Duas semanas depois...
Na esteira, Teresa colocou seu Nissan 350Z para percorrer ela, tentando medir a velocidade e a capacidade de seu carro como um todo. Já fazia um bom tempo que ela não se sentia tão diferente em meio a uma jornada totalmente diferente do que o esperado. Em um momento, ela estava organizando corridas com Carlos, e agora, estava entrando na aventura de sua vida com os Reinos de Corrida. Era algo totalmente fora de sua alçada e realidade, ao seu ver. Como se as linhas entre realidade e irrealidade ficassem totalmente borradas e distorcidas na visão do ser humano. Apertando o acelerador, ficava claro que ela estava disposta a se superar depois dos últimos dias. Carlos corria em uma outra esteira, enquanto ao mesmo tempo, Carmen, Antônio e Juan testavam um sistema de realidade virtual que recriava os Reinos de Corrida, com o trio usando o equipamento para conseguir treinar para o que viesse. Por um momento, ficou bem claro que eles estavam dando tudo de si para o primeiro Reino, que poderia se abrir muito em breve. Enquanto tudo isso acontecia, Tezla analisava nos computadores, os pilotos e os carros deles, visando perceber se eles realmente tinham material para serem corredores nos Reinos de Corrida. Lani ficou do lado dele, enquanto ele analisava os monitores.
(Lani) – E então? Como que eles estão se saindo?
(Tezla) – A velocidade de seus veículos está atingindo um ponto exato. Boa parte deles não demonstra medo ou incerteza no volante. O nosso sistema de realidade virtual está testando nesse exato momento, três dos Azuis.
(Lani) – Os resultados?
(Tezla) – Eles estão recriando o Reino do Pântano agora. Estão analisando cada detalhe possível dele para perceberem qual é a habilidade do Reino e domina-la. Já correram em uma recriação tridimensional exata do Reino da Tempestade e tiveram algumas falhas. Um dos pilotos foi atingido por um dos raios, diminuindo um pouco seu percentual de habilidade. – Tezla realmente parecia empenhado em testar os novos pilotos, apesar de forma meio relutante, considerando que eles estão confiando em um grupo de jovens desconhecidos, assim como ele confiou nos integrantes dos Teku e da Metal Maniacs. O segredo de tudo pelo qual ele esteve construindo era algo que não poderia sair da base, mas ao mesmo tempo, ficava bem claro a incerteza de Tezla em confiar nos pilotos.
(Lani) – Você fez tudo isso por um acaso, Doutor Tezla? Se esse é seu jeito de testar os pilotos por causa de sua desconfiança-
(Tezla) – Não. Eles escolheram testar a si mesmos. Pediram para eu analisar cada um deles enquanto eram testados para que pudessem se manter preparados para o que pudesse vir. A jovem Teresa, por exemplo: Ela visa a perfeição, mas ao invés de testar o sistema dos Reinos, ela testa o próprio carro, querendo ser a corredora perfeita, com o carro perfeito. Não posso culpa-la. Afinal, qualquer um quer ser perfeito, diante das atuais circunstâncias. Já Carlos está testando seu próprio corpo e ser para se manter atento a qualquer possibilidade. Pra completar, o trio de Carmen, Antônio e Juan decidiram testar as recriações dos Reinos de Corrida, em uma tentativa de compreender o que os Accelerons deixaram para nós. – Suspirando, Tezla sabia que no fundo, podia confiar nos Azuis, mas estava meio relutante em fazer isso. Sua personalidade mudou depois do fim da Corrida Mundial. Pensando apenas em saber dos desejos e a realidade do mundo dos Accelerons depois de ficar confinado a um exoesqueleto, tomando medicamentos para aliviar a dor, Tezla estava um pouco ambicioso, mas ele precisava saber o que estava no fim de tudo. – Eles tem um potencial meio diferente do que o imaginado. Consigo sentir isso, Lani.
(Lani) – Sei que no fundo, está com medo de confiar em alguém de novo. Depois de tudo que houve, na invasão do velho Acceledrome, acho que alguns de nós tem o direito de ficar um pouco preocupados. Afinal, não é todo dia que acontecem certas coisas estranhas. O problema é que nós já lutamos contra isso tempo demais, Doutor Tezla. Agora mais do que nunca, precisamos saber o que estará por trás não só dos Reinos, mas do destino de cada um dos pilotos. Precisamos encontrar o Vert. Precisamos fazer pelo menos isso.
(Tezla) – E nós vamos, Lani. Custe o que custar, eu lhe dou a minha palavra de que eu irei encontrar ele.
QG dos Silencerz...
O treinamento do lado dos Silencerz também estava correndo de um jeito meio intenso. Cada um dos pilotos estava treinando da melhor forma que podia, com Vert, Banjee, Esmeralda, Alec e boa parte do pelotão treinando nos sistemas de realidade virtual que estavam na base. Depois da revelação da mensagem dos Accelerons, cada um dos pilotos começou a treinar, se preparando para a possível reabertura dos Reinos de Corrida, com o Major Wheeler temeroso agora que sabia da volta dos Racing Drones depois da derrota de Gelorum. Aos poucos, ele supervisionava cada um dos pilotos e dos cientistas, esperando conseguir alguma coisa com o Anel do Poder. Sem sucesso, aparentemente, pelo fato de que depois da mensagem, ele continuou inativo.
(Major Wheeler) – Os nossos agentes no deserto da Via 35 continuam de prontidão para qualquer aparição de Drones. – Ele começou a visualizar as câmeras de Dresden, Tono, Griffin, e de um quarto agente, sem nome, e visual, demonstrando a preocupação do Major Wheeler naquele momento. – Se quisermos ter uma chance, acho que devemos aproveitar o que o destino nos jogar.
(Vert) – Acho que isso é algo um tanto preocupante. – Passando pelo Reino do Canal, Vert olhava para a simulação, enquanto pilotava o carro do simulador de cabeça para baixo, junto com os pilotos que estavam do lado dele, dominando as habilidades do Reino como um todo. – A mensagem que o Anel do Poder nos deixou revelou que ainda há mais Reinos a serem explorados. Um sinal de que os Drones provavelmente irão aproveitar para conseguir vence-los e derrotar cada um de nós.
(Major Wheeler) – É por isso que estaremos preparados e antecipando os movimentos de nossos oponentes. Adaptei os simuladores para terem um pouco mais de dificuldade, assim, quando estiverem dentro de um dos Reinos, conseguirem se adequar e descobrir qual é a habilidade necessária para vence-los. – O Reino do Canal, em alguns momentos no simulador, chegou ao fim, e nisso, os pilotos nele caíram em uma simulação realista do Reino do Penhasco, aonde cada um deles começou a dar vários drifts para se adaptar ao reino cheio de curvas. – Os Accelerons deixaram esses segredos para nós por um motivo. Eles nos deixaram algo para descobrirmos, em cada Reino.
(Major Wheeler) – Mas o que será que eles nos deixaram além dos Reinos e dos Accelechargers? – Olhando para os computadores, ele via o progresso de cada um, enquanto se perguntava sobre o que estaria por trás das motivações deles, tentando entender o que estaria acontecendo depois do surgimento do holograma. – O Anel continua inativo, e junto disso, o círculo que você conseguiu, filho.
(Vert) – A sabedoria é um círculo, pai. O que recebemos, devemos devolver. – Nisso, a memória do Major Wheeler parecia retornar ao ouvir essa frase. Pouco a pouco, ele se perdeu em uma lembrança do passado, percebendo que havia algo com o qual tinha lidado antes.
Alguns anos antes...
Olhando para a base em construção, o Major Wheeler observava os preparativos para o começo do projeto Silencerz. O projeto que visaria entrar nos Reinos de Corrida dos Accelerons e conquistar os Accelechargers de cada Reino. Olhando para seus cientistas, ele olhou para um em questão que o colocava em dúvida. Peter Tezla, o fundador da SCRIM. Tezla trabalhou com os Silencerz antes de construir o Acceledrome, e nisso, viu ele indo em direção a um galpão, desse jeito, Tezla foi até o Nitrium, junto com Gig, que estava diante do carro dos Silencerz.
(Tezla) – Estamos prontos?
(Gig) – O Nitrium já está pronto, Doutor Tezla. Os equipamentos estão a postos, junto com os materiais holográficos e os outros projetos que tem em mente. – Tezla olhou para o carro e abriu a porta do motorista, e assim, Gig observou o que estava ao redor, mas antes que ele pudesse entrar, uma sombra chamou sua atenção.
(Major Wheeler) – Então é assim que você retribui a ajuda que lhe demos, Tezla? – Ele olhou para trás, não se demonstrando com medo, nem nada, apenas encarando o Major Wheeler com uma convicção enorme em seu corpo. – Nos traindo e roubando a nossa pesquisa?
(Tezla) – Estou apenas pegando o que é meu por direito, Major. Esse seu pequeno projeto já foi longe demais.
(Major Wheeler) – Nós estamos diante do começo do futuro. Tudo que você nos forneceu de material de pesquisa para conseguirmos chegar até esses mundos que uma vez descreveu e vai nos trair? Está roubando praticamente todos os nossos equipamentos.
(Tezla) – Equipamentos que se tornaram como meus por direito depois de suas alterações. Eu vi o que estão fazendo. Estão se apropriando de coisas que não lhe pertencem. O material que eu lhes forneci tem a patente da SCRIM, e estão usando para seus fins ambiciosos. – Tezla e Wheeler naquele momento, sentiam que havia uma tensão crescendo de um jeito totalmente diferente do que o esperado. A traição de Tezla realmente estava deixando o Major totalmente enfurecido naquele ponto. – Andaram se apropriando e roubando a minha tecnologia. Iriam me apunhalar pelas costas!
(Major Wheeler) – Não, Tezla. Você é o ladrão aqui. Roubando coisas que não lhe pertencem, muito menos os materiais holográficos e os projetos que visamos colocar em prática.
(Tezla) – A sabedoria é um círculo, Major. O que nós recebemos, devemos devolver. No fundo, deveria saber disso.
(Gig) – Creio que você realmente não entende. Tezla é detentor de tudo o que estão fazendo. Você pode até estar no comando, mas isso não teria sido possível sem a ajuda de Tezla. – Disparando uma onda de choque, o Major Wheeler cai no chão, e nisso, Tezla entra no Nitrium, ativando o câmbio, e saindo na mais alta velocidade do local. Saindo do galpão, alguns dos cientistas começaram a abrir fogo no Nitrium com os aparelhos que Tezla lhe forneceu, de pulso eletromagnético, tentando desabilitar o veículo, mas usando um Nitrox, Tezla sai da base na mais alta velocidade, enquanto o Major Wheeler observa totalmente enfurecido. Passando por vários túneis, Tezla foge da base, mas nisso, Wheeler apenas dá um sorriso em seu rosto.
(Major Wheeler) – Muito em breve, nos veremos de novo, Tezla. Isso eu lhe garanto...
De volta ao presente...
O Major continuava meio pensativo, mas continuou a ver o treinamento de cada um dos pilotos do pelotão, decidindo ir até o fim em sua jornada para conseguir desbravar os mundos dos Accelerons e todos os outros que ainda não foram explorados, demonstrando que ele não iria desistir até conseguir o que tanto queria naquele momento. Aos poucos, ele sentia o medo crescendo, mas também sentia que o medo poderia ser um grande motivador para os desafios que eles teriam que enfrentar muito em breve quando os Reinos abrissem. O treinamento de cada um dos pilotos continuava, e ao mesmo tempo, Vert sentia que realmente conseguia dominar as habilidades deles. Agora entrando no Reino do Gelo, Vert tentava pilotar por entre uma pista escorregadia, quase que o jogando para fora da pista. Mantendo o equilíbrio de velocidade e de freio, ele se mantinha firme na simulação, ao mesmo tempo em que Esmeralda e Alec tinham dificuldades para conseguirem se manter no percurso. Pouco a pouco, ficava bem claro que o que os Silencerz estavam fazendo parecia ser mais uma operação de guerra. Recebendo uma transmissão de um de seus agentes, o Major Wheeler foi em direção a um computador, fora da sala de treinamento e atendeu a ligação, revelando-se como a de Dan Dresden.
(Dresden) – Estamos vasculhando o deserto mais uma vez. Por incrível que pareça, ainda não encontramos nenhum sinal dos Racing Drones. Devemos continuar a busca? – A câmera do carro de Dresden pegava boa parte do percurso em que ele se encontrava.
(Major Wheeler) – Onde estão os nossos agentes?
(Dresden) – Eles estão fazendo buscas separadas da minha. Nos espalhamos para conseguir cobrir mais terreno. Se houver mais algum além do que o que me encontrou, então isso quer dizer que estamos em uma situação extrema de emergência.
(Major Wheeler) – Entrarei em contato de novo. Major Wheeler, desligando. – A comunicação se encerrou e ao mesmo tempo, o próprio Major ficou mais do que preocupado com as ameaças que estaria enfrentando naquele momento da jornada. Ele sabia que os Drones seriam uma oposição, mas ao mesmo tempo, teria que lidar com outros rivais diante da dificuldade dos Reinos que se abririam. Agora era questão de se manter firme no que acreditava, custe o que custasse.
No Acceledrome, Karma estava dormindo, tentando esquecer um pouco os problemas que estavam envolvendo ela. Os últimos dias foram meio corridos, mas ainda assim, a corredora sentia que precisava de um descanso. Ao contrário dos Azuis, que estavam treinando de forma intensa, ela sentia que precisava um pouco de descanso, considerando que o passado estava alcançando ela aos poucos, ainda mais com as memórias de Ângela a cercando. Acordando no susto, ela sentia que havia algo errado. Indo em direção a garagem e olhando para o Chicane, Karma olhou para seu carro e entrou nele. Agora era ela que iria sair da base para clarear um pouco as ideias depois dos pesadelos que andou tendo. Nisso, Taro ligou um dos faróis de seu carro, surpreendendo a integrante da Teku. Parecendo que estava ficando cega, ela olhou para o piloto dos Maniacs que estava com o carro ativado.
(Taro) – Tem certeza de que quer sair agora?
(Karma) – Estou tendo pesadelos. Não consigo nem ao menos dormir direito. – Ela olha para seu carro, vendo as lembranças do que estava lhe consumindo naquele ponto. Por um breve momento, Karma se perguntou sobre o que significava tudo aquilo e o que realmente queria dizer naquele momento. Parecia que tudo pelo qual ela lutava, não era por nada. Ela almejava ser a melhor corredora de todas, mas nunca conseguiu esquecer o semblante de sua irmã. Era como se ela realmente estivesse do lado de Karma naquele momento. Por um momento, Taro olhou para ela, percebendo que isso era algo diferente para ela. – Eu apenas me pergunto o que estaria acontecendo.
(Taro) – Isso é normal, Karma. Todos nós nos sentimos mal as vezes. Também são em momentos como esses que precisamos encontrar um jeito de aliviar o que sentimos. O meu jeito é através de uma corrida. Mas também encontro o que preciso na meditação. – Ele entrou em seu carro, sorrindo para a integrante da Teku, que retribuiu com o mesmo gesto.
(Karma) – Cada um de nós tem nossos problemas. – Os dois então, deram a largada, como um sinal de que os dois iriam disputar uma corrida amistosa um contra o outro. Saindo do Acceledrome, cada um deles começou a correr, apertando o pedal e a embreagem para conseguir ganhar mais velocidade do que o esperado. Percorrendo as ruas do deserto da Via 35, Taro olhou para Karma, que olhou de volta para ele, fazendo com que ambos ficassem sem jeito por causa dessa ação.
(Taro) – Correr é uma dádiva, Karma. Pra mim, é a chance de mostrar minhas habilidades no meio de cada um que tentar nos desafiar.
(Karma) – Você costumava instigar a rivalidade entre as duas equipes. Mas consigo ver como você mudou. – Colando perto do lado do carro de Taro, ela deu um sorrisinho em seu rosto. – Como você diria em uma corrida: Eu vou te passar. – Mudando a marcha do carro, Karma fica na frente de Taro, que apenas dá um sorriso em seu rosto, com o rádio ligado.
(Taro) – É assim que vai ser, não é?
Enquanto os dois corriam, um Octanium camuflado observava os dois competindo, e colocando uma de suas mãos em seu capacete, acenando com a cabeça. Na base dos Silencerz, o Major Wheeler olhou para a câmera, completamente sozinho naquele momento.
(Major Wheeler) – Seus pilotos estão ficando meio descuidados, Tezla. Mas isso pode ser usado a meu favor. – Colocando seu dedo em um botão, ele envia um sinal para o piloto, que estava de observação. Ao mesmo tempo, Taro e Karma continuavam a correr, deixando bem claro que eles estavam diante de algo maior do que o esperado. O piloto do Octanium olhou para uma câmera voadora camuflada no alto, seguindo os dois pilotos, até que do nada, ela acaba sendo derrubada, deixando o Silencer surpreso. Parecia que um pulso tinha fritado a câmera que estava vigiando os dois pilotos. Nisso, ele começou a correr, fazendo uma busca pelo perímetro.
– Major, temos um problema. Parece que temos um certo sabotador no perímetro. Estou a caça.
(Major Wheeler) – Lembrou de ativar a camuflagem holográfica? – O piloto, ficando irritado, desativou a transmissão, olhando para o seu carro, enquanto corria atrás de Taro e Karma, com sua camuflagem ativada. Os dois pilotos, corriam, sem perceber o que estava acontecendo ao redor. Aos poucos, cada um deles continuou a apertar o acelerador, percebendo que a competição parecia motiva-los diante de cada um de seus desejos de serem ótimos corredores.
(Taro) – Estava sentindo falta disso. – Ela olha para a pista, até que Karma aponta um de seus dedos para a rua, fazendo com que Taro olhe para a pista, vendo uma curva se aproximando.
(Karma) – É melhor ficar de olho pra onde está indo. – Puxando o freio de mão, Taro ultrapassa Karma e nisso, os dois colam um no outro, até que de repente, eles ouvem um barulho meio estranho. Uma espécie de ruído que acaba tomando conta dos rádios, como se fosse uma estática, com alguém interferindo no que acontecia.
(Taro) – Você ouviu isso? – Ele tentou falar com Karma, mas que não ouviu nada. Já a corredora da Teku, por outro lado, sentiu sua mente sendo tomada pelo que parecia ser um vazio intenso em seu corpo. Como se seus pensamentos tivessem sido desligados enquanto corria. Sem que percebessem, um carro dos Racing Drones, o RD-02, apareceu atrás deles, fazendo com que ambos olhassem pelo retrovisor o que estava acontecendo.
(Karma) – Não pode ser! – Karma então, apertou o passo, acelerando a 240 km/h, com Taro colando no vácuo do Chicane, enquanto sentiam o Racing Drone perseguindo os dois. No entanto, um outro carro dos Drones se aproximou, o RD-04, maior do que o 02 e começou a persegui-los. A estática continuava a tomar conta, sabendo que não haveria como contatar o Acceledrome sem entregar a localização da base. Ao mesmo tempo, o piloto do Octanium continuava a seguir tanto os carros dos Drones quanto Taro e Karma, percebendo o problema em que se encontravam. Com a câmera do carro ativada, o piloto começou a transmitir as imagens para a base dos Silencerz, com o Major Wheeler, que estava analisando o treinamento de cada um dos pilotos de seu pelotão, sendo convocado por um dos cientistas até a sala de comunicações, encontrando o Octanium transmitindo as aparições dos Racing Drones naquele momento.
(Major Wheeler) – Parece que temos um problema. – Coloca um de seus dedos em uma tecla, passando um sinal para o piloto do Octanium, que prepara um dos equipamentos de pulso eletromagnético para conseguir destruir os carros dos Drones. Colocando o seu polegar direito no botão de disparo, o RD-04 é atingido, mas não é afetado, para a surpresa do piloto dos Silencerz. Sendo forçado a sair do modo camuflagem, Taro e Karma olharam para trás, vendo o Octanium se revelando, para a surpresa dos dois pilotos da Teku e da Metal Maniacs.
Taro então, diminuiu um pouco a aceleração, tentando entender o que estaria acontecendo. Karma apenas continuou a olhar para a pista e para o retrovisor, vendo os dois carros dos Drones se aproximando. O RD-04 então, derrapou, indo em direção ao carro do Silencer, no qual o Drone lançou uma esfera de energia de seu carro na direção do Octanium, que se desvia usando o volante para conseguir virar o carro para a esquerda. Chamando a atenção do 04, o piloto dos Silencerz começou a guiar seu carro até a areia, deixando o RD-02 para perseguir os dois pilotos que estavam na estrada. Aos poucos, Karma começou a analisar as capacidades de pilotagem dos Drones, se perguntando o que estaria acontecendo. Ela começou a ver que o Drone estava se adaptando ao nível de velocidade dos carros dos dois, enquanto usava as habilidades de alguns dos Reinos para conseguir alcança-los. O RD-02 começou a concentrar uma esfera que aos poucos, foi crescendo e nisso, o Drone lançou ela na direção de Karma, que por um breve momento, apertou o botão do impulsionador em seu carro, que levantou voo por alguns segundos, se desviando da esfera, que acabou explodindo na frente de Taro, o cegando, quase que sem entender o que houve. Vendo uma curva na frente, na mesma hora, o piloto dos Metal Maniacs puxou o freio de mão, fazendo com que o RD-02 passasse do lado e começasse a seguir Karma na mais alta velocidade possível. Usando o nitro, Taro colou no vácuo e ativou um gancho no para-choque dianteiro do Rivited, usando a mesma tática de se prender ao carro dos Drones no Reino do Pântano. Karma então, olhou para trás, vendo o que estava acontecendo.
(Taro) – Peguei você. – O piloto então, puxou o freio de mão de novo, fazendo com que os dois capotassem, mas por incrível que pareça, o RD-02 permaneceu de pé e na perseguição a Karma, enquanto o de Taro simplesmente parou, ficando meio surpreso com o que estava acontecendo. Ele então, começou a segui-lo de novo, dessa vez, estando meio longe de Karma e do Racing Drone.
Karma começou a acelerar, vendo o RD-02 atrás dela, como se ele estivesse analisando cada passo que dava. Karma sabia que os Drones seguiam a perfeição a todo custo, fosse dentro de um Reino ou fora deles. Aos poucos, ela começou a analisar os traços de pilotagem através de seu retrovisor, e nisso, Karma começou a virar um pouco a esquerda, com o Drone repetindo o mesmo gesto que ela. Ficava bem claro que o Drone estava usando a tentativa de se manter no traçado, assim como no Reino do Pântano, e de reduzir a resistência do ar do carro para ganhar mais velocidade, como no Reino do Canal. Aos poucos, ela se sentiu meio encurralada.
(Karma) – Os Drones parecem ter algo diferente em si. Mesmo fora de um Reino, eles almejam ser perfeitos e destruir qualquer um que seja uma oposição a seu plano, não importa o que aconteça com quem esteja contra eles. – Firmando suas mãos no volante, Karma fez uma curva para a direita, enquanto Taro continuava a correr atrás deles. Do nada, um outro carro RD-02 surgiu atrás do piloto dos Metal Maniacs, ficando meio surpreso. Nisso, ele viu que precisava tirar a atenção dos Drones de cima deles e se ofereceu como isca, correndo em direção a areia, mas sendo forçado a deixar Karma sozinha para despistar o Drone. Tração, velocidade, as habilidades perfeitas que cada um almejava e visava dominar em algum Reino. Karma sentia isso na pele. Sozinha, o 02 que estava seguindo ela começou a chegar perto, até que do nada, o Chicane começou a perder traçado, capotando de forma descontrolada, de um lado para o outro, e caindo de pé, por incrível que pareça, no entanto, deixando Karma um tanto zonza. Sendo forçada a sair do carro, ela acabou desmaiando, enquanto o Drone saiu do carro, e começou a andar em direção a ela. Aos poucos, parecia que Karma seria capturada ou pior. Os olhos dela já estavam fechados, e no fundo, ela imaginava que poderia aguentar o pior que pudesse acontecer. De repente, o Honda Civic do piloto misterioso surgiu, atingindo o Drone com toda a força do mundo, o destruindo. Ele saiu, com seu capacete ainda a postos, olhando para Karma, como se tentasse entender o que teria acontecido.
Paralelo a isso, Taro começou a despistar o Drone que estava seguindo nele. Nisso, ele aproveitou o fato de estar perto de um rochedo e se desviou de forma tão rápida que o 02 que estava seguindo ele não teve tempo de se desviar, fazendo com que seu carro explodisse e destruísse o Drone que estava atrás dele. Nisso, ele começou a segurar o câmbio da caixa de marchas e começou a voltar para o local aonde poderia estar Karma.
Enquanto tudo isso acontecia, o RD-04 continuava a perseguir o Silencer que estava no Octanium, e nisso, ele para, apertando um botão que aos poucos, vai fazendo o carro brilhar com uma alta intensidade, cegando o Drone. Nisso, uma explosão eletromagnética ocorre, destruindo o carro dos Drones e fazendo o piloto dos Silencerz ir embora depois de tudo o que houve.
No local aonde o Chicane tinha capotado, o piloto misterioso começou a olhar para Karma e a apoiou em um pedregulho, como se estivesse um pouco preocupado por debaixo do capacete. No fundo, parecia que as coisas estavam se complicando mais do que o imaginado. O que será que os Drones estavam elaborando com esses ataques no deserto? Qual seria o motivo de tudo isso? Os segredos por trás do ressurgimento deles?
Continua...
