Capítulo 12 – Tão perto e tão distante
O Natal chegou rapidamente, e, antes de ir para a casa dos seus pais Bulma subiu até o apartamento de Vegeta, para entregar a ele seu presente. Tocou a campainha e ele atendeu. Estava usando um suéter vermelho com um bordado natalino que não combinava nadinha com ele e calças jeans, além de botas de inverno. Sorriu quando a viu e disse:
- Me diga que não é um suéter cafona, Kakarotto me chamou para passar o Natal na casa dele e me obrigou a usar isso que você está vendo, e, o pior, aquele meliante é cúmplice! – ele apontou para o irmão, que estava em pé na sala de estar, usando um suéter parecido, mas com um boneco de neve na frente, com as mãos nos bolsos, rindo-se gostosamente do irmão.
- Ora, vamos, irmãozinho... você nunca faz nada bem-humorado
- Como você está, Tarble?– perguntou Bulma, sorrindo.
- Eu? Ótimo. Preparando-me para subir o Annapurma e talvez o Lhotse no próximo ano. Quem sabe o Nanga Parbat...
- Para você que não sabe, Bulma, essas são as próximas tentativas de suicídio dele – disse Vegeta, levando a cadeira de rodas até perto da mesa e pegando um pacote sobre ela e trazendo para Bulma. – Eu acho que isso é seu, senhorita – ele sorriu – Não abra antes da meia-noite.
- E se eu quiser abrir? Você sabe que eu não vou estar por aqui, não sabe? Como vai saber se eu esperei ou não?
- Tenho meus meios – ele sorriu. – E vai ficar segurando meu presente até meia-noite, senhorita?
- Não, claro que não – ela entregou a caixa a ele e brincou – podia ter comprado um cachecol para combinar com seu casaco.
- Só se fosse para eu enforcar vocês todos com ele, por me obrigarem a usar essas coisas – ele sorriu e disse: - tem certeza que não quer vir conosco?
- Não posso. – ela sorriu – meus pais passam o ano todo sem me ver.
- Como você vai? Quer um carro, um motorista?
- Não, minha irmã vai passar aqui.
- Então... ok – ele disse, sem querer tirar os olhos dela – espero que você tenha um ótimo Natal e...
- Cunhado, eu estou pronta – uma voz soou, vinda da direção da sala.
- Ah, ótimo, podemos ir, finalmente... – disse Vegeta – Conhece Caulifla, Bulma, a louca que decidiu namorar meu irmão?
Bulma olhou na direção da garota que ia para perto de Tarble e riu, porque ela também usava um suéter natalino com uma espalhafatosa árvore de natal bordada na frente. Ela deu um beijo na boca do rapaz dizendo:
- Deus, essa porra pinica mesmo! Só você e aquele palhaço do Goku para...
- Caulifla! – Bulma sorriu – há quanto tempo!
- Ah, oi, azuladinha – ela sorriu – pois é, o Son Goku parece que fez algo certo quando nos apresentou aquele dia – ela segurou a mão de Tarble, que riu e deu um beijo no rosto dela. – Larguei o Parkour, no entanto... ele me chamou para escalar alta montanha... – ela disse, indicando Tarble com a cabeça.
- Como pode ver, Bulma, uma dupla de loucos. – Vegeta disse.
Ela se despediu e desejou um Feliz Natal a todos. Ia saindo pelo hall quando Vegeta seguiu-a e disse:
- Bulma...
Ela virou-se olhando para ele, que disse:
- Eu preciso arrumar um ramo de visco para ganhar um beijo?
Ela sorriu e disse:
- Não. – ela abaixou-se e o encarou, com aqueles grandes olhos azuis antes de depositar um beijo de cada lado do rosto dele e, então, um selinho nos lábios dele, que fechou os olhos, esperando por mais. Ela deu um beijo mais demorado e ele segurou a sua mão, dizendo, num sussurro:
- Passe o ano novo comigo. - Ele abriu os olhos – não é um convite para passarmos só nós... ainda. Meu irritante irmão está dormindo aqui por uns dias enquanto resolve assuntos na cidade e quer dar uma festa. – ele a encarou – com você por aqui pode ser que eu sobreviva a isso.
- Sim, Vegeta – ela sorriu – passo o ano novo contigo.
Ele deu um sorriso amplo, e ela retribuiu, então, sem resistir, deu nele outro beijo longo, sentindo os lábios dele querendo abrir-se contra os dela, que sentou-se no colo dele e envolveu seu pescoço com os braços, num abraço sentido, mas ainda muito mais carinhoso que sensual. Separaram-se e foi a vez dela dizer:
- Vem comigo... meus pais vão gostar de você.
Ele baixou os olhos. Queria um Natal diferente, talvez um Natal para ambos. Mas tinha ainda algumas travas e amarras a desatar e disse:
- Eu gostaria muito, mas acho que ainda não é o momento.
Ela o encarou, entendendo-o. Sentia a insegurança dele, o medo, e ela mesma tinha medo de magoá-lo, talvez até mais do que de magoar a si mesma. Deu mais um beijo e disse, num sussurro:
- Minha irmã deve estar chegando.
- Ótimo – ele disse – porque eu estava a ponto de te roubar para mim.
Ela riu.
Pouco depois, Bulma estava em casa quando seu celular tocou e era a irmã, dizendo que estava chegando. Tights era uma garota divertida, dirigia uma grande SUV preta, tinha os cabelos curtos e um ar durão, porque era policial em Satan City, mas era bastante bonita com seus cabelos louros e olhos tão azuis quanto os de Bulma.
Quando Bulma entrou no carro, segurando a pequena caixa de presente, que ela revirava entre os dedos, curiosa. De repente, recebeu uma mensagem e olhou o celular:
"NÃO ABRA!" – dizia a mensagem, e ela riu. No mesmo instante, respondeu: "Nem você!".
Deu um sorriso bobo, que não escapou à percepção da irmã, que disse:
- Hum... de quem era a mensagem e o que é essa caixinha?
- É um presente. Do Vegeta, já te falei dele...
- Sim... o sujeito que te tirou do chatinho do Yamcha.
- Ele não me tirou do Yamcha. Eu terminei com o Yamcha porque ele estava me traindo com uma vaca platinada de dois metros.
A irmã riu e disse:
- Tanto faz. Ele era um chato e você merece coisa melhor, sabia? Como é esse Vegeta?
- Diferente. – ela disse – mas não temos nada. Ainda não temos nada, digo... não sei. É complicado.
- Como se você não fosse, também, irmãzinha...
O Natal com os pais era sempre divertido. A casa deles era grande, seus pais tinham a vida muito confortável graças às muitas patentes que seu pai registrara, era um inventor bem-sucedido. Sua irmã, mais falante e alegre que ela, fazia todos rirem, mesmo quando era apenas para fazer comentários pouco inspirados. De repente, uma mensagem a tirou da distração:
"Entediada?" – era Vegeta.
"Um pouco. Acho que vou abrir seu presente"
"Não faça isso!"
Ela riu e respondeu:
"Não farei. Não abra o meu. Te ligo logo depois da meia noite para saber se você gostou."
"Talvez eu te ligue antes"
Ela sorriu e sentiu o queixo da irmã encaixando-se sobre seu ombro para ler as mensagens, tentou disfarçar mas a irmã disse:
- Então vai passar o Natal no whatsapp, irmãzinha?
- Deixa de ser chata, Tights!
A irmã riu. De repente, Bulma disse:
- Vai fazer o quê no ano novo?
- Não tenho programa, ainda. Vai me convidar para algum?
- Vegeta vai dar uma festa...
- Oba, tô dentro!
Com o convite, a irmã parou de perturbá-la sobre Vegeta. A ceia foi ótima, e pouco antes da meia-noite, eles começaram a distribuir os presentes entre si. Bulma abriu seus presentes, deixando a caixa quadrada que recebera de Vegeta por último. Quando ia abri-la, seu telefone tocou.
- Você precisa deixar que eu abra o presente primeiro – ela disse.
Ele riu do outro lado e disse:
- Eu já abri o meu...
- Gostou? – ela perguntou sorrindo. Ela havia comprado uma caneta bem cara e mandara gravar na parte de metal "Pertence a Prince Vegeta. Devolva já!" em referência às muitas canetas que ele dizia que sumiam ou eram subtraídas dele.
- Podia ter escrito também "ou morra" depois de "devolva". Mas eu amei, de verdade.
- Imaginei – Bulma sorriu. – Agora é a minha vez...
Ela abriu a caixa, de uma forma delicada porque o papel de presente também era lindo, por algum motivo, ela queria tratar aquele presente como algo especial e delicado. Viu uma caixa de papel rígido sob o papel, e, dentro dela, uma caixa de música, que ela pegou, encantada. Por fora, era de metal cravejada de pequenos cristais, e quando ela abriu, conteve uma exclamação.
Uma pequena bailarina, delicada e bem feita, girava ao redor do centro da caixinha, ao som de uma suave melodia que ela não identificou imediatamente. Ela tinha cabelos azuis, e, quando observou mais atentamente, Bulma viu que era muito parecida com ela.
- Vegeta... ela murmurou. É a coisa mais linda...
- Pois é – ele disse – quando se tem um pouco de dinheiro e acesso a internet a gente consegue achar artesãos para tirar do papel as mais loucas ideias. Preste atenção na melodia.
Ela então percebeu que a música era "Let it be" e sorriu.
- Você idealizou isso?
- Sim. Espero que tenha gostado.
- Eu... eu amei, Vegeta.
Eles se despediram e Bulma ficou encantada, olhando seu presente. Poderia ficar horas vendo sua pequena miniatura dançando, feliz, num mundo onde tudo era belo e ninguém tinha problemas. Suspirou. Ela precisava admitir que nunca encontraria ninguém que a amasse como Vegeta.
A semana entre o Natal e o Ano Novo foi corrida, mas, todas as noites, ela vinha para casa com Vegeta. Ele agora dirigia um carro adaptado para suas necessidades especiais agora, e ela o observava. Havia pouco mais de seis meses que ela entrara na sua vida e percebia que havia feito muito bem a ele, afinal, ele deixara de ser o sujeito apavorado e preso em casa que fora por cinco anos.
Quando chegavam ao prédio, subiam juntos, mas despediam-se ainda diante do apartamento dela com um único beijo, que, progressivamente, a cada dia, ia se tornando mais forte, mais sentido.
Mas ainda eram apenas beijos. Estavam indo realmente devagar. Era um terreno desconhecido para ambos.
Chegou o dia da festa, e ela foi cedo para ajudar os preparativos, encontrando Goku e Chichi lá, com Chichi dando ordens em todos, até mesmo em Vegeta. De repente, Tarble passou do lado de Goku e disse:
- Puxa vida... ela é mandona, hein?
- Eu te disse que você não era pra ela, não disse? – ele falou, bem-humorado enquanto carregava caixas de bebidas para o freezer.
- Eu escutei isso, Son Goku!
No fim, todos os ambientes da festa ficaram prontos, uma pista de dança na piscina, um karaokê no mezanino, um belo buffet de frios, e o cardápio de petiscos preparados por Chichi, com comidinhas variadas que seriam servidas ao longo da festa.
Usando um longo azul, Bulma chegou pontualmente às 21h, e Vegeta a esperava, usando uma roupa esportiva com um blazer claro. Logo o apartamento estava cheio, a irmã de Bulma chegou e ela a apresentou para todos que conhecia, e ela foi se enturmando. Quando eram quase onze horas, a campainha tocou e um homem de pouco mais de trinta anos, muito alto, forte e bonito chegou. Quando Bulma viu que ele ostentava uma longa cabeleira presa num rabo-de-cavalo, entendeu que só podia ser o irmão de Goku, Raditz.
- Quem é aquele? – perguntou Tights, que "brotou" do lado dela e de Vegeta, subitamente.
- Eu só o conheço de nome – disse Bulma – é o famoso Raditz, não é, Vegeta?
- Ele mesmo... te apresento a ele, Tights – disse ele, rindo.
Logo havia um grupo animado liderado por Goku e Raditz conversando sobre os "velhos tempos" em que eles tinham uma banda, com Vegeta dando constantes "baixas" e deixando claro que a banda não era tão boa assim. Para provar que era um grande vocalista, Raditz monopolizou o karaokê, cantando de Aerosmith a Survivor, passando por Guns n' Roses. Tights o olhava, vidrada.
- Sua irmã caiu no feitiço do cabeludo – disse Vegeta, rindo. Ele estava alegre, havia bebido um pouco. Havia pouco mais de 15 dias que Whis propusera a ele uma tentativa de retirar parte dos remédios que ele tomava há alguns anos, e ele até agora passava no teste com louvor. Em momento algum sentira-se deprimido.
Quando se aproximavam da meia-noite, ele segurou a mão de Bulma e disse:
- Vamos para o Terraço, ver os fogos juntos, o que acha?
Ela topou. Do terraço, viam toda cidade, e ele a sentou no seu colo, como, aos poucos ia virando um hábito entre eles, construindo uma intimidade cúmplice. Bulma o encarou e disse:
- Eu espero que você tenha um grande ano...
- Eu espero que você faça parte dele...
A contagem os pegou de surpresa, mas, ao chegar no zero, trocaram um beijo, e, pela primeira vez, Bulma se entregou completamente, deixando que a língua de Vegeta invadisse sua boca enquanto ele segurava sua cintura. Quando finalmente separaram-se, ele disse:
- Feliz ano novo.
Ela sorriu e deu nele um beijo de leve. Ele então fechou os olhos, como se estivesse sentindo alguma dor, e ela se espantou, achando que tinha algo errado:
- Vegeta?
- Eu... – ele começou – eu queria muito que você passasse a noite aqui, comigo. Eu... eu queria tanto tentar... tentar aprofundar isso que temos logo, Bulma... – ele a encarou – Eu me apaixonei por você, eu me apaixonei pela primeira vez na vida... e você me transformou nesses seis meses, sua presença, seu carinho...
Ela sorriu para ele e disse:
- Eu também quero passar essa noite com você, Vegeta, quero muito...
- Mas... – ele disse – tem algo que eu ainda não te contei... algo que eu não posso deixar de fazer – ele acariciou o rosto dela e deu um longo suspiro – antes... antes de tudo isso, eu fazia uma viagem de inspeção anual. E eu acredito que tenho condição de repetir essa viagem esse ano. Foi realmente rápido demais que eu melhorei, e você tem tudo a ver com isso – ela colou a testa na dele, sorrindo e ele deu um sorriso de leve – e eu queria muito levar você comigo, mas pensei e concluí que preciso muito saber se posso voltar a ser quem era sem depender da sua presença para isso, Bulma – ele olhou para os grandes olhos azuis diante dele e sussurrou – você entende?
- Claro que entendo, Vegeta... e quando vai ser a viagem e quanto tempo vai durar?
- Eu parto amanhã. E volto pouco antes do casamento de Kakarotto.
Ela o encarou. Era mais tempo que imaginava. Então perguntou:
- Por que não me contou antes?
- Nem eu sei... você sabe como eu sou – ele passou a mão pelos cabelos, um pouco nervoso – mas você está aborrecida?
- Apenas preocupada. Quem fará sua massagem durante a viagem – ela disse tocando a ponta do nariz dele com o dedo indicador – vai ser outra garota?
- Não – ele riu – eu vou levar um massoterapeuta, porque provavelmente precisarei de massagens relaxantes também... e ele é um profissional e um homem.
Ela riu e os dois se beijaram. Sentada no colo dele, ela podia sentir, aos poucos, que ele se excitava. E, talvez justamente por isso, ele quebrou o beijo dos dois e disse:
- Vamos para o sofá? Não tem mais fogos aqui para se ver e você está torta e desconfortável.
Ele conduziu a cadeira pelo terraço até o mezanino. Tights e Raditz cantavam num dueto. No ambiente abaixo, na sala, Goku e Chichi dançavam colados uma música lenta. De repente, uma garota loura e linda surgiu na frente dos dois e disse:
- Gente, obrigada por nos convidarem para essa festa! – ela visivelmente estava um pouco bêbada – melhor ano novo, festa de rico!
Era Lunch. Tenshin veio atrás dela para leva-la para o terraço e afastá-la das tequilas. Bulma e Vegeta riram. Sentaram-se num canto da sala, ela com a cabeça sobre o peito dele, e ficaram vendo Tights e Raditz cantando "Up where belong" numa clara química sensual. Bulma sussurrou no ouvido de Vegeta:
- Eles moram na mesma cidade...
- Se a sua irmã o fisgar, ela é mesmo impressionante.
- Não tanto quanto eu – ela disse, aconchegando-se a ele no sofá.
- Nisso eu concordo – ele disse e beijou-a novamente.
Um tempo depois eles se aconchegaram um ao outro no confortável sofá, e Bulma tirou os sapatos, trazendo os pés para cima, como sempre fazia. Então, encostou a cabeça no peito de Vegeta e se deixou ficar ali, em paz, até que os dois acabaram adormecendo.
Acordaram no dia seguinte, e já havia criados limpando a bagunça. Não havia sinal de Raditz e Tights, e Tarble veio do quarto de hóspedes com uma cara de ressaca terrível dizendo:
- Dormiram no sofá? Que derrota, hein, irmãozinho? Mas eu não estou muito melhor. Eu e a Cauli bebemos tanto que só conseguimos desmaiar depois que ela vomitou o mundo...
- Espero que no banheiro e não no meu tapete...
- Claro que foi no banheiro – ele riu – bom, vou pegar um café forte pra ela e tentar dormir mais um pouco.
Ele desceu para a cozinha e Vegeta disse, acariciando o cabelo azulado de Bulma:
- Nossa primeira noite juntos...
- Espero que a segunda tenha mais ação – ela deu um beijo de leve nele e ele disse:
- E eu também.
Naquela noite, ele partiu para Kuala Lumpur, onde ele inspecionaria a primeira empresa de muitas que a holding tinha pelo mundo, e, quando chegou ao destino mandou uma mensagem para ela.
Respondeu a mensagem e imaginou como seria para ele enfrentar seus fantasmas e medos, agora longe de casa, sem ela por perto e sem os medicamentos. Não deixava de ser uma forma de colocar a si mesmo à prova. Aquele era Vegeta. Não mais o sujeito frio e calculista de antes do incidente que o paralisara e nem o homem quebrado e ferido que ela conhecera quando o ajudara durante um ataque de pânico.
Um novo homem, preparado para enfrentar todas as suas limitações e medos para, então, entregar-se de vez ao amor que sentia por ela.
Notas:
1. Devagar e sempre, é como se desenvolve esse relacionamento.
2. A ideia de uma bailarina na caixinha de música veio de um artesão francês que eu vi no YouTube uma vez.
3. Faltam 3 capítulos para o fim da história.
4. "Up where we Belong" que Tights e Raditz cantam no karaokê é a música que ilustra o capítulo lá em cima. Foi composta por por Jack Nitzsche, Buffy Sainte-Marie e Will Jennings para a trilha sonora de "A força do destino" (The officer and the gentleman), gravada por Joe Cocker e Jennifer Warnes. Quase ficou fora da trilha sonora do filme, mas acabou sendo mantida e venceu o Oscar de melhor canção em 1982.
5. O próximo capítulo "Numa festa de casamento" mostra uma festa e uma reunião de velhos amigos.
