Nota: Voltamos depois de 1 mês, e agora, quero deixar bem claro que leva um bom tempo para fazer análises de cada capítulo, portanto, se houver mais uma demora do que o esperado, peço minhas sinceras desculpas a todos. Acceleracers voltou com tudo e agora, iremos mostrar um capítulo meio diferente do que podem imaginar.

Essa história tentará manter a essência, mas também terá certos elementos meio diferentes do que o esperado. Os próximos capítulos terão cenas de corrida, isso eu garanto a cada um dos que estão acompanhando essa trama. Do fundo do meu coração, espero que estejam gostando muito. Um último aviso: Nos próximos capítulos, começarão a surgir alguns personagens originais, que podem ou não, influenciar a trama, portanto, fiquem atentos.

"Tempo. Tempo é algo que podemos ter e perder ao mesmo tempo. Tudo transcende em um só plano existente..."

Três meses antes... E um dia depois...

No dia seguinte após a destruição do Acceledrome, os pilotos da Teku e da Metal Maniacs, junto com Tezla e Lani, começaram a ir em direção ao deserto de novo. Pouco a pouco, os dois veículos andavam um do lado do outro, enquanto o homem que visava descobrir os segredos dos Accelerons se sentia um tanto preocupado sobre o que tinha acontecido.

(Tezla) – Todos esses anos... Todo o projeto em que eu trabalhei...

(Lani) – Você só se importa com isso? – Lani perguntava, quase que deixando bem claro sua dúvida sobre as intenções de Tezla desde que se tornou sua assistente.

(Tezla) – Nós tínhamos eles na palma da nossa mão. O Anel do Poder. Os equipamentos necessários para conseguir entrar no mundo dos Accelerons.

(Lani) – Podemos não ter mais os Accelechargers, mas pelo menos, ainda temos uns aos outros. Boa parte dos Drones que estavam dentro do Acceledrome foram destruídos. Mas eu estou com uma impressão de que as coisas ainda não acabaram. – De repente, ouviu-se estática no Nitrium que Lani pilotava, e ao mesmo tempo, a transmissão foi retomada.

-Doutor Tezla, quanto tempo falta para chegarmos na nova base? – A voz de Nolo tomou conta da transmissão, enquanto Tezla apenas olhava para frente da pista.

(Tezla) – Siga em frente e depois vire a direita na próxima curva que leva pra fora da pista. Essa nova localização não será encontrada por nossos inimigos, mesmo que eles levem todo o tempo do mundo para tentarem algo.

Pouco a pouco, eles começaram a guiar o Sweeper e o Nitrium em direção ao lugar aonde Tezla disse ter um esconderijo. Mas ao mesmo tempo, diante de algo ainda maior, a dúvida crescia. Dentro do Sweeper, Kurt Wylde, depois de ter conseguido resgatar seu irmão Markie dos Racing Drones, sentia uma incerteza dentro de seu coração por causa de tudo o que eles enfrentaram em nome de Tezla. No meio de tudo isso, ele e Nolo foram até o volante, aonde Pork Chop e Monkey estavam dirigindo em direção ao novo lugar de Tezla.

(Nolo) – Será mesmo que tudo isso acabou? Ainda temos que descobrir aonde está o Vert.

(Monkey) – Eu sei, Nolo. Mas a questão é como vamos fazer isso sem nossos carros? Parece que estamos no meio de um jogo de gato e rato. O Vert sumiu, perdemos nossa base principal e pra piorar, não sabemos nem pra onde estamos indo.

(Kurt) – Conhecendo o Doutor Tezla, e eu conheço, ele deve ter algo em mente. – A desconfiança crescia pouco a pouco e ao mesmo tempo, cada um deles seguia o caminho diante deles. O Sweeper continuou a ser guiado, assim como o Nitrium, e ao mesmo tempo, Tezla olhava para sua mão que estava sendo guiada pelos mecanismos que tinha que usar para conseguir andar, e ainda por cima, mexer outras partes de seu corpo.

(Tezla) – O que fazemos quando as coisas estão mais difíceis?

(Lani) – Você parece estar lidando com certos problemas emocionais.

(Tezla) – Eu sonhei com isso. Com essa invasão dos Racing Drones no Acceledrome. Que eles tinham todos os Accelechargers. Sempre me perguntei se seria coisa da minha mente, ou se isso iria acontecer. Não sei mais o que fazer. – Ele olhou para a janela, enquanto via o caminho surgindo. O Nitrium virou para a direita, junto com o Sweeper, enquanto iam por entre os rochedos que haviam ao redor. – Estamos perto...

Desse jeito, havia uma parede perante os dois veículos. Lani acaba acelerando o carro aos poucos, e desse jeito, acaba atravessando a parede, junto com o Sweeper. Ao descerem a rampa de entrada, eles viram o que parecia ser uma versão expandida do Acceledrome, mas com algumas diferenças. Ao invés de ter paredes de pedra, elas eram lisas, como se fossem de uma mansão, e ao mesmo tempo, o Anel do Poder estava diante de cada uma das equipes, e de todos os que estavam no local. As pistas estavam entre eles de novo, no mesmo sistema que havia na base original. Cada piloto ficou perplexo com o que estava vendo, enquanto Tezla olhava para o que estava em sua frente, com um sorriso em seu rosto.

(Tezla) – Sejam bem-vindos a minha nova base de operações. O novo Acceledrome. – Os pilotos saíram do Sweeper, meio perplexos com o que estavam testemunhando.

(Taro) – Como que isso é possível?

(Tezla) – As pesquisas que fiz sobre o Anel do Poder me permitiram chegar a lugares que nem mesmo eu acreditava. Os Reinos de Corrida pelos Accelerons eram algo inacreditável. Passei boa parte de meu tempo analisando possibilidades diante do que estava em minha frente. Essa base é na verdade, um lugar que estive construindo em segredo para que nenhum de nossos inimigos o invadissem. Diante de vocês, está a evolução do antigo Acceledrome e de tudo que uma vez já existiu perante os olhos humanos. A versão definitiva do que eu já construí.

(Kurt) – E você achou melhor não contar sobre essa base para nós?

(Tezla) – A sabedoria, nem sempre, é a melhor solução para os problemas. Se ninguém soubesse dela, não teria como ela ser invadida. Esse é só o primeiro passo para a evolução e para o renascimento de tudo aquilo que acreditamos. Isso é o recomeço, para todos nós.

(Karma) – Isso é algo que me anima muito. – Ela desdenhava de Tezla, enquanto os pilotos andavam pela base, tendo o vislumbre de verem seus carros que haviam sido deixados para trás no QG dos Drones de volta no local, deixando alguns deles meio surpresos, enquanto Shirako continuava a ouvir as músicas em seu fone.

(Tezla) – Usei minhas pesquisas para poder fazer engenharia reversa na construção de seus carros usados para correr nos Reinos dos Accelerons. Providenciei a reconstrução imediata deles no momento que construí essa segunda base em caso de emergência. Em troca, consegui verificar cada parte de sua missão no quartel general de Gelorum. – Olhando para o Anel do Poder, Tezla deixava bem claro o que sentia em relação aos Drones e a tudo o que aconteceu. – Ficou bem claro que mesmo com a derrota dela, ainda há Drones percorrendo o que costumava ser a sede e o local aonde ficavam o Anel do Poder. O R.E.P de cada um foi recém-instalado, o motor V8 foi reinstalado em cada um deles, com propulsores movidos a base de Nitrox 2. – Os carros de cada um das equipes da Teku e da Metal Maniacs tinha sido reconstruído, quase que de forma idêntica. O SpecTyte, Rivited, Piledriver, Hollowback, Chicane, Battle Spec, Bassline e o Rat-ified tinham sido refeitos desde cada parte, propulsores, parachoques, tudo. Era como se Tezla tivesse realmente antecipado que algo desse nível iria acontecer. A nova base de operações simbolizava um recomeço, diferente de tudo que já tinha sido testemunhado antes. – Esse novo Acceledrome é incapaz de ser localizado aos olhos comuns. Mas ele possui tudo o que o antigo tinha, mas com algumas ligeiras mudanças. – Desse jeito, um elevador se abriu do lado deles, revelando outro local secreto. Com isso, os membros da Teku, da Metal Maniacs, Lani e Tezla subiram até a nova sala de controle, que era parecida com a do Acceledrome, mas contendo algumas partes meio pretas e brancas nela. – É aqui que iremos agir por enquanto.

(Kurt) – Quer que confiemos em você mais uma vez? Da última vez que fizemos isso, parece que você estava mais disposto a esconder informações de nós do que nos ajudar. Deste quanto os Accelechargers eram o mais importante? – Kurt começou a confrontar Tezla, enquanto ele olhava para o membro da Teku, sem expressar nenhuma reação.

(Tezla) – Os Accelechargers eram importantes para a minha pesquisa. A chance de descobrir como entrar no mundo dos Accelerons. Sempre visei conseguir eles para estuda-los e descobrir mais sobre os seus poderes. Pode me julgar o quanto quiser, mas na nossa última conversa, afirmo algo que eu não comentei com você: Nunca mandei ninguém de propósito para ficar perdido nos Reinos. O caso do seu irmão foi um desses.

(Kurt) – Assim como no caso do Dan? – Ele perguntava, simbolizando ainda mais a desconfiança de Kurt em relação sobre aquele que os reuniu mais uma vez. – No caso do Kadeem? Ele foi transformado em um Racing Drone porque ele se perdeu no Reino da Tempestade. Ninguém nos avisou antes que o Reino só ficava aberto por uma hora. – Pouco a pouco, a desconfiança de Kurt cresceu mais e mais. – E quanto ao Alec? Ele se perdeu também, inclusive o Banjee. Eles eram nossos amigos na Corrida Mundial.

(Tezla) – Você os considerava apenas como obstáculos, Kurt. Lembra-se do pacto que fez com Gelorum de sabotar a Corrida Mundial? Tolerei sua arrogância e sua raiva naquele momento justamente pela chance que vocês tinham de fazer história diante da maior corrida já vista por um humano. Mas eu acreditava muito no potencial de cada um dos que recrutei quando comecei toda essa jornada pelo Anel do Poder. – Kurt olhou para Tezla, demonstrando sua desconfiança. – Até que você jogou suas cartas na mesa, mostrando o seu pacto com ela.

(Kurt) – Eu não confiava nem um pouco em você, Tezla. Ainda não confio. Colocamos nossas vidas em risco por causa de sua jornada para conseguir os Accelechargers. Nunca se preocupou conosco.

(Tezla) – Acha mesmo que eu não me preocupei com vocês? Porque acha que os convoquei de volta para correrem por mim contra os Drones nos Reinos? Porque eu precisava de ajuda. Eu precisava de ajuda aonde eu falhei. Gelorum foi algo que eu não esperava. Subestimei o poder dela e até aonde estava disposta a vir. A Via 35 deu a ela a chance de conseguir passagem para o mundo dos Accelerons por causa do Anel. Também precisei do instinto de competição de cada um, pelo fato de visar aquele que poderia ser o mais rápido para conseguir impedir os Racing Drones de tomar o Anel do Poder e entrar no mundo dos Accelerons. Eu não contei nada apenas pelo fato de que poderiam ficar desencorajados. Então, sim, eu menti. – Tezla estava jogando todas as suas cartas nas mãos, enquanto ele e Kurt entravam em um combate quase que ideológico. – Menti pelo fato de que precisava de cada um de vocês para minha pesquisa e também para que pudessem estar preparados para o que estivesse prestes a vir no futuro em diante.

(Kurt) – Isso é tudo com o que se importa? Sua pesquisa? Sempre pensei que me aliar com Gelorum tinha sido um erro, mas agora percebo que você é igual a ela. A ambição em ter o Anel do Poder, os Accelechargers e tudo sobre o mundo dos Accelerons o custou mais do que pode imaginar. No fundo, você não é nem metade do homem que costumava ser. – Dá um sorriso, enquanto os integrantes da Teku e da Metal Maniacs observavam a discussão dos dois. – Não consegue andar nem que quisesse se não for com essas máquinas o guiando. Cercado de máquinas, e tendo dificuldades para andar porque prezou o que mais importava para você.

(Karma) – Nós confiamos que poderíamos derrotar os Racing Drones, Kurt. Por isso, nos juntamos ao Tezla. Para que pudéssemos ter chance de chegar até a perfeição. De sermos pilotos melhores do que poderíamos ser.

(Kurt) – É agora que eu entendo. Lani, me fale: Quando Tezla nos recrutou, ele pensava em ter só os Accelechargers? Ou pensava que poderíamos ser uteis para ele apenas quando necessário. – Essa pergunta a deixou meio inquieta, e ao mesmo tempo, tentando entender o que dizer.

(Lani) – O Doutor Tezla se importa com o que acontece ao redor. Ele não conta certas coisas pelo fato de que no fundo, as coisas pareciam estar dando errado. Ele já perdeu tanto em sua jornada. Perdeu os movimentos da perna, restrito aos equipamentos e tentando se reerguer diante do que estava enfrentando em meio a suas dificuldades. Ele os recrutou porque acreditava em cada um. O problema é que a sua pesquisa se tornou importante. Ele nunca mandou ninguém para se perder em um Reino porque queria. Haviam variáveis e incógnitas no meio das corridas, mas ele tentou fazer o necessário pelo que acreditava. – Ela tentava falar, mas ao mesmo tempo, sentia que Kurt estava tendo dificuldades em acreditar nas palavras dela, considerando tudo o que ocorreu agora. – Nunca mentimos pra vocês.

(Tezla) – Se já acabou, Kurt-

Do nada, Tezla acaba levando um soco no peito de Kurt, o que faz Tezla revidar com um soco no rosto do membro da Teku, fazendo com que Tork e Taro afastem os dois de perto um do outro, ficando perplexos com o que tinha acontecido.

(Tezla) – Que ideia foi essa?

(Kurt) – Admito que valeu a pena poder descontar essa. – Com isso, cada um se afastou, deixando bem claro que Kurt estava tendo um temperamento diferente do que o esperado. Era algo que parecia estar preocupando cada um deles e todos os que estavam ao redor, fossem eles da Teku ou da Metal Maniacs. Com isso, Kurt foi forçado a se sentar em uma cadeira na nova sala de operações do Acceledrome que Tezla havia recém revelado para eles. Desse jeito, ambas as equipes se sentaram, enquanto Tezla e Lani olhavam para os membros de cada uma delas, com um sentimento de incerteza em seus corpos.

(Tezla) – Temos muito o que conversar.

Base dos Silencerz...

Vert estava diante de algo que parecia estar surpreendendo ele e muito. Em sua frente, seu pai se revelou para ele, como um dos Silencerz. O choque era intenso para Vert, que estava tentando entender o que fazer.

(Major Wheeler) – Filho, temos de conversar.

(Vert) – Pai? O que... Você era um Silencer? Todo esse tempo?

(Major Wheeler) – É uma longa história. – Desse jeito, o piloto na direita do Major Wheeler tirou seu capacete, revelando-se como Banjee Castillo. Outra surpresa para Vert, que estava tentando entender o que estava acontecendo.

(Vert) – Banjee?

(Banjee) – Senti sua falta, Detonador de Onda.

(Vert) – Você tinha desaparecido nos Reinos de Corrida. Achei que tinha sumido pra sempre. – Ele olha para Vert, com um sorriso em seu rosto.

(Banjee) – Também é uma longa história para o meu lado.

(Vert) – A única coisa que eu me lembrava era de que você tinha dito que o seu esquadrão iria embarcar de novo. Era esse o esquadrão que estava liderando?

(Major Wheeler) – Eu realmente lhe devo uma explicação. Eu disse que não queria que estivesse correndo com os membros da Teku. O que vocês chamam de Reinos de Corrida é um perigo intenso. – Ele olha para os membros dos Silencerz, assim como seu filho, deixando bem claro que ele realmente devia uma explicação para a pessoa que mais amava.

(Vert) – Correr faz parte de mim. Desde a Corrida Mundial, sempre tive vontade de correr, mesmo que fosse na Via 35 ou não.

(Major Wheeler) – E era isso que me preocupava. Depois que as coisas se acalmaram, comentei com meus superiores no governo sobre a existência de um mundo que nem mesmo eles acreditavam. Na época, Tezla fazia parte do governo, nos ajudando em nossos experimentos. Quando eles ouviram sobre os eventos da Corrida Mundial, e conseguiram filmagens de outro mundo através dos carros de alguns dos pilotos, isso se tornou prioridade para o governo. Nossas análises nos fizeram descobrir sobre a existência dos Racing Drones e dos Reinos de Corrida. Tezla nos apoiou, fornecendo parte de sua pesquisa para que pudéssemos entender o que significava. O que ele não sabia era que pretendíamos usar a pesquisa para desenvolver nossa própria cópia do Anel do Poder, para que pudéssemos assim, entrar nos Reinos.

(Vert) – E o que aconteceu depois disso?

(Major Wheeler) – O governo deu sinal verde para o projeto Silencerz. Um projeto que reuniria os maiores pilotos do mundo em nome do governo para que eles pudessem correr por mundos que desconheciam. No entanto, Tezla desconfiou de nossas intenções. Passou a acreditar que tínhamos nos aproveitado da pesquisa que estávamos usando. Nisso, ele desertou, levando consigo o X-88, ou como ele gostava de chamar, Gig. – As lembranças do Major Wheeler tomavam conta, enquanto ele se lembrava de tudo o que tinha acontecido até agora. – Ele traiu a nós. Traiu tudo o que acreditávamos. Mas nós tínhamos conseguido o que era necessário para completarmos a nossa pesquisa. Estava no comando da equipe, e com isso, desenvolvemos equipamentos que pudessem ser infalíveis nos Reinos de Corrida. – Ele começa a andar junto com seu filho, mostrando os carros, como o Anthracite e o Nitrium. – Carros feitos de metal líquido. Através do nosso financiamento e dos equipamentos que conseguimos com o governo, tornamos nossos carros eficientes. Camuflagem holográfica, armas de pulso eletromagnético, dividir carros em dois, e tudo o que se possa imaginar na arte da guerra e da espionagem. Quando conseguimos ativar a nossa cópia holográfica do Anel, colocamos em prática o nosso plano. A um ponto, já sabíamos que os Reinos de Corrida estavam sendo abertos. Ao ativar, nos preparamos para entrar no reino. Apenas dois pilotos deveriam ser enviados para o reino que se abriu. Eu e Banjee entramos primeiro. No que vocês chamaram de Reino da Metrópole.

Alguns meses antes...

Colocando seu capacete, junto com Banjee, adentrando no Octanium e no Iridium, o Major Wheeler e o líder da antiga equipe dos Feras na Estrada prepararam os carros, pisando na mais alta velocidade, até conseguirem entrar no Reino da Metrópole. Usando da camuflagem, Banjee e Wheeler transformam seus carros Silencerz nos mesmos carros do Reino da Metrópole. Um deles acaba saindo da Auto Pista, enquanto o outro permanece nela.

(Major Wheeler) (narrando) – Os membros da Teku, Metal Maniacs e os Racing Drones ficaram tão ocupados correndo pelo reino que nem ao menos perceberam o que estava acontecendo. – Com isso, o carro do Major Wheeler encontra um Hyperpod no Reino e começa a passar por cima dos carros que estavam na Auto Pista. – Eles corriam pelos Accelechargers, enquanto nós passávamos pela pista sem que ninguém percebesse que havia algo errado. Nos aproveitamos do fato de que eles estavam lidando com um Sweeper para que pudéssemos vencer. Usando a camuflagem holográfica, tiramos Taro Kitano de perto do portal, e atravessamos. Assim, conseguimos o nosso primeiro Accelecharger. Estamos entrando nos Reinos desde o da Metrópole, tendo conseguido os Accelechargers do Reino do Gelo, o Reino do Canal e do Penhasco, assim como o do Reino Cósmico. – No Reino do Gelo, o Major Wheeler, com seu carro transformado em Chicane, bate em Taro, aumentando ainda mais a desconfiança. No Reino do Penhasco, o Major e Banjee transformam seus carros em Racing Drones quando não há ninguém olhando, e aproveitam do fato de Kurt jogar Shirako pra fora do reino para chegarem até o portal e vencerem. – Por muito tempo, tem sido apenas dois pilotos a entrarem nos Reinos. Até que percebemos que precisaríamos usar todos os pilotos que estavam conosco se quisermos ter os Accelechargers. Com isso, a equipe foi expandida, reunindo alguns dos antigos pilotos da Corrida Mundial para comporem ela. Me preocupei muito com o que poderia estar fazendo. E nos perigos que estaria se envolvendo por causa dos Reinos.

Voltando ao presente...

O pai de Vert continuava a explicar o que estava acontecendo. Pouco a pouco, ficava bem claro que as coisas estavam mais complicadas do que de costume. Os Silencerz continuavam a observar a conversa, com uma preocupação em seus rostos, apesar de estarem debaixo de capacetes.

(Major Wheeler) – Estamos entrando nos Reinos desde o Reino da Metrópole. Correndo contra qualquer um que pareça inimigo ou não. Desde que eles tomaram Hot Wheels City, tivemos que fazer o que fosse necessário para termos os Accelechargers em mãos. O problema que tínhamos em mente era de que cada um começou a correr contra todos nós, então pensamos em uma tática de ocultarmos nossa presença para conseguirmos vencer corridas, uma atrás da outra. Nossos carros conseguiam analisar as habilidades de cada um dos reinos, como o do Reino da Sucata e o do Reino Cósmico, assim, adaptando nossos carros para chegarmos até a vitória e aos Accelechargers. Mas era uma faca de dois gumes. Porque para cada vitória, alertamos os seus amigos da nossa presença nos Reinos. – Enquanto cada um olhou para os dois, alguns dos pilotos removeram seus capacetes, revelando-se como Esmeralda Sanchez, Jet Blaney, Yucatan, Alec Wood e Harrison Lau. – Percebe o que está a sua frente, filho?

(Vert) – Pra que vocês queriam os Accelechargers?

(Major Wheeler) – Nós queríamos eles para tentar descobrir como chegar ao mundo dos Accelerons. Precisávamos manter cada um deles longe dos inimigos, para que pudéssemos descobrir qual o verdadeiro uso deles, além de só conceder poderes para os carros. O Anel do Poder foi usado para entrar nos Reinos, mas os Drones queriam usa-lo como arma para destruir os Accelerons. Então quando vocês estavam lidando com os Drones, cada um do seu jeito, entramos em Hot Wheels City e tomamos o Anel do Poder para nós. Agora nós temos o verdadeiro Anel do Poder em mãos. Assim como os Accelechargers. – Com isso, Vert olha para o Anel do Poder que eles estavam construindo, além dos Accelechargers em mãos, alguns deles de seus amigos, outros dos Drones. – Pegue. – Tocando nos Accelechargers do Reino do Neon, da Lava e todos os que estavam ao redor, Vert viu que todos os Accelechargers estavam com eles agora.

(Vert) – Não tem como devolver alguns deles para os meus amigos?

(Major Wheeler) – Você nos trouxe tudo o que precisávamos. Agora nós temos a chance.

(Vert) – A chance de que?

(Major Wheeler) – De chegar aos Reinos de Corrida mais uma vez.

(Vert) – Estão faltando alguns Accelechargers na lista. – Ao olhar para frente, o Major Wheeler percebeu que estavam mesmo faltando Accelechargers. 6 deles. O do Monumento, do Ferro-Velho, da Tempestade, Distorção, Caverna e Pântano. – Será que vai ter algum problema?

(Major Wheeler) – Acho que não.

No novo Acceledrome, alguns dos Accelechargers aparentavam estar flutuando. Diante disso tudo, um deles chega perto do carro de Taro, o Rivited, e coloca seis Accelechargers dentro deles. O do Pântano, Ferro-Velho, Tempestade, Monumento, Distorção e Caverna. Desse jeito, a figura sai do Acceledrome, e ao sair, revela-se como um Silencer. Mas o que não fazia sentido? Porque um Silencer entregaria alguns dos Accelechargers para os pilotos? Seria ele um renegado ou alguém que estaria seguindo alguma ordem?

Base dos Silencerz...

Cada um dos que estavam no local tentavam entender o que estava acontecendo para estarem tendo que lidar com o desaparecimento de alguns dos Accelechargers. O Major Wheeler apenas deu um sorriso, enquanto Vert olhava para eles, tentando entender o que aconteceria.

(Major Wheeler) – Não vamos deixar isso nos abalar. Nós já temos o que queremos. O Anel do Poder pode ser usado para nos levar até o mundo dos Accelerons. Mas, Vert... Quero lhe fazer uma oferta.

(Vert) – Que oferta seria essa?

(Major Wheeler) – Você é um verdadeiro Acceleracer agora. Poderíamos precisar de alguém como você na nossa equipe. Diante de você agora, está a chance de fazer parte da elite. Da equipe que estivemos preparando durante todo esse tempo. É chegada a hora de cumprirmos o nosso propósito diante de toda a jornada que foi enfrentada. – Olhando para a cópia holográfica do Anel do Poder, o Major Wheeler e Vert ficaram um do lado do outro. – Descobrir os segredos do mundo dos Accelerons e seus mistérios. Ainda há muito a ser desbravado, filho.

(Vert) – Eu preciso de tempo para pensar um pouco. – Acenando com a cabeça, o Major Wheeler colocou uma de suas mãos no ombro do filho, com um sorriso em seu rosto. Com isso, os dois começaram a andar em direção a uma porta, no qual eles passaram por alguns laboratórios, vendo carros sendo testados, inclusive as habilidades de cada um deles.

(Major Wheeler) – Estamos nos preparando para o futuro, Vert. Um futuro no qual seremos capazes de descobrir mais do que os olhos podem ver. Do que os Accelerons são capazes de nos conceder além dos Reinos. Eu quero entender mais sobre o que devemos fazer e qual é o nosso papel em todos esses eventos.

(Vert) – Você iria precisar de todos os Accelechargers para chegar até aonde eu cheguei. Algo me diz que tem um traidor entre suas fileiras, que se dispôs a sumir com os Accelechargers.

(Major Wheeler) – Eu cuidarei disso, filho. – Os dois continuaram a andar. – Nós estamos diante do futuro. Esses Reinos que vocês tanto correm, demonstra ter algo diferente do que os olhos podem ver. E agora que Gelorum foi derrotada, temos que nos manter atentos a qualquer perigo que esteja surgindo por debaixo dos panos.

(Vert) – Tá bem, mas, eu ganhei a Corrida Final. Me tornei um Acceleracer por inteiro, com o direito de entrar no mundo dos Accelerons. Porque você acha que há algo a mais no meio disso tudo?

(Major Wheeler) – O meu pelotão e eu estamos trabalhando com a teoria de que a Corrida Final não é bem o fim dos Reinos de Corrida. Estamos acreditando que ele é só o começo de algo ainda maior. E agora que nós temos o Anel do Poder, o verdadeiro Anel em nossas mãos, podemos analisa-lo. Podemos descobrir o verdadeiro segredo por trás dos mistérios que os Accelerons tanto querem.

(Vert) – Do jeito que falam, parece que você e Tezla tem motivos diferentes para quererem o Anel do Poder em mãos.

(Major Wheeler) – Tezla só queria os Accelechargers. Ele só queria eles e o Anel para chegar ao mundo dos Accelerons. Quando ele nos deixou, sabíamos que isso poderia significar algo maior do que queríamos admitir. Ele tinha a pesquisa que trabalhamos por um bom tempo em suas mãos. Quando Tezla reuniu os pilotos, a maior parte disso era para sua pesquisa. – Com isso, os dois chegam em meio a um quarto, com Vert ficando surpreso com o que estava vendo. – Mas nós corremos para garantir que nós pudéssemos cumprir a nossa pesquisa. Colocamos nossas peles em risco para conseguirmos os Accelechargers. Para conseguirmos o Anel do Poder.

(Vert) – Eu não sei o que me espera.

(Major Wheeler) – Por isso que nós precisamos de você, Vert. Eu o deixarei a sós.

Com isso, Vert adentrou seu quarto que por incrível que pareça, não tinha nenhuma janela. Ele era repleto de certos elementos como um monitor, e nisso, ele viu um controle, percebendo que tinha uma TV de tela plana dentro do quarto, ficando surpreso com o que estava vendo. Ao ver que tinha um armário cheio de roupas e de equipamentos, ele ficava meio surpreso em ver que parecia um dos quartos do Acceledrome, mas meio diferente. Ele sabia que o Anel do Poder agora estava com os Silencerz, mas se perguntava o que iria acontecer daqui pra frente. Ao mesmo tempo, o sentimento de que precisava fazer alguma coisa era algo meio diferente do que o esperado. Vert sabia que seus amigos estariam procurando ele, aonde quer que estivesse. Nem mesmo ele próprio sabia aonde ficava a base dos Silencerz. A oferta de fazer parte do futuro era algo que ele precisava considerar com todas as forças do mundo. Nisso, ele se deitou em sua cama, se perguntando se realmente deveria aceitar a oferta.

No deserto, o Technetium passou pela rua aonde fica a placa da Via 35, e dentro dele, um Silencer pilotava o carro, analisando a base aonde tinha ficado. Tendo entregue os Accelechargers, o piloto aparentava estar traindo a equipe que jurou proteger. Nisso, o piloto misterioso desligou o embaralhador de sinais e nisso, começou a bufar.

-Eles não precisam dos Accelechargers. Agora que eles possuem o Anel do Poder, vão me agradecer depois disso.

Com isso, ele usou os dispositivos em seu carro para ativar a camuflagem, o tornando invisível aos olhos, enquanto continuava a percorrer a estrada.

No novo Acceledrome, Tezla, Lani e os pilotos da Teku e da Metal Maniacs estavam na sala de controle mais uma vez. Aos poucos, ficava bem claro a dificuldade depois de tudo o que tinha acontecido e a destruição da antiga base. O único que aparentava estar fora era Taro. Nisso, o membro da Metal Maniacs vai em direção ao seu carro, e nisso, ele percebe os seis Accelechargers que foram deixados nele, ficando surpreso com o que estava vendo. Com isso, Taro pega os Accelechargers e entra na sala de controle com eles.

(Lani) – O que significa isso?

(Taro) – Alguém deixou eles dentro do meu carro. Não sei ao certo quem foi.

(Kurt) – Provavelmente tem alguém que está nos ajudando na encolha.

(Tezla) – Então isso quer dizer que há algo que estamos deixando passar. Os Drones foram derrotados, mas ainda temos que lidar com os Silencerz. Para terem entrado no novo Acceledrome, isso quer dizer que alguém sabe aonde estamos.

(Lani) – Os Silencerz tentaram invadir o Acceledrome para tomar os Accelechargers. Não sabemos o que eles queriam, mas ainda assim, temos que nos manter atentos a qualquer detalhe.

(Tork) – Provavelmente eles devem ter algum traidor entre as fileiras deles. – As palavras de Tork aparentavam fazer algum sentido naquele momento, porque parecia meio improvável que os Accelechargers que eles conquistaram estavam de volta com eles. – Porque pensem bem em uma coisa: Não faz muito sentido que os Accelechargers que tenhamos conquistado estejam conosco mais uma vez.

(Taro) – Não é só os nossos. Eles também deixaram alguns que os Drones tinham conseguido nos outros Reinos de Corrida. Ao que tudo indica, temos um aliado oculto.

(Tezla) – Os Silencerz já tentaram invadir os Reinos por tempo demais. Mas isso pra mim, é uma novidade. O problema é que não sabemos do que eles realmente podem ser capaz.

(Karma) – Boa parte de nós já encontrou com eles em alguns momentos. Eles corriam com uma perfeição igual a dos Drones, conseguindo se adaptar a qualquer pista ou traçado em questão de minutos. Essa equipe parece ter algo que nós não percebemos. Possuem algo diferente do que nós ou os Drones temos.

(Tezla) – No momento, devemos mudar de assunto, porque essa é a parte que devo dar as más notícias.

(Nolo) – E lá vamos nós...

(Tezla) – Quando eu comecei a construir essas bases, usei boa parte do meu financiamento para conseguir ter tudo que poderia ter para que pudéssemos adentrar os Reinos de Corrida e os mundos dos Accelerons. Mas agora, admito que estamos diante de uma dificuldade para todos nós. Boa parte do dinheiro que eu tinha, precisei usar para financiar minhas pesquisas envolvendo os Reinos de Corrida e os projetos que tinha que colocar em prática. – Suspirando, Tezla tira seus óculos roxos e olha para a janela aonde estava a nova cópia holográfica do Anel do Poder, demonstrando preocupação. – Mas agora, me encontro em sérios riscos diante da dificuldade em que me envolvi. Boa parte do orçamento que eu tinha, na época da corporação SCRIM, já não existe quase nada.

(Kurt) – Você está falido?

(Tezla) – Ainda não. O problema é que com o investimento indo para minhas pesquisas e o financiamento de reconstrução dos carros, ficou cada vez mais difícil manter algo estável diante da dificuldade. Esperava que o Acceledrome pudesse durar mais tempo naquela invasão. Eu sonhei com isso o tempo todo. De que em algum momento, os Drones tomariam os Accelechargers e destruiriam tudo, mas eu nunca imaginei que isso realmente pudesse acontecer. E agora, parece que boa parte do que eu construí está ruindo lentamente, como se estivesse apagando os vestígios do passado. Você me perguntou uma vez, Kurt, do porque eu ter um carro igual ao dos Silencerz. Eu roubei a tecnologia deles.

(Kurt) – Você era um Silencer?

(Tezla) – Eles eram um grupo que acreditavam em minhas pesquisas. Por um tempo, trabalhamos juntos para conseguirmos encontrar o segredo por trás do Anel do Poder e da Via 35. Até que começaram a ter certas divergências entre mim e o líder da equipe. Quando descobri que o líder pretendia usar a minha pesquisa para entrar nos Reinos de Corrida, começaram as brigas e as discussões. – Os pilotos da Teku e da Metal Maniacs começaram a ouvir a conversa de novo, no qual Tezla demonstrava uma preocupação diferente do que já tinha demonstrado antes. – Estavam se apropriando ilegalmente do que eu tinha desenvolvido. Com isso, me vi no direito de tomar de volta o que era meu e o que tinha começado. Quando deram o sinal verde para recrutarem os pilotos mais experientes dentre os que existiam, ficou bem claro que não dava para confiar neles. Desse jeito, roubei parte do meu material de pesquisa de volta, assim como o Gig. Não era de minha intenção me envolver em algo desse nível. Eles trabalhavam para o governo, o que deixou bem claro que as intenções deles era de se apropriar de minha tecnologia e qualquer coisa que estivesse em minhas mãos. Assim sendo, deixei a equipe roubando o material deles. E o resto da história, vocês já sabem. Mas agora, tudo pelo qual eu lutei está se perdendo.

(Nolo) – Se você sabe tanto assim, quem é o líder da equipe?

(Tezla) – Os Silencerz são compostos de integrantes do exército, mas eu não sei quem são os pilotos. É a única coisa que eu sei. Devem entender que meus motivos não são tão nebulosos quanto pensam. Dediquei boa parte dos meus recursos para isso. E não pretendo desistir tão cedo.

(Taro) – E quanto ao Vert? – Taro se levantou, olhando para Tezla como se tivesse algo para falar.

(Tezla) – Nenhum de nós vai desistir do Vert. Juramos que iriamos encontra-lo, aonde quer que ele esteja. O problema mesmo é que pode ser que nossa busca leve dias, até mesmo meses. No momento, o que posso dizer é que pela primeira vez, não sei o que fazer. Por um breve momento, me pergunto o que iremos enfrentar daqui pra frente. – Aos poucos, Tezla suspira, como se realmente estivesse preocupado com tudo o que estava acontecendo.

(Nolo) – Nós demos tudo que tínhamos para salvar o Markie no QG dos Drones. Arriscamos nossas próprias vidas para conseguirmos salva-lo, apenas para perder o Vert depois disso. Não sabemos aonde ele está, muito menos o que aconteceu com ele. Por uma vez, precisamos nos estabelecer depois de tudo o que houve.

(Tezla) – Apesar de tudo o que aconteceu, acredito que os Reinos de Corrida realmente podem estar prestes a se abrirem de novo. E se isso acontecer, provavelmente teremos a chance de descobrir tudo o que podemos descobrir. Inclusive aonde o Vert pode estar. Não podemos nos dar ao trabalho de pararmos por aqui.

(Lani) – O Doutor Tezla está querendo dizer que ele nunca mandou ninguém para se perder num Reino porque queria. Ele realmente acreditava no potencial dos que recrutava. Mas parece que está mostrando um lado mais vulnerável.

(Tezla) – Eu nunca imaginei que poderia falhar desse jeito, Lani. Por um breve momento, me perguntei o que deveríamos fazer quando fomos invadidos. Agora eu me pergunto quais segredos foram deixados para nós diante do que estava acontecendo.

(Taro) – Uma vez você disse que a sabedoria era um círculo. – Taro então, olhou para Tezla, junto com Kurt, enquanto os dois sentiam a tensão crescendo do lado deles. – Então você gostaria de nos dizer mais alguma coisa?

(Tezla) – Eu não sei. Por uma vez, eu realmente não compreendo o que vai acontecer conosco. Posso dizer que muito em breve, o meu orçamento para manter os custos da base e construção de carros não existirá mais.

(Karma) – Existe um jeito. – Cada um dos que estavam no local ficaram meio surpresos com o que estavam ouvindo de Karma, que apenas ouvia o que estava acontecendo diante das dificuldades em que se encontravam naquele momento. – Um tempo atrás, ouvi sobre alguns eventos que estariam ocorrendo no deserto da Via 35. As pessoas por trás estão pagando quantias imensas para o vencedor. São corridas em formatos de circuito, ida e volta até um certo local.

(Nolo) – Quanto que seria o dinheiro que receberíamos por cada vitória?

(Karma) – A quantidade varia com os dias. Tem vezes que podem se surpreender. Se o problema é o financiamento, podemos conquistar o dinheiro a moda antiga. Com as corridas que fazíamos antes de Tezla nos recrutar para participar dos Reinos de Corrida. Talvez com o que conseguirmos, sejamos capaz de manter o dinheiro para os projetos.

(Lani) – É um risco bem alto que podem estar correndo. Se atraírem alguma atenção para nós, não podemos correr o risco de que outras pessoas saibam sobre a nossa base.

(Karma) – Haverá uma corrida hoje a noite. – Karma juntou seus dedos entre as mãos, enquanto tentava explicar. – Ouvi dizer que a quantia vai chegar a 20 ou 25 mil dólares. Não é muita coisa, mas é um começo.

(Nolo) – Se acha que isso é uma boa ideia, então estou contigo, Karma. – Aos poucos, os dois olharam um para o outro, enquanto Taro se levantou mais uma vez.

(Taro) – Não podemos ter apenas um piloto lá fora. Se quisermos ter uma chance, devemos nos arriscar. – Taro então, sai pela porta, enquanto Karma o acompanha. Um sinal de que os dois iriam juntos participar dessa tal corrida que ela citou.

Por um momento, podia-se perceber que a rivalidade entre as duas equipes tinha mudado. Mas no momento, os Reinos de Corrida ainda não estavam abertos. Mas para Taro e Karma, seria um retorno as origens antes de Tezla recruta-los para combaterem os Drones. Assim como os outros pilotos da Teku e da Metal Maniacs, era como se eles realmente fossem voltar as origens, bem antes do começo da luta deles contra seus oponentes no mundo dos Accelerons. Se eles realmente fossem correr mais uma vez, precisariam mostrar que ainda tinham a disposição em seus corpos.

Continua...