Capítulo 8
Boa Leitura!!!
Casamento?
Bella ficou alerta como se alguém tivesse acendido a luz. Os olhos dela arregalaram-se ao se fixarem naqueles olhos verdes e serenos.
— Desde quando o que aconteceu hoje tem a ver com casamento? — Ela tremeu sem acreditar naquilo.
— Desde que pousei meus olhos em você. — Ele se curvou para beijar o lábio inferior dela.
Ela sentiu um calor percorrer seu corpo até a barriga. Assustada, Bella percebeu que ele ainda a possuía, e tratou de se afastar um pouco, e descobriu que quando você se distancia de um homem excitado, as sensações causadas são tão fortes quanto o sexo em si.
— Não vou me casar com você! — declarou ela em um tom áspero que esperou que ele interpretasse como raiva, e não percebesse o que realmente estava por irás daquilo. — Você deve estar brincando! — Por que um homem como ele iria querer casar-se com ela? — De jeito nenhum. — continuou ela, afastando o ainda mais dele.
—Você quer dizer que estou levando um fora? Fiquei menos tempo na sua vida do que aquele Black. Eu não acredito! — disse ele. — Meu ego está ferido!
— E não seu coração, como posso notar. — afirmou Bella ao sair da cama. — E não estou dando um fora em você porque nós nem chegamos a começar um relacionamento.
— Ah, então você prefere viver aquele romance que tinha com o Black do que a paixão que lhe revelei hoje. Você deveria ter avisado, querida. — afirmou ele, enquanto procurava ansiosamente por algo para cobrir sua nudez. — Eu teria trazido champanhe e flores em vez de a presentear com esta noite.
— Será que não há limites para sua arrogância?
— Não depois do que acabou de acontecer entre nós.
Ele se moveu na cama, espreguiçando-se como um gato bonito e satisfeito. Bella enrolou-se em um lençol de seda e rezou para que ele não visse o rubor que tomava conta de sua face.
— Você foi maravilhosa. — disse ele, relaxando novamente. — Você não só correspondeu com toda aquela paixão, como também me deu o prazer de participar de sua primeira vez. Ganhei dois grandes presentes hoje. Vou lembrar disso por toda a vida. Grat tanto amore...
— De nada — disse ela, percebendo que jamais tivera tanta consciência da própria sensualidade. Nunca pensou que poderia responder de forma tão sexy ardente daquele jeito.
— Foi especial. Pode acreditar.
— Tem um banheiro por aqui? — perguntou ela, olhando ao redor, procurando por uma porta, o que lhe daria uma chance de escapar dali.
— Acho que já lhe falei que sou um pouco possessivo com o que me pertence... — continuou ele, como se ela não tivesse perguntado nada.
— Mas eu não pertenço a você! — gritou ela, voltando-se para ele. Seu olhar foi percorrendo o corpo dele, até chegar ao pênis. Ela virou o rosto, sentindo os músculos entre suas coxas começarem a pulsar. Isso tinha que acabar! Tinha que acabar! O que estou fazendo aqui, perguntou-se tremendo ...
— Acho que quero ir para casa.— afirmou ela.
— Desculpe-me, querida. Mas assim como eu, você está comprometida. Este é seu novo lar. Semana que vem vamos nos casar e tornar nossa relação oficial.
— Eu amo um outro homem! — afirmou ela em pânico. — Por que você se casaria comigo sabendo uma coisa dessas?
— E o que o amor tem a ver com isto? Eu quero você aqui, na minha cama. E o fato de você ter demonstrado o quanto também quer ficar na minha cama faz desta revelação uma informação irrelevante, querida. Então, nem precisa mencionar este outro amor novamente, viu?
— Eu não quero você! — negou ela furiosamente, o que foi um tanto ridículo após o que havia acabado de acontecer entre eles.
Os olhos irônicos de Edward analisavam o rubor do rosto de Bella. Ela tremeu, dos pés à cabeça.
— Os seus mamilos excitados parecem estar querendo falar comigo. — provocou ele.
Bella olhou para baixo.
— Oh! — exclamou horrorizada quando viu o que ele estava vendo, cruzou os braços sobre os seios, virou-se e caminhou para a porta do quarto. — Não, você não...
Ele pulou da cama no mesmo instante, movendo se tão rapidamente que ela mal teve tempo de chegar até a porta, quando ele colocou as mãos sobre os ombros dela, fazendo-a se virar para ele.
— Você não vai fugir desta vez, Bella. — disse ele com um sorriso irônico. — Sua chance de escapar do que agora já está estabelecido se foi há tempos.
Os olhos dele brilhavam ao olhar para ela. Ele parecia tenso, cruel e excitante.
— Não sei do que você está falando. — disse ela, desejando que ele se vestisse o mais rápido possível.
Sem chances. A pegada dele ficou ainda mais firme em seus ombros.
— Eu coloquei meu orgulho e minha reputação em jogo esta noite, por você, na frente dos meus amigou e parceiros de negócios — explicou ele.
— Eu não lhe pedi que fizesse nada.
— Mas você também não me impediu. — rebateu ele. — Você realmente acha que me submeti a tudo isso apenas para ter uma noite quente de sexo com você?
Bella encolheu-se, abaixando os olhos, porque aquilo realmente foi o que ela pensou.
— Isto pode surpreendê-la, querida, mas não preciso esforçar-me tanto assim para trazer uma mulher para a cama. Na verdade, elas normalmente fazem fila para esperar a vez. E não é minha arrogância que está falando mais alto. — Ele se defendeu antes que ela o atacasse. — É a mais pura verdade. Não havia uma só pessoa lá esta noite que não tenha percebido que as minhas intenções com você são as mais honradas possíveis, ou melhor, que os planos para o nosso casamento serão anunciados em breve. No momento em que você deixou a casa dos Black comigo, mostrou a todos que estava de acordo com tudo isso, e agora não vai me fazer de palhaço na frente de todo mundo, de Roma inteira, e cair fora.
— Em nenhum momento eu concordei em ser sua mulher! Nem sua amante, na verdade.
— Seria melhor você parar de mentir até para si mesma — observou ele. — Você me quis como seu amante desde o dia em que nossos olhares se encontram naquele sinal. Eu percebi. Você se recusou a admitir. Mas agora, Bella querida, você não tem escolha, a não ser admitir que nós somos loucos de desejo um pelo outro.
— Isso não é...
A boca de Edward veio de encontro à dela, impedindo que ela completasse a frase mentirosa, e despejando um emaranhado de emoções pelo corpo dela. Suas pernas logo foram eletrizadas. Ela não sabia o que estava fazendo. O beijo a tomou por completo, de forma que ela até deixou cair o lençol que a cobria para colocar os braços ao redor dos ombros dele, e arqueou seu corpo contra o corpo nu e quente de Edward.
— Jacob não faz ideia do que perdeu! — murmurou ele ao levantar a cabeça. Seus olhos brilhantes miraram diretamente nos dela. — Ou talvez fizesse ideia. E achasse você quente demais para ele. Você não acha? Talvez por isso ele tenha preferido aquela sua amiga, que é muito mais previsível.
Era um comentário cruel demais. Bella respondeu por instinto, sentindo-se tão atordoada quanto ele quando o braço dela fez um círculo no ar para acabar dando um tapa no rosto dele. Ela nunca havia feito nada parecido em toda a vida. Não sabia como fora capaz de fazer aquilo. E agora ela suspirara por uma razão completamente diferente, porque ele estava furioso. O silêncio parecia pulsar — ou seria seu coração?
E enquanto ela esperava, seus olhos estavam arregalados, os lábios entreabertos e tremendo. E aí veio a resposta. As mãos dele pousaram sobre os ombros dela. Ele grudou no corpo dela e deu-lhe um beijo que não podia ser outra coisa a não ser uma grande punição. Em algum lugar de sua mente, ela sabia que não deveria ter batido nele, mas o beijo cheio de raiva sem dúvida também era bastante bruto. Então, ele a soltou e suas costas tocaram a porta. Ele se virou e foi embora.
— Agradeça aos deuses por eu não ser um desses homens que batem em mulher. — disse ele amargamente.
Não, ele não bateria em uma mulher. A dignidade dele não permitiria. Ao passar os dedos sobre os lábios, Bella notou que estavam quentes e inchados. Ele se virou para olhá-la e levantou uma das mãos. Por um momento, ela pensou que ele tivesse mudado de ideia e que iria bater nela assim mesmo.
— Por favor, não — murmurou ela.
Ele liberou um suspiro tenso. A mão dele pegou a mão dela, retirando-a gentilmente dos lábios para que ele pudesse ver o resultado daquele beijo, enquanto ela o olhava com olhos enormes, arregalados e frágeis. Ela tremia e sentiu a garganta começar a doer.
— Mereci seu tapa — admitiu ele.
E, como humilhação final, ela começou a chorar, ela havia segurado as lágrimas durante toda a noite, mas chegou a um ponto que não dava mais para evitá-las. Ela cobriu o rosto com as mãos e chorou, com toda vontade.
Edward sentiu-se como se tivesse sido esfaqueado. Ele não esperava aquela reação. E por que não esperava tal reação?, perguntou-se, enquanto ficava em pé diante dela, observando-a desabar. Ela havia passado por tanta coisa aquela noite que, mais cedo ou mais tarde, não aguentaria mais. A consciência dele começou a doer. Sentiu a boca começar a tremer um pouco e um arranhar estranho nu garganta. Ele se inclinou para a colocar de pé novamente.
— Bella, meu amor, desculpe-me — murmurou ele.
— Eu odeio você! — afirmou ela.
— Tudo bem — concordou ele. — Sou mesmo um monstro. Pode gritar comigo, bater na minha cara, mas chorar não. Não mereço suas lágrimas.
Por alguma razão, essa opinião sobre ele mesmo a fez chorar ainda mais.
— Não sei o que está acontecendo comigo! — gritou ela.
— Não. — Ele podia constatar aquilo.
Aquela noite toda pareceu uma grande comédia de humor negro para ela. Como se não fosse o bastante a traição da sua melhor amiga e do seu noivo, ela ainda teve que enfrentar sua raiva, suas piadinhas e até sua sedução, que resultou na perda da inocência dela. E no contentamento dele! O que isso dizia a respeito dele? Ele não queria ouvir a resposta a esta pergunta. O ego dele não aguentaria isso agora.
Ela tremia e chorava cada vez mais, contra o corpo dele, e ele sentia o cheiro do corpo dela. Ele ia desculpar-se novamente, mas acabou se calando porque não confiava que diria as palavras certas. Então, decidiu pegá-la no colo. A cama era tentadora, mas ele passou por ela para levar Bella até o banheiro. Sentou-a, começou a encher a banheira que ocupava quase o banheiro todo e colocou uma toalha na cintura.
Bella ainda estava chorando delicadamente, com os cabelos soltos, com cachos castanhos caindo sobre o rosto. Ele se abaixou perto dela e entregou lhe um lenço para que enxugasse as lágrimas. Para pegar o lenço, ela teve que expor um ombro nu branquinho. Seus dedos compridos tremiam ao pegar o lenço.
— Obrigada — agradeceu.
Ela enxugou as lágrimas.
— Desculpe-me. — disse ela, embora ele não tenha entendido o porquê do pedido.
— Não me peça desculpas, Bella. — disse ele.
— Você deu um nó na minha cabeça.
— É... — concordou ele.
— Brincou comigo como quem brinca com uma marionete.
— É verdade. — concordou ele novamente, desta voz com um sorriso irônico. — Mas com uma marionete excepcional, querida. — Ele não pôde resistir. — Quente e apaixonada!
Ela respirou fundo.
— Pare de falar desse jeito — disse ela, pressionando o lenço contra os olhos. — Você não fica com a consciência pesada?
— Por ter feito amor com você? De jeito nenhum.
O que era verdade.
— Pois você deveria.
— Mas por quê? Por eu querer ficar com você? Porque estou disposto a fazer qualquer coisa para que você fique comigo?
— Isso é o que você quer, não necessariamente o que eu quero.
— E o que você quer? — questionou ele suavemente.
Como ela deveria responder àquela pergunta, quando na verdade nem ela sabia o que queria? Ela estava tão confusa e tão assustada que não sentia mais seu autocontrole. Estava chocada também, porque havia descoberto que era capaz de se transformar em uma mulher fatal e muito, muito sensual. E o que era pior: adorou sentir-se daquela forma.
Como era possível sentir tudo aquilo quando deveria estar chorando pela decepção com outro homem? Meu Deus, pensou, ao sentir que a mão dele acariciava os cabelos dela, e cometeu o grande erro de levantar os olhos para olhá-lo. Ele, Edward Cullen — seu amante.
Por um momento, ela ficou sem ar. O cabelo dele estava todo despenteado, e ela ainda podia ver a marca do tapa que dera no rosto dele. A raiva havia deixado os olhos dele, mas a paixão, não. Os ombros dele estavam nus, mas seu torso e o resto do corpo estavam escondidos pela toalha.
— Não comece a chorar de novo. — disse ele ao observar os olhos dela encherem-se de lágrimas novamente. Ele chegou até a enxugar uma de suas lágrimas que rolaram até a bochecha. — As lágrimas podem fazer você se sentir fraca e vulnerável, mas fazem com que eu me sinta forte e protetor.
— Senhor macho! — brincou ela usando o lenço mais uma vez para enxugar as lágrimas, mas na verdade tentando acabar com a sensação de calor do lugar onde ele a havia tocado.
— Isso mesmo. — concordou ele. — Você chora como um bebê, no entanto, nem as lágrimas conseguem afetar sua beleza.
— E o que isso tem a ver com o que está acontecendo?
— Isso faz de você uma pessoa especial — disse ele. — Nunca vi uma mulher chorar e continuar tão bonita assim. Acho que vou começar a fazer você chorar mais vezes, só para poder observar esse oceano esverdeado no qual seus olhos se transformam.
— Meus olhos não são verdes. São castanho-esverdeados.
Ele ignorou a correção.
— Fico com vontade de mergulhar neles, de pegá-la em meus braços e fazer suas preocupações evaporarem.
E lá estava ele de novo seduzindo-a com seu tom de voz meloso.
— Você é a minha maior preocupação.
— Por quê?
— Porque você me faz desejá-lo quando na verdade eu não quero desejá-lo.
Agora ela dissera tudo. Descreveu todo o problema em apenas uma frase. Ela o desejava, mas não queria desejá-lo.
— Ah... — Foi só o que ele disse, antes de se levantar. Mas o jeito como ele disse aquilo fez com que ela olhasse para cima para analisar aquele rosto bonito.
— E o que isso significa? — perguntou ela.
— Nada — disse ele, fechando a torneira que enchia a banheira.
Ligou o botão que fazia espuma na banheira. Ela começou a sentir o aroma da espuma na banheira que, sem dúvida, era a maior que ela já havia visto na vida. A atenção de Bella voltou-se novamente para ele, quando deixou a toalha cair. Aquelas coxas fortes e bronzeadas. E ele estava excitado!
— N-Não — disse ela, quando ele se curvou para beijá-la e retirou o lençol de seda que envolvia o corpo dela. O segundo protesto dela foi ignorado, e ele entrou na banheira, sentou-se e posicionou-a entre suas coxas abertas. As bolhas de sabão perfumadas e quentinhas acariciavam o corpo dela. Ele a fez curvar-se em direção a ele.
— Relaxe. — Ele abaixou o rosto para sussurrar nos ouvidos dela: — Aproveite sua segunda nova experiência da noite.
— Você não pode...
— Posso, sim... — assegurou ele. — Mas não vou. Não por enquanto. Eu estava me referindo a tomar banho com um homem.
Ele acabou fazendo, no final das contas. Era inevitável, pensou Bella horas depois, ao observar o amanhecer engolir o céu noturno. Ela acabou no colo dele, fazendo amor com um homem que não se importava com o fato de que ela podia perceber o quão profundamente ela o afetava. A terceira vez deles aconteceu na cama. Não na cama onde eles já haviam dormido, mas na cama dele. A cama para a qual ele a levou após o banho.
— Eu tinha a intenção de lhe dar alguns dias para que se recuperasse da decepção com Black, mas as coisas acabaram acontecendo antes.
E aqui estava ela, deitada em um quarto com paredes creme, com uma cama enorme e bastante moderna, coberta por uma colcha branquinha de algodão. Todo no quarto era creme ou branco, embora o piso fosse da mesma madeira elegante e polida. Ela preferia vê-lo no quarto vermelho, pensou ao se deitar lá. Toda a paixão e o calor que o quarto evocava combinavam bem com o temperamento dele. Ou será que ele escolheu o outro quarto porque achava que combinava com o temperamento dela? Ela virou a cabeça no travesseiro para olhá-lo.
Ele dormia profundamente, mas mantinha um dos braços possessivamente sobre ela, para garantir que ela não iria a lugar nenhum enquanto ele descansava. Em poucas horas, ele havia acabado com todos os princípios que faziam parte da vida dela. E o mais incrível é que ela nem se importava mais com nada disso. Teria mentido para si mesma todo esse tempo? Ou escondido seu verdadeiro eu?, pensou, relembrando os homens que passaram por sua vida e não conheceram aquela Bella que Edward despertara. Esse homem forte e lindo, com uma paixão com a qual seus instintos identificaram-se de cara. Bella dissera a si mesma que gostaria de acordar como outra mulher, e isso realmente acontecera, ela era a mulher dele. Ela nem se dava ao trabalho de discutir mais sobre aquilo.
Ela olhou para a boca dele, percorreu seu desenho com os olhos e sentiu uma paixão intensa. Ela suspirou. Foi um som cansado, mas feliz. E toda ela se sentia assim. E estava gostando disso. Ela se virou cuidadosamente para não acordá-lo, deu-lhe um beijo no ombro, fechou os olhos e entregou-se a um sono profundo e sensual.
Ao seu lado, Edward observou quando ela começou a acordar. Ele a ajudou a sair do mundo de sonhos com um movimento lento e suave ao redor do mamilo dela. Ele observou os lábios dela entreabrirem-se, e sentiu o desejo voltar a percorrer seu sangue. Se alguém perguntasse, até a noite anterior, ele defenderia que virgindade não passava de um obstáculo que precisava ser ultrapassado para que a diversão começasse Mas agora ele não pensava assim. A virgindade também significava inocência, pelo menos para Bella. E a inocência dela era como uma tela em branco pronta para ele a pintar livremente com as cores que quisesse. Ela não queria desejá-lo. Ele sorriu ao relembrar tais palavras.
'Querida,' disse a ela em silêncio, 'você vai mudar de ideia.'
Em seguida, aproximou o rosto do dela, e pousou os lábios nos dela. Sua língua começou a brincar com Bella, que deu um suspiro muito sensual. Ela arqueou um pouco o corpo em direção àquela fonte de prazer, relaxou novamente e começou a abrir os olhos lentamente.
— Olá — disse ele, roubando mais um beijo dela.
Ela se mostrou satisfeita, mas ao mesmo tempo havia preocupação em sua expressão.
— Eu...
— Vamos ter um lindo dia hoje. — disse ele, interrompendo o que ela pretendia dizer.
— Você...
— E vamos começá-lo como todos os dias perfeitos deveriam começar, fazendo amor lentamente.
Ele abaixou a cabeça novamente em direção ao mamilo convidativo dela. E assim continuou seduzindo Isabella Swan.
Quando desceram para tomar o café da manhã, seduziu-a novamente, perto da mesa posta, com o sol entrando pela janela e a vista do lago brilhando lá fora. Ela descobriu que Eleazar tinha uma esposa chamada Carmem, e ambos cuidavam da casa, mas que não moravam nela. Eles tinham uma outra casa, e lá moravam com seus dois filhos, que cuidavam dos jardins enormes que circundavam o Palazzo como uma ferradura.
Edward mostrou-lhe o Palazzo, e a seduziu, desta vez, contando a história daquele lugar e de seus antepassados. Ela prestou atenção a cada detalhe da história, e deixou que ele fizesse amor com ela no solarium.
— Confie em mim. — era a resposta preferida dele sempre que ela demonstrava qualquer sinal de hesitação. — Confie em mim. Você vai adorar isso. Confie em mim, vai ser ótimo para você.
E ele sempre estava certo. Ele a tocava sempre que podia. Quando não podia tocá-la, fazia amor com ela com um simples olhar. Aquele clima altamente sensual continuava até quando ela dormia. Isto é, se ela dormia, porque acabava que ela só dormia nos intervalos das brincadeiras sensuais deles. Ele era insaciável, e tinha muita imaginação!
Eles não saíram do Palazzo aqueles dias. Não conversaram sobre as coisas que deveriam. Quando ela tentava trazer à tona qualquer assunto relacionado à realidade, ele a interrompia.
— Não estrague este momento, querida.
Às vezes ela achava idiota os dois se trancarem nesse mundo fantasioso e pequeno. Mas na maior parte do tempo, ela não queria pensar em nada. Especialmente porque pensar implicava em tocar nas questões que ambos estavam ignorando. Como a proposta de casamento dele, por exemplo. Ela ainda achava que aquilo não fazia o menor sentido. E ela se questionava por que estava deixando tudo aquilo acontecer. Ela chegou a perguntar a ele em voz alta.
— Não sei porque estou deixando você fazer isto comigo.
— E para que pensar sobre isso? Por que não aproveitar apenas?
Porque não era tão fácil assim, pensou ela ao se sentar perto do lago um dia. Estava só, enquanto ele tratava de alguns negócios lá dentro da casa. Ela antes amava um homem, e agora se tornara sexualmente obcecada por outro. E ela sabia que não conseguiriam manter aquele mundo irreal e sensual por muito tempo. Ele já estava recebendo várias ligações importantes de negócios que demandavam sua atenção, o que os lembrava que ele tinha uma empresa para administrar, enquanto ela... Nada.
Não tinha uma vida lá fora que a fizesse querer retornar. Nenhum amigo no qual podia confiar, nem mesmo seu tio. Tudo o que ela possuía, em simples palavras, era ele. Como se soubesse o que ela estava pensando, ele apareceu de repente. Era como um poema em movimento. Ele se sentou ao lado dela e esticou as pernas compridas.
— Está pensando em como este jardim daria um lindo cenário para nossas brincadeiras, não é?
Oiiii! Voltando a terminar de publicar as adaptações!!! Até o próximo capítulo! Que não vai demorar! Prometo! Bjimmm!!!
