casual ao falar disso? — falou, dando um passo para trás de modo que sua coluna tocou no corrimão da varanda.
Desconfortável e perturbada, Bella cobriu o rosto com os braços.
— Você deve achar que eu faço esse tipo de coisa normalmente, mas não faço.
— Ah... — falou Edward, arrastado. — Mas você pensa que eu faço.
— Não! Não penso isso!
— Ótimo. Obrigado. — acrescentou, seco.
— Não o conheço o suficiente para saber como administra sua vida pessoal.
— Da mesma forma que eu também sei pouco sobre sua vida privada. Então nós temos de concordar que nenhum de nós é desprovido de experiência sexual e, portanto, pode ser sofisticado o suficiente para perceber que desejamos um ao outro... com ou sem o acordo que estabelecemos.
— Mas eu não tenho...
— Não tem... o quê? — suspirou Edward.
Com o rosto vermelho e envergonhada demais para encará-lo, Bella olhou para os próprios pés:
— Nenhuma experiência sexual.
Fez-se um daqueles silêncios profundos, durante o qual Bella mordiscou o lábio inferior. Então Edward soltou outro suspiro, que se prolongou indefinidamente.
— Chega, Isabella! — censurou. — Não nasci semana passada, então vamos deixar de brincadeiras de agora em diante.
—Não estou brincando! — Sua cabeça ergueu-se com a força da insistência.
Tudo o que viu foi a impaciência dele puxando-a para si e sentiu de novo toda a extensão de Edward contra seu corpo. Sem saber como, passou de resistente a grudada ao pescoço dele e cedeu os lábios apartados à investida apaixonada de seu beijo.
Não houve meio-termo nem pausa para decidir se queria ou não, simplesmente aconteceu, transformando sua agitação e seus protestos em uma zombaria completa, porque Edward estava certo, ela o desejava, sim — e muito. Muito, deste jeito, acrescentou, ao passo que Edward aprofundava o beijo com aquele toque de língua tão hábil, e ela sentiu o corpo responder expandindo-se e arqueando-se em um convite sensual contra o enrijecimento quente dele. E ela sabia que estava perdida mesmo antes de Edward colocar as mãos em seus quadris e puxá-la para mais perto ainda do que se passava com ele.
Quando Edward recuou a cabeça subitamente, Bella soltou um protesto lamurioso que chocou a si própria, tal era a profundidade cavernosa que continha. Edward disse algo brusco, seus olhos agora estavam tão verdes que a hipnotizavam.
— Você me deseja. — falou, áspero. —Pare de fazer joguinhos comigo.
Antes que pudesse responder ou mesmo tentar formular a resposta, ele requisitou sua boca de novo e aprofundou o louco episódio com um beijo, selando a declaração como ferro em brasa na pele de Bella. Os braços dela se agarraram a Edward, que a apertou contra si — nada, agora, percebeu Bella, iria parar com aquilo. Ela queria se perder no poder dele, na sensualidade selvagem e no calor do corpo que tocava agora com avidez. E não queria que aquilo parasse. Sentia os batimentos cardíacos de Edward e o repuxo de seus músculos firmes ao passar os dedos por eles.
A camisa era um obstáculo para ela — ele sabia disso e, com um rosnar de frustração, recuou, apanhou Bella pela mão e a guiou de volta para dentro do quarto. A cama surgia como uma declaração de intenções.
Edward parou ao lado do móvel e virou-se para Bella, capturando seu olhar marrom de incerteza e inclinando-se para afastá-lo com um beijo. Se restava uma chispa de sanidade, perdeu-se graças à habilidade de um homem abençoado com todos os movimentos certos para manter uma mulher hipnotizada.
Começou retirando a camisa, revelando centímetro a centímetro seu longo torso bronzeado e tentador, com uma névoa de pelos e músculos angulosos, para os quais se voltava a atenção fixa de Bella. Ela nunca havia se deixado absorver assim por nada antes. Quando a camisa foi retirada por inteiro, sentiu-se banhar pelo odor masculino.
Edward era tão intensamente másculo, tão magnificamente modelado — ela simplesmente não conseguiria impedir-se de tocá-lo. E ele permitiu. Permitiu que ela o explorasse como se estivesse numa misteriosa viagem mística rumo ao desconhecido. Enquanto as mãos passeavam, Bella lambia os lábios, mas sabia que queria provar, na verdade, o corpo de Edward.
Edward liberou o botão superior do terninho e Bella arfou como se aquilo fosse um avanço e tanto, olhos batendo para captar o sorriso irônico dele dizer que aquela parte, tirar a roupa, era algo que devia ser feito a dois.
Ele se inclinou para beijá-la enquanto abria o segundo botão, e toda a batalha que enfrentara anteriormente com a roupa dela ganhou novo sentido, pois Bella simplesmente ficou parada ali e deixou que Edward abrisse entre beijos todos os botões do terninho, até que não havia mais nenhum fechado.
Desfez-se do terninho da mesma maneira como havia se desfeito antes, naquele mesmo dia: levando-a a sussurrar de prazer, de olhos fechados. Então retirou o bustiê branco por sobre a cabeça e o ar frio tocou a pele de Bella, reabrindo seus olhos. Edward olhava para seus seios acetinados, suas curvas cremosas pressionando a armação do sutiã. Quando este cedeu e ele se livrou do frágil ornamento, as mãos de Bella cobriram os seios nus. Edward pegou em seus pulsos e as afastou de novo, os cílios de ébano dele sobre o brilho intenso dos olhos, que viam os bicos dos seios de Bella formarem picos rosados.
Nada a preparara para a injeção de prazer que experimentaria quando Edward a trouxe para si e seus seios tocaram os pelos do peito dele. Não há volta, disse Bella a si mesma, deixando-se beijar profundamente. Sentiu a saia escorrer até os pés. A calcinha não apresentou a mínima resistência, desceu pelas coxas. Seu cabelo foi solto em seguida, espalhando-se pelas costas nuas abaixo como uma carícia inacreditavelmente sensual.
Foi como se Edward a houvesse desembrulhado, e Bella nunca antes se sentira tão extraordinariamente desejada. Quando ele se afastou, ela puxou a boca dele de volta. Edward murmurou algo — um leve palavrão, suspeitou —, depois a tomou nos braços e a deitou na cama. Ela o queria — todo, inteiro.
— Faminta. — murmurou Edward, deitando-se ao lado de Bella, e ela estava faminta! Faminta e sequiosa, presa do feitiço sexual que ele viera lançando ao longo do dia.
Então uma das mãos de Edward abarcou inteiramente um dos seios de Bella e a boca dele conquistou seu bico rígido. Retorceu-se enquanto os lábios dele a acariciavam suavemente, os dedos dela presos na seda espessa do cabelo de Edward com a intenção de afastá-lo — mas isso não aconteceu, porque os dentes dele a retinham, e logo ela estaria gemendo, o suave e preciso toque da língua e dos dentes e o movimento harmonioso dos lábios de Edward levaram o prazer de Bella até o limite da dor.
Por fim, ele se concentrou nas coxas dela. Talvez ele soubesse, talvez, gemeu, mas a boca dele de repente cobriu a dela. E Bella podia sentir a fome de Edward, a intenção do desejo carnal que demandava o mesmo dela — e conseguiu quando a beijou tão intensamente que Bella sentiu-se afundar em seu poder.
Então Edward se afastou para tirar a calcinha fio-dental de Bella. Retirou-a com olhar severo, depois se endireitou para desvestir a calça e os sapatos, lançando os olhos para ela possessivamente.
— Você é linda. — murmurou, grave. — Diga que me quer.
Não havia como negar — ela não conseguia tirar os olhos de cima dele — nem fingir que era uma vítima, pois seu corpo respondia à visão da nua potência de Edward.
— Eu quero você.
Foi Bella que o procurou quando ele veio para seu lado novamente. Foi ela que se virou para pressionar todo o corpo contra o dele. Então Edward retomou o controle, colocando-a de costas e rolando parcialmente sobre ela. O que veio em seguida foi uma aula de lenta sedução. Deu beijos quentes e delicados em sua boca, tocou-a com dedos gentis, acariciou seus seios e costelas, passando a ponta dos dedos sobre sua pele e as curvas de seus quadris.
Foi uma exploração da mais intensa agonia; a pele de Bella ganhou vida, ela se movia e respirava, e se curvava aos seus toques. Quando Edward finalmente experimentou o centro morno e úmido de suas coxas, ela estava perdida, gemendo como uma demente, agarrada a ele e implorando seus beijos. E ele sabia como ser sensual, ágil e inteligente com os dedos. A nova sensação de choque provocada pelo que fazia com ela levou-a a cair como uma pedra numa piscina fumegante.
— Edward... — balbuciou.
Dizer seu nome era dar-lhe permissão para que intensificasse o ritmo. Edward surgiu sobre ela, grande e moreno — olhos em brasa, tensão sexual transparecendo nas faces angulosas. Recapturou a boca de Bella com uma urgência abrasiva, arrepiando-se quando os dedos de Bella abarcaram seu pescoço.
Ainda assim, continuou com a carícia dos dedos, dominando-a, e a cada vez que ela inspirava, o peito dele roçava as pontas dos seus seios perfurantes. Bella podia sentir o pulsar da ereção de Edward. Sua língua estremecia. Um espasmo fraco e ondulante tentava dominá-la e ela soluçou, porque não conseguia controlá-lo. Edward murmurou algo, depois ergueu o tronco como um poderoso guerreiro, tão forte, apaixonante e grego que, se Bella não houvesse sentido o trovão palpitante daquele coração quando suas mãos subiram-lhe pela parede do peito, teria se convencido de que Edward não era real.
Ele vagou entre suas coxas apartadas e a ponta arredondada do seu desejo fez a primeira investida contra sua carne. Sentindo-o ali, percebendo o que estava por vir e tão ansiosa para recebê-lo, Bella jogou a cabeça para trás, pronta, desejando tanto que aquilo acontecesse que sufocava, envolta com necessidades tão novas para ela que a deixavam a ponto de gritar.
Então o súbito empuxo de sua invasão, seguido por uma dor ardente e aguda que atravessou seu corpo, fez com que enrijecesse os músculos num grito de protesto. Edward congelou.
Os olhos dela alvejaram seu rosto. Bella achou-se fitando ardentes olhos verdes, embebidos em paixão, negros de espanto.
— Você era virgem. Você...
Bella fechou os olhos e se recusou a dizer o que quer que fosse, enquanto a irônica negativa de Edward de que aquela pudesse ser a primeira vez dela repisava seu sarcasmo através do corpo e dos músculos de Bella que ainda se contraíam ao redor dele.
— Bella...
— Não! — gritou. — Não fale sobre isso!
Edward parecia surpreso com aquela explosão de angústia.
— Mas você...
— Por favor, saia de cima de mim. — disse, desesperada, e empurrou os ombros de Edward com os punhos fechados. — Você está me machucando.
— Porque é a sua primeira vez...
A voz dele tornou-se áspera, a mão que usava para tirar o cabelo de Bella do rosto tremia contra a pele quente dela. Mas não fez o mínimo esforço para se retirar, seus ombros largos com uma fina camada de transpiração, antebraços retesados ao lado dela e rosto tão sério agora que Bella sabia o que diria antes mesmo que Edward abrisse a boca.
— Desculpe-me, ágape mou...
— Saia! — Ela não queria as desculpas dele.
Fechando os punhos, empurrou seus ombros, retorcendo-se para se libertar. Ele leu a expressão no rosto de Bella com tal facilidade que provocou uma onda de calor no corpo dela.
— Você não está mais sentindo dor. — falou, e baixou a cabeça para lhe adornar o rosto com beijos meigos, olhos, nariz, têmporas, lobos da orelha, que a fizeram retorcer-se, escavar os ombros de Edward com os dedos e deixar sua boca inquieta em busca da dele.
— Ah, beije-me bastante! — pediu Bella por fim.
Seu pedido foi suficiente para levar um homem cautelosamente contido, mas sexualmente desperto, ao limite. Um segundo depois e Bella estava perdida — lançada em um novo mundo em que as sensações se acumulavam umas atrás das outras. Sabia que ele também as sentia, porque Edward sussurrava algo quente em seu rosto, colocando os braços sob ela para poder segurá-la perto dele, depois posicionando sua boca na dela e penetrando-a com vigor, aumentando a intensidade enquanto se mantinha ferozmente agarrado a suas próprias necessidades de trovão.
A descarga de prazer torturante começou a fluir pelo corpo dela. Bella soluçou sem forças contra a boca de Edward. Enrolando os dedos no cabelo dela, murmurou:
— Não se prenda, ágape mou.
E como pássaro novo sendo encorajado a voar, Bella abriu as asas de sua sensibilidade e saltou no limite do mundo, dando um mergulho agudo e cintilante a caminho de uma tempestade emocional. Um segundo depois, sentiu Edward estremecer ao dar o mesmo salto, instigando-o mais e mais, até que os dois se tornaram um em um rodopio selvagem e delirante.
Foi como se o depois não existisse para Bella; um abalo violento a derrubou como uma rocha num profundo buraco escuro e ela dormiu. Talvez o tenha feito porque não queria encarar as consequências do seu ato; Edward meditava sombriamente ao sentar numa cadeira perto da cama, observando-a — observando a mulher que colocara para dormir como um maníaco sexual alucinado, dando todas as desculpas que conseguia inventar para justificar seu comportamento.
Uma virgem. Sua consciência lhe deu um severo beliscão. E a verdade dolorosa era que ainda sentia a pressão ardente e prazerosa que experimentara ao vencer a barreira. Um músculo em seu abdômen deu um puxão como resposta direta à memória; ele ergueu o copo de uísque que segurava e tomou um gole.
A persona pudica não era invenção. Ela até dormia o sono de uma inocente, observou, lançando os olhos para ela. Nem sombra de abandono sensual na curva modesta do corpo de Bella, desenhado sob o lençol branco. Outro gole de uísque e passou a estudar o rosto dela. Perfeito, belo, suavizado pelo sono e empalidecida pelo esforço que precisou despender naquele dia quando deveria...
Tomou mais um trago do uísque e quando levou o copo à boca viu os cílios dela flutuarem e seus olhos castanhos, enegrecidos pelo sono, olharam diretamente para ele. Os músculos do seu corpo ainda acusavam o movimento há pouco realizado e Edward recebia cada uma dessas reações como uma acusação contra ele.
Baixou o copo e, semicerrando os olhos, observou-a retomar o fôlego e ficar imóvel um instante antes de dizer, sério:
— Vamos nos casar.
Bella quase saltou para fora da pele.
— Você está louco? Nós temos um trato...
— Você era virgem.
Bella sentou-se na cama e seu cabelo caiu para frente. Ela o tirou do rosto, impaciente.
— Que diabos de diferença isso faz?
— Toda. — insistiu Edward. — Portanto, vamos nos casar tão logo possa tomar as devidas providências. É uma questão de honra fazer isso.
— Dane-se sua honra. — Puxando o ar com força, Bella deixou a cama. — Tendo acabado de escapar de um casamento sórdido por muitíssimo pouco, não vou cair em outro!
— Não será um casamento sórdido.
— Tudo o que diz respeito a você e sua família é sórdido. Vocês são tão obcecados com o valor do dinheiro que simplesmente perderam contato com aquilo que realmente vale na vida! Bem, eu não. Nós fizemos um trato e estipulamos que eu faria sexo com você por seis semanas até que pudesse entregar seu precioso dinheiro de volta. Mostre um pouco dessa sua tal honra e mantenha o trato!
Com isso ela se virou e foi ao banheiro, precisando escapar — precisando de uma folga de Edward Cullen e de seu longo corpo sensual instalado naquela cadeira ao lado da cama. Ele tinha vestido um robe — que diferença fez? Bella ainda podia vê-lo nu, visualizar cada músculo afiado, cada centímetro de sua carne lisa e bronzeada! E ainda podia sentir o poder de seus beijos e o peso dele sobre ela, e o...
— Você era inocente.
Ele estava falando de inocência sexual ou que Bella era inocente de todas as acusações que havia feito contra ela? Ela se importava? Não.
— Fique com a primeira impressão que teve de mim. Seus instintos estavam trabalhando bem antes!
Com essa tirada mordaz, Bella bateu a porta do banheiro. Edwadd fez uma careta para o copo. Sua primeira impressão de Isabella Swan havia sido extremamente acurada, reconheceu.
Foi a história com James que a estragou depois. Ouviu a água do chuveiro correr. Visualizou-a saindo do banheiro e trazendo seu corpo curvilíneo e suave de volta para o quarto. A imagem despertou a intenção de ir se juntar a ela. A guerra que eles estavam tendo não estava acabada ainda e não estaria até que ele vencesse. Então percebeu alguma coisa vermelha com o canto do olho e mirou a cama.
— Theos!— expirou.
A prova de que ele acabara de possuir sua primeira virgem encarava-o como um jorro criminoso. Edward flexionou os ombros rígidos, olhou para a porta fechada do banheiro e depois para a cama de novo.
— Droga! — exclamou, tentando imaginar como ela se sentiria quando encontrasse a evidência da perda de sua virgindade, e fez mais alguns juramentos.
Em vez de ir se juntar a ela, desfez-se do robe, apanhou as calças e a camisa e vestiu-as novamente. Não tinha ideia de onde Sue guardava a roupa de cama lavada, mas tinha que descobrir, porque que ele não ia perguntar...
Oiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeee, rsrs o Edward teve uma surpresinha! Comentemmm meninas!!! Bjimmm!!!
