Capítulo 1

Boa Leitura!!!

Isabella pisou suavemente no freio para que a Vespa parasse no sinal vermelho, e esticou sua perna longa e dourada, repousando o pé com uma sandália de tiras no chão para manter o equilíbrio na moto enquanto esperava o sinal abrir.

Era uma manhã linda, e como ainda estava cedo o trânsito no Corso estava tão tranquilo que a rua inteira parecia ser dela.

E isso era raro! Normalmente, o trânsito em Roma era caótico, pensou ela com um sorriso, enquanto, de olhos fechados, jogava os longos cabelos castanhos para trás, voltando o rosto para o sol a fim de sentir o calor aquecer sua pele. Havia algo de especial no ar, a paisagem clara com aqueles raios dourados de luz que dão à Itália um brilho sensual tão famoso.

A vida, pensou ela, não podia ser mais perfeita. Ela morava em uma das cidades mais lindas do mundo e dentro de poucos dias se casaria com o homem mais maravilhoso do universo. Faltava menos de um mês para que ela e Jacob se casassem em uma igreja discreta e aconchegante com vista para o lago Alba, antes de partirem para a lua-de-mel em Veneza, a cidade mais romântica do mundo!

E ela estava feliz, muito feliz! Ela respirava essa felicidade, com o rosto voltado para o sol, enquanto aguardava o sinal abrir, tão absorta pelo prazer do seu contentamento que nem viu o carro esporte vermelho parar ao lado. Ela só percebeu a presença dele quando o motorista abriu o capô, inundando o ar com uma ópera de Puccini.

Ela o olhou de lado e entendeu por que ele abrira o capo, e desejou não ter notado sua presença. Seus olhos castanhos logo deixaram de brilhar. Era mesmo impossível um italiano não paquerar uma mulher! E, para sua surpresa, ela o conhecia. Ela já o tinha visto algumas vezes, quando trabalharam na mesma empresa.

— Bom dia, senhorita Swan! — disse ele com um tom educado e bonito de um homem culto.

— Bom dia — respondeu ela.

Se ele percebeu que ela havia ficado arrepiada, preferiu ignorar o fato, desviando a atenção dela e pousando uma das mãos e aqueles dedos longos sobre o painel do carro.

Ele tirou a música de Puccini. Enquanto ele se movia, a luz do sol brincava nos cabelos dele, acobreados como ouro mais puro.

Edward Cullen era um homem que chamava a atenção por sua beleza, reconheceu Bella, sentindo uma pontada no estômago.

Sua pele era bronzeada, da cor de azeitonas escuras e maduras, e envolvia a estrutura óssea mais bem equilibrada que ela já havia visto em um homem. Seus traços eram realmente muito bonitos e seu nariz, bastante romano, não negava suas raízes. A linha do queixo dele era quadrada, com uma covinha, e o desenho de sua boca era perfeito, ela teve que admitir. Olhos verdes repousavam abaixo daquelas sobrancelhas negras, emoldurados por cílios que eram um pecado de tão longos e negros. E quando ele se ajeitou no assento do carro, virando para dar toda a atenção à Bella, ela não pôde deixar de ver o poder de seus músculos sob o tecido branco de sua camisa.

Ele tinha classe e estilo. Era calmo. Tudo nele era suave e elegante. Ele a perturbava, e ela sabia que isso não devia acontecer. Até mesmo seu sorriso educado deixou os nervos dela eriçados quando ele fez um comentário:

— Você estava emanando uma felicidade enorme quando parei ao seu lado. Deve ser por causa deste dia lindo!

Mesmo que fosse, a felicidade já se extinguira completamente, pensou ela, desejando entender por que sempre suspeitava que ele estava gozando da cara dela quando conversavam. Sentiu isso desde a primeira vez em que se falaram, quando foram apresentados em uma festa oferecida pelos pais de Jacob. Até mesmo o jeito que a olhava dava a impressão de que ele sabia coisas sobre ela que nem ela mesma sabia, o que a impressionava.

Isso estava acontecendo agora. Aqueles olhos verdes e doces que fingiam ser amistosos, mas que na verdade não eram. Eles estavam zombando dela.

— É, o verão finalmente chegou — concordou ela, disposta a manter a conversinha tola sobre o tempo, que foi o que conservou este intervalo indesejado neutralizado até que o sinal abrisse.

— É por isso que você está aí toda serelepe já de manhã cedo.

Outra gozação, pensou ela.

— Estou toda serelepe, como você falou, porque hoje é meu dia de folga e tenho várias coisas para fazer. Tenho que chegar no shopping antes que uma multidão o invada.

— Ah. — Ele fez que sim com a cabeça. — Agora entendo o porquê de toda esta felicidade! Deve ser melhor fazer compras do que guiar turistas pela capela Sistina ou do que encorajá-los a subir os degraus da praça de Espanha.

Ele realmente era um mestre da gozação, pensou Bella enquanto se colocava na defensiva. Ela vinha trabalhando há alguns meses como guia de turistas britânicos em Roma, e já havia percebido que, embora a economia agradecesse os lucros gerados pelo turismo, os moradores de Roma não tratavam a atividade com o devido respeito. Podiam até ser rudes e grosseiros com os turistas, especialmente na alta temporada, quando não podiam andar sossegados pelas ruas invadidas por hordas de visitantes e suas câmeras fotográficas.

— Você devia ter orgulho das suas origens — censurou ela.

— Eu tenho. Por que você acha que não? Só não gosto de ter que dividi-la — disse ele. — Não faz parte da minha natureza.

— Bastante egoísta da sua parte.

— Não diria que sou egoísta, mas possessivo em relação ao que me pertence.

— O nome disso para mim é egoísmo — insistiu ela.

— Você acha? — Ele ficou pensando naquilo por um breve momento.

Em seguida, apoiou um braço no encosto do banco de couro. Ela acompanhava seus movimentos. Aqueles dedos compridos e bronzeados, aquelas bochechas barbeadas. Ele era lindo!

A boca de Bella ficou seca, e de repente ele começou a sentir melhor a vibração do motor da vespa entre suas coxas.

— Não, não posso concordar com você, querida. — Ele se pôs a falar novamente, fazendo os cílios dela tremerem enquanto miravam os lábios dele. — Digamos que eu esteja envolvido em uma relação amorosa séria, você me acharia egoísta por esperar que minha parceira fosse fiel a mim?

Será que ele estava envolvido em uma relação séria? Por alguma estranha razão, ela começou a sentir um calor tomar conta do seu corpo.

Ai, pare com isso. O que há de errado com você?, pensou ela. Não tinha por que ficar tão excitada e perturbada por um homem de quem ela nem gostava. Ela mal o conhecia, nem queria conhecer. Os Edward Cullen's deste mundo estavam fora de cogitação para ela, e se orgulhava de continuar pensando assim.

— Estávamos falando sobre Roma — lembrou ela olhando para o semáforo, querendo que o sinal abrisse logo.

— Estávamos? Achei que estivéssemos falando sobre minha relutância em dividir o que é meu — murmurou ele, provocando, fazendo gozações, ela, agora, tinha certeza mas a troco de quê? — Você está preparada para ter relacionamentos abertos, Isabella? — ele ousou perguntar a ela. — Se eu fosse seu namorado, por exemplo, você esperaria que eu fosse fiel somente a você?

Isso é ridículo! Ridículo! Eu odeio esse maldito sinal de trânsito!

— Já que não há a menor chance de isso acontecer, não vejo por que discutir tal assunto — afirmou ela friamente.

— Que pena... — suspirou ele. — Estava prestes a tentar a sorte e chamá-la para discutirmos isso em um lugar mais apropriado...

Lugar mais apropriado...? Era uma cantada descarada! Bella ficou bastante chocada para voltar seus olhos castanhos e arregalados para ele. Mas foi um erro. Ela ficou sem fôlego. Porque os olhos verdes dele agora viajavam pelas pernas dela.

O ar ensolarado de repente parecia ter átomos invasores que faziam as camadas internas da pele que cobriam suas pernas formigar como se ele estivesse passando aquelas mãos compridas por suas pernas douradas e macias. Ela mal podia falar, devido àquela sensação eletrizante. A vontade era de afastar as pernas, tirá-las do campo visual dele. Ela usou de todo seu autocontrole para manter as pernas exatamente nos lugares em que estavam.

Pare com isto! Era o que ela gostaria de gritar para ele. Pare de tentar fazer isso comigo! Mas percebeu que não conseguia pronunciar uma única palavra, e então viu que os olhos dele, com aqueles cílios negros, percorriam seu corpo, agora chegando até sua blusa justa azul que revelava o formato de seus seios sob o tecido. Os mamilos dela intumesceram na velocidade da luz. Os olhos dele foram subindo até que seus olhares se cruzaram.

Ele a queria. Ao perceber isso, Bella sentiu um soco no peito. Um calor envolveu-a dos pés ao último fio de cabelo. Os olhos dele deixavam claro que ele sabia o que se passava com ela e, o que era ainda pior, não estava fazendo nada para esconder que o mesmo se passava com ele. Ela pôde sentir a tensão sexual vinda do corpo dele, podia vê-la queimando naqueles olhos ainda mais verdes agora. Mensagens começaram a ser enviadas pelo corpo dela e, para seu horror, ela sentia um formigamento entre as coxas. Sentiu os lábios se entreabrirem.

Em seus 24 anos de vida, nunca havia se excitado tanto assim. Por alguns segundos curtos e cruéis, ela sentiu o mundo desabar sobre ela. Não podia respirar, pensar, nem se mexer.

— Venha tomar um café comigo — murmurou ele de repente. — Encontre-me no Café Milão...

Café com ele, repetiu consigo mesma, o cérebro dela estava tão lento que o convite não fez o menor sentido. Depois de um momento, fez todo o sentido do mundo, com boa dose de sensualidade.

Ela tentou inspirar um pouco de oxigênio. Uma buzina de carro soou atrás deles. Estavam de volta no mundo real. Ela arrastou os olhos fixados nele para o sinal de trânsito, que já estava verde agora, e saiu voando pelo Corso na Vespa como um pombo amedrontado.

Um Lamborghini de última geração podia ultrapassar facilmente uma Vespa, mas, ignorando as buzinas enlouquecidas, Edward preferiu ficar exatamente onde estava. Os olhos dele estreitaram-se, fixados na scooter e na bela mulher que a dirigia, cujo cabelo sedoso voava atrás dela. Ele a havia assustado, reconheceu Edward.

Será que essa era mesmo sua intenção? Ele não sabia ao certo quais eram suas intenções, mas foi dada a ele uma oportunidade, e ele a utilizou — de forma brusca, pensou. Agora finja que não existo, senhorita, pensou ele com um sorriso irônico.

O som bem baixo da música de Puccini começou a invadir sua consciência, e ele aumentou o volume e, em seguida, acelerou o carro. Uma fina camada de suor havia se formado sob a camisa branca que vestia. Isabella Swan era, sem dúvida, a mulher mais sensual que já havia conhecido, e ele não deixaria toda aquela sensualidade ser desperdiçada com um idiota mercenário como Jacob Black.

Bella parou em uma praça pequena, desligou o motor e desceu da Vespa. Ela ficou tão mexida que suas pernas pareciam feitas de gelatina de tão bambas.

Ela se dirigiu para o café mais próximo para que pudesse se sentar. Quando o garçom apareceu, pediu um suco de laranja. Bella precisava desesperadamente de uma xícara de café forte para acalmar seus sentidos eriçados, mas tomar café estava fora de questão agora, simplesmente por ter sido a sugestão de Edward.

Ela tremia, ainda chocada pelo que havia acabado de acontecer. Aquele incidente dera um nó em sua cabeça, e ela ainda podia sentir aqueles arrepios súbitos na pele. Se ele a tivesse tocado de verdade, ela teria tido um orgasmo instantâneo! E ela não sabia de onde vinha toda aquela atração. Sua garganta estava seca. Ela havia praticamente prendido a respiração o tempo todo, só voltando a respirar agora, ao se sentar. Suas mãos tremiam, assim como suas pernas, seus braços e até a ponta de seus mamilos!

Eles eram apenas conhecidos. Ela só o havia visto umas duas vezes antes daquela. E ela nem gostava dele. Sempre falando e agindo como se estivesse gozando dela. O suco de laranja chegou. Ela agradeceu ao garçom e bebeu o suco em um gole só. A bebida refrescante fez bem à sua garganta, mas o resto do corpo não sentiu nenhum tipo de alívio. Ela colocou o copo de volta na mesa, pensando que normalmente saberia direitinho como lidar com um italiano paquerador que só queria ter alguns segundos de diversão à custa dela.

Mas Edward Cullen não era um italiano paquerador qualquer. Ele era o cara de 35 anos dono da Cullen's Eletrônicos.

As mulheres adoravam-no. Raramente ele era visto sem uma bela mulher a tiracolo. Era um homem que sempre sobressaía. Era um homem especial. Até mesmo aqui, na super sofisticada Roma, ele era o tal, aquele com quem outros homens queriam disputar.

Do jeito que as coisas aconteciam, uma simples guia de turismo como ela nunca chegaria a conhecer um homem como ele. Mas Jacob era filho de um dos sócios de Edward, e por isso eles haviam frequentado as mesmas festas nas últimas semanas.

Não que isso os colocasse no mesmo círculo social, porque não colocava mesmo, pensou ela com um franzir de sobrancelhas. Até mesmo Jacob só recebera dele um simples cumprimento com a cabeça. A empresa do pai de Jacob contava com o conhecimento do Cullen em seus negócios, já Jacob não tinha nem a metade da projeção social do Cullen.

Mas pelo menos Jacob era carinhoso, doce e possuía um bom temperamento. Ele preferia diversão à paixão. Bella amava Jacob. Mas quando parou para pensar no assunto, não havia pensado nem uma só vez em Jacob enquanto estava parada naquele sinal com Edward Cullen.

— Oh. — Seu corpo arrepiou-se novamente, e ela se sentiu culpada. Como pôde esquecer completamente Jacob...

Ela começou a procurar seu telefone celular na bolsa para ligar para o homem que amava. Precisava provar para ela mesma que aquilo que Edward Cullen havia provocado não passava de reação normal, levando em conta seu calendário hormonal. Ela precisava desesperadamente ouvir a voz doce e meiga de Jacob.

O telefone dele estava desligado, e ela se lembrou que ele estava tratando de negócios em Milão naquele dia. Ela não conseguiria falar com ele.

— Milão — repetiu ela, como se a palavra tivesse um novo significado, envolto em pecado.

Ai, pare com isso, disse a si mesma, colocando o celular na mesa, fechando os olhos e imaginando a figura dourada e amável de Jacob para sobrepor à imagem sombria daquele homem que não devia ter invadido seus pensamentos.

Jacob não tinha nada de sombrio. Era totalmente solar. Sua pele era morena, assim como seus olhos e os fios de seu cabelo. Quando chegava a algum lugar, ele não deixava os outros encobertos por uma sombra escura, mas iluminava o ambiente. Quando a olhava, Bella sentia-se bonita e amada, não invadida por luxúria, por aquele desejo escuro.

É bem verdade que às vezes ela se perguntava se não estaria faltando um pouco de paixão entre eles. Eles ainda nem haviam feito amor.

"Quando você estiver pronta", ela se lembrou das palavras dele. E ele estava certo, porque ela não estava pronta. Ele havia entendido desde o princípio que ela precisava de algum tempo para se acostumar à ideia de amor físico. Não que ela fosse frígida, mas tinha um pouco de medo do desconhecido. Sua mãe era extremamente religiosa, e passou para Bella suas convicções de que a santidade do casamento vinha antes dos prazeres carnais.

Princípios antiquados? Claro, princípios como esse estão tão fora de moda, hoje em dia, e algumas pessoas podem até dar risada ao ouvirem algo assim. Na verdade, Jéssica, sua melhor amiga, com quem dividia o apartamento, sempre ria dela.

— Você deve ser louca para ficar bancando a difícil com Jacob.— dizia ela. — Você não tem medo de que ele procure saciar seu desejo sexual com outra mulher?

Às vezes isso acontecia. Inclusive, havia dividido tais medos com Jacob, que apenas sorriu e deu-lhe um beijo, dizendo que Jéssica estava com inveja e que ela nem sabia o que era ter princípios.

Jacob não gostava de Jéssica. E ela também não o suportava. Eles se provocavam como verdadeiros inimigos. Mas a garota antiquada com princípios antiquados amava os dois e, claro, era amada pelos dois.

Um sorriso voltou a brilhar em seu rosto. Não brilhava tanto quanto o que tinha dado antes de encontrar Edward Cullen, mas ainda assim era um sorriso.

O telefone dela começou a tocar. Ela olhou o visor para ver quem era, e o sorriso deu lugar a uma cara tristonha.

— Suas orelhas estavam queimando? — perguntou ela.

— Por quê? — perguntou Jéssica, e antes que Bella pudesse responder: — Pelo seu comentário, você deve estar com Jacob, e ele deve estar falando mal de mim como sempre.

— Não — negou Bella. — Jacob está em Milão hoje, então você pode baixar a guarda e me dizer o que quer de mim.

— E por acaso eu só ligo para você quando quero alguma coisa?

— A resposta sincera para esta pergunta seria sim — respondeu Bella secamente.

— Bem, desta vez não é nada disso. Quando acordei, você já não estava mais no apartamento. Por que saiu de casa tão cedo? Hoje não é o seu dia de folga?

— E você devia estar indo para o trabalho a esta hora. — Bella olhou rapidamente para o relógio. — A que horas você foi dormir esta noite? Bem depois de mim, pelo visto. A resposta foi quase um "Não é da sua conta".

— Não fuja do assunto — disse Jéssica. — Para onde você está indo, e quanto tempo ficará na rua?

— Decidi vir fazer umas compras antes que fique muito quente e desconfortável para experimentar roupas.

— Oh, tinha me esquecido. Hoje é dia de encontrar o vestido perfeito para deixar Jacob de queixo caído.

Ela realmente tinha grande implicância com Jacob.

— Pare com isso, Jéssica — suspirou ela impaciente. — Você tem ideia do quão cansativa é essa guerra entre vocês? Espero que façam as pazes antes da festa de sábado à noite.

— Talvez você prefira que eu não vá, assim acabamos com o problema.

Agora ela se ofendeu. Bella suspirou novamente.

— Deixe de ser criança.

— Agora você está parecendo minha mãe. Não faça isso, não faça aquilo — acusou Jéssica. — Quando me mudei para Roma, achei que esse tipo de coisa ficaria para trás, em Londres.

Ela estava certa, percebeu Bella. Ela estava parecendo uma mãe mesmo.

— Desculpe-me — murmurou.

— Deixe para lá — disse Jéssica.— Agora foi ela quem suspirou. — Eu sempre acordo mal-humorada. Você sabe disso. Vá comprar seu vestido de cair o queixo, e eu vou para o trabalho como uma boa garota.

Elas desligaram alguns segundos depois, e Bella ficou sentada ali se perguntando que diabos tinha acontecido com aquele dia tão bonito. A resposta para a pergunta veio na forma de um par de olhos verdes e de uma voz atordoante dizendo:

— Venha tomar um café comigo no Café Milão.

De repente passou um vento levantando as toalhas das mesas e fazendo voar o cabelo de Bella, sua pele arrepiou-se. E logo passou, os garçons arrumaram tudo o que havia saído do lugar e Bella teve a impressão de ter sido tocada por um vento maligno.

Ela se levantou, tirou algum dinheiro da bolsa e colocou-o na mesa para pagar o suco. Ao voltar para a rua, onde havia estacionado a Vespa, percebeu que estava toda arrepiada. E não apenas arrepiada, mas ainda tremia. Essa diferença foi sentida profundamente, quase como um mau presságio.

Uhhh! E aí gostaram do primeiro capítulo??! Comentemmm!!! Ahhh se eu animar volto sábado com mais capítulos!!Bjimmm!!!