Capítulo 10

Boa Leitura! Último capítulo!

Enquanto Bella o reconhecia, trêmula, Edward estendeu os braços ao redor de seus ombros, contendo o tremor de seu corpo. Em segundos ele a engolfou com sua altura, sua força, sua determinação e o uso apropriado que fazia da língua nativa ao falar com o atendente. Félix surgiu ao lado dela e ofereceu-se para pegar sua mala.

— Não... Não q-quero...

— Não faça confusão, agape mou. — murmurou Edward, sereno. — Estamos sob vigilância da imprensa.

Bella foi subitamente rodeada pelos seguranças. E antes que pudesse entender o que estava acontecendo, viu-se levada por eles pelo saguão do aeroporto. Portões se abriam magicamente ante a passagem do grupo. Pensando que a levavam de volta para casa, tomou um susto quando se viu em plena pista de pouso, caminhando na direção do que parecia ser um helicóptero. Sentiu pânico.

—Não vou entrar naquilo com você. — Edward a tomou nos braços e a levou até o helicóptero. — Eu odeio você, eu odeio você!

— Guarde a frase para mais tarde. — respondeu.

— Mas por que está fazendo isso?

Não demorou muito para chegarem ao destino Tocaram o solo quando o sol transformava tudo em um vermelho morno e dourado. Em terra firme outra vez, Edward pôde ver Bella lutando para desafivelar o cinto e — diabos, talvez devesse deixá-la escapar, porque sabia que a mente dela estava irrequieta e não permitira sua aproximação.

Félix soltou o cinto para Bella, pois ela não conseguia fazê-lo. Confusa, fitou os próprios dedos, que pareciam ter se transformado em trêmula gelatina, perdida já qualquer esperança de autocontrole. Voltando os olhos para Edward, sussurrou:

— Obrigada.

Ele então lhe lançou o mais estranho olhar de penitência. Por algum motivo, aquilo quase a matou. Suas lágrimas correram subitamente em um jorro furioso. Virou o rosto, sem querer que Félix a visse chorando — sem querer ver o olhar penitente de Edward.

Este surgiu próximo ao nariz do helicóptero já como o estranho alto, moreno e rígido que estava acostumada a ver. Precisava barbear-se, percebeu confusamente. E estava usando as mesmas roupas de antes. Elas estavam vincadas e amassadas. Ele estava vincado e amassado.

O coração de Bella se contraiu, mas ela se recusou a analisar por quê. E desviou os olhos de Edward também. Ele não tocou nela.

— Podemos ir? — perguntou, e deu um passo estranhamente formal para o lado, convidando-a a sair.

Ir para onde? Bella se perguntou, ansiosa enquanto seus pés relutantes se adiantavam, odiando Edward como a um veneno por fazer isso com ela. Contornaram uma alta cerca viva e os olhos de Bella foram subitamente apresentados a uma extensa mansão de dois andares e paredes brancas tingidas pelo sol.

Não havia governanta para recebê-los. Todos pareciam ter simplesmente desaparecido. Edward se adiantou para abrir a porta de entrada, depois guiou o caminho através de um corredor creme e azulado como casca de ovo até uma espécie de sala de estar que só se vê em revistas de luxo.

— Onde estamos? — perguntou Bella, sem conseguir se segurar, olhando o espaço ao redor.

Nem sombra do peso antiquado da casa londrina de Edward. Tampouco era uma moradia ultramoderna e urbana, projetada para agradar aos olhos do homem rico. Não, este lugar dispunha de um luxo clássico, com obras de arte impressionantes pendendo das paredes e móveis artesanais que devem ter custado uma fortuna.

— Meu retiro insular. — respondeu Edward, tirando o paletó do terno e arremessando-o sobre o encosto de uma cadeira.

Retiro insular no sentido de que toda a ilha era dele? Em outras circunstâncias Bella desejaria deixar-se impressionar, mas estava decidida a não o fazer mais por qualquer coisa que Edward dissesse ou fizesse de agora em diante.

— Então esta será minha nova prisão de luxo? — perguntou friamente.

— Não.

Ele se deslocou pelo cômodo para preparar uma bebida.

— Quer dizer que posso sair daqui quando bem entender?

— Não.

— Então é uma prisão.

Para absoluta surpresa dela, Edward atirou o copo no chão violentamente, virou-se e veio até ela para colocá-la nos braços e beijá-la — com força. Nunca a beijara daquele jeito. O beijo parecia ter saído de algum lugar profundo dentro dele. Edward assustou Bella, assustou-a imensamente.

— Desculpe-me. — murmurou. — Não era minha intenção...

— Você me sequestra no aeroporto e me arrasta como gado para seu helicóptero, e quase me mata de medo. Depois me traz aqui e ousa me beijar desse jeito! Que mais você quer de mim, Edward?

— Nada. Não quero nada mais de você. Só não quero que me abandone.

— O que há com você? Por que está fazendo isso comigo? Se for por causa do dinheiro, você apenas...

— Não quero o dinheiro.

— Então você encontrou o envelope? O que você quer, então?

Ele não respondia e as lágrimas de Bella começaram a jorrar de novo. A qualquer minuto Edward conseguiria fazê-la perder completamente o controle.

— Você é tão arrogante, Edward. Tão cínico em relação a tudo e a todos. Você adora quando pensa ter provado que alguém confirmou cada umas das suas cínicas suspeitas.

— Você está se referindo ao que aconteceu esta tarde?

— Sim. Você veio ao meu quarto esperando encontrar uma esposa adúltera, então me tratou como uma esposa adúltera.

— Pensei que você havia assinado os papéis e dado o dinheiro a James. Isso me... machucou.

— Mas não a ponto de fazê-lo exigir uma explicação pertinente antes de tirar conclusões precipitadas, não é?

— O que você assinou para James? — perguntou, curioso.

— Uma permissão de acesso a uma conta bancária zerada. Já havia transferido o dinheiro para minha conta pessoal. Minha intenção era entregar-lhe o envelope com o cheque administrativo ontem, mas nós estávamos... separados.

Primeiro por Carmem, lembrou tristemente, depois por uma tarde de... Algo tocou o ombro de Bella, sobressaltando-a.

— O q-que é isso?

— Dê uma olhada.

Permaneceu sem reação, fitando o envelope durante um período de tempo que lhe pareceu ser de décadas antes que conseguisse abri-lo.

— N-Não entendo.

— Félix tomou de James. Sabe, Isabella, você é mais honrada que eu. Mesmo quando ele lhe mostrou uma prova de meu encontro com Carmem em Paris, você não se vingou assinando o documento que concedia o dinheiro a ele.

— Assinei sabendo que a conta estava zerada.

— Mas ainda assim assinou Isabella Cullen em vez de Isabella Swan, o que significa que James não poderia tocar na conta, mesmo zerada.

— E do que é que você está me acusando agora?

— De nada.

— Como conseguiu que James entregasse o documento?

— Félix... convenceu-o.

— Ah, o bom e velho Félix. — zombou Bella, lembrando-se de como seu guarda-costas colara o celular ao ouvido desde o momento em que James aparecera. Era uma pena que Félix não estendesse a lealdade a ela, porque talvez se sentisse obrigado a contar da noite que seu patrão passou em Paris. E lembrar aquilo trouxe Bella de volta à realidade.

— Esta prisão tem um quarto para onde possa fugir?

— Meu quarto.

— Esse inferno de novo, não, Edward. Tornei-me muito cara, mesmo para você, a partir de hoje.

— Então diga o seu preço...

— Sair desta ilha rapidamente e mais rapidamente ainda conseguir o divórcio.

— Estou de acordo. Por mais uma noite em minha cama. Vou providenciar para que seja transportada daqui.

— Nem mesmo acredito que você tenha ousado dizer isso. — sussurrou.

— Por que não? Sou o pior cínico do mundo, acredito que todos têm seu preço. Se sair daqui e conseguir o divórcio é seu preço, agape mou, então vou pagá-lo de bom grado... pelo meu próprio preço.

— Fique longe de mim!

— Estou loucamente apaixonado por você... como posso ficar longe?

— Como ousa dizer isso? O que você sabe sobre amor, Edward? Você não saberia ao menos identificá-lo!

— E você sabe? Você devia estar apaixonada por James, mas onde está aquele amor agora? Você sabe que eu tenho um ciúme doentio dele. Tenho ciúme desde que a vi com ele pela primeira vez. Mas me recusei a reconhecer o que havia de errado comigo cada vez que a ofendia...

— Com seus sarcasmos repugnantes, que tinham o objetivo de me diminuir?

— Queria que você me desse atenção... Pergunte a você mesma, agape mou, se alguma vez me viu com outra mulher desde nossa primeira noite.

— Carmem, no seu quarto, chamando-me de vadia substituta? Carmem, em Paris, convencendo-o a entrar em um hotel para uma agradável... conversa?

— Posso explicar. Carmem...

— Pareço querer uma explicação?

Os degraus da escada a arrastaram. Não sabia aonde estava indo, mas foi perfeito para Edward que houvesse tomado aquela direção.

— Porta do meio, à direita. — orientou. — Meu quarto. Minha cama. Minha oferta ainda válida Incluo até um jantar à luz de velas na praia. Droga.

Deveria ter antecipado aquilo. Afinal, esteve incitando-a a reagir desde que resolvera partir para a ofensiva. Mas vê-la descer as escadas, enterrar o rosto nas mãos e depois começar a chorar era mais do que esperava.

— Não. Lágrimas, não, Bella. Você devia ter atacado com os punhos contra meu peito, de forma que eu pudesse segurá-la e beijá-la até a loucura.

— Eu odeio você. — choramingou. — Você é tão...

— Asqueroso, eu sei. Peço desculpas.

— Você acha que sou uma ladra.

— Nunca acreditei, por um só segundo, que você fosse uma ladra. Tenho dupla personalidade. Posso ficar louco de ciúme de James e mesmo assim reconhecer que você é a pessoa mais honesta que conheço.

Os soluços pararam, Bella os substituiu por um fungar desamparado.

— Não foi o que me disse quando me obrigou a vir para a Grécia com você.

— Estava lutando por minha mulher. Estava preparado para dizer o que quer que fosse.

— Você foi rude esta tarde.

— Imperdoavelmente, sim. Dê-me uma noite em nossa cama e compenso isso.

— E me deixa ir amanhã?

— Ah.

Foi tudo, apenas um doloroso Ah, e Bella sabia que o havia pego em uma mentira.

— E eu que achava que você só falasse a verdade. — denunciou, franzindo a testa ao pegar os dedos brincando com os botões da blusa dele e perguntando-se por que lhes permitia agir assim.

— Era a única qualidade sua, até onde via.

— Pensava que era o sexo fantástico que proporciono.

Ela abanou a cabeça ainda observando uma camada de pele bronzeada coberta de pelos ásperos próxima o suficiente para que pudesse beijá-la. O cheiro dele era morno — cheirava a Edward, másculo e tentador.

— Preciso tomar um banho...

Bella estremeceu quando outro botão se abriu na camisa dele. As mãos de Edward tomaram suas costas.

— Isso é perigoso, Bella. — avisou gentilmente.

Tarde demais. A língua de Bella surgiu e ela soube como empregá-la. Chega, Edward poderia ter dito, porque depois dessa cena a arrastou para o quarto.

— Você sabe o que você é. Uma provocadora.

— Não sou.

— Você diz que me odeia, depois usa sua língua em mim como se eu fosse a coisa mais doce do mundo! Se isso não é provocar, então não sei o que seja.

— Seja como for, não vou para cama com você!

— Não?

O terninho foi aberto, revelando uma pobre camisola de seda violeta; depois ele passou a tentar abrir-lhe o zíper da saia.

— Quando penso nos anos que perdi fazendo sexo sofisticado com mulheres sofisticadas... Sexo sem esta coisa emocional, selvagem, louca, é uma porcaria de sexo! Não que você vá descobrir isso algum dia.

— Talvez vá... depois desta noite.

Prestes a tirar-lhe toda a saia, Edward se sentiu paralisar.

— Então você vai passar a noite comigo?

— Talvez vá. — repetiu calmamente. — Acho que isso depende do que vai me contar sobre o que fazia com Carmem em Paris e de eu resolver acreditar em você.

— Ah. — Estava ali mais uma vez aquele Ah que dizia "me apanhou de novo, Bella".

E ele se afastou dela para se espichar ao seu lado na cama.

— Não foi um hotel em Paris. Era uma clínica privada muito exclusiva, feita para parecer um hotel, e James sabia disso quando lhe mostrou o que mostrou, porque Carmem estivera ali inúmeras vezes antes...

— Uma clínica que parece um hotel? Muito conveniente. Só falta agora você me dizer que esbarrou com ela por acaso nas escadas.

— Não. Eu a levei para lá. A forma como enfiou as unhas em você me fez concluir que era hora de endurecer o jogo com ela. Você tem de saber do passado de Carmem para entendê-la. Coisas que não sabia até o casamento e descobri da pior forma. Ela não é má pessoa, só um... triste produto de uma criação doentia no seio de uma família rica, mas corrupta, que lhe ensinou que sexo é o mesmo que amor.

— Nossa, isso é terrível. — murmurou Bella, acompanhando o que ele dizia.

— Mas é a história dela, não a minha. Portanto me deixe dizer apenas que éramos amantes havia alguns meses quando ela me disse que estava grávida. Claro que me casei com ela, por que não? Era bonita, uma boa companhia e prestes a tornar-se mãe de meu primeiro filho. Então duas semanas depois do casamento, peguei-a na cama com outro homem. Carmem tentou me dizer que aquilo não significava nada... mas significou muito para mim.

— Então você a expulsou de casa?

— Saí de casa. — emendou. — Uma semana depois, ela perdeu o bebê e nunca me senti tão mal ou culpado em toda a minha vida, porque havia me permitido esquecer da frágil vida que crescia dentro dela. Carmem teve sua primeira crise, que a levou pela primeira vez à clínica de Paris. Foi quando estava ali que a verdade sobre seu passado surgiu. Porque sentia pena e Carmem precisava de alguém que cuidasse dela, permiti que entrasse de volta em minha vida.

— Porque você a amava. — murmurou Bella.

— Não vou mentir para você dizendo que Carmem não significa nada mais para mim. Mas amá-la? Não, nunca a amei do jeito que você pensa. Mas me preocupei e me preocupo com ela e, acredite, ninguém mais o faz.

— Então você cuida dela?

— Não durmo com ela.

— Não foi o que perguntei.

— Mas continua pensando que sim.

— Você espera que a aceite como parte da minha vida também?

— Claro que não. Isso acabou. Ela finalmente conseguiu extinguir minha permanente culpa e minha simpatia por ela quando descobri ter sido muita sorte que James nos tenha flagrado nos degraus da clínica.

— Não entendo.

— Carmem é ótima para induzir as pessoas a fazerem o que ela quer que façam, James também. Ela a queria fora da minha vida; e ele, o seu dinheiro. Ponha os dois juntos, mais o fato de que James sabe como Carmem é comigo, e você tem armada uma conspiração que planejava forçar você a assinar os papéis e sair da minha vida ao mesmo tempo.

— Oh, mas isso é tão... doentio.

— Agora podemos falar de nós dois? O que você quer, Isabella?

Bella baixou os olhos para fitar a boca de Edward, que não sorria. Nem mesmo pensava em sorrir, tal a seriedade da sua pergunta.

— Você. — sussurrou. — Só quero você.

Ele inspirou o ar profundamente:

— Mudei de ideia com relação a este terninho. Eu o adoro. Faz-me lembrar da mulher por quem primeiro me apaixonei...

— Senhorita Abotoada dos Pés à Cabeça, você quer dizer?

— Senhorita Sensualmente Abotoada dos Pés à Cabeça. — acrescentou, depois se afastou dela para abotoar seu paletó novamente antes de se levantar da cama, puxando-a também para fechar o zíper de sua saia.

— Por que está fazendo isso?

— Esqueci uma coisa.

Então tomou uma de suas mãos e a trouxe para fora do quarto, de volta ao térreo, pela sala de estar e atravessaram as portas do pátio, ao pé das quais Bella estancou, surpresa. O pátio havia se transformado enquanto estiveram no primeiro andar e agora era um paraíso de velas acesas e chamas tremulantes. Havia sido preparada uma mesa para dois e Sue estava se afastando dela.

— Kalispera.— disse, sorrindo para os dois. — Vocês querem comer agora?

Edward respondeu em sua própria língua, guiando uma Bella muda até a mesa e em seguida lhe puxando uma cadeira.

— O que está havendo? — conseguiu falar ela, atordoada.

— Quando planejo algo com este cuidado geralmente levo a coisa até o fim. A surpresa que prometi a você. — explicou. — Você esqueceu, percebo.

— Ah — murmurou Bella, porque havia esquecido.

Edward sorriu e se sentou.

— Não esperava fazer isso quando estivéssemos vestidos. Porém... —Estendeu os braços sobre a mesa para apanhar as mãos dela. — Bella, esta é a minha casa. Minha verdadeira casa. As outras são só lugares convenientes que uso quando preciso. Mas esta ilha será sempre o meu lar.

— Bem, ela é... muito agradável. —falou, perguntando-se aonde aquilo ia dar.

— Mais que agradável, é especial. Estou loucamente, inteiramente, ciumentamente apaixonado por você, agape mou. Estraguei essa parte também, dizendo isso tão cedo. Mas é verdade: eu amo você. Se não fosse tarde demais, estaria sentado aqui pedindo sua mão em casamento. Como já fiz essa parte também, só me resta perguntar o seguinte: você quer viver aqui comigo, Isabella? Dividir meu lar comigo, dar à luz meus filhos e criá-los aqui, e fazer deste grego cínico um homem muito feliz...?

Bella não sabia o que dizer. Não tinha vindo aqui esperando que dissesse nada daquilo. De fato veio pensando que o odiava e que ele a odiava.

— E é esta a sua surpresa? — perguntou por fim.

Os dedos dele se inquietaram entre os dela, porque Bella claramente não dera a resposta que ele desejava.

— Era, até eu ter feito o máximo para acabar com minhas chances esta tarde. — falou, fazendo um aceno com a cabeça. — Acabei com elas?

A pergunta direta de alguém sem papas na língua, percebeu distraidamente Bella. Ela abanou a cabeça.

— Então diga algo mais... afirmativo. — disse, pronto e impacientemente —, porque me sinto como se o chão estivesse desaparecendo rapidamente debaixo dos meus pés...

Desaparecendo rapidamente... ela estava desaparecendo rapidamente... sob o feitiço dele.

— Sim, por favor. — falou Bella.

Edward murmurou algo que ela não entendeu, depois se recostou na cadeira.

— Deve ser o terninho. — gargalhou, embora não fosse uma gargalhada de verdade. — Você poderia me explicar o que o polido "sim, por favor" quer dizer exatamente?

Agora ele estava zangado. Bella enrugou a testa.

— Você está sentado aí só esperando que eu corresponda ao que disse, não é?

— Theos, se você não me ama, então eu consegui mais uma mentirosa como esposa, porque absolutamente tudo em você me diz que você me ama!

— Tudo bem: eu amo você! — anunciou, ardente. — Amo você — repetiu. — Mas ainda estou com raiva, Edward, e palavras assim não saem facilmente!

— Com raiva de quê? — O aborrecimento injetou-lhe os olhos à luz das velas. — Já pedi desculpas por...

— Você quase me matou de susto quando me pressionou lá no aeroporto.

— Meu susto foi maior quando pensei que não iria alcançá-la antes de o voo partir.

— Ah. — disse Bella.

— Ah. — repetiu ele. — Vamos voltar para a cama.

Ele já havia segurado a mão dela e a estava ajudando a ficar de pé.

— Não podemos. — falou Bella, estremecendo. — Sue...

— Sue! — chamou Edward quando chegaram ao corredor. — Suspenda o jantar. Vamos voltar para a cama!

— Meu Deus, por que você tem de ser tão direto?

— Tudo bem... agora vocês faz bebês bonitos... — foi a calma resposta que veio até eles.

— Até Sue sabe que é melhor ser franco. — disse Edward, virando-se para sorrir para ela na escada.

— Tudo bem! — falou Bella, parando, os olhos ardendo em chamas marrons de raiva e transbordante desafio. — Certo, eu o amo! — gritou o mais alto que pôde. — Não sei por que deveria amar você, já que, francamente, Edwadd, você me leva à loucura! Mas...

Ele a puxou para si e beijou-a ali mesmo na escada. Os dedos de Bella lhe envolveram o pescoço para impedir que ela caísse de costas — e também porque não podiam evitar aquilo.

— É por isso que você me ama. — insistiu ele quando finalmente se afastou.

— Pode ser que você esteja certo. — concedeu Bella com os olhos fixos na boca de Edward, antes de levantá-los para encará-lo. — Você acha que podemos fazer mais alguns testes, por favor...?

Fim

Ahhh acabou! Até que enfim eles ficaram juntos!! Obrigada cada comentário de incentivo, a história não é minha mas adorei adapta-la pra vcs! Então Comentem...Bjimmm!!!