OIE!
Nossa, desculpa a demora, tá? hehe, visita, feriado, essas coisas. Não vou me demorar mto aki, as notas eu vou fazer lá em baixo.
Disclaimer: Não, eu não possuo Rurouni Kenshin.
Legenda:
"Fala"
"Pensamento"
Sonho
NÃO OLHE PARA TRÁS
CAPÍTULO IV
Toda a bebida que Misao havia tomado parecia ter se esvaído. Ela olhou para Aoshi de um jeito anormalmente sério, de quem levou um susto gigante e não queria demonstrar. Se perguntou porquê ele tinha a mania de "brotar" nos lugares assustandotodo mundo.Ele retribuiu com um olhar interrogativo. Depois de um tempo olhando para ela, o okashira passou os olhos pela mesa, fixando-o na garrafa e depois em Soujiro que estava sem expressão. Soujiro o conhecia, era o ninja com cara de porta que queria matar Battoussai. O olhar de Aoshi voltou para Misao.
"Konban wa, Misao." -- ele disse, simplesmente. Ela acenou com a cabeça, como se retribuísse o gesto sem palavras -- "Vou dormir na casa da Meirin hoje." -- a garota assentiu novamente. Aoshi olhou para Soujiro, esperando alguma apresentação. Bem, na verdade o que ele queria era que alguém lhe explicasse o que ele estava fazendo ali, bebendo sakê e o pior, sozinho com Misao.
"Este é Seta Soujiro. Ele é meu convidado e passará a noite aqui. Creio que já o tenha conhecido." -- Misao falou, fazendo referência à época de Shura de Aoshi, quando ele se aliou ao Juppongatana -- "Espero que não haja nenhum problema."
"Não, nenhum problema." -- ele respondeu, estreitando os olhos perigosamente para Soujiro. O rapaz ignorou e fez uma pequena reverência.
"Já tivemos o prazer de ter nos conhecido antes." -- Seta falou, um pouco irônico.
Aoshi saiu da cozinha, deixando-os sozinhos, fora pegar algumas roupas, já que dormiria fora. Misao pôs as mãos nas têmporas, tentando conter um nervosismo. Respirou fundo, recuperando a calma, e ficou olhando para um ponto através da parede. Não poderia agir assim todas as vezes que ele fosse dormir na casa dela, ou chegasse muito tarde de lá. Era um direito dele. Respirou fundo. Sabia que não podia confiar nas pessoas, mas não, tinha que ser teimosa e querer fazer uma amiga. Apesar de já ter Kaoru como melhor amiga, ela morava muito longe, Okon e Omasu idem. Maldita idéia de amizade. Se tivesse ficado quieta no seu canto, com certeza muita coisa que aconteceu nos últimos meses não teriam acontecido. Ela não teria matado dez homens naquele dia, não teria um machucado incomodando, não estaria rindo com Soujiro, não teria ficado tão forte quanto estava agora. Suspirou. Tudo tem seu lado bom, apesar de ser terrível. Mas não adiantaria chorar pelo leite derramado. Ia se levantar para retirar a mesa, quando Aoshi apareceu na porta.
"Tente não matar ninguém amanhã. Desse jeito não sobrará pessoa viva na cidade. Ah, e quando usar alguma arma, não a esqueça no corpo da vítima." -- disse secamente, jogando a kunai que esquecera no pescoço de um Konohagume. Misao arregalou os olhos, como ele sabia que aquela kunai era dela? E por que ele estava tão bravo? -- "As kunais da Oniwabanshuu são únicas, se é isso que está se perguntando."
Ela recuperou a compostura e agradeceu, enquanto ele virava as costas para ir embora. Ele sabia exatamente o que falar para deixá-la surpresa. Soujiro observara tudo silencioso. Aoshi fazia Misao ficar nervosa. Isso chegava a ser palpável. Ela lhe sorriu e começou a retirar as coisas de cima da mesa, com ele ajudando, depois disso, cada um foi para seu respectivo quarto, dormir, já estava bem tarde.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Soujiro estava num lugar escuro. Não era o quarto da casa em que se encontrava.
"OLÁ! Alguém aí?
Nenhuma resposta. Caminhou um pouco, mas parecia não sair do mesmo lugar. Tudo estava extremamente escuro. Nada podia ser visto, nada podia ser ouvido. Ele andou mais um pouco e tudo ficou ofuscantemente branco. Quando a sua visão se acostumou, olhou em volta. Tudo era branco. Começou a correr, mas aquilo parecia não ter fim. Do chão, começa a surgir um líquido escuro que ia subindo rapidamente, e logo chegou às mãos dele. Conhecia aquilo, olhou mais atentamente.
"Sangue..."
Soujiro acordou assustado. Outra vez, o mesmo sonho. Passou a mão pela testa, que pingava. Mas se arrependeu do gesto, o ombro ferido doeu, fazendo-o gemer. Passou a outra mão no ombro, estava sangrando. Retirou a blusa que usava e amarrou-a, estancando o sangue. Ele estava caindo de sono, amanhã resolveria isso. Deitou novamente a cabeça no travesseiro, fechando os olhos, esperando que o sono o fizesse dormir. Mas um ruído o tirou desse estado. Alguém se aproximava a passos lentos. Poderia ser Misao ver como ele estava. Mas o que ela faria no quarto dele no meio da noite? Melhor não responder. Entretanto, não era ela, havia mais de uma pessoa. Quando a porta foi aberta, ele se jogou no chão, agarrando a espada e rolou para baixo da cama. Ele viu cerca de três homens vestidos de preto olharem dentro do quarto rapidamente e fecharem novamente a porta. Seta saiu de onde estava e o mais silenciosamente possível, andou até a porta, abrindo uma fresta. No corredor umas vinte pessoas estavam estrategicamente organizadas em frente ao quarto da okashira. O que era aquilo? Alguma convenção de ninjas que ele não estava sabendo?
Desistiu da idéia ao ouvir o som de duas espadas se batendo. Precisava dar um jeito de sair dali rápido e ver o que estava acontecendo no quarto da garota. Soltou a blusa do ombro para ter mais mobilidade e fechou a porta fazendo barulho, para chamar a atenção dos que estavam lá fora. Soujiro se posicionou atrás da porta, esperando até o ninja entrar completamente dentro do quarto. Fechou-a sem ruído.
"Quem são vocês?" -- perguntou ele, não queria correr o risco de matar um membro da Oniwabashuu e perder a cabeça.
O ninja deu como sinal um assobio e logo depois todos os que estavam no corredor entraram no quarto, cercando-o. Pela terceira vez num mesmo dia, Soujiro se viu em meio a uma luta que nem sabia o porquê. Eles o atacaram e ele revidou, usando a agilidade e velocidade que o deixaram conhecido com "Espada Celestial".
No quarto de Misao:
Ela estava lutando contra um ninja que trazia uma mensagem de um cara que queria a Oniwabanshuu como aliada. Para falar a verdade, eles estavam intimando a gangue a colaborar. O que não deu muito certo. Misao era teimosa e simplesmente odiava trabalhar sobre pressão. O que a garota estava achando estranho, era que dos doze homens presentes no aposento, apenas um havia se exaltado. Num certo momento, o ferimento reabriu, e ela deixou a espada cair. O suficiente para que o oponente apontasse a espada para seu pescoço. Ela fechou os olhos, esperando o golpe, mas ele não veio. O homem abaixara a espada e retirara a máscara, ele se aproximava com um sorriso no rosto. Misao aproveitou e o atacou, usando os golpes de kempô aprendidos com Aoshi e Hanya. O sorriso dele morreu quando a garota mandou a espada dele para longe e acertou em cheio o seu rosto. Mas como era um ninja e também sabia kempô, revidou golpe, acertando o abdome dela, e sem esperar um contra-ataque, lançou um dardo envenenado.
Misao arrancou o dardo com fúria. Agora eles a deixaram brava. Voltou à posição de guarda, mas estava difícil manter o equilíbrio. O veneno se espalhava rápido pelo corpo, devido à tensão e à luta. A visão começava a turvar e caiu no chão, sem forças para continuar. O homem mandou o resto dos ninjas que estavam dentro do quarto para fora, mas não foi obedecido. Nervoso, ele a levantou pelos cabelos e falou bem perto do ouvido dela.
"Agora sei porque o mestre te quer viva. Pensei que fosse apenas uma ninja feia, mas vejo que estava enganado. E é forte também. Mas não se preocupe, o veneno não vai matá-la." -- ele virou-se para um dos membros -- "E você, leve seus homens para fora daqui, e veja o que está acontecendo lá fora! -- ele disse, se referindo ao sinal que foi dado em outra parte da casa -- "Quero brincar um pouco com ela e não quero você aqui me atrapalhando!"
"Lamento dizer, mas não sairemos daqui, e se quiser saber o que está acontecendo vá você ver." -- o outro respondeu, sem emoção.
"VOCÊ QUER SER LEMBRADO DE QUEM ESTÁ NO COMANDO AQUI?"
"Não preciso, mas quero que saiba que eu e meus homens estamos aqui apenas para dar suporte caso necessário."
O que lutara com Misao estava vermelho de raiva. Jogou-a na cama e subiu em cima dela, puxando para baixo a roupa que ela usava. A jovem não conseguia mover nenhum músculo. Por mais que tentasse tirar aquele desgraçado se cima de si não conseguia. Ouviu a porta ser aberta. Soujro estava parada nela e coberto de sangue. com um sorriso no rosto, limpou a espada com um movimento e guardou-a na bainha. Se dirigiu à cama e ficou de frente para o ninja.
"Matsumoto, a quanto tempo." -- a face do homem perdeu a cor. Soujiro avançou sobre ele, ignorando os outros onze homens que apenas assistiam a cena. Matsumoto saiu de cima de Misao antes de ser atingido pelo golpe de Seta.
"Bem, já estamos de saída não é, Seido?" -- o outro acenou com a cabeça.
"Mas já, nem começamos a brincar." -- Soujiro tinha uma expressão divertida no rosto -- "A propósito, o que vieram fazer aqui?"
"Ah, apenas uma proposta para a senhorita Makimachi, mas ela, como você, infelizmente não aceitou."
O espadachin avançou sobre ele, ferindo-o no rosto. Não queria matá-lo. Ainda. Precisava saber mais. Matsumoto tremia de medo e mal conseguia se defender. Seido interveio.
"Se for para continuar brincando, estamos de saída. Foi um prazer revê-lo, Seta Soujiro." -- ele disse, saindo pela janela seguido de seus homens e de Matsumoto.
Soujiro voltou-se para Misao, que estava sobre a cama. Ele viu o ombro dela machucado e o dardo no chão. Não era preciso ser um gênio para saber o que tinha acontecido. Arrumou as roupas dela e deitou-a direito na cama. Ela parecia desmaiada. Sentou-se numa cadeira e ficou esperando-a acordar.
Ohayo minna-san!
Desulpem a demora, mas a idéiadesse capítulo demorou para sair. Eu tava muito cansada, muita coisa na escola e tudo mais, o que afetou consideravelmente minha criatividade. E tem outra coisa: estou trabalhando em duas outras fics (uma de Naruto e outra de Inuyasha), mais três projetos (que eu ainda não comecei a escrever, mas são duas de RK e uma de YuYu Hakusho) e uma idéia (uma de humor de Saint Seiya), então, como vocês podem ver, estou "meio" sobrecarregada.
Não era para demorar tanto para postar, o capítulo já estava pronto desde quarta ou quinta, mas saiu do roteiro completamente. O sonho do Sou-chan ia ser um pouco diferente e esses caras iam só aparecer bem mais para frente. Eu simplesmente não sei narrarcenas de luta então me perdoem! Já estou na metade do próximo capítulo, então sábado ou domingo que vem eu espero postá-lo, e postar os próximos todo o final de semana a partir de agora.
Carine-san: Gomen ne por te fazer esperar! Desculpinha! E vou começar a apressar os capítulos, vou tentar escrever mais dois essa semana, e quem sabe, postar direitinho, hehe. Valeu por estar lendo a fic!Bjão.
Jéssica Yuki Akechi: Eu não vou mais matar o Aoshi, não (poderosa, a garota). Na idéia original eu ia e ia fazer atrocidades com os personagens. Assim, o Aoshi não vai ficar a fic inteira, mas eu não vou matá-lo. Bem, é surpresa o que eu vou fazer (vou pegar ele p/ mim,hehe, brincadeirinha). Como eu disse no capítulo anterior, a fic ta muito diferente do que era para estar, era para ser um drama e ta virando uma comédia, apesar de mais para frente eu colocar um draminha (relacionado ao Aoshi, provalvemente), não vai ser nada muito meloso. Que bom que você tá gostando da fic! E do crossover tb!Bjão.
Continuando:
Karol: Kurama!
Sano: Megume!
Yahiko / para Hiei: Te peguei!
Karol: O que vocês estão fazendo aki?
Kurama e Megume sobem em cima da mesa. Shippou fica gritando para eles embaixo. Hiei está considerando a possibilidade de matar a autora estúpida. Yahiko está correndo atrás do Hiei (eles estão brincando de pega-pega, lembra?).
Megume /gritando: Ah! Onde estou? Quem é o baixinho? Quem é o garoto? Quem é a doida? Quem é a doida? Quem é o crista de galo?
Sano: Ei, sou eu!
Megume: Sano?
Sano: Não, o Pikachu disfarçado!
Megume, Karol, Yahiko, Shippou, Hiei (sim, o Hiei) e Kurama (sim, Kurama) /batendo na cabeça dele com uma pokébola: Ah! Pikachu mau! Volta para a pokébola!
Sano: Parem! Bando de asnos! Depois eu que sou o burro!
Megume: É ele sim.
Karol: E então o que estão fazendo aqui?
Kurama: Bem, eu estava muito bem regando minhas plantinhas quando eu tropecei e caí em cima de uma roseira. / mostra os braços cortados/
Todos: OH!
Karol: E o que isso tem a ver?
Kurama: É que daí meu cabelo ficou despenteado, e eu fui para casa para arrumá-lo (sabem como é, né? 90 por cento das fãs me adoram e eu tenho que manter minha fama).
Sano: E?
Kurama: E eu fui para meu quarto, para passar laquê (como é que vocês acham que ele mantém aquele penteado esquisito?), mas...
Yahiko: Mas?
Kurama: Mas não tinha mais, e eu saí para comprar. Então...
Hiei: Então?
Kurama: VOCÊS QUEREM PARAR DE ME INTERROMPER?
Todos: O.O"
Kuram: Melhorou! Então eu tropecei de novo e caí num poço que tinha perto de uma grande escandaria, e vi uma mulher com orelhinhas de raposa, daí eu fui perguntar para ela onde estava, mas daí eu caí de novo num outro poço e fui para num lugar esquisito, parecendo o Makai, com um carinha com orelha de cachorro, uma exterminadora, uma menina com um uniforme parecendo o da Keiko, um monge tarado, um gato de dois rabos e essa abominação aí (aponta para o Shippou), que logo que nos viu começou a correr atrás da gente, daí a gente correu até aqui.
Karol: O.O Nossa!
Yahiko: O.O Como fala!
Sano: E como é que a Megume veio para aqui?
Kurama: É que quando eu caí pela segunda vez eu me agarrei nela.
Sano: O QUÊ?
E então? o Sano vai usar a técnica aprendida com Anji no Kurama? E o Yoko? Vai virar pasta de raposa? E por que o Shippou correu atrás deles? E por que eu não respondi praticamente nenhuma pergunta do capítulo anterior? Leiam o próximo e vocês saberão!
