Capítulo 13 – Numa festa de casamento
Um mês pode passar devagar ou rápido, dependendo de como a pessoa o vive. Aquele janeiro acabou passando rápido tanto para Vegeta quanto para Bulma, que se falavam todos os dias enquanto ele viajava. Ele esteve na Malásia, na Índia, depois em Dubai e outros países do oriente médio, viajou para a Europa, passou por Berlim, Munique, Paris, Luxemburgo, Berna, Milão, Amsterdam e terminou por Madri e Lisboa. Tudo isso demorou cerca de vinte dias. Era hora de ir para a América, e ele passou por São Paulo, Santiago, Bogotá e finalmente, Washington, Boston e a última cidade, Nova Iorque.
De lá, ele a chamou para uma chamada de vídeo logo após sua última reunião. Eram seis da manhã para ela, que reclamou:
– Vegeta... eu estou horrível, acabei de acordar.
Ela ajeitou-se na cama, tentando buscar o melhor ângulo com seu celular.
– Para mim, está linda. – ele disse, rindo para ela diante do laptop. Atrás dele, anoitecia em Manhattan, ele estava num escritório da empresa e depois iria para o hotel dormir, precisava viajar no dia seguinte e se preparar para o jetlag. – Como foi o dia hoje?
– Ocupado. Chato. Triste sem você por aqui – ela disse, sincera. – Sinto sua falta.
– Eu senti sua falta todos os dias, por aqui. Esse sujeito que eu trouxe é super profissional, mas a massagem dele não tem nada de agradável como a sua.
Ela riu e disse:
– Se continuarmos assim, talvez você tenha que mudar de massagista, afinal, vai ser difícil por as mãos em você sem pensar em outras coisas... – ela riu, maliciosa.
A distância tinha desinibido ambos, e, agora, suas conversas eram cheias de referências picantes, e, mais de uma vez, quando ele a chamara do hotel, a conversa acabara com ela nua diante dos olhos vidrados dele, e os dois se tocando numa prévia do que teriam em breve. Naquele dia, no entanto, ele estava num escritório e podia ser interrompido a qualquer momento, por isso disse:
– Mal posso esperar para chegar em casa... acho que vamos ter um dia pelo menos, antes do casamento do Kakarotto...
– E o trabalho? O casamento é no sábado, e você chega na sexta, não é isso?
– Eu sou seu chefe, lembra? – ele riu – te dispenso para ficar com o namorado que chegou de viagem.
– Namorado? – ela riu, apoiando o rosto no queixo e perguntou – Quando você me pediu em namoro mesmo?
Ele olhou para ela, percebendo a brincadeira e disse:
– Não pedi. Simplesmente te peguei para mim, não foi assim? Mas se fizer questão, posso te pedir em namoro.
– Peça – ela disse, rindo.
– Namora comigo, Bulma?
Ela sorriu e não respondeu, apenas curtindo a voz dele dizendo seu nome.
– Não vai responder? – ele perguntou.
– Não precisa, você já era meu namorado antes, não?
Os dois se encararam por um instante e, a despeito da distância, do fato de não estarem próximos naquele momento, as palavras saíram dele com a maior naturalidade:
– Eu te amo, Bulma.
Ela sorriu e aproximou seu rosto do celular, para responder num sussurro:
– E eu também te amo, Vegeta.
Desligaram e foram, cada um para seu compromisso seguinte, com a certeza de que amavam e eram amados.
Como diz aquela velha máxima, tudo que tem uma pequena possibilidade de dar errado, acaba realmente dando errado. O plano de Vegeta de dormir cedo, viajar com folga para chegar à cidade com a antecedência necessária para debelar o jetlag e finalmente passar sua primeira noite com Bulma foram frustrados por uma terrível tempestade de fim de inverno, que depois ficou conhecida como "fúria de São Valentin", que fechou todos os aeroportos da costa leste dos EUA.
Só restou a ele resmungar contra o aquecimento Global e passar uma desconfortável noite num hotel bem pior do que o que ele estava antes e com problemas de acessibilidade pago pela companhia de aviação. Isso que dava, ele pensou, querer bancar o durão e viajar de classe executiva mesmo tendo dinheiro para a primeira classe.
Pelo menos o tempo melhorou a ponto de permitir que ele chegasse nas primeiras horas da manhã de sábado, com sono, irritado e louco para vê-la. Em vez de ir para casa, ele tocou a campainha do apartamento dela às sete da manhã e ela atendeu, de roupão e pantufas, mas já desperta para se aprontar para o casamento, que seria às nove e meia da manhã.
– Vegeta!? – ela disse, e se aninhou no colo dele, dando um beijo cheio de saudade e ampliado pela angústia de não saber se ele conseguiria chegar a tempo, já que, desde a véspera Nova Iorque estava com problemas de sinal de celular graças aos estragos da tempestade. Quando eles se separaram, ele disse:
– Quem casa de manhã no inverno? Devia matar aqueles dois!
Ela sorriu e disse:
– Eu estou me aprontando, o carro chega aqui às oito, vem me pegar, eu sou uma das damas de honra, lembra?
Ele deu um suspiro resignado e disse:
– Ainda bem que eu sempre tenho ternos alinhados e passados no cabide. Te encontro lá, ok?
Eles trocaram mais um beijo e ele foi para o apartamento, tomar uma chuveirada e vestir-se para o casamento, afinal, ele era o padrinho. Seria bom para enfrentar o jetlag, afinal, não podia dormir antes da noite.
– Ah, Chichi – disse Bulma, ajeitando o delicado véu sobre os cabelos presos da amiga – você está tão linda!
Chichi usava um vestido longo, do tipo tubo, com um decote canoa e mangas longas de renda, que não era branco, mas cor de pérola. Seus cabelos estavam presos num coque elaborado feito a partir de uma trança, e um arranjo delicado feito de pequenas e delicadas flores peroladas artificiais e um véu diáfano de gaze completavam o conjunto.
Bulma, como madrinha e dama de honra, entregou a ela o delicado buquê de camélias que pareciam com as flores do seu arranjo, mas eram naturais e também tinham cor de marfim. O pai de Chichi esperava do lado de fora para leva-la até o altar, armado no centro do restaurante. Chichi olhou para Bulma, sorrindo e disse:
– Obrigada por tudo.
Ela devolveu o sorriso. Era bom fazer parte daquilo.
No altar, Goku ajeitou a gravata pela décima vez, com vontade de tirá-la do pescoço. Ele usava um terno cinza-claro e coçava a cabeça nervosamente, de vez em quando. Olhava às vezes para uma mesa na lateral do altar, onde as fotos dos pais dele, da mãe de Chichi e do avô Gohan representavam a presença daqueles que haviam partido. De repente, Goku disse:
– Só você e Chichi me obrigam a usar uma coisa dessas – ele disse, tentando afrouxar a gravata.
– Não tire meu lugar de resmungão – disse Vegeta – mais um pouco e você vai poder tirar a gravata.
– Eu nunca te agradeci, cara...
– Já. Várias vezes, mas é um desmemoriado mesmo.
Goku riu e disse:
– E a Bulma?
– O que tem ela?
– Vocês estão...?
– O que acha?
– Sim?
– Claro.
Logo, eles precisaram parar de falar, porque depois de um cortejo de madrinhas, que se juntaram aos padrinhos no altar, Chichi veio andando lentamente, de braços dados com o pai e o com pequeno Gohan à sua frente, carregando as aliança,. ao som de uma versão instrumental de "Unforgettable", Ela estava linda e sorria, olhando diretamente para Goku.
Bulma postou-se ao lado de Vegeta, que segurou de leve a sua mão e sorriu. No fim, ele até que se sentia bastante feliz.
Os planos de Chichi, que organizara toda festa, que começara tão cedo, incluíam café da manhã antes da cerimônia, coquetel e almoço logo após e uma tarde inteira de música e danças antes do bolo. Bulma estava na fila de cumprimentos com Vegeta quando levou um susto: sua irmã Tights e Raditz chegando juntos, esbaforidos, completamente atrasados.
– Ai, gente, calculamos mal a saída lá de Satan para cá – disse Tights, quando se postou ao lado de Bulma.
– Você foi convidada? – perguntou Bulma, rindo com certo deboche.
– Ahn... o Ditz me chamou para acompanhá-lo, né?
Raditz se aproximou e cumprimentou Bulma, dizendo logo depois, para Vegeta:
– E aí, nanico?
-Tá muito abusado. Está esquecendo que eu sou seu maior cliente, não?
– O Turles já apareceu? Kakarotto jurou que ele viria.
– Tem uns dez anos que eu não vejo o patife...
Logo depois, uma moto parou na porta do restaurante e um homem saltou, e era o protótipo do bad boy, de jaqueta de couro preta e cabelo espetado. Não estava com uma roupa nada apropriada para o dresscode esporte fino sugerido no convite, mas ele era Turles, roqueiro e tatuador. Convenções não se aplicavam à sua pessoa.
– Falou no diabo... – riu Vegeta.
– Bem que Kakarotto disse que ia reunir a banda – brincou Raditz – quem sabe a gente não dá uma canja.
– Só se for na hora de acabar a festa – brincou Vegeta. – as pessoas iriam fugir das gente.
Turles juntou-se a eles e cumprimentou Raditz e Vegeta dizendo:
– E aí, malucos?
Logo eles estavam conversando animadamente, e quando chegou a vez deles nos cumprimentos, Raditz e Turles seguraram Goku pelos braços e o suspenderam. No meio de gargalhadas, ele disse:
– Temos que tocar hoje! De qualquer jeito!
– Convença o riquinho – disse Turles, apontando para Vegeta, que rosnou.
Quando sentaram-se, ao redor de uma mesa para oito lugares, Tarble e Caulifla se juntaram a eles e ela disse:
– Turles, você por aqui?
– E aí, figura? Qual vai ser a próxima tatoo?
Turles ficou conversando com Tarble e Caulifla, que tinha várias tatuagens feitas por ele, falando do que poderiam tatuar algum símbolo para cada um dos "over 8000" que eles conquistassem. Como havia um lugar a mais, Goku trouxe para a mesa deles um rapaz muito alto e forte, bonito, de cabelos pretos.
– Gente, lembram do meu primo Broly?
– Oi Broly! – disse Raditz.
– Quanto tempo, Raditz, como tá essa força?
Broly era bonito, mas quando abria a boca era tão bronco e caipira que chegava a ser engraçado. Mas logo a mesa deles era a mais animada, talvez mesmo por conta da composição inusitada. Com o café da manhã tendo sido servido antes da cerimônia, logo as comidas e bebidas do coquetel começaram a ser servidas. Pouco antes do meio dia, Goku e Chichi foram para o centro da pista de dança para abri-la com sua primeira dança de casados. Bulma segurou a mão de Vegeta, encantada, vendo que eles dançavam a mesma "Unforgettable" que tocara na entrada de Chichi.
Depois disso, todos foram dançar e apenas Vegeta, Broly e Bulma ficaram na mesa. Bulma, sem querer disse:
– Ai, gostaria tanto de dançar...
Arrependeu-se do que havia dito assim que viu o olhar de Vegeta. Ele então respondeu:
– Chame o Broly, eu não me importo. Gosto de olhar.
– Cê quer dançar, Dona Bulma? – perguntou Broly, com sotaque carregado – só aviso que eu sou meio tosco para essas coisas...
Logo eles estavam na pista de dança, e os pés de Bulma eram massacrados pelas pisadas do primo de Goku. Vegeta, da mesa, via tudo e ria-se com gosto. Ela apertava os olhos na sua direção, irritada e ele ria mais ainda. No fim daquela música, ela agradeceu a Broly, que foi atrás de uma garota do staff de Chichi no restaurante, e sentou-se do lado dele, que se acabava de rir.
– Você me deve uma dança, sabia?
– Homens em cadeiras de roda não dançam – disse ele, bem-humorado.
– Te garanto que farei você dançar...
Depois de servirem o almoço, veio o tradicional discurso do padrinho, e Vegeta disse:
– Quando Chichi me procurou, querendo saber onde aquele verme inútil se encontrava, eu não sabia que estaria me envolvendo nessa roubada para todo sempre – a assistência riu – mas percebi que esses dois se amavam, que eram feitos um para o outro, apesar de toda teimosia deles... e quando esse desgraçado finalmente tomou coragem de dizer a ela como ela era importante para ele... – Chichi e Goku riram, olhando para o amigo, que prosseguiu – bem, finalmente as coisas pareciam no lugar para os dois. E eu tenho que agradecer eternamente a esse cara aí – ele apontou Goku, que coçou a cabeça, sem jeito – porque foi ele que botou na minha vida a mulher que pôs as coisas no lugar para mim.– houve uma breve pausa e todos olharam para Bulma que sorriu, sem jeito – e isso eu nunca vou conseguir retribuir à altura. – nesse momento ele puxou algumas cartelas de passagens aéreas do bolso do paletó – mas como, por sorte, eu sou um cara rico, posso ajudar com algo que não é tão incrível como amor ou amizade, mas às vezes quebra um galho – ele olhou para a plateia com um sorriso cínico e disse – dinheiro. Tomei a liberdade de fazer um pequeno upgrade na lua-de-mel de vocês. – Chichi e Goku se entreolharam, surpresos – Taiti é legal, eu sei que os planos de vocês eram fugir do inverno aqui, que não tem neve mas é bem frio, e os apoio... por isso troquei as passagens de classe econômica por primeira classe e mudei a reserva do hotel de vocês para um cinco estrelas – uma bobagem para mim. E como vocês dois, em conversas separadas comigo várias vezes falaram em... como é mesmo o nome do lugar? – ele fingiu consultar a outra cartela de passagens e disse – Ah, sim, Paris. É meio longe do Taiti, então vocês vão ser obrigados a fazer uma pequena pausa – ele olhou a terceira passagem que tinha nas mãos e disse – Dubai. Como 15 dias era pouco para tudo isso, eu vou ter que cuidar das coisas para vocês ficarem fora por um mês, por minha conta, é claro.
Chichi e Goku olhavam atônitos para Vegeta, que prosseguiu:
– Eu não esqueci de você, Gohan! – o menino, que estava sentado entre os pais arregalou os olhos – como você já está em aulas e seus pais não podem te levar numa lua-de-mel – despontaram risadas nesse momento – eu tenho uma viagem para a Disney para você no meio do ano, ok? Mas só se suas notas forem boas.
Como não podia se levantar por motivos óbvios, ele ergueu o copo apenas e disse:
– Um brinde a Chichi e Kakarotto. Os melhores amigos que alguém pode ter.
Depois disso e do brinde, Goku veio até ele com Chichi. Goku se jogou sobre ele na cadeira e quase o sufocou:
– Para com isso, Kakarotto, está me envergonhando!
– Você é o melhor amigo do mundo, cara!
– Tá, tá, eu sou só um cara rico...
– Se não tivesse um tostão ainda seria nosso padrinho – disse Chichi, se aproximando e dando um beijo no rosto dele, que corou – faça Bulma feliz – ela sussurrou no ouvido dele.
Os dois trocaram um olhar cumplice quando ela se ergueu e ele disse:
– Pode deixar.
-Vegeta – disse Goku então, meio encabulado – eu estava conversando com os caras e...
– Nem pensar – disse Vegeta – eu não vou topar juntar a banda aqui e tocar sem ensaio, a gente vai passar vergonha e...
– Vá, Vegeta, vai ser divertido – disse Bulma, pondo a mão sobre a dele.
Meia hora depois, ele estava no palco, reclamando da guitarra que tinham arranjado para ele e dizendo que se soubesse teria levado a sua Fender. Turles afinava a outra guitarra com cara de poucos amigos – nunca fora o melhor amigo de Vegeta. Raditz se aproximou e disse, fazendo Turles gargalhar:
– Vegeta reclamando de tudo... cara, isso me faz voltar aos 17 anos rapidamente.
Vegeta levantou o dedo do meio para Raditz, que jogou um beijo para ele. Logo estavam arrumados em cima do palco. Não haviam ensaiado e não tocavam juntos há mais de 12 anos, mas quando Vegeta começou os primeiros acordes de "Sweet child o'mine" foi como se nem um dia houvesse passado. Cada um deles sabia exatamente o momento e o tom de entrar, afinal, aquela havia sido a música que eles mais haviam tocado juntos quando eram mais jovens. Quando Raditz começou a cantar, Tights fingiu um desmaio caindo para cima de Bulma, que riu.
Não conseguiram tocar mais muitas músicas. Depois de emendar "Imigrant song" do Led Zeppelin com uma execução apenas razoável de "Breaking all the Rules" de Peter Framptom, passaram a uma versão bem ruizinha de "Heaven's on fire" do Kiss. Nenhuma delas havia sido tão assimilada por todos como o velho hino do guns n' roses, mas, quando estavam quase desistindo e Raditz disse:
– Melhor a gente tocar uma animada para a saideira.
– Um momento – disse Vegeta – eu quero tocar aquela que eu sempre gostei de cantar, lembra?
Raditz olhou para ele e deu um sorriso cínico, dizendo:
– Você realmente quer conquistar essa garota...
– Já conquistei, palhaço. Agora o que eu quero é só cantar pra ela mesmo.
– Ok, mas não deixo você encerrar, você canta essa e a gente termina com "Higway to hell".
– Tá bom, você sempre teve esse ego maior que o cabelo – riu-se Vegeta, enquanto baixava o microfone para poder cantar a música que ele sempre cantara quando eles eram uma banda, mas que ele nunca havia imaginado que um dia significaria tanto para ele.
– Senhoras e senhores – anunciou Raditz, solene – nesse momento vamos ter uma pausa para uma balada romântica com o nosso amigo Prince Vegeta.
Vegeta apenas disse um "hunf" como resposta, antes de introduzir a música que, por sorte, os outros conseguiam também lembrar-se razoavelmente:
I'm alone, yeah, I don't know if I can face the night
I'm in tears and the cryin' that I do is for you
I want your love
Let's break the walls between us
Don't make it tough
I'll put away my pride
Enough's enough
I've suffered and I've seen the light
Baby, you're my angel
Come and save me tonight
You're my angel
Come and make it all right
Depois de cantar a primeira estrofe de olhos fechados, para driblar sua insegurança, Vegeta abriu-os para ver Bulma segurando o rosto com ambas as mãos, com uma expressão linda de encantamento. Ele sorriu quando começou a segunda estrofe, porque agora cantava apenas para ela:
Don't know what I'm gonna do about this feeling inside
Yes it's true, loneliness took me for a ride
Without your love I'm nothing but a beggar
Without your love a dog without a bone
What can I do? I'm sleepin' in this bed alone
Baby, you're my angel
Come and save me tonight
You're my angel
Come and make it all right
Ele lembrou-se de tantas vezes que pensara nela, solitário, quando ela era ainda apenas sua enfermeira, e no longo mês rodando pelo mundo e desejando estar apenas por mais um momento com a sua Bulma. No fim, ele sentiu-se realmente declarando o próprio amor quando cantou:
You're the reason I live
You're the reason I die
You're the reason I give when I break down and cry
Don't need no reason why
Baby, baby, baby
You're my angel
Come and save me tonight
You're my angel
Quando terminou e Raditz assumiu os vocais novamente, ele tocou a música seguinte no piloto automático, pensando apenas no momento em que tivesse nos braços a sua Bulma. A mulher que o havia salvo. Quando acabaram o "show" e a verdadeira banda contratada para a festa reassumiu o lugar, ela se aproximou dele e deu-lhe um beijo na boca, sentada no seu colo, deixando-o um pouco sem graça por tanta demonstração de amor em público.
Felizmente, um instante depois uma comoção se formou no outro lado do salão quando Lunch achou o anel que Tenshinhan escondera no pedaço do bolo de casamento que entregou a ela e ele se ajoelhou, pedindo a jovem enfermeira amiga de Bulma em casamento. Vegeta se sentiu mais à vontade com as pessoas parando de olhar para ele e olhando para a outra cena.
– E você ainda me deve uma dança, rapaz – ela disse, com a testa colada à dele.
– Eu já disse que não danço...
Ela colou o rosto ao dele e sussurrou:
– Apenas mova sua cadeira um pouco e se entregue ao ritmo da música...
Ele deu um suspiro e realmente passou a mover a cadeira, numa tentativa de dança, com ela em seu colo, com o rosto colado ao dele e ao som de "I can't stop loving you" de Ray Charles. Não era seu estilo musical, mas era o que havia no momento, e rapidamente ele percebeu que, de fato, era uma linda música.
Bulma parecia leve sobre seu colo e entre seus braços e ele a desejava. Desejava como nunca desejara nenhuma mulher, nem mesmo quando tinha plena função neurológica e nenhum medo de fracassar no sexo. Sabendo que era feito de pura vontade, disse, no ouvido dela:
– Vamos para casa? Quero você agora, Bulma, inteira e só para mim.
Ele sentiu o sorriso dela se formando junto à sua bochecha e sentiu-se feliz e aliviado quando ela disse:
– Eu estava apenas esperando você pedir.
Beijaram-se novamente, então olharam-se nos olhos e foram se despedir de todos. O bdia tinha sido dos amigos, mas a noite seria deles dois.
Notas:
Finalmente juntos. Eu queria fazer primeiro a festa de casamento como um interlúdio divertido e a reunião dos sayajins mais importantes da franquia, mas o Broly não coube na banda.
No próximo capítulo eles se entregam aos sentimentos, finalmente.
Sweet Child o'mine:
Imigrant song:
Breaking all the rules:
Heaven's on fire
I can't stop lovin you:
Angel é o tema desse capítulo, por isso está no clipe lá em cima. Abaixo, a tradução. Foi escrito como forma de homenagem à mulher que ajudou Steven Tyler num momento muito complicado de sua vida e depois deu à luz (sem ele nem mesmo saber) à sua filha mais velha, Liv Tyler.
Anjo
Estou sozinho, eu não sei se consigo encarar a noite
Estou em lágrimas e o choro é por sua causa
Eu quero o seu amor, vamos quebrar a parede entre nós
Não dificulte as coisas, eu colocarei meu orgulho de lado
Agora já chega, eu sofri e vi a luz
Baby
Você é meu anjo, venha e me salve esta noite
Você é meu anjo, venha e deixe tudo bem
Não sei o que fazer com este sentimento aqui dentro
Sim, é verdade a solidão virou minha companhia
Sem seu amor, eu não sou nada só um mendigo
Sem seu amor, um cachorro sem o osso
O que devo fazer? Estou dormindo nesta cama sozinho
Baby
Você é meu anjo, venha e me salve esta noite
Você é meu anjo, venha e deixe tudo bem
Venha e me salva esta noite
Você é o motivo que eu vivo
Você é o motivo que eu morro
Você é o motivo que eu dou quando eu não agüento e choro
Não precisa de explicação
Baby, baby, baby
Você é meu anjo, venha e me salve esta noite
Você é meu anjo, venha e deixe tudo bem
Você é meu anjo, venha e me salve esta noite
Você é meu anjo, venha e deixe tudo bem
Venha e me salve esta noite
