Capitulo 06 – A mera obrigação profissional

Aos poucos, Vegeta foi parando de tremer, sua respiração foi normalizando e o abraço dele se afrouxou. Antes de sair da posição do abraço, Bulma perguntou:

- Você se sente melhor?

- Sim... – ele disse, e ela o ajeitou, sentando-o no chão. Ele ficou olhando para baixo, envergonhado e ela disse:

- Não tem porque se sentir assim, Vegeta. Eu sabia da sua condição antes de trabalhar e estava pronta para lidar com ela. Vamos, eu vou te ajudar.

Ela o ajudou a sentar na cadeira de rodas e a tirar o paletó, a camisa e a gravata. Ia passar a camiseta que ele havia deixado sobre uma cadeira quando ele disse:

- Se importa em adiantar a massagem da tarde? Eu... preciso relaxar. Não quero mais trabalhar hoje.

- Claro – ela disse, solícita. – precisa de ajuda?

- Queria... – ele pareceu inseguro e ela o encarou, incentivando-o a falar – queria que você descesse comigo e me ajudasse a me preparar. Eu...

- Eu entendo. Não quer ficar sozinho depois do ataque de pânico, não é?

Ele apenas assentiu com a cabeça.

Antes de descer para o spa, Bulma juntou as peças de roupa dele, incluindo a camisa, e as deixou sobre uma cadeira. Mais tarde um criado limparia a sala de trabalho e levaria a roupa para a lavanderia. Enquanto descia atrás de Vegeta, que ia conduzindo a cadeira pela rampa sério, ainda sem camisa, Bulma pensou como aquele apartamento contribuía para a condição de Vegeta, indiretamente.

Na sua casa, se ela deixasse uma roupa no chão, uma louça na pia... bem, era trabalho acumulado. No entanto, ali, havia criados que pareciam invisíveis de tão discretos, que entravam nos cômodos quando estavam vazios e garantiam que tudo estaria sempre em perfeita ordem, que tudo estaria no lugar, limpo, asseado, perfeito.

Era uma vida inumana demais para o gosto de Bulma.

Ela viu Vegeta tirar a roupa e, pela primeira vez, ele não se importou em se cobrir com a toalha quando passou para a maca. Ela o ajudou a deitar-se de bruços e pegou a loção, que começou a passar nele com cuidado. Pela manhã, usava-se óleo, à tarde, loção. Tudo para evitar que a pele dele se ferisse ou a circulação se deteriorasse, mas, pela primeira vez, Bulma pensou se isso não era, de certa forma, uma desculpa para que ele tivesse algum contato com mãos humanas, e, quando terminou a massagem nas pernas e nádegas, ela perguntou, suavemente:

- Você teve um momento ruim... quer que eu massageie as suas costas, Vegeta?

Ele estava, como sempre, de olhos abertos e olhando para frente, então, virou o rosto na direção dela e a encarou, em silêncio antes de dizer:

- Por favor... seria realmente uma ajuda.

Bulma espalhou a loção nas costas dele e ele voltou para a posição anterior. As mãos dela percorreram seus ombros largos, e então, pela primeira vez, ela realmente reparou em como os músculos dos braços e costas eram definidos, trabalhados pelas sessões intensas de musculação que ele fazia logo após a fisioterapia que visava tentar melhorar a condição dele.

Vegeta tinha o corpo paraplégico mais bem cuidado que ela conhecera na vida, tinha que admitir, enquanto suas mãos se espalmavam sobre os músculos trapezoides dele, empurrando-os num misto de força e suavidade enquanto sentia a tensão dele diminuir. De repente, Vegeta virou a cabeça de lado, pousando-a no ombro direito e fechou os olhos, deixando escapar um suspiro aliviado. Ela prosseguiu com a massagem.

De repente, sua mente escapou para algum lugar onde ela desejou conhecer o homem que ele havia sido antes daquilo tudo. Ela tentou reprimir aquele pensamento, dizendo a si mesmo que ele era um paciente. Mas era inevitável pensar em como ele havia desmoronado, ao ponto de se fechar num apartamento lacrado, ela agora tinha certeza, para que num momento de desespero não se arrastasse até uma varanda e se jogasse do alto da torre, para esfacelar o que restava do seu corpo e torná-lo assim tão quebrado quanto o seu espírito.

E Bulma pensou, acreditando que sua preocupação era meramente profissional, que valia a pena não agir apenas para manter o corpo de Vegeta bem, que ele era uma pessoa que merecia ser ajudada para sair daquele estado mental, se tratar para conseguir superar aquela condição tão triste e dura. E, naquele momento, enquanto suas mãos percorriam a pele firme das costas do seu paciente, ela assumiu a tarefa de ajudá-lo a se salvar do abismo, sem saber que aquele poderia ser um caminho tortuoso e difícil e que, talvez, ela mesma se machucasse no processo.

Um tempo depois, ela tocou suavemente o braço dele, e ele abriu os olhos para encará-la. Bulma sorriu para ele e perguntou:

- Quer ajuda para ir até a banheira?

Ele sacudiu a cabeça em concordância, mas, orgulhoso, mas não conseguiu dizer nada. Ela ampliou o sorriso e disse:

- Está se sentindo melhor?

- Sim... – ele disse. – Você pode me fazer um favor? Pegue roupas limpas para mim lá em cima? Como eu vim para cá mais cedo, dificilmente os criados trouxeram uma muda para cá. O meu quarto é o último do corredor... e as roupas você encontra em qualquer gaveta.

- Claro – ela disse, saindo. Vegeta acompanhou-a com os olhos. Aquilo era uma desculpa, uma forma de ganhar tempo, porque a massagem de Bulma provocara uma ereção involuntária, que ele sabia que não duraria, mas era embaraçosa o suficiente para que ele não quisesse que ela visse, quando o ajudasse a virar.

Fechou os olhos apertado, tentando pensar em qualquer coisa desagradável... e então lembrou-se da conversa que tivera sobre aquilo com o doutor Kamisama. "Não será a mesma coisa de antes, mas você vai poder ter uma vida sexual satisfatória, Vegeta, basta descobrir com a sua parceira a melhor forma de contornar as limitações".

Ele nunca tivera essa oportunidade. Andy, a linda modelo que ele namorava havia já dois anos, que desfilava para marcas famosas e era uma angel da Victoria Secrets não estava preparada para trocar o homem que ele era por aquilo que ele se tornou. Depois disso, havia dentro dele uma firme crença de que se tornara uma criatura repulsiva. Logo ele, que, apesar da baixa estatura, havia sido desejado por muitas mulheres "um bom partido" que desfilara com namoradas famosas e lindas, e se orgulhava do seu desempenho na cama, onde levara todas e cada uma delas à loucura.

Ele não era do tipo que se apaixonava, não daquela forma tola que Kakarotto era apaixonado pela sua chefe de cozinha, e com a supermodelo não tinha sido diferente. Andy era bonita, desejável, o sexo entre eles havia sido o melhor da sua vida, ele tinha que admitir, mas tudo terminara quando ela dissera que não tinha estrutura emocional para lidar com a condição dele.

Ele também não teria, se fosse o contrário, era duro de admitir. Havia uma caixa dentro dele, uma caixa fechada que provavelmente guardava seu coração... e que ele deixava muito bem trancada porque conhecia demais a dor de uma perda, por ter ficado sozinho tão cedo, sem ter tido tempo de despedir-se dos pais quando eles foram mortos por causa da mesma coisa que agora substituía tudo que ele poderia chamar de afeto: dinheiro.

Ouviu Bulma voltando e sentiu, com alívio, que a excitação havia se dissipado. Era uma das coisas que o médico tinha advertido: aquelas ereções não se manteriam por muito tempo... embora ele pudesse conseguir ter relações sexuais, principalmente se encontrasse novas zonas de prazer, o dano neurológico tornava o sexo um terreno pedregoso e que dependia daquilo que ele mais tinha dificuldade em ter: envolvimento emocional.

- Você só tem blusas brancas e pretas, hein? – ela disse, deixando a roupa sobre uma bancada.

- Melhor para se decidir quando quero me vestir pela manhã... nunca fui um sujeito muito colorido, entretanto.

Ela o ajudou a se virar e sentar, ele olhou para o lado quando viu que ainda não estava completamente livre dos "efeitos" da massagem e ela disse:

- Ah, não precisa ficar com vergonha. Isso é normal em pacientes com dano neural, Vegeta...

- Eu sei... mas é embaraçoso do mesmo jeito – ele sorriu, enquanto se transferia para a cadeira de banho. Bulma o levou até perto da jacuzzi, e só então se deu conta de que não havia ainda o banho preparado, porque os criados só se preocupariam com aquilo dali a mais ou menos duas horas e perguntou o que deveria fazer, mas se atrapalhou completamente com o que deveria colocar na banheira.

- Isso também? – ela disse, pegando uma garrafa de sais aromáticos.

- Não, isso não precisa. Você já colocou outro igual – disse Vegeta, achando graça. Quando a banheira estava cheia, ele deslizou para a beira da jacuzzi e dali para a banheira. Ao contrário do que fazia sempre, quando ficava num banco, do outro lado do aposento, ao lado da porta da sauna, Bulma sentou-se na beirada da banheira e perguntou:

- Vai querer ficar vinte e cinco minutos, como sempre?

Ele a encarou e disse:

- Vou ficar até cansar. Preciso disso. Não precisa se preocupar comigo, Bulma.

- É parte do meu trabalho – ela disse, suavemente. – eu sou paga para cuidar de você.

Ele continuou olhando para ela. Precisava perguntar aquilo:

- Se não fosse paga, seria diferente?

Ela pareceu de repente, desconcertada. Não esperava aquela pergunta, e disse:

- Claro, Vegeta. Se por acaso eu deixar de trabalhar com você, pretendo continuar a ser sua amiga.

Ele deu um sorriso estranho e disse:

- Seria a primeira amiga que eu teria que não era antes... antes de tudo.

- Não dá para fazer amigos trancado numa torre, Vegeta. Tem isso numa história, acho que se chama "Rapunzel".

Ele riu e disse:

- Então está dizendo que eu sou uma princesa?

- Você espera um cavaleiro para escalar a torre e te salvar?

Ele deu uma gargalhada e disse:

- Não é minha praia. E eu não sinto vontade de sair, pelo menos não enquanto vivo. Depois de morto pode ser. Ou eu peço para me enterrarem ao lado da piscina, ia ser mórbido, mas legal.

- Pare com isso – ela disse – você ainda pode ter uma boa vida, Vegeta. Tem tudo que o dinheiro pode comprar.

- Menos pernas que funcionem – ele suspirou.

- Por isso você não sai? O que te prendeu aqui dentro, Vegeta?

Ele a encarou e imediatamente ela percebeu a postura defensiva.

- Eu tenho o diagnóstico, você sabe... síndrome do pânico, depressão, essas coisas.

- Eu sei... mas queria saber qual foi o gatilho, entende? Quando você teve o primeiro ataque?

- Por que quer saber? – ele se tornou abertamente hostil, como se não quisesse falar sobre aquilo. – Não gosto de falar sobre isso, já é doloroso na terapia, não force a barra em relação a isso. Tudo que precisa saber é que... eu não consigo mais sair daqui. E não quero.

- Ok, Vegeta... – a voz dela se suavizou e ela disse – mas parece que você tem um problema, então.

- Sim, eu tenho. Raditz está me pressionando por causa da audiência. A minha família move essa ação há anos contra os caras que tentaram tomar a minha casa, por causa de dívidas contraídas por um sócio em nome do meu pai. Se eu perder essa ação, posso perder o terreno desse prédio...

- E sair daqui?

- Ou ficar muitos milhões mais pobre para indenizá-los.

Bulma olhou para Vegeta e disse, simplesmente:

- Por que tem que ser você?

- Por que eu movi a ação em nome do meu pai, como herdeiro. Há um milhão de provas que a dívida não era dele, mas essa ação, esse recurso, precisa que tenha representação presencial... uma burocracia de fórum, um saco... Não posso mandar Kakarotto, ele me representa em diversas ações, mas nessa não dá... eu represento legalmente o espólio dos meus pais.

- Vegeta... você não tem um irmão?

Vegeta arregalou os olhos, como se algo óbvio que ele não havia pensado em momento nenhum, e ele riu:

- Bulma, você é um GÊNIO! Como eu não pensei nisso antes? Caramba, caramba! Ache meu celular lá em cima, por favor...

Ela correu, contaminada pela euforia de Vegeta, e foi até o quarto de trabalho, assustando a criada que já arrumava o lugar. Ela se desculpou e pegou o celular e desceu, correndo do mesmo jeito que subira. Ela quase escorregou ao chegar ao lado da banheira, então entregou o celular para Vegeta, que ligou rapidamente para alguém e disse:

- Raditz, sou eu. Sei que eu abri o processo em nome do espólio, mas eu posso ser representado pelo idiota do meu irmão, já que ele é família?

Bulma ficou olhando-o dentro da banheira, os ombros de largos de fora, o olhar duro, a voz grossa soando firme e decidida. Era como se dois homens existissem em Vegeta, um, acuado e ferido, e aquele, másculo e decidido, que falava no telefone diante dela.

Ele a encarou e deu um sorriso satisfeito à medida que ouvia o que Raditz dizia do outro lado da linha, então disse:

- Certo, vou falar com ele. Tenho certeza que ele vai colaborar.

Ele desligou, com um sorriso triunfante e disse:

- Nem eu e nem Raditz tínhamos pensado nisso, porque eu sempre resolvi tudo, e também porque quando esse processo começou, apenas eu era maior de idade... mas Tarble é uma das partes interessadas também, porque o terreno era de nosso pai e ele está na herança. – ele riu – eu te daria um beijo por isso, Bulma!

- Não seja por isso – ela disse, debruçando-se sobre a banheira e oferecendo a bochecha, que ele beijou, completando, contrariado:

- Não era bem isso que eu tinha em mente... mas é melhor que ser acusado de assédio – ele riu, repentinamente bem humorado. – vou ligar para o inútil do meu irmão...

Ela o observou ligando para o irmão, então, dizendo, com o mesmo bom humor:

- Ei, ainda quer escalar os tais 14 acima de oito mil sem mexer no seu precioso capital de empresa?

Ele combinou com o irmão aquilo que queria e desligou, entregando o celular a ela com um sorriso. Então, sinceramente, sorriu para ela e disse:

- Você realmente me salvou hoje, Bulma... muito obrigada.

Ela depois o ajudou a sair da banheira e viu que ainda estava muito cedo para terminar seu turno. Vegeta disse a ela que não voltaria a trabalhar naquele dia, não queria pensar em mais nenhum compromisso, então disse:

- Não quer sentar comigo na sala e ver um filme? Há séculos não tenho companhia para isso...

Ele selecionou um filme de ação com carros, e ficou comentando as cenas mais inverossímeis. Bulma se limitava a rir dos comentários dele, e finalmente entendia uma coisa em relação a Vegeta: ele encarava a vida de forma competitiva, cada desafio o estimulava, e derrotas o deprimiam. Naquele dia, ele havia derrotado momentaneamente a necessidade de sair do apartamento e enfrentar o mundo, e por isso estava tão feliz, quase eufórico.

E agora, a enxergava como aliada, Bulma percebia. Não era mais uma serviçal, que fazia apenas o que ele mandava. Ele começava a confiar nela, e, ela esperava, aquilo poderia ser bom para que ela pudesse, dali para frente, realmente ajuda-lo.

Conforme o combinado, mais tarde, ela ligou para o terapeuta dele e relatou o que havia acontecido naquele dia. O doutor Whis ouviu atentamente e, quando ela perguntou o que poderia fazer para ajudá-lo, ele disse:

- Não temos evolução desse quadro de não sair de casa há quatro anos. Ele mesmo não me revela qual o gatilho, e, obviamente é algo que precisa ser trabalhado... mas ele não colabora. Chegamos ao ponto que só com a colaboração dele poderemos atacar esse quadro. E como a depressão não se manifesta mais como era, e ele é produtivo, minha decisão terapêutica é esperar que ele se sinta impelido a evoluir nesse sentido. Obrigada pelo seu relato, Bulma.

Ela desligou o telefone desanimada, enquanto esquentava seu congelado no micro-ondas. Toda aquela sofisticação do apartamento de Vegeta às vezes a deixava mal acostumada. Era muito ruim almoçar uma refeição assinada por uma chef e jantar uma lasanha congelada, mas era o que ela podia fazer?

Deitada na sua cama, vendo TV, ela decidiu ligar para Yamcha e falar sobre o dia. Naquela noite ele tinha um plantão, e eles deveriam se ver no dia seguinte, que era sexta. Ele demorou um pouco a atender o celular, e ela se perguntou se não estaria sendo inconveniente. De repente, ele atendeu, e, ao contrário do que ela imaginava, não havia o ruído típico do hospital atrás dele.

- Oi, querida – ele disse. – vim para a sala dos médicos para te atender. Tudo bem?

- Sim – ela disse – mas hoje foi um dia meio nervoso por lá...

Ela relatou tudo, e no fim, percebeu uma certa impaciência nele, que parecia não estar interessado na história dela. Para provoca-lo, ela termina dizendo:

- Então, terminamos o dia vendo um dos filmes de "Velozes e furiosos". Foi divertido.

- Você detesta esse tipo de filme – ele disse – pelo menos era o que me dizia quando a gente ia ao cinema, lembra?

Ele tinha razão, mas havia tempo que não saiam para ir ao cinema. Ela disse então:

- É só marcar que a gente vai, Yanny. O filme em si não teve graça, mas Vegeta fez uns comentários hilários.

- Interessante. Ele quer parecer charmoso, pelo jeito...

- Nada, ele é só um paciente, deixe de ser bobo... – ela riu, pensando, no entanto, na brincadeira sobre o beijo que Vegeta fizera. De repente, ela ouviu um murmúrio em voz feminina atrás dele e ele respondeu, dizendo:

- Calma, já vou...

O tom que ele usou, suave, despertou uma desconfiança em Bulma, mas ela a arrastou para o fundo da mente. Então, ele disse:

- A doutora Vados está me chamando. Amanhã nos falamos?

- Claro, amor. Podemos sair.

- Sim, podemos – ele respondeu distraidamente e desligou, sem ao menos mandar um beijo.

E Bulma se sentiu um pouco mal em relação àquilo, mas deixou para lá.

Notas:

Então, há um gatilho, um evento, que levou Vegeta a esse quadro. Imaginam o que pode ter sido?

Andy é a androide 21.

Vegeta começa a demonstrar atração e até mesmo interesse por Bulma, mas ela ainda o encara como paciente.

O que está dito aqui sobre sexualidade de pacientes paraplégicos é fruto de uma pequena pesquisa que fiz. A verdade é que a sexualidade com paralisia é algo mais complexo e que costuma variar conforme o tipo de lesão e a gravidade. Mas alguns pacientes tem ereções involuntárias e relatam percebê-las. É o que eu optei por mostrar aqui.

Alguém desconfia do Yamcha?