OHAYO MINNA-SAN!

Aqui quem vos fala é a escritora, e como prometido, sessha conseguiu postá-la no final de semana!

Disclaimer: Não possuo RK. Estão satisfeitos?

Notas eu vou por lá embaixo, e algumas respostas também.

Legenda:

"Fala"

"Pensamento"

Flashback


NÃO OLHE PARA TRÁS

CAPÍTULO V

Soujiro olhava para Misao, que agora dormia. O que será que Matsumoto viera fazer aqui? Uma proposta, ele disse. Um meio sorriso passou pelos seus lábios. Ter fama de um hitokiri frio e sem sentimentos fazia muitos tremerem de medo. Soujiro o conhecia a bastante tempo.

Karasu Matsumoto liderava uma das tropas de Shishio e simplesmente não se conformava de Seta ser o número um dentro da Juppongatana. Até que caiu na desgraça de achar que poderia derrotá-lo. Queria achá-lo sozinho e matá-lo, mas dificilmente estava desacompanhado de Chou e Kamatari. Num determinado dia, enquanto os "anjos" da Juppongatana já citados se encontravam pintando a capa do Hen-ya de vermelho e amarelo e escrevendo "Eu amo o Usui", Matsumoto surge e desafia Soujiro. Depois de se recuperarem do ataque de risos, Chou e Kamatari tentaram desfazer o comandante de sua idéia.

"Você não acha que Sou-chan é o primeiro na Juppongatana porque ele tem esse rostinho bonito, não é?" -- perguntou Kamatari.

"Até porque, se fosse assim, eu seria o primeiro." -- Chou comentou com um sorriso convencido, que morreu quando Kamatari não se controlava mais de tanto rir e murmurava algo como "cabeça de vassoura".

Matsumoto ficou vermelho de raiva ao ver aqueles três insolentes não levarem à sério seu ideal. Depois de tanto gritar que queria lutar (gritou tanto que conseguiu abaixar o cabelo do colecionador de espadas), Soujiro aceitou seu desafio. Não é preciso contar a surra que levou, mas Seta não o matou por achar que não seria muito bom para a instituição.

O espadachin foi arrancado de suas lembranças quando a ninja se mexeu bruscamente na cama. Ela devia estar sonhando. Mexeu-se de novo, mais forte ainda. Ela devia estar tendo um pesadelo. Ele se aproximou dela e a tocou devagar. Ela acordou num pulo e bateu a cabeça no nariz de Soujiro. O rapaz voltou para trás, com a mão na face, tentando estancar o sangue. Soujiro olhou-a, ela estava pegando a espada e preparando-se para atacá-lo. Mas antes que ela pulasse em cima dele, ele pulou em cima dela, prendendo-a na cama.

"MISAO! CALMA, SOU EU!" -- ele gritou, mas ela se debatia muito. Quando um chute dela quase acertou sua, ahn, parte sensível e ele percebeu que ela só ouviria à força, deitou em cima dela, imobilizando-a com seu corpo.

Ela ainda segurava com força a espada, e Soujiro corria sério risco deperder alguma parte do corpose ela conseguisse se soltar. Sem outra opção, apertou com mais força o pulso dela, fazendo-a largar a arma. O espadachin segurou as mãos dela com uma e a com outra segurou seu queixo, parando a cabeça. Ela estava assustada, devia ser alguma reação do veneno ou coisa do gênero. Aproximou a boca do ouvido dela e falou suavemente:

"Calma, sou eu."

"Sou..jiro?" -- a voz dela estava trêmula.

"Isso."

Ele se sentia hipnotizado pelo perfume que emanava do corpo dela. Soltou devagar os pulsos dela, tomando cuidado para deixar a espada bem longe. Saiu de cima dela e ficou sentado na beirada da cama. Ficaram um bom tempo em silêncio, sem saber o que dizer, até que Misao conseguiu levantar e sentar-se ao lado dele.

"Eles vieram fazer uma proposta." -- ela começou. Soujiro virou a cabeça para ela. Tinha algumas perguntas a fazer, mas não agora. Viu ela olhar assustada para si e tentar levantar. Segurou o pulso dela, não podia fazer muito esforço.

"Aonde vai?"

"O seu nariz está sangrando."

"Ah, tudo bem, foi só uma pancada, eu vou lá limpar."

"Pancada?"

"É, você levantou com tudo e bateu a cabeça no meu rosto."

"Eu fiz isso?" -- ela parecia não acreditar.

"Tá tudo bem, foi uma coisinha leve."

"LEVE? Uma cabeçada no nariz e é leve?"

"Já levei coisa pior..." -- ele disse, levantando os ombros e sorrindo um pouco.

Silêncio. Soujiro pecebeu que a okashira massageava os pulsos. Debateu-se mentalmente. Baka! Não era para apertar tão forte.

"Desculpe."

"Ahn?"

"Eu machuquei seu pulso."-- ele falou,se virando para ela.

"Ah, tudo bem, e eu quase quebrei seu nariz." -- disse, sorrindo. Céus, ele poderia se perder naquele sorriso para sempre.

Voltou a olhar o chão. Tinha alguma coisa o incomodando. Mas antes que começasse, ela falou.

"Soujiro?"

"Sim?"

"De onde você os conhece?"

"Matsumoto fazia parte do exército do Shishio, e Seido fez alguns trabalhos para Makoto, mas eu não o conhecia pessoalmente." -- ele fez uma pausa -- "Mas eu queria saber o que eles estão fazendo juntos."

"Ele propôs para nos juntarmos à ele."

"Qual era o nome do chefe?"

"Acho que Yukishiro Enishi. Conhece?"

"Já ouvi falar dele." -- ele fez uma pausa -- "Se não me engano foi ele que vendeu o navio de guerra para Shishio."

"Não foi o grupo dele que te atacou ontem de manhã?"

"Foi."

"Ele deve ter mandado matar o Konohagume também."

"Mas por que?"

"Poderiam causar problemas..."

"Vou mandar uma carta para oHimura, para saber se algo assim está acontecendo lá também."

"Lá?"

"Eles moram em Tókyo."

"Mudando de assunto, veio um grupo grande. Matei uns dez lá no quarto que você me emprestou."

"Eles te machucaram?" -- ela perguntou, preocupada.

"Não, apenas alguns arranhões."

Ela se aproximou dele e tirou a camisa dele, fazendo-o corar. Misao não parecia se preocupar.

"Nã-não pre-precisa!"

"Ah, que isso. Você está todo cortado! Parece que brigou com gato."

Ela se levantou e pegou uma caixa de madeira pintada de branco.

"Não se preocupe, prometo que não vai doer." -- ela falou sorrindo.

Misao passava levemente os dedos sobre as costas dele. Limpou todos os ferimentos dele, e o corte que tinha no ombro foi enfaixado. A cada toque, o corpo dele arrepiava.

"Soujiro, você está tenso." -- ela constatou, passando as mãos no ombro dele.

"I-imagina, impressão sua!" -- o espadachim suava frio.

Ela não ligou e começou a fazer uma massagem relaxante nos ombros do rapaz. Aquilo estava ficando difícil. Ele segurou as suas mãos.

"É melhor você voltar a dormir. " -- ele falou sério. Misao acenou com a cabeça e se deitou.

Ele a cobriu e retirou uma mecha do cabelo dela do rosto, e ficou abaixado, com a cabeça perto da dela. Passou de leve os dedos pelo rosto. O perfume que emanava do seu corpo o entorpecia. Antes que chegasse a um estágio, ahn, mais avançado, se é que me entendem, ele saiu do quarto. Antes de fechar a porta ainda a ouviu murmurar um "obrigado". Sorriu. Que dia estranho!

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Cerca de doze homens corriam pela floresta. Estavam todos encapuzados, eram ninjas. Pararam ao chegar em uma mansão, aparentemente no meio do nada. A localização era estranha para uma casa comum, mas estratégica para a sede de uma gangue. Ao entrarem, tiraram as máscaras e se dirigiram rapidamente à uma sala, que era repleta de livros nas paredes. Um observador mais atento veria que são livros de guerra, dos maiores estrategistas tanto do Oriente quanto do Ocidente. No meio da referida sala se encontra um homem, com cabelos grisalhos, alto, com um óculos na ponta do nariz. Apesar dos cabelos já prateados, tinha menos de trinta anos. Sentado numa confortável cadeira, atrás de uma luxuosa escrivaninha, com alguns papéis escritos, outros rabiscados e muitos amassados, ele observava a sua coleção de espadas. Mandou os ninjas entrarem quando bateram na porta.

"Com licença senhor Enishi." -- Matsumoto disse ao entrar.

Enishi acenou com a cabeça. Seido e os outros entraram também, fazendo uma breve reverência ao chefe.

"Como foi?" -- ele perguntou acendendo um cigarro e colocando-o na borda do cinzeiro.

"Transferimos a mensagem para a Oniwabanshuu." -- Matsumoto disse.

"Está ferido, Karasu?" -- o chefe perguntou, com um sorriso. Quando ele sorria não era boa coisa.

"Nã-não mu-muito, senhor." -- Karasu Matsomoto respondeu, tremendo.

"Houve luta, Seido?" -- Enishi voltou a perguntar, mas dessa vez para o outro ninja. Itachi Seido não omitiria nenhum detalhe, e não confiava muito no Matsumoto.

"Sim, senhor." -- Não omitia, mas se não fosse pedido os detalhes, simplesmente não falava nada. Enishi girou os olhos.

"Quem lutou?"

"Matsumoto e a okashira."

"Como vocês entraram?"

"Pela janela do quarto dela."

"Bem, como foi mandado. O outro okashira estava lá?"

"Não."

"Tinha mais alguém lá?"

"Sim."

"Quem?"

"Seta Soujiro."

Os olhos de Enishi brilharam. Krasu continuava tremendo.

"Uhm, interessante. O que ele fazia lá?"

"Não faço idéia senhor, mas parecia ser amigo da okashira."

"Parecia?"

"Sim, ele a protegeu."

"Protegeu?"

"Sim. E também matou os homens de Matsumoto."

"Ahn... Mas aprotegeu de que?"

"Dele." -- disse Seido, apontando com a cabeça para Matsumoto.

"O que ele fez?"

"A dopou e tentou violentá-la."

"A dopou?"

"Usou um dardo envenenado."

"E então?"

"Então Seta apareceu e o impediu."

"Ele chegou a fazer alguma coisa?"

"Não."

"Mas ia fazer?"

"Sim."

Enishi virou-se para o subordinado.

"Pensei ter dito que não a queria com nenhum arranhão." -- sua voz soava gelada, e um olhar mortal era dirigido à ele.

"Seido, o que mais aconteceu?"

"Seta apareceu e o impediu, e então viemos embora."

"Não lutaram?"

"Ele não parecia querer brigar, não conosco."

"Como assim?"

"Ele atacou Matsumoto."

"E?"

"Matusomoto fugiu."

Aquilo foi a gota d'água. Simplesmente não tolerava erros. Desobediências também não. E muito menos covardia.

"Bem, Karasu. O que tem a dizer em sua defesa?" -- ele perguntou, levantou-se e se dirigindo à estante onde estavam expostas as espadas e olhando atentamente cada uma.

"Be-bem, e-eu não ouvi o se-senho dizendo que não e-era pa-para tocar ne-nela."

"Hum..." -- Enishi incentivou-o a continuar, passando a mão pela lâmina de algumas espadas.

"E-e S-seta é muito poderoso... E-eu nu-nunca ven-ceria uma batalha contra e-ele.."

Enishi sorriu desolado. Pegou uma das espadas e prendeu na bainha.

"Bem, já avisamos Seta Soujiro, Oniwabanshuu, Himura Kenshin, Kamya Kaoru, Sagara Sanosuke e Hajime Saitou. Acabamos com algumas gangues que poderiam causar problemas. Não acabamos com Seta, Himura, Shinomori, Kamya, Sagara ou Hajime." -- ele falou -- "Vamos ter uma dura batalha, já que eles não estão do nosso lado." -- parou um pouco, depositou a espada na escrivaninha e pegou um jogo de kunais. Jogou uma a uma em cada um dos presentes, que apenas a pararam com os dedos. Fez menção de tacar a última em Karasu, mas este se encolheu -- "E como a batalha vai ser extremamente difícil, preciso de homens competentes." -- continuou, largando a kunai em cima da mesa e pegando a espada de volta, parou do lado de Matsumoto e pos a mão sobre seu ombro -- "Você é muito competente." -- o outro respirou aliviado -- "Mas é covarde!" -- tirou a espada da bainha e parou bem perto do pescoço dele -- "Vou dizer para que vocês foram designados especialmente para levar o recado a Oniwabanshuu: eu não queria a garota ferida. Apenas para se defender, no máximo, mas ela é uma mulher, e por mais ágil que seja, não tem força bruta. Não era para você encostar um dedo imundo nela, quanto mais ousar se deitar com ela. Matsumoto, você deveria saber que se pensasse nisso, já seria um homem morto. ELA VAI SER MINHA E NÃO ERA PARA VOCÊ CHEGAR PERTO DELA!" -- ele gritou a última frase e enfiou a espada pelo pescoço do outro -- "E ESTEJAM AVISADOS, O PRÓXIMO NÃO VAI TER UMA MORTE TÃO RÁPIDA!"

Enishi saiu bufando do escritório e foi para seu quarto. Precisava tomar um banho e dormir.


Ah! Finalmente!

Bem, respondendo Reviews:

Marismylle: ai miga! Valeu mesmo pelas idéias, vou usá-las sim! E sua fic tá mto boa. Cara, o Sano, com tatuagem nas costas /karol se abanando/. E eu também to adorando as outras! Bjão e valeu por estar acompanhando a fic!

Jessica Yuki: Hohoho /risada da Megume/ . A Meirin é surpresa, mas algumas pessoas já devem ter sacado quem ela é. Talvez no capítulo que vem eu falo realmente quem é. Mas logo, logo vocês vão saber. Mas uma dica: aquele papo sobre amizade que a Misao falou no capítulo passado tem a ver com a Meirin, eu não coloquei aquilo só para encher lingüiça e linha, não. Brigadão por estar acompanhando!

Sano: Podemos voltar ao meu quadro?

Karol: Quadro?

Sano: É, é a única parte que eu apareço.

Karol: Ah, sim. Claro, vamos continuar.

Sano: O QUE?

Ninguém se mexeu.

Sano: Ei, por favor, ATENÇÃO!

Kurama: onde estávamos mesmo?

Sano: Eu ia te socar até você morrer!

Kurama: Ah, nem vem, já não basta no torneio de artes marciais do Makai? Tenho que apanhar aqui também?

Hiei: É verdade, você apanha mais que o Kwabara.

Kurama: ¬¬ não precisava me humilhar!

Sano: Af, posso continuar?

Yahiko: Ei vocês vão resolver isso logo ou vão continuar nesse lenga-lenga?

Sano: Quieto, pirralho!

Yahiko: QUEM É PIRRALHO?

Sano: Vocês dois! Megume, tire as crianças daqui!

Megume: Vai mandar em outro! Em mim não, crista-de-galo!

Sano: TT ninguém me obedece!

Karol: Gente, apesar de eu gostar de sangue, por favor, brigar aqui não, né? Eu não quero ver dois dos mais bonitos personagens brigarem!

Kurama: Alguma sugestão?

Karol: Eu posso levá-los para outra dimensão!

Shippou: Nossa, eu não sabia que você tinha o poder do Saga!

Karol: Não tenho, mas tenho uma nave que pode nos levar!

Shippou: Ah!

Karol aperta um botão no teclado e aparece uma nave igual a do Han Solo (tá certo?).

Karol: Subam todos na nave!

Sana:Ah não, nem vem! Eu não ando nem de trem, quanto mais em um disco voador!

Karol: ÇÇ não fala assim da Dorothy!

Todos: Dorothy?

Hiei: Sua nave tem nome?

Karol: Claro, e é o nome pelo qual meu professor de matemática me chama!

Todos: ooU

Karol: Bem, TODOS A BORDO!

Todo o povo sobe na nave, digo, Dorothy. Bem, o Sano foi por livre e espontânea pressão...

Karol /Na direção da nave: AO INFINITO E ALÉM! Opa, frase errada! Hehe ".

Todos: O.O"

Sano: Que se dane a frase! Vamos logo sair daqui!

Karol: Tá!Tá!

Yahiko: E então, Shippou, por que você tava seguindo os dois?

Kurama: Ah! Tira essa aberração de perto de mim!

Shippou: Bem, é que eu tava bem feliz lá, enchendo a paciência do Inuyasha, até que vi os meus dois primos!

Karol: Primos?

Kurama: Somos todos raposas, e ele fica repetindo isso!

Sano: Nossa, essa foi infame!

Yahiko: Foi!

Karol: Bem, aonde vamos?

Shippou: Para minha era! Para minha era! Eu quero a Kagome! A Kagome! Buááá!

Hiei: Posso usar as chamas negras mortais?

Todos param e pensam. Realmente era uma idéia tentadora.

E então? Estão gostando? Está ficando uma droga? Mandem Reviews! Sessha agradece!