Sr. & Sra. Malfoy

Capítulo UM

Negócios

Estar novamente em casa era um alívio. A sensação era boa e, só então, estando ali, no meio de toda a sua família bagunçada e barulhenta, é que ela percebia o quanto sentira falta deles durante os últimos cinco (quase seis) anos que passara sem visitá-la.

E mesmo estando em Londres durante os últimos sete meses, não pudera visitar sua família, ou estragaria seus planos.

Sentir novamente a maciez da sua cama e se embrulhar com os cobertores feitos especialmente pela sua mãe também era algo que contava muito para tornar tudo mais agradável.

Ela já estava deitada na cama há algum tempo, mas nem por isso pensava em dormir. Nem mesmo tirara o vestido com que chegara. Ao contrário, ela lembrara-se de como era bom ficar de costas na cama, olhando para as estrelas enfeitiçadas no teto do quarto, formando constelações que, hoje, ela sabia os nomes.

A porta se abriu quase que silenciosamente, e ela só percebeu que alguém entrara quando viu uma cama sendo arrastada para dentro do seu quarto e sendo posta ao lado da sua cama.

"Mione vai dormir aqui.- era Harry, que falava de um jeito quase tímido- Eu estava dormindo aqui, já que todos os outros quartos estão ocupados e Rony conseguiu permissão legal para dormir com a Mione no quarto dele. Espero que não se importe."

Gina olhou Harry de cima a baixo. Ele estava realmente lindo. Mais do que o que ela se lembrava. Aparentemente estava com um ar mais sério e o rosto mais maduro. O cabelo caindo livre sobre os olhos e barba por fazer também ajudavam muito no charme peculiar e...selvagem. Era sedutor. Os olhos verdes estavam muito mais ressaltados agora que ele não usava mais óculos, e o físico bem feito estava mais evidente sob as roupas.

"Eu não me importo.- ela disse, tentando não parecer casual demais- Aliás,- uma idéia absurda passou pela sua cabeça e ela logo tratou de afastá-la- bem, deixa pra lá.- ele sorriu."

"Você mudou muito, Gina, mas acho que muitos já te disseram isso."

"Mudei? Mudei como?"

"Ficou mais bonita, muito mais, devo observar.- ela sorriu a meio fio- Está mais mulher.- e depois sorriu mais ainda."

"E você, se me permite comentar, está mais homem.- falou, com tom de gozação, e ele sorriu."

E então, sem que nenhum dos dois pedisse permissão, sem que nenhum dos dois se desse conta do que estavam fazendo, beijaram-se. Era um modo lascivo e ousado de beijo. As línguas se engalfinhavam, e este era um modo de se sentir completamente o gosto que cada um tinha, e de ascender algo dentro dos dois que exigia mais de cada um. Minutos depois Harry se afastou e fitou os olhos de Gina.

"Senti sua falta.- ele sussurrou, levantou-se e saiu do quarto dela."

Gina sorriu consigo mesma, quase satisfeita. Ou nenhum pouco satisfeita com aquilo, mas teria algum tempo até lá.

Hermione chegou alguns minutos depois, iniciou uma conversa com Gina mas, assim que deitou na cama, acabou dormindo. Gina continuou parada em sua cama por muito tempo, antes de se decidir por voltar a sua mala ao tamanho normal, trocar de roupa e apanhar uma pasta preta.

Abriu-a com cuidado sobre a sua cama, espalhando vários papéis. Em todos eles havia uma foto e uma ficha completa, além de um objetivo e um espaço intitulado 'Resultado'. Nesses espaços, em várias folhas, estava escrito, em letra caprichada, o termo 'Executado', no sentido literal da palavra.

Havia fotos de homens e mulheres, a maioria era jovem e Gina conhecia ou de Hogwarts ou de algum lugar que estivera durante dois anos depois de Hogwarts. Ela apanhou um dos papéis e suspirou, observando a foto de um rapaz de cabelos claros e olhos azuis chamado Colin Creevey, e de outro, muito parecido com ele, chamado Dennis Creevey, e em nenhum dos dois havia o termo 'Executado'.

Passou vários papéis, a maioria deles estavam executados, e os que não estavam, eram parte do motivo de ela estar novamente em casa. Por último, apanhou dois papéis, que se diferenciavam dos outros por serem negros e terem escrito, em vermelho, a palavra 'Importante'. Não estavam executados.

Ela olhou atentamente para as duas fotos. Ambas representavam homens muito belos e atraentes. E também muito diferentes. Um deles era moreno, olhos verdes e lábios convidativos que ela acabara de beijar. O outro era loiro, olhos cinzas, uma expressão genuína e sedutora no rosto, um charme que nenhum outro homem teria igual e um sorriso fino, era o homem com quem ela esteve casada durante cinco anos.

"Harry Potter e Draco Malfoy.- bem embaixo, escrito em letras quase garrafais, como se fosse algo muito importante, e para Gina certamente era, havia o valor, idêntico nos dois papéis- 1 bilhão. É, Gina, você está bilionária!"

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Ela esgueirou-se pelo beco escuro, tomando o maior cuidado para não fazer barulho. Escondeu-se atrás de uma das enormes latas de lixo, ativou o feitiço de visão noturna em seus olhos, melhorou sua audição, também com magia, e observou atentamente a cena à frente.

"Qual é o plano agora, Kyle?"

"Capturar a Sra. Malfoy, para que Draco venha atrás dela. Só assim nós o apanharemos, aquela mulher é a única fraqueza dele."

"Amadores"- ela pensou, rindo sozinha.

"E você tem idéia de como vamos pegá-la?"

"Andei observando os atos dela. Toda Segunda ela passa duas horas no orfanato do centro, de duas às quatro da tarde. Vai para casa e não sai mais. O resto da semana ela vai para o escritório pela manhã, no centro de Londres, sai à tarde para o escritório do marido, onde fica durante uma hora e meia, sai com o segurança e vai até o Caffe Colonial. Passa meia hora lá, depois dá uma volta pelo parque Central, onde fica durante umas duas horas. A seguir ela vai pra casa e, às vezes, sai de noite com o marido. Geralmente aos sábados passa o dia nos jardins da casa na companhia de Draco e os dois saem à noite, ou para dançar ou jantar, às vezes os dois, e voltam ao amanhecer. No Domingo vão para o parque de esportes pela tarde, onde ficam até anoitecer, passam numa lanchonete perto de casa, comem alguma coisa e voltam para a comodidade do lar, de onde não saem mais."

"Que patético"- ela teve vontade de gargalhar- "eles decoraram a minha rotina do mês de janeiro...não vai adiantar nada se amanhã começa fevereiro e minha rotina vai mudar totalmente. O que esses comensais esquecidos acham? Que eu vou para sempre fazer a mesma coisa todos os dias? Que burros!"- ela pareceu decepcionada.

"Certo. E para quando pretende pegar a Sra. Malfoy?"

"Próxima Segunda feira, enquanto ela estiver no orfanato. Nós despistamos o segurança e pegamos a mulher. Depois contatamos Draco Malfoy."

Virgínia apanhou a pequena Sig Sauer, a arma branca reluzente, do tamanho da palma da sua mão e, sem dúvidas, a que ela mais gostava, e apontou para o outro comensal, o que não se identificara por qualquer nome. Apertou o gatilho e o raio saiu silencioso em direção ao homem, que caiu imediatamente no chão. Kyle olhou para o beco e apanhou o que também parecia uma arma, mas pelo tamanho, Gina identificou como sendo uma precária e obsoleta arma de fogo.

"Vocês são deprimentes.- ela falou, com a voz firme- E você é ainda mais deprimente que os outros, Sr. Kyle. O que a sua família vai falar quando descobrirem sobre os seus serviços escusos?"

"Quem é você? É melhor se identificar ou eu vou atirar.- Gina aproximou-se e saiu das sombras. O homem pareceu abismado com a beleza e sensualidade da mulher ruiva de roupas pretas e coladas que se mostrara tão perigosamente para ele- Você é...Virgínia..."

"Malfoy, sim. Virgínia Malfoy. Mas me chame de Sra. Malfoy.- ela falou, antes de apertar o gatilho da Sig Sauer e derrubar o homem."

Em seguida, assobiou alto e, segundos depois, uma coruja negra pousou no seu ombro. Ela apanhou o papel preso à pata da coruja, escreveu um bilhete rápido e amarrou-o novamente.

"Leve-a ao Centro de Inteligência, Couleuvre.- a coruja voou e desapareceu no céu negro- Agora vocês dois...nada de entrarem no meu carro...nada de Aurores, muito arriscado para a minha situação...que tal ficarem desaparecidos durante algum tempo?"

Saiu do beco e avistou a sua BMW preta parada escondida um pouco na sombra de um dos prédios. Entrou e rumou para a Mansão Rubro Malfoy.

Ela entrou no quarto silenciosamente, para não acordar o marido, mas aparentemente não teve muito êxito.

"Você demorou.- ela ouviu a voz dele."

"Me desculpe."

Ele viu o contorno do corpo esbelto da mulher, escondido pelas sombras, e viu-a tirando a roupa e partindo para o banheiro. Ouviu o barulho da água do chuveiro e instantes depois ela saiu de lá, já vestida com uma fina camisola de seda.

Virgínia deitou-se na cama ao lado dele e Draco puxou-a para junto do seu corpo, mantendo-a bem próxima, abraçado à sua cintura. Ela sentiu a respiração quente dele no seu pescoço e em seguida um delicado beijo.

"Não estava nos planos demorar muito, mas fiquei entretida com a conversa do pessoal do escritório."

"Sobre o que era dessa vez?"

"Comensais esquecidos.- ela bocejou e aconchegou-se mais ao corpo do marido- me faz dormir agora, Sr. Malfoy...- ela sussurrou, com a voz embargada de sono- ...por favor...?"

"O que a senhora quiser, Sra. Malfoy.- ele levou a mão aos cabelos dela e ficou fazendo cafuné durante muito tempo, até que tivesse certeza que a mulher dormia. Em seguida dormiu também."

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Gina acordou e fitou o teto do quarto. O aposento estava completamente claro, e ela repudiava-se por ter esquecido de fechar as cortinas da janela. Tentou virar-se para o lado e continuar a dormir, mas não teve muito êxito.

O sonho que tivera durante a noite estava muito vivo em sua mente, e trazia, com ele, lembranças que, talvez, ela quisesse esquecer. Lembranças do tempo em que vivera com Draco. Mas não porque eram lembranças tristes. Ao contrário, eram infinitamente e, de longe, as mais felizes de toda a sua vida...

Aquele fato, a morte de Kyle e Ryan, acontecera em Londres, há sete meses. Um mês depois disso ela e Draco se separaram.

No entanto, analisando melhor o sonho, não era sobre o tempo que se separara de Draco que era importante agora. Sete meses. Esse foi o tempo do feitiço de desaparecimento dos dois comensais esquecidos...e aquilo espantou o seu sono completamente.

Ela levantou-se rapidamente e só então percebeu que Hermione ainda dormia ao seu lado. Apanhou um robe e desceu correndo as escadas. Chegou à cozinha e viu seus pais, os gêmeos, Harry e Rony já na mesa.

"Bom dia, família."

"Gininha, achamos que ia dormir até mais tarde.- sua mãe comentou, ao que ela sorriu."

Dormir até tarde não era algo de seu feitio, a não ser que, ou estivesse realmente muito cansada, ou estivesse muito bem acompanhada. Dois dos motivos que a faziam querer ficar na cama o dia todo.

"Não estava mais com sono.- ela falou e atentou-se a uma coruja negra parada ao pé da janela- Couleuvre!"

A coruja voou até o seu braço, entregando-lhe exemplares dos jornais Profeta Diário e Magic Times, os mais influentes do mundo bruxo.

"Alfred Kyle e Lee Ryan, Comensais Esquecidos, achados mortos em beco no centro de Londres- ela leu a primeira capa, alegre- Eu sou perfeita!- sua família a olhava sem entender muita coisa- Eu sou realmente perfeita!"

"Podemos saber do que você está falando? O que te faz ser tão perfeita?"

"Não é nada, apenas estou feliz.- ela sentou-se na mesa- Pode me passar a calda de chocolate?"

"Gina, por acaso tem uma BMW estacionada no jardim d'A Toca, é sua?- Fred perguntou."

"Por acaso é.- ela respondeu, mordendo um pedaço generoso de panqueca com calda de chocolate."

"Por acaso você roubou um banco?- Rony comentou, divertido. Gina riu."

"Não exatamente.- 'não exatamente um banco...'- ela pensou."

Ela levantou-se sem dizer mais qualquer coisa, no instante em que Hermione entrou na cozinha, dando bom dia para todos, e subiu as escadas de volta ao seu quarto. Foi direto para o banheiro, na intenção de tomar banho. Minutos depois, antes que ela tirasse a roupa, a porta do banheiro se fechou e ela olhou para quem estava com ela.

"Olá, Harry.- ela falou, com um sorriso, aproximando-se furtivamente."

"Sabe, eu me lembro muito bem do que aconteceu da última vez que nos encontramos."

"Sério? Mas isso faz quase nove anos...não quer refrescar a minha memória?"

Harry puxou-a pela cintura, colando os corpos e apanhando-a em um beijo violento e ousado. Suas mãos passeavam quase que totalmente livres pelo corpo de Gina, e as dela arranhavam suas costas. O beijo durou longos e infindáveis minutos, que os deixaram inebriados e sem fôlego. O toque de Harry era excitante, principalmente quando a mão dele subia por baixo do tecido de sua roupa e tocava levemente os seios dela.

"Agora eu me lembrei.- ela disse, ao mesmo tempo que empurrava Harry para fora do banheiro, trancando a porta em seguida. Ela sorriu, satisfeita- Caindo como um patinho..."

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O Centro de Inteligência da Magia ficava bem próximo do local onde estava o Ministério da Magia. No entanto, ao invés de ficar abaixo de um terreno baldio, ficava sob um parque. A entrada era também uma cabine telefônica e procedia quase da mesma forma, mas pedia nome completo, número de identificação e senha.

Gina estacionou o carro debaixo da sombra de uma árvore e observou o parque. A cabine, no momento, estava ocupada, por um trouxa que falava alegremente e com um tom muito alto, de modo que a conversa fosse totalmente ouvida por ela.

Um outro carro estacionou ao lado dela e Gina não pôde ficar mais satisfeita ao ver quem dirigia a Mercedes, aparentemente velha, a julgar pela pintura desgastada.

Por um lado ela pensou em falar alguma coisa irritante, apenas para provocar a mulher de nariz empinado, por outro ela apenas ignorou sua presença.

"Oras, Weasley, por aqui? Não era você quem não gostava do Ministério?"

"Sra. Kyle?- Gina botou um enorme sorriso no rosto- A senhora sabe mais do que ninguém que eu só entro naquele lugar que chamam de Ministério da Magia se for em últimas circunstâncias."

"Percebo tanta arrogância no seu tom de voz, Weasley..."

"Que seja, Sra. Kyle, nós nunca tivemos uma relação não arrogante de todo modo. Mas, mudando de assunto, fiquei sabendo que seu marido finalmente reapareceu..."

"Como?"

"Ah, não sabia?- Gina apanhou o exemplar do Profeta em suas coisas e arremessou-o à mulher- É, está morto e era um Comensal Esquecido. Não era você quem dizia que Alfred Kyle era o exemplo da honra no mundo mágico? Honra de quem? Voldemort?"

A mulher se afastou sem dizer qualquer coisa. Seus olhos marejaram e, antes que Gina pudesse querer dizer algo, ela desapareceu na cabine telefônica à frente do terreno baldio.

Assim que o trouxa saiu da cabine, Gina entrou e imediatamente ouviu a voz masculina e extremamente forte ecoar. Não era fônica nem arrastada como a voz da mulher da cabine que levava ao Ministério. Essa era bem real.

"Nome, número de identificação e senha por favor."

"Virgínia Molly Weasley. 223855285001333-59 Violin. O Ministério fede.- a voz pigarreou, ao que ela resmungou algo- Ok, ok! Virgínia Molly Weasley M.A.L.F.O.Y.- ela enfatizou seu último nome, soletrando-o em voz alta- Satisfeito?"

"Sem soletrações por favor.- ela resmungou mais alto."

"Virgínia Molly Weasley MALFOY- falou, em voz alta- 223855285001333-59 Violin. O Ministério fede."

"Certo, identificação de voz, nome, número e senha. Acesso liberado.- e, num instante, Gina desapareceu em névoa."

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"O que foi aquilo, Zabini?- Gina chegou apontando para a cara de Blaise Zabini e depois empurrando-o com a ponta do dedo- Anda, explica o que foi aquilo!"

"Oras, Gina, são apenas regras. Lembra-se? Eu sou pago para obedecer."

"Mas se você já sabia que era eu, porque tudo aquilo?"

"Você ainda é uma Malfoy, Gina, caso não se lembre. Assim que você tirar o sobrenome do seu nome eu paro de encher seu saco e você volta a ser só uma Weasley."

"SÓ uma Weasley? SÓ uma Weasley? Quem é você para me dizer que eu voltarei a ser SÓ uma Weasley? Eu nunca fui SÓ uma Weasley!- Blaise riu, ainda sendo atacado pelo dedo da mulher em seu peito- E para a sua informação, ninguém sabe que eu fui casada com o Draco, então, feche o seu bico."

"Você está um pouco atacada hoje ou é só impressão minha? E ninguém sabe que você ama ou amou o Draco de verdade, o que é bem diferente. Acredite, todos do CIM sabem que você foi casada com ele. E me chame de Cooler aqui dentro."

"Dane-se você, Zabini!- ela gritou, ignorando o último comentário dele e seguiu adiante num corredor longo, parando em frente a uma porta de mogno bem detalhada."

Ela bateu e imediatamente ouviu uma voz mandando-a entrar.

"Estava brigando com o Cooler novamente, Violin?- o homem, de cabelos grisalhos atrás da bela mesa de mogno, comentou sem tirar os olhos de um documento."

"Apenas uma conversa amigável, David, as coisas de sempre."

"Claro, sente-se. Acredito que você tenha algumas dúvidas quanto às últimas execuções e eu tenho que esclarecer algumas coisas com você."

"Sim, eu quero entender porque Draco Malfoy e Harry Potter, se eles são Aurores."

"O CIM não distingui aurores de outras pessoas, Violin. Se alguém não está colaborando com a harmonia da sociedade ou se apresenta algum perigo para esta, será executado. Você conhece as regras, e você aceitou cumpri-las. É assim há quase nove anos, Violin.- Gina abaixou a cabeça."

"Sim, claro que eu conheço todas as regras, mais do que todos até, eu só não entendo porque eles."

"Sabe qual é o nome disso?- Gina olhou para David e viu que os olhos extremamente azuis dele olhavam-na profundamente, como só ele, provavelmente, conseguia fazer- Emocional afetado. Harry Potter é o seu amigo de infância, eu até entendo, mas Draco Malfoy? Achei que para você ele não passava de negócios."

"Claro, negócios.- ela murmurou- Sempre não passam de negócios."

"Seu trabalho é um negócio, Violin, achei que já tivesse se acostumado com isso. O fato é que agora você precisa resolver só mais um negócio."

"Chamado Harry Potter e Draco Malfoy, claro, é simples resolver isso.- ela tentou não ser irônica, mas falhou."

"Se você acha que não dá conta de resolver isso- David assumiu uma posição severa- fale logo que eu arranjo outra pessoa que faça no seu lugar, Violin."

"Eu posso fazer.- ela falou, com convicção, tentando convencer mais a si mesma do que a David- Eu vou fazer isso. Eu só preciso saber mais, como...por que...?"

"Ninguém conhece nada sobre o CIM, Violin, nem mesmo o Ministério. A não ser o Ministro Remo Lupin, mas mesmo assim ele não sabe nada a respeito de nenhum dos integrantes, ou sobre os 'negócios' que fazemos. Sabe o tipo, mas não contra quem, claro. Isso você já sabe. Aurores também não têm noção de nós. Que Harry Potter é Auror todos sabem, mas pouquíssimos sabem a respeito de Draco Malfoy, já que ele é um dos Aurores Secretos do Ministério, e isso nós só ficamos sabemos há seis meses. Há pouco tempo o CIM descobriu que um dos dois guarda um segredo muito grande que o outro quer muito, trata-se de um segredo que pode ameaçar a harmonia não só do mundo bruxo, mas também do trouxa. É simples, apenas desvende o segredo e execute-os."

"Eu não acredito que um dos dois pudesse..."

"Ameaçar a paz? Fazer mal? Não se deve confiar em ninguém, Violin. Todos querem apenas sobreviver e farão de tudo, passarão por cima de todos para isso. É uma regra."

"Ok, eu já entendi.- ela suspirou e tentou sorrir."

"Você poderá contar com a ajuda duas pessoas do CIM para executá-los. Pode escolher ou deixar que eu escolha."

"Eu só trabalho com o James, e você sabe disso, David. Não preciso de mais ninguém."

"Não dessa vez, Violin."

"James e ninguém mais."

"Certo, eu escolho o outro. Cooler."

"Não pode ser a Luna?"

"Sky está em um negócio muito importante na Alemanha, no momento.

"Que tal Forrest?"

"Snow está ocupada com o fim da gravidez, lembra-se?- ela ia retrucar mas alguma coisa, mas não teve tempo- Cooler e está definido!"

A seguir, David apanhou sua varinha e fez um movimento no ar, fazendo com que duas fitas coloridas saíssem delas e voassem até a porta, passando por baixo dela. Nem bem dois minutos se passaram a porta se abriu e um homem negro, na faixa dos 40 anos, com os olhos muito escuros e penetrantes apareceu, segurando nas mãos as duas fitas.

"Zabini está em horário de troca de turno e saiu para o intervalo.- ele informou- É muito urgente?"

"Não, está tudo bem. Você e Violin podem explicar tudo a ele depois. Violin te explicará em instantes. Quero falar sobre uma outra coisa com ela."

"Eu devo sair?"

"Não, não, isto deve servir para todos, de maneira geral."

"O que seria agora?- Gina perguntou."

"Um informativo será colocado no mural de entrada, e trata-se da execução de trabalhos não relacionados ao CIM. Estão, e sempre estiveram, proibidos."

"E você vem me dizer isso por...?"

"É apenas uma informação, Violin, para você e para o Kaus aí. E claro, para todos os outros."

"Algo que eu já sei desde sempre. Estou liberada?"

"Claro, mas pegue isso- David entregou uma pasta azul para ela, visivelmente cheia de papéis- E leia com atenção. É sobre o último 'negócio'."

Sem dizer nada, ela e James saíram do escritório de David Geller, o supremo chefe do CIM. Enquanto caminhavam pelo longo corredor, Gina virou-se casualmente para James e sorriu.

"Então, James...- e nem bem ela começou a falar, James entregou-lhe um relatório."

Gina leu-o rapidamente enquanto andava, seu sorriso aumentando a cada linha. Assim que terminou, virou-se novamente para James.

"Este cara não foi o que nos deu 30 milhões para matar o inimigo de não sei lá o quê?"

"Sim, a família do falecido oferece o dobro para que ele esteja morto o mais breve possível."

"E isso não se trata de um 'negócio' não relacionado ao CIM, trata-se?- ela perguntou, visivelmente ansiosa, com um sorriso nos lábios."

"Com certeza não está relacionado a ele. O que você acha?"

"Perfeito!"

N/Rbc: é isso. Muito obrigada pelas reviews e espero que estejam gostando. Os agradecimentos estão todos no meu profile e, também, quem quiser ver a capa desta fic, é só clicar no link HOMEPAGE do meu profile... a capa tá lá. É isso.

Bjinhos...

Rebeca Maria!