- Harvey Specter, és um homem morto! – exclama Donna quando encontra uma marca que ele deixou na noite anterior no pescoço.

Ela sai da casa e banho a chamar por ele que ainda está deitado na cama dela:

- Harvey! Harvey!

- Bom d… Uau! – exclama ele quando vê que ela está só com a camisa dele vestida.

- És um homem morto!

- Ver-te assim vestida é bem capaz de me causar um ataque cardíaco – brinca.

- E tu ainda brincas? Eu juro que te mato! – diz irritada e começa a bater-lhe com uma almofada ele em resposta apenas ri.

- Está bem, está bem! O que te deu?

- O que me deu? O que eu digo sempre? Sem marcas!

- Ou então em sítios onde só nós podemos ver! – completa ele.

- E achas que o meu pescoço é um lugar que só nós vemos?

- Se usares um cachecol sim é!

- Um cachecol? Um cachecol? – repete e volta-lhe a bater com a almofada. – E podes tirar esses sorriso orgulhoso do rosto!

- És minha! – exclama e depois pega nela e com um movimento rápido vira-os para ele que esteja deitado em cima dela.

- Realmente só falta a tua assinatura para todos verem. – diz com ironia.

- Se pedires com muito carinho até sou capaz de dar!

- Ninguém te aguenta! Agora deixa-me ir porque tenho de disfarçar isto!

- Não sei antes me dares um beijo.

- Tu não mereces.

- Ai isso é que mereço – diz e depois aproxima-se ainda mais e dá-lhe um beijo que deixa os dois sem fôlego.

Com ajuda da maquilhagem ela consegue disfarçar, no entanto ela tem consciência que os outros podem perceber. É o caso da Chloe que repara quando as duas se encontram na cozinha a meio da manhã.

- Parece que a noite correu bem para algumas pessoas. – afirma Chloe

- Hm…?

- Quem é o sortudo? Posso conhecê-lo? – pergunta a amiga apontado para o pescoço se forma a dizer que notou o que ela tentou disfarçar.

- Não, não podes conhecê-lo – responde.

- Porquê?

- Porque quando puser as mão em cima dele ela vai deixar de respirar em questão de segundos… eu tinha-o avisado!

- Deixa, ele deve ter-se entusiasmado! Não o podes culpar!

- Ele fez de prepósito e eu sei!

- Como é que sabes disso?

- Porque ele está orgulhoso do que fez.

Depois do almoço Donna está em frente a Harvey divulgar toda a sua agenda.

- Então reunião com o potencial cliente às 15h e tribunal às 16h45… Harvey! Os minha cara está aqui – diz Donna apontando para o seu rosto quando percebe que ele não está a olhar.

- Eu sei…

- Então faz o favor de olhar… e deixa de olhar para o meu pescoço.

- Desculpa não resisti! – diz com um sorriso orgulhoso.

- Por acaso ouviste alguma coisa do que disse?

- Sim tribunal e reunião.

- Harvey, reunião três da tarde e tribunal às quatro e quarenta e cinco.

Antes que tenha hipóteses de sair Harvey entrega um papel a Donna

"Jantar logo em minha casa?

Amo-te muito"

- Não! – responde depois de o ler.

- Porquê?

- Porque estás de castigo!

- Novamente, porquê?

- Por causa do que fizeste… e por estares orgulhoso disso!

- Mas é claro que estou orgulhoso disso!

- E posso saber porquê?

- Espera um segundo… - diz e pega numa caneta para voltar a escrever uma nota.

- Só para que saibas independentemente da tua resposta a minha continua a ser não… amanhã pode ser que tenhas sorte. – Donna responde e pega no papel indo embora.

"É claro que estou orgulhoso.

Só eu é que tenho o prazer de poder fazer isso, não podia ter mais
orgulho em ti e na nossa relação. Amo-te tanto e qualquer coisa que
nós façamos juntos é mais do que motivo para ter orgulho"

Quando acaba de ler a nota dele ela já não está perto dele e então murmura:

- Se continuares assim, todo o poder que ainda tenho para te resistir vai desaparecer.

Quando chega à sua secretária Donna guarda o papel assim como fez com todos os outros. Ela nunca foi de fazer isso, mas com ele é diferente e visto que ainda ninguém da empresa sabe do relacionamento deles ela quer aproveitar todas as oportunidades para guardar os convites que ele faz desde os mais inocentes até aqueles que ela nunca deixará ninguém ver