Capítulo 8 – Medo da solidão
Bulma acordou no dia seguinte e estranhou ver Yamcha se arrumando, porque o plantão dele só começaria as 17h.
- Onde você vai? – ela disse, sonolenta e ele mostrou uma mensagem no seu celular, e era do chefe dele, o Dr. Champa:
"Cubra o plantão do Toppo, ele precisou sair mais cedo"
Ela sentou-se na cama, irritada, e disse:
- Mas é sempre assim, Yamcha. Que droga, sempre quem cobre o plantão dos outros é você. Algum dia você pretende ter uma vida pessoal?
- Meu amor – ele sorriu seu melhor sorriso charmoso – quando eu tiver uma casa nas ilhas do sul e uma lancha, um consultório onde eu possa atender pacientes que não sejam uns chatos, aí eu penso em vida pessoal... o que for preciso para ganhar dinheiro, você sabe que eu faço.
Ele deu um beijo nela e saiu. Bulma caiu novamente na cama, irritada, e pegou o celular para olhar as horas, e viu uma notificação no jogo "True Life": "Seu amigo Goku_01 acaba de tomar uma decisão correta! Felicite-o!"
Ela riu. Goku havia, sim, tomado a mais correta das decisões. Como ela estava com o celular na mão, entrou no Facebook, e a primeira atualização de status era a do Goku, que dizia: "Acordei com a mulher dos meus sonhos nos meus braços", com várias carinhas felizes depois do status. Bulma riu.
No Instagram era ainda mais divertido: Goku e Chichi haviam compartilhado a mesma foto: uma selfie dos dois deitados juntos, onde só se via os rostos, mas percebia-se que estavam numa situação pós-sexo. "Juntos" dizia a legenda de Chichi, enquanto a de Goku era mais explícita: "O amor da minha vida, ontem, hoje e sempre!".
Ela viu ainda que Chichi e Goku haviam mudado seus status de relacionamento no Facebook: ele saíra de "é complicado" para "num relacionamento sério" e Chichi de "solteira" para "em um relacionamento sério".
Bulma sorriu. Ela tinha ajudado, tinha feito parte daquilo... e sabia que os dois se amavam, era mais óbvio que nunca. Era o tipo de casal que quando você via junto, imediatamente pensava "vão dar certo, vão viver felizes por muitos anos". E isso a fez pensar para onde o relacionamento dela e Yamcha estava indo.
O namoro deles ia para oito anos, e até então nenhum dos dois falava em casar. Não que ela não quisesse se casar: a verdade era que ela não queria era se casar com ele. Bulma, deitada na cama, começou a pensar: não se lembrava, realmente, de ter se sentido apaixonada por Yamcha. Ele era um residente bonito com quem ela começara a sair durante um estágio e nunca ela havia tido motivo para terminar com ele.
Os dois diziam "eu te amo" um para o outro, não eram muito de brigar, mas também, não eram de arroubos apaixonados, o sexo entre eles era bom, mas não envolvido e apaixonado. Vendo aquela imagem de Goku e Chichi deitados numa cama, ela pensou que certamente haviam feito amor apaixonadamente, de uma forma que ela e Yamcha jamais haviam feito.
Suspirou. Não queria invejar a felicidade alheia, mas certamente queria mais que aquilo que tinha... mas havia uma coisa que a assombrava: se terminasse com Yamcha, seriam sete noites por semana sozinha, e ela odiava solidão. Odiava chegar em casa e ter de esquentar uma comida apenas para ela. Odiava não ter com quem conversar, e, pelo menos com Yamcha por perto, as noites solitárias eram apenas três.
Aquela seria uma dessas noites, só que ela imaginara passar o dia com ele, separando-se só à tarde. Decidiu que passaria o dia sozinha, mas se divertiria. O celular então tocou. Era Vegeta.
- Vegeta? – ela disse, preocupada – você precisa de mim? A enfermeira de hoje faltou?
Ele riu, do outro lado e disse:
- Você é uma estressada. Não é nada comigo, eu quero que você me conte o que fez, cupido. Porque Kakarotto me enviou uma mensagem às 4 da manhã e disse que era o homem mais feliz do mundo. Então eu perguntei o que ele tinha bebido e ele respondeu apenas "Chichi!". Como vocês iam sair ontem em grupo eu pressenti que você tinha algo a ver com isso.
Ela riu e contou toda história, com direito ao pedido de Goku e o aceite imediato de Chichi. Ele riu, do outro lado, e disse:
- Bem, eu espero que ela não fique com raiva de mim porque ela me achava um salvador, era grata a mim...
- Mas você a ajudou, não ajudou?
- Mesmo que eu tivesse gasto realmente todo aquele dinheiro, não seria nenhum sacrifício do tamanho do que Kakarotto fez... mas se ele não tivesse feito, eu faria... e, na verdade, na semana que vem vou avisar a ela que eu fiz, de fato, alguma coisa...
- O que você fez, Vegeta?
- Não vou te dar um spoiler – ele brincou – você vai saber depois que ela souber – ele disse, misterioso.
- Puxa, achei legal você me ligar. – ela disse, de repente – outra pessoa teria mandado mensagem, Vegeta.
- Eu pensei realmente nisso, não sabia se você estaria ocupada, ou com o namorado... mas achei que você contando seria mais legal que ler escrito.
- Na verdade, ainda estou deitada... meu namorado foi cobrir um plantão e eu fiquei com preguiça de me levantar...
- Engraçado, porque eu também estou deitado – ele disse – esperando o Tenshihan chegar, mas ele só vem às onze.
- Sua enfermeira não fez sua massagem? – ela disse – passou da hora.
- Na verdade, só depois que eu terminar a fisioterapia e os exercícios, para não ter que tomar banho duas vezes na mesma manhã.
- Nossa, e eu me achando "a" preguiçosa... – ele riu do outro lado. De repente, Bulma perguntou – a massagem dela é boa como a minha?
- Tch... – ele disse, de um jeito cômico – Ribrianne tem as mãos pesadas, e não é porque é gorda! Antes dela tive outra enfermeira gorducha que fazia uma massagem incrível, mas claro... a sua é a melhor de todas. Ninguém tem o seu toque, Bulma.
Sem entender por que, Bulma corou. Ela de repente pensou no contato de suas mãos com as pernas dele e ela imaginou como seria tocá-lo... de outra forma. Engoliu em seco e disse:
- Você exagera... eu apenas faço o meu trabalho.
- Não – a voz de Vegeta era séria, rouca do outro lado da linha – a senhora Uranai fazia seu trabalho, Maron, Ribrianne e Lazuli fazem o seu trabalho. Você... você vai além disso, Bulma. Você faz com que eu me sinta bem e eu nunca vou esquecer isso, garota.
- Eu gosto de cuidar das pessoas, você sabe – ela disse, sem jeito. Vegeta então, mudou de assunto:
- A partir da semana que vem você passa a sair às 17h segundas, quartas e sextas. Mas não vou reduzir seu salário, fique tranquila.
- Por que vai me dispensar duas horas mais cedo, Vegeta?
- Assumi um compromisso, digamos assim. É bom que você fica com mais tempo para se dedicar ao seu namoradinho.
A forma como ele falou "namoradinho" era francamente depreciativa e Bulma riu. Então suspirou e disse:
- Ah, se ele não cobrisse tantos plantões...
- Só mostra o idiota que ele é – disse Vegeta, agora sério – eu fazia esse tipo de idiotice quando era... antes. E por isso acho que nunca tive realmente uma namorada que me amasse, elas sabiam que o trabalho era o amor da minha vida... e eu também nunca amei ninguém.
A amargura na voz dele fez Bulma dizer:
- O que é isso, Vegeta...
- Sério, Bulma... esse cara é um imbecil se larga uma mulher como você para ir atrás de dinheiro.
- Não acho que essa seja uma conversa apropriada, Vegeta...
Ele deu um suspiro do outro lado da linha e disse:
- Está certo, Bulma... é sua vida. Mas faça tudo para ser feliz, não aceite menos do que você merece!
- Obrigada, Vegeta! – ela sorriu. Eles despediram-se e ela decidiu se levantar. Enquanto tomava banho e se preparava para fazer qualquer coisa ao ar livre para se esquecer dos problemas, ela pensou em Vegeta.
Não era e nem nunca seria eticamente aceitável se envolver com um paciente mais que o necessário, mas ela precisava confessar a si mesma que Vegeta, após um começo em que ela o achara um sujeito prepotente e intragável, se revelara um homem e tanto. Mais de uma vez ela pensou em como seria tê-lo conhecido, como ele dizia "antes"...
- Ele nem olharia para mim – ela disse – namorava top models...
O que ela não sabia era que Vegeta, mesmo namorando mulheres lindíssimas, nunca tivera uma namorada que realmente ele tivesse amado, como ele mesmo havia dito a ela. Nem mesmo a última, uma Angel da Victoria Secrets lindíssima, de corpo escultural e pernas longas. Andy Gero era linda, verdade, não era uma modelo burra, era culta e inteligente, mas faltava a ela algo que Vegeta só descobrira que fazia falta quando fora abandonado: empatia.
Ele não contara a ninguém o que causara o trauma que engatilhara a sua síndrome do pânico e a sua depressão, e o único que tinha uma tênue desconfiança do motivo era Goku. Ele havia passado quase 18 dias hospitalizado para tratar a lesão, e, depois, se preparando para adaptar-se à sua nova condição. Ele estava convencido de que nada ia mudar. Não significativamente, ele pensava. Homens viviam em cadeiras de roda no mundo todo. Ele estava paraplégico, e daí? Não era como estar paralisado do pescoço para baixo, ou sem os movimentos das mãos... era apenas uma limitação, acreditava.
O Dr. Kamisama tinha enfatizado muitas vezes que a sua condição não era a pior do mundo para um paralisado: ele tinha o movimento dos quadris, tinha o controle dos seus esfíncteres, não precisava de sonda urinária... ia poder ter uma vida sexual quase normal, embora talvez não tivesse toda sensibilidade peniana, teria ereções por reflexo e provavelmente teria intensificação do prazer com a transferência das zonas erógenas. Com toque, carinho e cuidado, talvez tivesse uma vida plena.
- Um paraplégico pode ter uma vida pessoal e sexual normal, Vegeta, posso te garantir.
E ele acreditou em todas as garantias do doutor e se preparou para levar sua vida "quase normal'. Andy o visitara apenas duas vezes no hospital, e ele havia compreendido, era o meio da temporada, ele mesmo nunca ia para Paris e Nova Iorque com ela na época dos desfiles, porque detestava aquele ambiente de moda, achava tudo muito superficial. Desfilava com ela por lugares caros e chiques, eles eram fotografados, um casal perfeito do Jet Set. Eles iriam se encontrar, inicialmente, três dias depois do dia em que ele teve o problema, e quando ela foi avisada viajou realmente para a cidade, parecendo preocupada com ele. Mas logo estava com a agenda cheia de compromissos.
No décimo nono dia de internação, ele recebeu alta e foi para casa. Ligou para ela porque sabia que ela já estava de volta e não estranhou a frieza com que ela perguntou:
- Mas essa condição é definitiva ou você algum dia vai ficar bom?
- Bom não é o termo – ele disse, otimista – mas sim, adaptado. Você quer sair? Já tenho um carro apropriado, ele é bem fácil de dirigir nós podemos jantar fora...
- Estou indo para aí, querido.
Ele a esperou. Seria bom tê-la ao seu lado naquele momento, tinha certeza de que ela seria compreensiva com ele, o ajudaria na adaptação. E ela chegou em menos de dez minutos e disse:
- Vegeta, vamos dar uma volta?
Eles desceram, mas ela não quis ir no carro dele, o dela estava parado na porta. Ele usava sua cadeira motorizada, último tipo e disse a ela que achava ótimo que tivesse se preocupado em fazer um projeto acessível, mesmo que nunca tivesse imaginado que ia precisar daquilo. Ela não o levou para o carro, em vez disso, pediu que fossem até uma praça.
Ele estranhou, não era o tipo de passeio que costumavam fazer, ela nunca dissera que gostava de parques ou de jardins. E eles andaram até uma parte do parque bonita, havia um enorme chafariz e bancos, havia crianças correndo e babás com pequenos bebês, afinal, era uma tarde ensolarada de outono. Ela sentou-se num banco e o encarou, na sua cadeira de rodas. O olhou por um longo tempo e então disse:
- Vegeta, eu não tenho estrutura psicológica para continuar ao seu lado. Não com você assim...
E tinha sido assim, com essas palavras, que ela o abandonara. A conversa sequer foi muito longa, girou em torno do fato dele não ser mais o mesmo homem que ela havia conhecido... e dela não saber lidar com alguém na condição dele. Mas seriam amigos, se ele quisesse.
Ele não quis. Deu um ataque de fúria e disse a ela que sumisse, que o esquecesse, que o encarasse como morto, porque era assim que ele se sentia. E depois, ela o deixou ali, no meio do parque, vendo aquelas crianças correndo e mães sorrindo enquanto ele sentia-se miseravelmente traído pela vida.
De repente, ele se sentiu apavorado, só e perdido. Uma mãe que vigiava o filho brincando percebeu o ataque de pânico e o ajudou. Ela o levou de volta, disse a ele, quando chegaram ao prédio:
- Pronto, senhor, agora está em segurança.
E ele entrou no prédio sentindo-se uma criatura desamparada e destruída. Ele podia lembrar-se de ver os andares do prédio se alternando no monitor do elevador. A porta se abrindo, então, de usar sua chave para entrar em casa. Era uma casas? Não. Era um grande aquário vazio. Abriu as portas da varanda, então, livres de grades. Aproximou-se. Quanto tempo olhou para a paisagem sentindo-se vazio, ele não podia precisar. Lembrou-se de segurar no parapeito e tentar se alçar para a morte, mas então, um par de braços fortes o seguraram, fechando-se em torno do seu troco com uma força tão grande que ele, que nunca desistira de nada, de repente desistiu até mesmo de morrer.
Maldito Kakarotto com sua intuição. Carregou-o para uma internação. Ele se lembrava de ver a paisagem da cidade, um borrão de luzes e cores, enquanto o amigo o levava, conversando freneticamente com todo especialista que tratara dele, pelo celular em viva voz. As conversas eram um palavreado embolado em sua mente. Ele apenas fechou os olhos e desejou que tudo aquilo acabasse.
Mais um mês de hospital. Conversas. Remédios. Terapias. Dr. Whis insistindo em querer saber o que o levara àquilo, àquele comportamento tão completamente diferente do que tivera na reabilitação.
E ele não contou. Jamais contou. Sentia vergonha de ser quem era, de ter sido abandonado daquela forma: quebrado em corpo e espírito.
Os dias foram passando, os remédios foram fazendo com que parte de sua mente clareasse. Kakarotto cuidou das obras, e, quando ele voltou, o apartamento estava adaptado para a sua condição, e ele já não queria morrer. Até riu quando percebeu que estava agora, literalmente, preso dentro de um aquário, um apartamento completamente lacrado. No entanto, pensar de sair dali o deixava apavorado, imaginava aquela sensação de estar perdido e não saber como voltar. Por isso ele havia decidido se tornar um ermitão em seu luxuoso aquário.
O que tanto Kakarotto quanto todos os outros haviam esquecido era que, mesmo que o apartamento houvesse sido completamente lacrado para que ele jamais pensasse em se jogar, ele poderia, ainda assim, acabar com a própria vida, se realmente quisesse.
Não podia se jogar do prédio, mas ninguém se lembrava que havia a piscina, e ela estaria sempre ali, como um plano B. Se um dia ele achasse que a vida não valia mais a pena... a piscina era funda o suficiente e a morte por afogamento quase indolor.
Dera a si mesmo um prazo, e este estava se esgotando, para encontrar algum motivo para viver. Tinha objetivos: ver Kakarotto e Chichi juntos era um deles. Agora, aos poucos, por causa de Bulma, vencer a síndrome do pânico era outro dos seus objetivos. Se ele encontrasse em algum lugar mais outro motivo para viver, ele seguiria em frente e esqueceria o fundo da piscina.
Se não, haveria apenas o silêncio.
Bulma ligou para Lunch porque sabia que ela estaria livre, já que Tenshin tinha ido fazer uma longa sessão de fisioterapia e exercícios com Vegeta. Elas almoçaram juntas e, mais tarde Tenshin se juntou a elas e foram ao cinema, com Bulma fazendo piadas sobre segurar vela. Ela contou a história de Chichi e Goku e Lunch disse:
- Que romântico... será que eles vão casar?
- Acredito que, em algum momento, sim. Afinal, foram dez anos separados, agora que estão juntos devem querer recuperar o tempo perdido...
- Falando em tempo perdido, há quanto tempo você e Yamcha estão juntos?
- Sete anos... quase oito.
- Hum, é bastante tempo. Não pensam em partir para o segundo passo?
Bulma olhou para Lunch, sem saber bem o que dizer. Não sabia se queria o segundo passo, não com Yamcha. Tenshinhan mudou de assunto e aproveitou para dizer que Vegeta havia apresentado uma grande melhora. De repente, ele a olhou significativamente e disse:
- E ele não cansa de elogiar você.
Bulma corou. Havia algo que se aquecia dentro dela quando ela sabia que ajudara Vegeta, mas outra coisa, algo que a aferrava ao seu profissionalismo dizia que aquele envolvimento que ela sentia era, se não errado, completamente inapropriado. E ela esperava que aquele sentimento que ele parecia ter por ela não passasse daquela esfera platônica.
Porque ela não queria, em hipótese nenhuma, trair Yamcha.
No dia seguinte, Yamcha havia combinado de almoçar com ela, e os dois estavam juntos quando ela recebeu uma mensagem de Chichi pelo Whatsapp. Era uma foto, e o coração de Bulma se aqueceu.
"Eles se adoraram de primeira" dizia a legenda.
A foto mostrava Goku e um menino, que parecia ter menos do que os seus nove anos, brincando. Sorrisos felizes nos rostos dos dois e Goku segurava o menino sobre a cabeça e o menino tinha os braços abertos, como asas abertas e segurava um avião de brinquedo em cada mão.
Lágrimas vieram aos olhos de Bulma. Eles estavam juntos! Estavam, todos juntos agora. Ela mostrou a foto para Yamcha, que olhou com indiferença e disse:
- Seu amigo do cartão de crédito tem um moleque? Bonitinho o garoto.
Ele voltou a dar atenção ao seu prato e Bulma se perguntou, novamente, onde chegariam daquela forma.
E novamente, sentiu o velho medo da solidão, porque mesmo com ele, sentia-se muito sozinha.
Notas
Eu sei que todo mundo desconfia dos "plantões" do Yamcha e acha a Bulma muito inocente. Mas a inocência acaba no próximo capítulo. Mas é verdade uma coisa: Yamcha topa tudo por dinheiro.
Síndrome do pânico é uma doença séria e não deve ser jamais tratada como "frescura" ou "chilique". Numa ocasião socorri uma amiga em meio a um ataque de pânico, e eu percebi o quão grave é para a pessoa que sente. E o mesmo pode ser dito da depressão, que é um quadro normalmente associado.
Se você sente um desses sintomas: ansiedade excessiva, medo inexplicável e sensação de morte iminente sem causa aparente, por favor, procure ajuda.
Não julguem tão horrivelmente a noiva do Vegeta. Determinadas pessoas DE FATO não tem estrutura psicológica para lidar com uma condição como a do Vegeta dessa história.
Passamos do meio da história. Próximo capítulo: "Lágrimas na Chuva".
