Oie minna-san! Depois de séculos eu estou de volta! Queria agradecer à todos que me deram uma força! Valeu mesmo gente!


NÃO OLHE PARA TRÁS

CAPÍTULO XII

Soujiro foi praticamente despejado do quarto de Megume. Ele ainda precisava falar com Misao. Mas deixaria isso para depois. Depois da conversa com a médica, ficara confuso. Tanta coisa se passando em apenas quatro dias. Precisava de um descanso. Precisava de um banho.

Depois de um bem demorado, o espadachin sentou-se no beiral da janela, olhando a Lua. Uma noite extremamente escura, mesmo com o astro iluminando o céu. Não havia muitas estrelas, mas havia muitas nuvens. Nuvens grossas e pesadas, que davam à noite uma sensação sinistra. Baixou o olhar, fitando agora as árvores do pequeno bosque que escondiam a mansão. Mais à frente, uma floresta densa, que chegava a ser profunda. Uma coisa que não era comum. Por que uma casa ficaria num lugar tão afastado? E por que rodeada por uma floresta? Proteção? Talvez... Voltou o olhar para o céu... Completamente encoberto pelas nuvens... Completamente escuro. Um vento frio soprou, fazendo com que Soujiro se arrepiasse. O peito nu, ainda levemente molhado pelo banho, mostrava as pequenas cicatrizes de outras batalhas.

"Soujiro?" -- ele foi arrancado de seus pensamentos pela voz fina de Misao -- "Você não respondia então eu entrei... Está tudo bem?" -- o rapaz acenou com a cabeça -- "Eu queria me desculpar... Não tinha o direito de me intrometer nos seus assuntos pessoais..." -- a voz dela ecoava pelo quarto extenso, mas ele não parecia prestar atenção. De repente, lembrou-se do que Megume lhe falara. Precisava por o plano em prática, e quanto antes, melhor.

Misao viu-o levantar-se e andar na sua direção... Mas não parecia o mesmo Soujiro que ela conhecia. Ele estava sério, mas com um olhar abrasador, muito diferente da expressão sorridente e dos olhos praticamente inexpressivos. Recuou, assustada com a súbita mudança de atitude dele, até encostar-se à parede. Seta aproximou-se lentamente, até ficar apenas a alguns centímetros de distância dela. Colocou as duas mãos na altura de seu rosto, prendendo-a, e abaixou até alinhar seus rostos.

"Eu preciso que você venha no meu quarto hoje depois que todos forem dormir." -- ele falou. Misao estava completamente sem ação, e ele percebeu isso. Assim como percebeu que tinha algum controle sobre ela. Sorriu por dentro. Ele tinha mais poder sobre ela que o próprio Aoshi.

A okashira estava tentando respirar fundo e manter as batidas do coração compassadas. Não era possível que estivesse se apaixonando por ele. Não era! Ela amava Shinomori. E todos sabiam disso. Fechou os olhos por um momento e depois fitou o rosto do ex-Juppongatana. Ele tinha noção do que fazia com ela. Tentando desesperadamente se controlar, ela confirmou com a cabeça que viria e encostou as pontas dos dedos no tórax dele para afastá-lo. Mas isso só piorou as coisas. A pele úmida dele deixou-a mais sem fôlego ainda, ao passo que as mãos delicadas dela arrepiaram o corpo do Juppongatana.

"Eu preciso ir..." -- ela murmurou evasiva, empurrando-o e saindo do quarto.

"Talvez isso seja mais fácil do que eu pensava." -- ele comentou consigo mesmo, tocando onde ela tinha posto suas mãos.

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Aoshi despertou de seu leve sono com o som de passos no quarto ao lado. Instintivamente levantou-se silencioso e foi até a porta. Não que fosse da sua conta, mas sempre gostava de saber aonde Misao se encontrava. Abriu-a com cuidado, vendo-a se dirigir para o quarto de Soujiro. Ele sentiu um aperto no coração. Ficou olhando-a. A trança desfeita, caindo sobre os ombros até a coxa. Virou a cabeça, pousando os olhos sobre a cama que dividia com Meirin, que por sinal, não estava lá. Passou-lhe pela cabeça o quão tolo era. Sempre soube que podia tê-la. Mas agora não sabia se ela o queria. Voltou a fitá-la. E encontrou os grandes orbes azuis dela olhando-o também. A expressão dela era um pouco assustada, mas Aoshi manteve-se frio. Para variar. Ficaram se encarando. Ela estava tão diferente. Tão determinada. Tão madura. Tão mulher. A okashira girou a maçaneta, ainda olhando dentro dos olhos dele, como que o desafiando e pela primeira vez na vida, Aoshi admitiu a derrota antes mesmo de ir à luta. Virou o rosto, perdendo a batalha contra o olhar dela.

Quando voltou a olhar o corredor, não havia mais ninguém ali. Abriu um pouco mais a porta e saiu, olhando a janela aberta e a chuva que caía pesada.

"Onde está, Meirin?"

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"Pensei que não viria." -- Soujiro comentou sorridente quando ela entrou no quarto.

"Sempre cumpro minhas promessas."

"Isso é bom."

"O que quer comigo?"

Ele saiu da janela pela qual via a chuva cair.

"Precisava falar com você."

"Prossiga." -- ele sorriu enquanto ela se sentava na cama.

"Quanta formalidade."

"Não enche e fala logo."

"Ah... aí está a Misao que eu conheço." -- ela girou os olhos e cerrou os dentes.

"Dava para falar logo? Eu to com sono!"

"Calma... calma... Quanto stress... Você devia dormir mais sabia?"

Misao jogou um travesseiro na cabeça dele.

"Eu até gostaria, mas você não está deixando..."

"Tá bom... tá bom..." -- ele fez uma pausa, tentando escolher as melhores palavras -- "Eu quero que você diga a Himura que desconfia que eu sou um espião."

"QUE?"

"Shiu... não grita..."

"Ah... desculpe... Mas por que?"

"Eu realmente não posso explicar... Mas eu quero que você diga isso e sugira que dois do grupo vá para Xangai."

"Xangai? Fazer o que lá?"

"Eu preciso que você faça isso."

"Ainda não entendi..."

"Não é preciso que você entenda... Sugira apenas que eu vá para lá. Deixe o resto comigo e com Megume."

"Megume?"

"Sim... nós estávamos discutindo sobre isso na hora que você entrou no quarto dela."

"Ah tá..."

"È extremamente importante que você convoque uma reunião, amanhã mesmo, mas que estejam presentes apenas você, Himura e Megume."

"Conhecendo Aoshi do jeito que eu conheço, com certeza ele vai querer participar."

"Que seja então. Mas não deixe que Kaoru, Yahiko, Sano, Tsubame, eu ou Meirin entrem, de jeito nenhum."

"E o que eu vou fazer com a Kaoru?"

"Eu vou tentar fazer com que eles saíam."

"Os três são muito teimosos..."

"Vou pedir ajuda à Megume."

"Boa sorte." -- Misao falou, irônica --"Mais alguma coisa?"

"Não, era só isso..."

"Espero que vocês saibam o que estão fazendo..." -- ela disse, se levantando e indo até a porta.

"Eu também." -- ele murmurou enquanto ela saía.

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Aoshi sorriu levemente ao ver as sombras de Meirin andar pelas árvores, sob da chuva. O sorriso se transformou numa expressão de tristeza... Por que as coisas tinham que ser daquele jeito? Uma angústia tomou conta do seu peito. As coisas ainda iam piorar. Olhou o céu. Por que? Por que tudo o privava de ser feliz? Por que ele não podia ter uma vida tranqüila? Por que as coisas simplesmente conspiravam contra seus planos? Suspirou. Já estava tudo determinado. Não adiantava questionar o destino. Se é que acreditava no destino. Passou os dedos pela borda da janela. Com certeza os dias bons estavam acabando. Até que duraram bastante. Que pensamento pessimista. Mas era o único que podia ter.

A dor no peito aumentando. Ah... Como queria voltar para sua vida tranqüila no Ao-ya. Era tão bom... Podia meditar sem preocupações. Mas foi apenas um faz-de-conta. Ele sempre soube que sua vida não seria feliz. Estava predestinado a isso. Olhou a mulher que nem imaginava estar sendo observada. A vida dela também fora roubada. Mas, ironicamente, ela também escolhera isso.

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O amanhecer também foi melancólico, como que prevendo alguma coisa ruim. Kaoru olhou pela janela da sala. Odiava dias assim. Deixavam-na extremamente triste. Debruçou-se sobre ela.

"Ohayou Kaoru-dono." -- saudou Kenshin.

"Ohayou Kenshin."

"Aconteceu alguma coisa? A senhorita parece triste."

"Nada não, apen..."

"Busu! Eu quero treinar! Deixa de preguiça e faça o dever de um mestre!"

"Eu ainda mato o Yahiko..." -- ela murmurou enquanto se dirigia à sala de treinamento, deixando Kenshin na extensa sala.

As coisas estavam indo tão bem... Por que outro doido querendo o poder do Japão? E pior: por que esse doido tinha que ser justo o irmão da falecida esposa? Isso trazia tantas lembranças. Lembranças tristes. Suspirou. Mas ainda preferia lembrar. Mesmo que a morte dela tenha sido dolorosa, ainda conseguia sentir o perfume de ameixeiras brancas. Principalmente quando se sentia solitário. Tomoe parecia estar sempre perto dele. Como essas lembranças doíam. Passou a mão pela cicatriz, sentindo um arrepio. Como se arrependia pela sua época de hitokiri. Tantas vidas...

"Ohayou Kenshin..." -- saudou-o um sonolento Sanosuke que descia as escadas com a cara levemente amassada.

"Ohayou Sano."

"Onde está a Jou-chan? Pensei que ia fazer compras de novo..."

"Ela está treinando com o Yahiko."

"HIMURA!" -- um projétil o atingiu com a velocidade de um míssil. Sagara pulou uns três metros do chão e se escondeu atrás do sofá -- "Ohayou!"

"Ohayou Misao-dono..." -- o espadachin ainda estava um pouco tonto.

"Onde estão todos?"-- ela perguntou, ainda pendurada no pescoço dele.

"Sano está atrás do sofá, Saitou provavelmente na delegacia, Aoshi meditando, Meirin procurando ervas para chá, kaoru treinando com o Yahiko, Soujiro perdido na floresta e Megume no consultório do doutor Gensai."

"Você podia servir para jornal... Mas isso não vem ao caso. Como você sabe que o Soujiro está perdido?"

"Ele me disse que daria uma volta rápida para conhecer a região e não voltou ainda... Faz mais ou menos umas três horas que ele saiu."

"Ah..."

Silêncio.

"Eu preciso falar com você depois." -- ela sussurrou, indicando Sano com a cabeça que distraidamente brincava com uma formiga. Himura assentiu e voltou ao seu olhar de bobo alegre.

Em algum lugar na floresta, Soujiro estava ligeiramente perdido.

"Maldição... Eu sabia que a floresta era fechada, mas não sabia que era tanto..." -- ele resmungava enquanto procurava se localizar. Até que topou com uma casa bem grande. Quase do tamanho da que estava hospedado -- "Mas o que..." -- calou-se quando reconheceu uma pessoa que estava na sacada. Seido. Então ali era o quartel general do Enishi. Um sorriso sinistro passou pelos seus lábios. Quem diria... Enishi era muito esperto escolhendo um lugar tão estratégico para um ataque... Praticamente ao lado deles... Protegido por uma floresta densa... Mas ele era mais... Mesmo sem querer descobrira... Devagar, retomou o caminho de volta, guiado por seus instintos, que agora pareciam bem mais aguçados.

Sentiu o corpo arder. Perderia o controle. Baixou a cabeça. Estava quase na hora do hitokiri despertar novamente. Não seria como Himura que deixaria Battousai dormir eternamente. Não queria voltar a ser um assassino frio e cruel. Ele já era um assassino frio e cruel. Enishi e sua corja pagariam caro por terem encostado em Misao. Levantou os olhos, que brilhavam sadicamente. O sorriso malvado tomava conta do rosto novamente. A espada clamava por sangue. Mas tinha que esperar. Respirou fundo. Voltando a ter controle sobre o corpo. Logo, logo poderia matar sem se preocupar.

Misao sentou-se na entrada da mansão, esperando alguém para conversar. Apesar do tempo nublado, o Sol ameaçava sair. Sentindo o ar à sua volta, não sabia exatamente no que pensar. O som de passos reacendeu a esperança de sair daquele tédio. Levantou-se, indo de encontro com o som. Vinha da floresta. Um sorriso iluminou seu rosto. Soujiro. Devagar, ela se aproximou, querendo dar-lhe um susto. Parou há alguns metros, olhando-o por entre as folhagens. Ele parou também e lançou um olhar mortal para onde ela estava. O sangue de Misao gelou. Desde quando Soujiro tinha uma expressão daquelas?

Ele mudou seu curso, resolvendo que ia averiguar quem o estava espionando. Não se enganara quanto a isso. Nunca. Sabe-se lá quem e o porquê estaria atrás dele, mas não quis esperar, afinal, o ataque é a melhor defesa. Com o sorriso característico no rosto ele se aproximou. Mas não havia ninguém ali. Ou então queriam brincar de gato e rato. Sentia a presença de mais uma pessoa, mas não sabia onde.

A okashira se divertia enquanto via Seta procurando por alguém. Ela, a principio, tencionara jogar-se em cima dele, mas não sabia qual seria a reação dele, então era melhor brincar um pouco. Em cima de uma árvore, escondida pelos ramos das árvores que ainda não tinham perdido suas folhas pelo fim do Outono, olhava curiosa as reações dele. Mexeu um pouco um dos galhos, chamando a atenção dele, mas logo pulou para outra árvore. Ficou fazendo isso, até que escorregou de um dos ramos. Maldita chuva. Recuou devagar para o tronco da árvore, mas o galho estava quebrando. Não ia dar tempo de voltar... E Soujiro descobriria onde estava...

Antes que ela alcançasse o que quer que fosse para se segurar, Misao despencou lá de cima.

"Itai!"

Antes que pudesse ao menos calcular qualquer coisa, Misao viu-se prensada no tronco de uma árvore. Meio zonza ainda pela queda, não se deu conta de que realmente não estava tão a salvo assim, até que foi erguida pelo pescoço.

"Não brinque comigo, menina." -- a voz de Seta Soujiro soara fria... quase metálica... Ela olhou nos olhos dele. Parecia tão distante, como se não fosse o mesmo rapaz que conhecera há alguns dias. Como se fosse outra pessoa... Outra personalidade.

"Sou... ji..ro..." -- ela sentia-se cada vez mais fraca. Ele era bem forte. Percebendo que chamá-lo não adiantaria, Misao resolveu partir para a luta. Reunindo as poucas forças que lhe restaram, ela deu uma joelhada no cotovelo dele, fazendo-o soltá-la. A garota caiu de joelhos, tentando recobrar o fôlego -- "O que deu em você?"

A voz ecoava na cabeça dele, mas não parecia fazer muito sentido... A dor latejava no braço, mas não surtia efeito nenhum nele, nesse momento. Levantou e voltou-se para a kunoichi no chão. No fundo, sabia que não era certo machucá-la, mas ela o provocara. Agachou-se e bateu sua cabeça na árvore, erguendo-a pelos cabelos em seguida. Ela parecia tão frágil...

O que deu nele, afinal? Misao não sabia precisar... Será que Aoshi tinha razão? Seta não era uma pessoa confiável? Seja lá o motivo pelo qual ele estava machucando-a, ela não se estragaria sem luta, nunca. Quase não encostava seus pés no chão, mas segurou o braço dele em dois pontos, servindo de apoio para um chute bem dado no estômago. Misao caiu novamente no chão, dessa vez completamente atordoada pela batida na nuca. Pôs-se de pé ao notar que ele se recuperava. Soujiro ficou na posição do battoujutsu e Misao pôs-se em guarda e esperou. Agora, descobriria se tudo que aprendera com Aoshi serviria para lutar contra uma das artes mais perigosas da espada.


Bem... aí está... Deixem reviws para comentarem se eu decaí muito, ou melhorei um pouquinho, sobre o rumo que a história ta tomando, criticas, sugestões, mate a autora, queimem-na na fogueira, façam picadinho de Karol, cozido de Karol, bife acebolado de Karol, miojo... Enfim... qualquer coisa... até piada (obrigadão Teela... eu realmente ri mto da sua piada... hehe)...

Agradecimentos:

X-EvoFan

Taveras

Harry

Alinezinha (aderei t conhecer)

Kimi Higurashi

Mizuki Asakura

Akina (recadinho: sim eu faço kung fu, e tb adoro... o meu estilo é chuen tai tsu tsai kung fu tã tao lu... meio cumprido.. e o seu? eu faço a pouco tempo.. ins sete meses...)

Misaogap

Teella

Naughty Girl

Milan Kundera

São todos que me mandaram reviews nos capitulos 10 e 11... eu keria responder um por um, mas acho que minha cota de paginas vai estourar... bjão para todos os que leram! mto obrigada!

Sano: Realmente vocÊ não se cansa de agradecer, heim? Dois capítulos e eu nem apareci no meu cantinho epecial!

Karol: Ah.. desculpa.. eu estava com uns probleminhas...

Sano: Isso não é desculpa!

Karol: Mas... isso ta tão silencioso... Cade todo mundo?

Sano: FOram embora...

Karol: Como?

Sano: Enquanto você enrolava, eles concertaram a Dorothy, mataram o Hamtaro, amordaçaram o Jakotsu e foram embora.

Karol: E por que você ficou?

Sano: Er... bem... eles me deixaram para te avisar e cuidar do Jakotsu (aponta para um saco disforme com a boca amarrada)

Karol: Te deixaram?

Sano: Por uma votação... Palitos...

Karol: Ah... Mas como vamos voltar?

Sano: EU vou saber? A esvritora aqui é você!

Karol: AI.. eu mereço... Tem um lápis e um papel aí?

Sano: Aqui... o que você vai fazer?

Karol: Nos colocar dentro da Dorothy, oras! A nave é minha, afinal!

Sano: Ah tá...

E então? A Karol vai conseguir teletransportar ela e o Sano paraa Dorothy novamente? E o Jakotsu? Ainda está vivo?(dã..ele é um zumbi...) Ou melhor? Será que ele ainda ta meio-morto? Nunca vou parar com essa perguntas idiotas não? E quem veio primeiro: o homem ou a galinha?