OIE!
Não possuo RK, essa fic não tem fins lucrativos (pq se tivesse, eu já tinha escrito monte, hehe)
Notas lá no final.
Legenda:
"fala"
"pensamento"
carta
NÃO OLHE PARA TRÁS
CAPÍTULO VI
Misao sentia a cabeça pesada. Pôs a mão sobre ela, tentando conter a dor. Apesar de ser manhã, o quarto estava escuro, com as janelas fachadas. Sentou-se na cama, passando os olhos pelo quarto e colocando a mão sobre a espada que ficava em baixo do travesseiro, sem fazer movimentos muito evidentes. Estava sentindo a presença de mais alguém no quarto, mas não sabia quem era. Seus olhos se prenderam em dois pontos brilhantes em meio à escuridão. Dois grandes olhos a observavam. Relaxou quando reconheceu Soujiro, que estava sentado numa poltrona de frente para a cama. Era estranho sentir-se segura na presença dele.
"Dormiu bem?" -- ele perguntou.
"Sim."
"Achei essas duas cartas na entrada, hoje." -- falou, estendendo dois envelopes para ela. Um era de Okina e outro de Kaoru.
Misao abriu primeiro a carta de Okina. Falava que ele chegaria naquele dia, de manhã. A de Kaoru era um pouco mais comprida.
Misao-chan,
Tudo bem? Aqui está tudo bem sim. Desculpe demorar tanto para responder à sua carta, tivemos uns probleminhas no dojo (eu botei fogo na cozinha, o Yahiko destruiu a sala de treino, quando tentava aprender uma técnica secreta do Kamya Kasshin e acabou levando o teto embora, o Sano foi arrumar a cozinha e o dojo e conseguiu destruir meu quarto, então o Kenshin foi arrumar e levou embora o quarto dele, o do Yahiko,o do Sano,o da Megume e o da Tsubame, sobrando só a sala, que desmoronou quando choveu e poço transbordou, alagando o que sobrou da casa), e acabamos de nos mudar para a mansão do Yutaro, que nos deu de presente, como agradecimento por tudo. Eu realmente não queria aceitar, mas como ele insistiu e eu tenho cinco aproveitadores de hospitalidade para cuidar, não teve jeito.
Misao-chan, essa carta, no entanto, não é para falar sobre os desastres comuns no dojo Kamya (que por sinal, está sendo reformado). Está acontecendo alguma coisa estranha por aí? A dois dias atrás, quando estávamos retirando o que sobrou do dojo para levar para a mansão, uns trinta homens vieram aqui à noite, procurando a mim, ao Sano e ao Kenshin. Eles estavam propondo de nos juntarmos ao grupo deles para derrubar o governo. Claro que recusamos, e eles lutaram conosco. Algum tempo depois, Saitou chegou e nos falou que acontecera a mesma coisa com ele. E tem mais, mataram todos os membros de duas gangues daqui. Eu estou achando isso muito estranho.
Quando der venha nos visitar. Mas responda rápido a esta carta, acho que alguma coisa está preste a eclodir e precisamos nos preparar.
E como está o Aoshi e a Meirin? E o Okina? Estão bem? Todo mundo aqui está mandando um abração.
Eu vou ficando por aqui, porque o Yahiko está quase matando o Sano de tanto bater nele com a shinai.
Beijos,
Kaoru.
Assim que terminou de ler a carta, seu semblante se tornou sério. Tomou uma decisão, e agora não dava mais tempo de pedir permissão ou conselhos para Aoshi ou Okina. Mais cedo ou mais tarde teria que se virar sozinha mesmo. Decisão tomada, agora não podia mais voltar atrás.
"Soujiro, nós vamos sair e comprar algumas coisas. Assim que Okina chegar, nós vamos para Tókyo." -- falou, muito séria, o que fez ele estranhar -- "Bem-vindo à Oniwabanshuu."
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Estavam no centro, comprando roupas para Soujiro, que ainda não acreditava que fazia parte da Oniwabanshuu. Ela simplesmente o intimara a pertencer à gangue, sem ao menos esperar ele discordar ou concordar, e saiu arrastando-o pela casa, pulando corpos e sangue espalhados pelo chão. Escreveu alguma coisa num papel e pregou no armário, depois voltou e se trocou em menos de cinco minutos e já saiu puxando-o por Kyoto. Ele ainda tentou pará-la, dizendo que ela estava fraca, fora envenenada, mas não adiantou nada. Já de volta à mansão, eles encontraram a porta destrancada e algumas malas na sala. Como se já soubesse, ela deixou as coisas na sala e se dirigiu à cozinha, sendo seguida por Soujiro. Encontraram um ancião tomando chá, que deu um largo sorriso ao ver a garota.
"Ohayo, Misao-chan."
Misao não retribuiu o sorriso, apenas acenou com a cabeça e sentou-se à mesa, fazendo sinal para ele sentar-se também. O ancião estudou o espadachin por alguns minutos, tão sério quanto Misao, e depois virou-se para ela.
"É ele?"
"Sim."
"Tem certeza?"
"Tenho."
"Aoshi já sabe?"
"Não, vou deixar uma carta para ele explicando a situação."
"Deixar uma carta para quem?" -- era Aoshi que acabara de abrir a porta. Seta estranhou o fato dele sempre chegar sem ser notado.
"Estão armando uma contra o governo. Dessa vez é um homem chamado Enishi. Propôs de nos juntarmos à ele, assim como para Himura, Kaoru, Sano e Saitou."
"Me procuraram na casa da Meirin também."
"Eu e Soujiro estamos partindo hoje para nos encontrarmos com Kaoru."
"Você e ele?"
"Sim, ele é o mais novo membro da Oniwabanshuu." -- Misao disse, deixando o outro okashira levemente (N/A: LEVE, eu disse LEVE!) espantado. Ele apenas acenou com a cabeça concordando.
"A que horas vocês vão?"
"Daqui a uma hora, ou menos, vamos apenas arrumar as coisas."
"Está bem."
Aoshi apertou a mão de Soujiro, cumprimentando-o por ser um novo membro da gangue, mas não disse nenhuma palavra.
"Seja bem-vindo, meu jovem." -- o ancião apertou sua mão também -- "Espero que goste de fazer parte de nossa família. Eu tenho certeza que Misao fez uma boa escolha, ela nunca erra." -- falou, lançando um olhar orgulhoso à menina, que agora sorria -- "Eu sou Okina, e ajudei Aoshi a criar Misao."
Okina sorriu mais uma vez e foi para os jardins. Eles ficaram um tempo em silêncio, até que ela se levantou e pegou algumas rações no armário, colocando-as numa sacola.
"As suas coisas já estão arrumadas, eu vou arrumar as minhas e pegar o seu uniforme,"
Ela saiu, deixando Soujiro sozinho com seus botões. Kami-sama! O que acontecera? Não fazia nem vinte e quatro horas que Misao entrara na sua vida e ele já tinha se tornado membro da mais perigosa gangue japonesa. Não que fosse ruim, ela já tinha pertencido ao Juppongatana, era considerado o melhor dentre eles, mas era muito rápido. Ele ainda estava pensando nos últimos acontecimentos quando Aoshi aparece na porta. Estava mais sério do que de manhã (N/A: se isso fosse possível...). Olhou de um jeito extremamente hostil para Seta.
"Desde quando é o mocinho da história?" -- ele perguntou sarcasticamente à Soujiro.
"Desde o dia que você se tornou sentimental." -- o outro respondeu, com o característico sorriso irritante. Aoshi se enfureceu, mas anos e anos de meditação não foram em vão.
"Não quero que você encoste um dedo sequer nela, se é que me entende. Se alguma coisa acontecer com ela, pode ter certeza que eu vou me esquecer que agora você faz parte da Oniwabanshuu e me encarrego de mandá-lo pessoalmente para o inferno." -- Shinomori falou, bem baixo e controlado, só para Seta ouvir. O último deu um sorriso e murmurou algo como "Mal posso esperar.".
Misao entrou e os dois olharam para ela, Soujiro com um sorriso e Shinomori com um bem pequeno nos cantos do lábio. Ela ao ver o clima aparentemente amigável, abriu um sorriso de orelha a orelha.
"Que bom que já estão se dando bem!"
"Você não imagina o quanto..." -- Soujiro falou, olhando de soslaio para Aoshi, que apenas inclinou a cabeça, fuzilando-o com o olhar.
"Então Misao, o que aconteceu hoje?" -- Aoshi perguntou, tentando tirar a idéia de matar Seta da cabeça (quer dizer, por enquanto), fazendo o sorriso dela desaparecer.
"Ninjas invadiram a casa e fizeram uma proposta à Oniwabanshuu."
"À Oniwabanshuu? Não foi à você?"
"Eu sou okashira. Qualquer proposta feita à mim, será uma proposta para a gangue." -- ela respondeu, um pouco ríspida. Não gostava quando Aoshi usava aquele tom de voz. Ele, no entanto, sorriu internamente, observando como a garota estava responsável. Ela dava a vida pela gangue sem pestanejar.
"E aquela chacina no quarto de hóspedes, quem fez?" -- Shinomori perguntou, fitando discretamente Soujiro.
"Fui eu." -- Seta respondeu.
"Não passou pela sua cabeça que eles poderiam ser da Oniwabanshuu?"
"Cheguei a considerar a possibilidade, mas uma reunião no meio da noite com uma luta é improvável até para uma gangue como essa." -- Soujiro falou, com o sorriso, deixando Aoshi a ponto de matá-lo. Mas antes que isso acontecesse, Misao interrompeu.
"Suas coisas já estão arrumadas, né?" -- ela perguntou ao mais novo. Ele simplesmente não precisava responder, ela tinha comprado, ela tinha arrumado, mas balançou a cabeça afirmativamente -- "Então vamos."
"Misao, daqui a alguns dias eu vou ir para lá também. Preciso de um lugar seguro para Meirin." -- Aoshi anunciou.
"Ah, tá. Vamos Soujiro?"
"Vamos."
Saíram da cozinha e Souijro foi se despedir de Okina. Apesar de não conhecer o ancião, não lhe parecia educado sair e não se despedir do dono da casa. Misao ficou na cozinha. Aoshi queria falar com ela.
"O que pensa que está fazendo?" -- ele perguntou, baixo e controlado.
"Heim?"
"Por que o pôs na Oniwabanshuu?"
"Preciso ir para Tókyo. Precisamos de um bom espadachin! Se esqueceu que foi para isso que Okina ficou um mês fora?"
"Mas por que ele?"
"Por que? Oras... Por que?" -- ela pausou, pensando um pouco -- "Aoshi-sama, o senhor está com ciúmes?"
Ele corou. Estava! Um sorriso passou pelos lábios dela.
"Está sim!"
"Não estou não!"
"Está!"
"Não estou!"
"Está!"
"Não estou!"
"Está!"
"Não estou!"
"Está!"
Eles estavam cada vez mais próximos. Quando pararam de discutir (N/A: eu realmente não imagino o Aoshi discutindo com a Misao!) estavam a centímetros de distância. Ao se dar conta disso, ela corou e abaixou a cabeça. Ele voltou à frieza habitual e ela à expressão séria.
"Confia realmente nele?" -- ele perguntou, com as mãos enterradas nos cabelos.
"Confio."
"Mas você o conheceu ontem."
"É, eu sei. Mas ele salvou a minha vida mais de uma vez."
"É por uma questão pessoal?"
"Não. Ele é um bom espadachin. Estávamos procurando um lembra?"
"Sim."
Ele lhe estendeu um punhal. Misao não entendeu, ela tinha um monte de kunais.
"Use-o, se precisar. Mas cuidado, está envenenada. Eu não confio nele, e não pense duas vezes se ele te tocar."
Ela o olhou, incrédula. Será que não acreditava que ela poderia tomar decisões sozinha? O sangue lhe subiu à cabeça, mas ela simplesmente pegou o punhal, que tinha um ideograma chinês de dragão e um desenhado em vermelho e azulna bainha.
"Era da Meirin?" -- ela perguntou.
"Sim, ela me pediu para te dar."
"Foi ela que envenenou também?"
"Foi."
"Obrigada. Agradeça à ela por mim."
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Soujiro estava se dirigindo aos jardins. Parecia que Aoshi queria falar alguma coisa com Misao em particular. Ele ainda se sentia estranho. Nem se deu conta de que já estava fora da mansão e tomava um rumo qualquer.
"Aonde vai?" -- Okina perguntou, saindo sabe-se lá de onde e assustando Soujiro.
"Eu queria me despedir do senhor."
"Já vão?"
"Sim."
Os dois ficaram em silêncio por um tempo.
"A Misao deve confiar em você."
"Ahn?"
"Ela nunca toma uma decisão sem antes consultar a mim ou o Aoshi, e essa, ela tomou sem ao menos nos avisar."
Soujiro não sabia o que falar.
"Não a deixe desapontada, meu jovem." -- o ancião falou, pondo a mão no ombro do mais novo.
Ele balançou afirmativamente a cabeça. Não tinha a intenção de magoá-la. Para falar a verdade, nem tivera tempo de pensar muito sobre o que estava fazendo.
Ela surgiu pouco depois e foi andando calmamente até Seta, com Aoshi atrás dela. Soujiro apertou a mão de Aoshi e fez uma reverência a Okina. Misao se despediu dos dois e se dirigiu ao portão, com o ex-Juppongatana ao lado. Teriam um longo caminho a percorrer.
AE! Mais um capítulo! E eu não falei quem é a Meirin! Bem, ela vai aparecer no próximo capítulo ( que por sinal, está quase terminado).
Logo, logo eu vou postar outra fic que eu estou fazendo, mas ela é UA mesmo. Estou fazendo sem separar os capítulos, mas já tenho 13 páginas do Word. Então, se preparem, por que vocês vão ter que me aturar! (brincadeirinha!)
Agora, minha parte preferida:
Marismylle: Bem, o resto do povo talvez apareça no capítulo que vem, mas é certeza deles estarem no oito. Eu vou tetar colocá-los no sete, mas se eu por uma participação muuuuuiiiiito ativa deles, vai ficar imenso. E como eu tenho uma pequena dificuldade gigante em resumir ( vejam só, dois dia deramseis capítulos), vou colocá-los mais para frente. E suas fics não são podres! Eu gosto mto delas! bjão!
Misaogap: Bem (Karol se escondendo do ataque de fúria), respondendo suas perguntas: sim, o Enishi quer a Misao para ele. Para falar a verdade, eu ia fazer muita sacanagem com ela nessa fic, ia mesmo, mas ia ser muita maldade, então na fic eu vou contando como os dois se conheceram (mas a Misao não lembra muito dele) e como o Enishi se apaixonou por ela (a Misao tá com a bola toda, né?). Vai ter romance, sim, mas eu sou má (Kukukuku) e vou fazer eles sofrerem um pouquinho. Mais o Sou-chan, pq ela ainda gosta do Aoshi. E essa hitória de raposas, chamas negras mortais e etc é só para descontrair e para o Sano tirar uma com a minha cara. Obrigado pela review! Bjs!
carine: Que bom que você está gostando! Não precisa chorar, se não você me deixa triste! Buááá! Bem ( se recompondo),a relação deles ta com passo de lesma-meio-morta (Deus! de onde eu tirei isso?), mas a partir da viagem, os dois vão ficar cada vez mais próximos. Obrigada! Obrigada! Obrigada por comentar! Bjs!
Gente, vocês não sabem o que um comentário faz para um autor! Só os autores!
Sano: Terminou a ladainha?
Karol: Mas já? Eu não possso nem responder às reviews em paz?
Sano: NÃO! Quem mandou me pôr aqui? Agora agüenta!
Karol: Ai minha Santíssima Trindade!
Sano: Vamo logo que eu quero quebrar logo a cara desse ruivo!
Karol: Tá bom! Tá bom! Onde estavámos?
Hiei: Comigo querendo usar as chamas negras mortais na raposa estúpida.
Yahiko: Qual delas?
Kurama, Megume e Shippou com um olhar Battousai para o Yahiko, que tentava se esconder atrás da Karol.
Hiei: Posso ou não matar a raposa?
Karol: Não!
Todos menos o Shippou : Por que não? (voz de choro)
Karol: Querem que a Kagome me mate?
Todos: Claro!
Megume: Seria um favor para a humanidade!
Karol: ¬¬ estou vendo o quanto sou amada.
Shippou: Parem de falar e vamos todos para o Sengoku Jidai logo!
Sano: Ah! Não! Por favor! Não vamos decolar nisso, né?
Karol: Na Dorothy? Claro, agora que a gente conseguiu colocar você aqui dentro acha que vamos ficar parados?
Karol aperta um monte de botões e vai para no Sengoku Jidai, mais precisamente no esconderijo de Naraku.
Shippou: Nossa! A gente passa metade do Anime procurando pelo esconderijo dele e a outra só aperta um monte botões e caímos aqui dentro!
Karol: isso se chama tecnologia!
Sano: Mas não erámos para estar junto da tal de Kagome?
Karol: Hehe, erro de cálculo. Sabe como é, né? Não sou tão boa em matemática.
Naraku está tomando banho numa banheira, com uma touquinha na cabeça, cobrindo os cabelos cheios de bobs. Hakudoushi e Kohaku estão jogando video-game. Kagura está fazendo as unhas e Kanna está descolorindo os cabelos.
Naraku (agitando uma escova de lavar as costas e se armando com patinho de borracha): Ei! Posso saber que invasão é essa?
E então? Será que Naraku irá enxotar todos? E será que a Karol irá acertar no calculo e finalmente achar a Kagome e cia Ltda? Ou será que vão todos para um mundo paralelo? Não percam o próximo e emocionante (?) capítulo dessa Saga!
