(Rachel)
"Bom dia."
"Será que você falou?" Procurei fazer uma entonação melhor
"Mas certamente. Como vai você?" Santana continuou com o tom lacônico.
"Muito bem, obrigada. E você como vai?" Procurei gesticular e não me deixar envolver pela falta de cooperação da minha irmã.
"Eu não me sinto nada bem não é nada divertido passar uma calhada de dias enxotando um bando de ervas daninhas no meu corpo ou os corvos que querem almoçar a minha cabeça. Oh, como sou um estúpido burro e infeliz!"
"Santana!" Estava chocada com a atitude dela.
"O quê?" Ela me olhou com cinismo.
"Esse não é o texto!" Como era difícil fazê-la ler um simples roteiro da maneira correta.
"Bom, isso se chama improviso."
"Você está improvisando de forma difamatória em um dos musicais mais importantes da história do teatro."
"Ray, eu não estou no raio desta peça, não acho o filme grande coisa e já repassei este texto umas mil vezes contigo!" Ela gritou comigo. "Dá um tempo!"
"Você não entende! Esta é a minha primeira protagonista. É um ícone da literatura, e preciso ter um desempenho memorável."
"Ray, você será Dorothy numa série de três apresentações da turma juvenil do teatro comunitário de Lima com capacidade máxima para 300 pessoas. Ninguém importante vai aparecer e tudo que os perdedores que gastarem 10 dólares vão fazer é torcer para que você desafine em Somewhere Over de Rainbow. Assim, eles terão assunto durante o verão!" Ela disse num tom tão cínico que fez o meu sangue borbulhar. "Eu já repassei esse texto contigo um zilhão de vezes. Decorei a fala de todos os personagens, inclusive o seu. Esse texto é imbecil. Não passa de uma cópia barata e resumida do próprio filme!"
Encarei Santana com perplexidade. Como ela podia ser tão cruel? Passei o último mês ensaiando esta peça duas vezes por semana e praticando as músicas em casa até a exaustão. Será que ele não entendia que esta era a minha primeira grande chance de brilhar? Essa peça ia ficar no meu currículo. Quando os meus biógrafos fossem pesquisar sobre minha carreira, citariam o palco do Teatro Reiner, de Lima, como o primeiro a testemunhar o talento da grande Rachel Berry-Lopez.
"Você não entende... Eu preciso chegar à perfeição."
"A estréia desse treco é hoje. Ou você está preparada ou não está!" Santana jogou o roteiro em cima da minha cama. "E depois, metade dos lugares vai ser preenchida por nossa família e a outra metade pela família dos outros atores. Ou seja: a sua atuação pode ser merda, mas todo mundo vai aplaudir no final."
Fiquei com vontade de pegar o primeiro objeto que alcançasse e atirá-lo na cabeça dela. Mas se fizesse isso, minha irmã ia revidar me estrangulando. Adeus voz e, possivelmente, adeus Rachel. Era melhor deixar Santana sair em paz se sentindo a senhora da verdade. O pior é que, lá no íntimo, ela tinha parte da razão. O texto não era grande coisa, nossa montagem era barata e o teatro era só um lugar mais ou menos em downtown de Lima. Até o auditório da minha escola era melhor e tinha mais lugares. Ainda assim, as condições não importavam e isso não era justificativa para ser menos do que perfeita. Decidi que se minha irmã não ia ajudar, então ensaiaria só. Recobrei a compostura e continuei.
"Você não pode descer?" Fiz uma pausa fingindo que o espantalho respondia. "Eu me chamo Dorothy e estou a caminho da Cidade das Esmeraldas. Vou pedir ao Grande Oz que me indique o caminho de volta ao Kansas." Outra pausa. "Não me diga que você não sabe!" Mais uma pausa. "Oh, sinto muito."
Minha atenção foi desviada por papai, que passou em frente à minha porta e deu uma risadinha. Sei que não era intenção dele me desconcentrar. Até eu precisava admitir para mim mesma que ensaiar sozinha daquela forma era patético. Desanimei e sentei na minha poltrona deixando cair sobre ela todo o peso do meu corpo.
"Por que parou? Estava indo bem." Papai entrou no meu quarto e sentou-se na minha cama, ficando de frente para mim.
"É que... Santana tem razão: de que adianta ensaiar agora? Ou estou preparada ou não estou."
"Verdade!" Ele me encarou sério. "Por outro lado, se você não estivesse tentando se aperfeiçoar até o último segundo, não seria a minha Rachel."
"Papai... e se eu falhar? E se eu esquecer a letra de Somewhere Over de Rainbow?"
"Eu vou te amar da mesma forma."
"É sério!"
"Quem disse que não estou falando sério? Ou que estou fazendo pouco caso?" Ele se levantou da minha cama e deu dois paços em minha direção para me dar um beijo na testa. Fechei meus olhos. "Rachel, não importa o que aconteça hoje em cima daquele palco, eu e seu pai vamos ser os mais orgulhosos daquele teatro. E sabe por quê?" Balancei a minha cabeça em negativo. "Porque seja lá o que acontecer, saberemos que você deu o seu máximo. Que você trabalhou duro. Você é maravilhosa, Rachel. Lembre-se sempre disto."
"Obrigada." Abri um fraco e incerto sorriso.
"Vou te deixar em paz, mas quando sentir que deve, Clara deixou um lanche especial para você degustar antes de irmos ao teatro."
Acenei. Papai me deu outro beijo na cabeça antes de sair do quarto. Olhei o roteiro mais uma vez e decidi que era melhor deixar de lado meus temores, como travar e esquecer as falas. Melhor seria conferir o lanche que Clara preparou. Havia um buquê de flores no vaso em cima do balcão da cozinha. Ao lado, um prato com biscoitos veganos assados, uma jarra com suco de morango e um hambúrguer vegetariano com alface, tomate, milho e ketchup. Era o meu favorito.
"Que horror!" Santana veio por trás de mim. Estava de biquíni com uma toalha sobre o ombro. O desgosto dela por comida vegana não a impediu de roubar um dos meus biscoitos e enfiá-lo todo na boca antes de correr para o quintal e pular na piscina.
Provei o hambúrguer mesmo sem estar com fome. Forcei-me a comer por pura consideração ao trabalho de Clara. Logo ela que teve de aprender um extenso cardápio vegano por minha causa e por papai, que era vegetariano. Clara e Prudence eram nossas faxineiras. Elas vinham trabalhar uma vez por semana para dar uma geral em tudo. Prudence era muito séria e só fazia o que era combinado, mas Clara não se importava em se aventurar na cozinha se sobrasse tempo. Também recebíamos a visita de Elton uma vez por mês para dar uma geral na área externa da casa e fazer pequenos reparos necessários. E também tinha Timmy, que limpava a piscina de 15 em 15 dias. Às vezes ele trazia Noah Puckerman para ajudá-lo.
A estréia da peça me deixou numa pilha de nervos. Não sabia se queria sair correndo para longe ou se mau via chegar a hora de ir ao teatro. Terminei de engolir o hambúrguer e voltei a subir as escadas, desta vez para me preparar. Escolhi um vestido rosa e um sobretudo vermelho. Coloquei minhas meias três quartos e sapatos pretos. Penteei o meu cabelo com cuidado e não me preocupei com maquiagem. Diferente de Santana, não gostava de usar pintura. De qualquer forma, eu teria de fazer uma para a peça, então para quê me dar o trabalho?
Sentei na poltrona e fechei meus olhos até que papai me chamou. Estava na hora. Ele me levaria ao teatro duas horas antes da estréia. Era o tempo necessário para que todo o elenco se reunisse, se arrumasse e se concentrasse. Estava ciente que meu pai, Santana e demais convidados, como abuela, tia Maria, tio Pedro e meus primos, Clara e Prudence só chegariam na hora correta para a peça. Depois iríamos todos ao Breadstixs para celebrar. Fiz um esforço para não pensar neles. Precisava me concentrar na peça e só na peça.
Não tínhamos camarim exclusivo. Arrumei-me ao lado de Dolores, que faria o papel de Glinda. Às vezes pensava que o diretor só me deixou ser Dorothy porque Dolores, a preferida dele, não sabia cantar. Infelizmente para ela, eu era muito superior em voz e técnicas de canto. Então me esforçava para apagar esse tipo de pensamento. Eu era Dorothy e fiz por merecer. Vesti meu figurino e Lucy me ajudou com a maquiagem. Aqueci minha voz procurei relaxar. O diretor bateu à nossa porta e desejou merda para todo mundo. As luzes piscaram. Fechei os olhos. Chegou a hora. Rachel Berry-Lopez faria sua primeira protagonista icônica aos 13 anos de idade na peça "O Mágico de Oz", produzida pela Companhia de Teatro Comunitário de Lima, Ohio, no palco do Teatro Reiner. As cortinas subiram. Ouvi os aplausos. Estava nervosa a ponto de querer vomitar, mas tinha que abater este leão. Então entrei em cena. Que sensação! Tinha nascido para aquilo.
...
(Quinn)
"Mas eu não vejo graça alguma em peças de teatro. Ainda mais de teatro comunitário!" Esbravejei.
"Por favor, Quinn, em nome da nossa amizade."
Amizade? A minha "amizade" com Amy se resumia a conversas casuais e educadas pelos corredores da escola. Isso porque nossos pais eram próximos e esperavam que a gente também fosse amigas.
"Além disso, meu pai me deixa sair contigo."
Traduzindo: ele permitiria que a filha saísse à noite se acompanhada da filha de Russell Fabray. Para a sociedade de Lima, a família Fabray cultivou uma fama tão impecável que estava acima de qualquer suspeita.
O caso é que Amy estava apaixonada por Taylor Mitchell, um menino mais velho que já estava na high school. Era um desses tipos que tinha banda de rock e gostava de estar envolvido com tudo que era expressão artística: até mesmo teatro amador. Ele fazia parte da companhia comunitária repleta de liberais democratas, hippies e libertinos, como diriam meus pais. Eu só achava de o grupo de teatro amador era um bando de perdedores idealistas que usava o lugar para fumar maconha sem ser incomodado pela polícia.
Claro que meus pais não repudiavam o teatro. Apoiavam, por exemplo, o grupo juvenil da igreja que faziam tanto peças bíblicas quanto adaptações de alguns clássicos da literatura e se apresentava uma vez por mês no auditório da nossa comunidade cristã. Não achava que eram bons e as peças eram tediosas. Além disso, havia Mercedes Jones, a filha do dentista, que fazia questão de gritar todas as notas de "Amazing Grace". Era horrível. O fato incrível é que eles ainda conseguiam ser melhores do que o desastroso grupo de teatro da minha escola. Verdade que as minhas referências não eram boas, mas não achava que o grupo comunitário de Lima faria melhor dentro daquele lugar pulguento no centro da cidade.
Meu pai jamais permitiria que eu entrasse ali às sete horas da noite em companhia de uma garota de acabou de completar 14 anos. A não ser que esta fosse a filha do dono do maior Shopping Center de Lima: um cliente que meu pai fazia de tudo para preservar. Os pais de Amy, por sua vez, jamais a deixariam ir sozinha para ver uma peça musical num teatro amador no centro da cidade. Era aí que eu entrava. Se uma menina comportada e de boa família estivesse presente, era sinal de que a filha não aprontaria devido à boa influência.
"Eu pago!" Amy estava ficando desesperada.
"O quê?" Fiquei indignada. Não, eu ainda não conseguia fazer como Frannie que não se importava em receber dinheiro por alguns favores às amigas.
"Eu pago para você me dar cobertura."
"Não sei o que você deve pensar de mim, Amy, mas dinheiro não é algo de que preciso. Eu não me venderia assim." Eu tinha o meu orgulho.
"Tá, desculpe!" Deu para ouvir o suspiro dela através do telefone. "Erro meu." Disse em tom mais baixo. "Quinn, eu realmente gosto do Taylor e prometi a ele que iria ao teatro. Vá comigo que ficarei te devendo um favor. Poderá me cobrar depois na hora que quiser. Tem a minha palavra."
Amy parecia desesperada e comecei a ficar com pena dela.
"Tudo bem. Vou ao teatro contigo e você vai ficar me devendo este favor. Um dia, quando precisar, eu cobrarei."
"Justo Podemos passar na sua casa às seis?"
"Combinado."
Conversei com meus pais e depois de algumas ligações entre nossas mães para confirmar a história, ficou acertado que a mãe de Amy e ela passariam mesmo na minha casa. Meu pai ficou particularmente feliz por eu ter um compromisso com pessoas que valiam à pena se relacionar. Nem mesmo se importou por eu ir a um lugar que ele naturalmente desaprovaria. Na ótica dele, era como se eu finalmente tivesse tomado jeito e começasse a seguir os passos da minha irmã. Frannie não apenas construiu um círculo social formado por vencedores, como também o dominava. Ela era a atual co-capitã das cheerios de Mckinley High e abelha rainha daquela escola. Meu pai não podia estar mais orgulhoso.
Fiz um lanche rápido antes de me arrumar. Uma vez que estava dentro da minha faixa de peso e ia para academia três vezes por semana, minhas refeições já não eram tão regradas. Deliciei-me um sanduíche de pão de forma com presunto e queijo branco. Para beber: leite com chocolate. Depois coloquei um vestido azul e escolhi um casaco branco de linha para acompanhar. Penteei meu cabelo e passei uma maquiagem leve. Só coloquei meus sapatos quando ouvi a buzina do carro no horário marcado. Meus pais fizeram questão de me levar até o carro e cumprimentar a mãe de Amy. Entrei no banco de trás do confortável BMW e sorri com educação. Alguns elogios e recomendações depois, pegamos o caminho em direção a downtown.
"Meninas, estarei esperando aqui na porta às oito e meia. Mas se a peça terminar mais cedo, liguem no meu celular." Amy não aprecia ligar muito para os avisos da mãe dela, mas eu fiz questão de acenar e repetir a informação como garantia de que havia entendido cada palavra.
Pelo programa, a peça tinha apenas uma hora de duração, o que significava que Amy teria pelo menos meia hora para namorar o ator de teatro. Acontece que chegamos cedo. Fomos as primeiras a comprar ingresso e a entrar. Eu me direcionei até a poltrona enquanto ela foi em direção aos bastidores. A minha maior distração era ver como o pequeno teatro enchia aos poucos. Era um ambiente simples e não tão pulguento quanto pensava. Havia certa dignidade ali. Olhei meu programa: nada mais do que uma folha A4 impressa dos dois lados. Um lado trazia a foto do elenco da peça e do outro os nomes dos atores, os atos e as canções. Fiquei surpresa ao ver Rachel Berry-Lopez como Dorothy. Ela era metida a ser cantora, mas não a conhecia tão bem a ponto saber que também fazia parte da turma do teatro. Outra coisa surpreendente foi saber que a peça seria encenada pelo grupo infanto-juvenil. Nem sabia que o pessoal do teatro comunitário tinha programa especial para jovens.
Dez minutos antes de a peça começar, todos os lugares estavam ocupados. Foi neste momento que Amy apareceu novamente sem batom e sorria como uma idiota porque recebeu uns amassos do tal rock star metido a ator. As luzes piscaram e se apagaram. As cortinas se abriram e as pessoas aplaudiram. Rachel Berry-Lopez apareceu junto a outros atores adolescentes em meio a uma produção modesta. A atuação dela não me impressionou. Nem ela e nem o desempenho dos outros garotos. O texto também não era bom. Dava para ver que havia mais boa vontade do que talento propriamente dito. Mas uma coisa me deixou boquiaberta: Rachel Berry-Lopez cantando "Somewhere Over de Rainbow" foi uma das coisas mais bonitas que ouvi e tive a sorte de presenciar. Ela cruzou os dedos das mãos na frente do corpo imitando movimentos de Judy Garland e soltou a voz delicada e poderosa ao mesmo tempo.
"Somewhere over the rainbow/ Way up high/ And the dreams that you dream of/ once in a lullaby/ Somewhere over the rainbow, blue birds fly/ and the dreams that you dream of/ Dreams really do come true."
Juro que quase perdi o fôlego quando a ouvi cantar. Não tinha notícias de alguém importante que tivesse saído de Lima, nem mesmo sabia se havia alguém com potencial para tal, para se tornar um cidadão ilustre a ponto de ganhar aquelas homenagens na prefeitura. Bom, o meu pai ganhou uma menção de honra na prefeitura uma vez, mas ele não é um cara famoso fora de Lima ou tem talento para as artes: foi homenageado porque ele patrocina todos os anos uma festa beneficente para arrecadar dinheiro para uma instituição em Cincinnatti que ajuda veteranos de guerra. E também porque o meu pai é um bom político, mesmo que não esteja oficialmente envolvido com isso.
Eu não sei o que Rachel planejava para o próprio futuro, mas até mesmo eu percebi que aquela garota tinha mais talento do que todo o resto do elenco. Mas não fui cumprimentar o elenco ao final do espetáculo. Rachel era a filha dos homens que meu pai não aprovava. Amizade com ela era algo proibido. Por isso achei melhor ficar quieta num canto do teatro esperando Amy voltar dos bastidores com o homem de lata grudado nos lábios dela. Ela parecia feliz. Os dois estavam. Talvez essa coisa de namorar fosse mesmo bom, mas por que será que não conseguia ficar atraída por garoto algum?
"Ei, Taylor. Parabéns!" Forcei um sorriso.
"Valeu..."
"Quinn. Quinn Fabray."
"Ok, Quinn. Obrigado."
Ele deu mais um beijo em Amy, desses de língua, e fiquei constrangida por estar ali imediatamente ao lado. Nem mesmo olhar para o chão, para o teto e para minhas unhas tiravam o constrangimento. Até que eles finalmente se desgrudaram e pude puxar Amy para fora do teatro. A mãe dela já estava a nossa espera.
"Então garotas, gostariam de passar em algum lugar para comer? Talvez no Breadstixs?"
"Pode ser." Amy respondeu indiferente.
"Não me oponho, senhora Capra." Disse com mais ponderação.
"Ótimo!"
Breadstixs era o restaurante decente do tipo bom e barato de Lima. Íamos lá como alternativa às cadeias de lanchonetes, e aos chineses e mexicanos. Se você quisesse impressionar, então tinha de ir ao Metrópolis, de comida cara e boa. Era onde o meu pai pagava almoço a clientes e a figurões de Ohio. Ao chegarmos, não fiquei surpresa ao encontrar algumas pessoas que estavam no teatro, como a monitora do meu colégio, a senhora Greenberg, e o garoto que interpretou Oz. O melhor é que pude aproveitar uma comida deliciosa, mito melhor do que o sanduíche de presunto.
De volta para casa, e com a barriga cheia, dei boa noite aos meus pais e fiz um breve relatório de como me divertir com a garota com quem deveria manter amizade antes de subir ao meu quarto. A voz de Rachel não saia da minha cabeça e isso me levou a uma curiosidade. Liguei meu computador e googlei o nome dela. Para a minha surpresa, apareceu uma página do MySpace entre os poucos resultados. Havia duas faixas postadas: a primeira com três plays e a segunda com cinco plays. Rachel não era popular. Cliquei na música "On My Own", do espetáculo Os Miseráveis. Era uma faixa à capella numa gravação ruim, caseira. Não sei por que ela fez isso, mas até que gostei. Acho que me tornei uma fã da voz de Rachel Berry-Lopez... só que ninguém pode saber!
