Capítulo 9

Boa Leitura!!!

— Este jardim é lindo mesmo — respondeu ela.

— Vai dizer que ele não inspira paixões, assim como o Palazzo dos Volturi? — disse ele, se arrependendo do que havia acabado de falar.

A simples menção do nome do tio dela fez com que ela tremesse.

— O Palazzo Volturi está caindo aos pedaços!

— Mas está caindo aos pedaços ainda com sua alma intacta. — observou ele. — Talvez devêssemos deixar que uma das varandas fosse invadida pela vegetação para que tivesse aquela mesma atmosfera, aquela paixão...

Ela se pôs a andar de um jeito tenso, ciente de que sua súbita mudança de humor o havia deixado para trás, sentado e surpreso.

— Você poderia explicar a razão para essa mudança repentina de humor? — pediu ele.

— Eu não quero que você fique me lembrando sobre o Palazzo Volturi.— respondeu ela.

— Mas o seu tio...

— Meu tio agora faz parte da lista de pessoas com as quais eu não quero ser associada.

Ela se virou para olhá-lo. Ele estava usando jeans, assim como ela, mas ele ficava ainda mais sexy que ela. O cabelo acobreado, a pele cor de oliva, o jeito como ele estava sentado, com as pernas esticadas e os braços apoiados no chão de pedra. Ele estava com a cara fechada, e ainda assim, era muito sensual.

— E quem mais está na sua lista negra? — questionou ele.

— Jacob, Jéssica, qualquer um que achar que pode brincar com meus sentimentos.

— Você está ficando durona, hein?

— Estou. Descobri que tenho mais do sangue dos Volturi do que imaginava. Sempre ouvi dizer que os Volturi nunca foram muito de perdoar os outros. Eles simplesmente cortavam relações com as pessoas que os desapontavam, e era isso aí. Problema resolvido. Acho que vou adotar isso para minha vida.

— Mas você acha que Marcus Volturi merece esse tratamento?

— Merece. — Ela fez que sim com a cabeça, respirou fundo e contou-lhe sobre a primeira e única vez em que esteve com ele. Contou também sobre os bilhetes que deixava para ele e que ele ignorava. — Para ele é como se eu não existisse. — disse ela. — Mas tudo bem, porque ele também já não existe mais pura mim.

— Mas o Marcus é o seu único parente vivo, Bella. Você não pode simplesmente cortá-lo da sua vida sem lhe dar uma chance...

— Uma chance? — exclamou ela. — Tentar ainda mais fazer com que ele me aceite? Pegue leve, Edward, ou vou começar a achar que você é igualzinho ao Jacob.

— O que você quer dizer com isso?

— Nada. — disse ela.

Mas Edward não deixaria isso para lá.

— Como assim nada, querida? Por que você está me comparando com o Black?

Ela levantou o queixo.

— Você pode achar que estou nas suas mãos, Edward. Mas ainda tenho cérebro o suficiente para me questionar por que você está fazendo tudo isso.

— Nós já conversamos sobre isso. —Ele franziu a testa.

— Ah, já? — desafiou ela. — Pelo que me lembro você falou bastante sobre o que faríamos, eu protestei bastante e você me ignorou. Desde então, nós ficamos escondidos aqui como amantes clandestinos transando o tempo todo, nada além disso, enquanto Roma espera para saber o que Edward Cullen pretende fazer com a herdeira dos Volturi.

Ela ficou em silêncio, pensando o quanto realmente precisava desabafar. Edward não fez nada. Continuou sentado, com um ar pensativo.

— Mas você ainda não respondeu porque fui comparado ao Black. Você por acaso está achando que também sou um interesseiro que está correndo atrás de você por causa da sua fortuna?

— Não sei, você é? — perguntou ela.

Ele cruzou os braços, e parecia estar pensando no que responderia. Será que ele estava com raiva? Ela não sabia dizer, mas era hora deles lidarem com aquilo. E ela não o deixaria intimidá-la com aquele olhar.

Um clima de luta invadiu a atmosfera, o que era bastante sensual, pensou ela, ainda mais quando ele abriu a boca para começar a falar.

— Para cada euro dos Volturi que você colocar na mesa, posso colocar um milhão de euros — afirmou ele.

Um milhão? Ela ficou surpresa.

— Isso é muito dinheiro — disse ela. — E por que todos esses milhões querem se unir a mim, posso saber?

— Bilhões — corrigiu ele. — Eu sou um homem riquíssimo, Bella. Mas achei que meu charme seria o suficiente para a convencer de que sou um bom partido.

Ele já a havia convencido. Até um tempo atrás ela estava apaixonada por Jacob, mas hoje, ao olhar Edward sob a luz do sol, ela soube que estava apaixonada por ele.

— Para mim, é como se Isabella Swan tivesse morrido naquela noite do noivado com Jacob, porque a pessoa que me tornei é muito diferente, é como se eu precisasse de um outro nome.

— Posso dar-lhe um novo nome. Case-se comigo e seja minha Isabella Cullen.

Ele fez tudo parecer tão fácil, mas ela balançou a cabeça.

— Não vou me casar com você, Edward. — disse ela. — Por que precisamos nos casar? Vou ficar com você, sem nenhuma aliança.

Ela não poderia dizer outra coisa depois de constatar como o correspondia.

— Como minha amante?

— Como o que você quiser! Menos como sua esposa.

Ele ficou olhando para ela em silêncio, sem sorrir, sem dar nenhuma pista do que diria em seguida.

— Então nada feito! — Ele se pôs de pé e foi embora, deixando-a para trás, em pé, estática e chocada com a frieza com que ele tomou aquela decisão.

Mas seu coração não estava nada estático. Ele começou a bater agitado. Ele não estava falando sério, pensou ela. Estava apenas se vingando por ela não ter aceito a proposta dele. Mesmo não acreditando naquilo, ela foi atrás dele.

Ao entrar na casa, encontrou-o conversando com Demetri. Havia algo brilhando nas mãos dele. A chave do carro. O pânico tomou conta dela. Ele ia embora. Entraria no carro e iria embora. E provavelmente estava pedindo a Demetri que se livrasse dela depois que partisse. Ela não havia aceito sua proposta, e agora devia deixá-lo partir. Mas ela não o deixou partir.

Quando Edward já estava manobrando o carro, preparando-se para sair pelo portão, Bella abriu a porta do carro.

— Não vá! Não me deixe aqui sozinha! — E sentou no colo dele em seguida, envolvendo o pescoço dele com seus braços. — Vou me casar com você. Faço qualquer coisa, mas não...

Foi aí que ela começou a chorar. Edward estava mais surpreso do que nunca. Desligou o motor do carro.

— Você não entende. Não gosto mais de mim mesma. — disse ela.

— Não. — Ele estava começando a perceber.

— Você me usou, eles me usaram e deixei vocês fazerem isso comigo.

— Como eu a usei? Não ouse falar sobre sexo, porque eu sou o escravo sexual desta história.

Ele teve vontade de mergulhar novamente naqueles olhos grandes e lindos dela.

— Esqueça o casamento, Bella. Acho perfeito como estamos agora.

Antes que ela pudesse responder, ele a fez sair do carro.

— Mas... — Ela havia mudado de ideia.

— Esta proposta não está mais disponível — disse ele.

— Onde você estava indo? — perguntou ela.

— Isso não importa mais agora, querida. Vamos entrar e arrumar nossas malas. Vou levá-la para Roma, para minha cama, e vou satisfazer todas as suas fantasias, porque é o meu papel, querida.

— Estamos quase lá — murmurou ele. Quando ele estava manobrando o carro, ela viu sua Vespa estacionada. — Pedi que a entregassem aqui para você.

O apartamento era enorme. Ela ficou fazendo o reconhecimento do local enquanto ele olhava a pilha de cartas que haviam chegado para ele.

— Gostou do apartamento? — perguntou ele, deixando as cartas de lado.

— É lindo demais! — disse ela, entrando em um dos quartos.

Ele entrou logo atrás dela, pegou-a no colo e levou-a para cama, onde fizeram amor até a noite. Após tomarem banho, ele sugeriu que saíssem para comer alguma coisa. Só aí ela percebeu que não tinha nenhuma roupa para vestir e que sua mala ainda estava no carro. Ele foi pelado até o outro lado do quarto e abriu a porta do armário. Quando ela olhou, viu as roupas mais fantásticas que já havia visto na vida.

— Para mim? — perguntou, sem acreditar.

— Quem mais divide o quarto comigo?

— Edward! Muito obrigada! Mas você não precisa comprar coisas para mim, eu...

— Eu sei, querida. Mas fiz com o maior prazer. Aceite, e escolha algo para me deixar de queixo caído enquanto jantamos. — Foi seu último comentário antes de sair do quarto.

Ela escolheu um vestido lilás muito sexy e sapatos pretos de salto alto. Prendeu o cabelo e saiu do quarto para encontrar o homem dos seus sonhos esperando por ela.

— Você está linda! — elogiou ele.

Andaram até um restaurante próximo do apartamento, era o favorito dele, e flertaram durante a noite toda sob a luz baixa do restaurante, e quando voltaram para casa, ele a beijou longamente e levou-a para o quarto para mais uma noite de amor.

Depois de algumas semanas maravilhosas com Edward, ela já se sentia em casa no apartamento dele. A única coisa que os fazia discutir era o fato de Bella querer voltar a trabalhar.

Edward era contra, mas ela acabou vencendo a batalha e cedendo aos apelos de Ângela, que havia perdido duas guias, já que Jéssica parecia ter voltado para a Inglaterra.

Então, Bella passava os dias em seu uniforme vermelho, como a eficiente guia de turismo, e à noite vestia uma das roupas que Edward lhe dera de presente e transformava-se na amante dele.

Nenhum homem poderia ser mais feliz e nenhuma mulher poderia querer mais. Ela era bastante fiel, adorava o carinho e a devoção com os quais ele a tratava, mas às vezes flertava na frente dele para provocá-lo, imaginando qual seria sua punição. Ela também aprendeu a se valorizar, e aprendeu a confiar nele.

Um dia ela encontrou Jacob. Eles estavam participando de um evento de caridade em um dos grandes hotéis da cidade e estavam lá há mais de uma hora quando ela resolveu ir ao banheiro e deu de cara com Jacob no caminho.

Se ela soubesse que ele estava lá, teria tentado evitar a todo custo o encontro, mas, do jeito que aconteceu, os dois ficaram frente a frente meio a um silêncio desconfortável. Ele não havia mudado quase nada. Continuava aquele homem bonito, com aquele brilho dourado que a cegara impedindo-a de ver o verdadeiro Jacob.

Mas estava sem charme algum, pensou ela olhando aqueles olhos escuros. Ela sentiu que havia provocado uma impressão nele com aquele vestido que mais parecia uma segunda pele e o cabelo cortado na altura dos ombros, moldando seu rosto.

Ela sabia que estava bonita porque Edward já ressaltara — e não apenas falara, mas havia demonstrado de outras formas. Mas ela não precisava que Jacob confirmasse aquilo.

— Você está linda! — disse ele apenas. — Parabéns para o Cullen. Ele deve estar lhe fazendo muito bem mesmo.

— Não tenho nada a conversar com você. Com licença. — disse ela, passando por ele.

Ele pegou a mão dela, que olhou para os lados para ver se as pessoas à sua volta estavam assistindo àquela cena.

— Deixe-me ir. — insistiu.

— Não até você me escutar. Tudo aquilo que você me ouviu dizendo para Jéssica sobre não lhe querer era mentira, Isabella. O tipo de mentira que qualquer homem diria para manter a mulher em seus braços.

— E isso deveria me fazer sentir-me melhor em relação a você? — perguntou ela.

— Não. — disse ele. — Mas queria que você soubesse que eu achava você atraente. Eu a queria. Você foi quem me deixou de mãos atadas ao dizer que só queria transar depois do casamento. Você não faz ideia de quanto me arrependo de não ter forçado um pouco a barra, assim como Edward deve ter feito. Dessa forma, eu não teria me envolvido com Jéssica, e hoje seríamos um casal feliz.

— Você acha mesmo que um casamento por dinheiro pode fazer alguém feliz? Você estaria muito infeliz, sabendo que a fortuna dos Volturi não existe.

Ela conseguiu soltar a mão. Ele era mesmo muito venenoso, pensou Bella, já se dirigindo para o banheiro. Quando voltou para encontrar Edward, ele ainda estava conversando sobre negócios com as mesmas pessoas.

Pegou a mão dele tremendo. Será que ele perceberia que ela estava tremendo? Ele não demonstrou ter percebido e continuou conversando, mas ela não ouvia uma palavra sequer. Estava ocupada tentando livrar-se do veneno de Jacob que corria em seu sangue.

Depois de alguns minutos, quando a conversa acabou, Edward pegou-a pela cintura e levou-a até o salão no lado, que tinha uma pista de dança onde tocava uma música suave. Ele botou as mãos em sua cintura e puxou o corpo dela para perto do dele. Bella sentiu-se aliviada por estar em seus braços e abraçou-o.

— Muito bem. — disse ele baixinho. — O que foi que ele disse?

Ela levou um susto. Não pensou que ele a tivesse visto conversando com Jacob.

— E-Eu não sabia que ele estaria aqui hoje.

— Eu também não.

— Ele me pegou de surpresa.

— Estou vendo. Você está super pálida! — E ele não estava gostando nada daquilo. — Mas, então, o que ele disse?

— Veneno. — disse ela. — Ele é puro veneno. E se eu contar, ele vai conseguir o que quer.

— Tudo bem. — Ele não insistiu no assunto e logo depois deixaram a pista de dança.

Mas ele voltou para casa em silêncio aquela noite. E ao fazerem amor, Bella notou uma nova intensidade em seus gestos. Exausta depois do sexo, ela dormiu pesado até ser acordada no meio da noite para mais uma jornada de intensidade idêntica.

Eta casal que não se resolve!!! Desculpem a demora mas não estou me sentindo bem essa semana, hj fiz o teste da Covid, é quase certo que eu peguei, porque estou com todos os sintomas! E claro alguns familiares que convivem comigo testou positivo! Então peço que vcs se cuidem!! Até essa vacina sair para todos! Estou bem na medida do possível, só preocupada, mas procuro não pensar muito! Prometo que vou continuar adaptando até quando der, porque no momento preciso de alguma distração, senão fico louca!rsrs! Mas Deus está no controle de tudo! Continuem se cuidando!! Ahh o próximo capítulo já é o penúltimo então comentem!! Bjimmm!!!