N/Rbc: primeiro, me desculpem pela demora. Isso não deve voltar a acontecer... eu acho. Se eu não estiver errada, eu ainda tenho mais 2 ou 3 capítulos prontos dessa fic e pretendo continuá-la o mais rápido possível.

A respeito do capítulo, é particularmente o meu favorito. Por N motivos que vocês logo descobrirão. E apenas para informar, uma parte deste capítulo foi inspirada quase que totalmente na oitava - talvez nona - temporada de Friends. Mais especificamente no casamento da Monica e do Chandler. E outra: qualquer semelhança com o filme e/ou livro Sr. & Sra. Smith não é mera coincidência. Boa leitura!

Sr. e Sra. Malfoy

Capítulo SEIS

Liberty

"...Mas quando ela se virou para mim, puxou mais a minha gravata, juntando os corpos, jogou os braços por cima dos meus ombros e começou a remexer os quadris, Virgínia me convenceu: ninguém dançava salsa melhor do que eu."

A página marcada por Draco ainda estava bem viva na sua mente. As palavras ainda lhe contavam toda a história pela milésima vez. Por que ele tinha que mandar o diário dele justo agora? E afinal de contas, por que ele tinha um diário? Mais um segredo, e muito bem guardado durante sete anos.

Mas ela estava disposta a não comentar nada com ele sobre o diário, a não ser que ele perguntasse algo a respeito. Ela não daria chance nenhuma para que ele a fizesse lembrar do melhor encontro de sua vida. Melhor e mais comprometedor.

x.x.x

Gina parou com a BMW próxima ao imponente portão da Mansão Rubro Malfoy. Os seguranças olharam para ela e, sem esperar qualquer palavra, abriram o portão e deixaram que ela entrasse.

A sala principal continuava a mesma. Grande, espaçosa, muito bem organizada e com dois ambientes. Até mesmo o quadro do casal Malfoy continuava na parede que separava os dois ambientes, e Gina perguntava-se por que Draco ainda não o tirara dali. Mas não importava naquele momento.

Ela deixou sua bolsa e seu sobretudo em cima da mesa da sala e subiu as escadas. Procurou por Draco no quarto de casal, no escritório, e até mesmo nos três quartos de hóspedes e na biblioteca. Não estava em nenhum deles. Encontrou-o no último lugar possível daquele andar.

Era um quarto grande e muito bem decorado, todo em rosa claro. Havia móveis em branco com almofadas coloridas, uma cama baixa e pequena, uma cadeira de balanço, um sofá pequeno e um berço.

Draco estava na cama, deitado, com uma criança de pouco mais de um ano deitada de bruços em seu peito. Era uma menina, com os cabelos loiros meio avermelhados e a pele tão alva quanto a de Draco. Estava com os olhos fechados e um dedo na boca. Ela dormia serenamente, assim como Draco.

A mão dele repousava suavemente sobre as costas da criança, e ambos suspiravam de vez em quando, e respiravam num mesmo ritmo. Os dois ostentavam um sorriso singelo no rosto e um semblante calmo, quase idênticos.

Gina parou ao olhar esta cena. Quantas vezes já não a vira e tivera essa mesma reação, de ficar petrificada, olhando para os dois, com um sorriso bobo no rosto e um olhar encantado? Muitas. Mas aquela, em especial, fora a mais linda de todas.

"O fotógrafo tirara uma última foto e informara aos noivos que iria trocar o filme. Enquanto isso, no palco, os noivos ainda estavam numa posição para tirar foto, ao lado das duas damas de honra.

A noiva chamava-se Forrest, e casava-se com um trouxa chamado Brian. As duas damas eram Gina e Luna, as melhores amigas dela, além de companheiras de trabalho.

"Hei, Forrest, sei que era suposto eu não saber, mas parabéns pelo bebê.- o homem, de cabelos castanhos e olhos verdes, se aproximou e cumprimentou a noiva, assim que o noivo se afastou para falar com alguns convidados."

"Que bebê, Blaise?- Forrest perguntou ao padrinho de seu casamento, meio confusa."

"Luna nos contou que você está grávida."

"Eu não estou grávida.- ela falou e olhou para Luna."

"Mas então- Luna começou, olhando para Forrest- se você não está grávida- olhou para Blaise e depois para Gina, que mordia o lábio inferior- é porque eu estou."

"Você está grávida?- Forrest perguntou."

"Está?- Blaise insistiu."

"É, estou grávida. Eu estou carregando um bebê."

"Quem é o pai?"

"Eu não posso contar."

"Vamos lá, Luna- Gina insistiu- quem é o pai?"

"Eu não posso contar porque ele é famoso."

"Diga-nos, Luna, quem é o pai?- Gina insistiu."

"Ahm...- ela pensou- ...Harry Potter."

"Harry Potter?- os três perguntaram ao mesmo tempo."

"Aquele casado com a Chang quase executada?"

"Ele é casado?- Luna perguntou, indignada, como se aquilo fosse a pior coisa que pudesse acontecer."

"Sim, há alguns anos."

"Ele não me disse que era casado.- agora Luna estava realmente indignada."

O fotógrafo chegou com a máquina preparada e pediu por uma foto, primeiramente, das damas e da noiva, e logo depois apenas das damas. Forrest se afastou e deixou Luna e Gina sozinhas.

"Você está grávida?- Luna perguntou, exigindo uma resposta."

"Estou, mas eu não quero falar disso agora.- ela falou."

"Por que você disse que era Forrest quem estava grávida quando encontramos o teste no banheiro do escritório dela?"

"Eu não disse que ela estava grávida. Você disse. Eu apenas não discordei.- Luna sorriu."

"Uhh...sagaz você.- ela comentou e Gina sorriu."

"Mas... Harry Potter?- Luna deu de ombros."

"No momento eu só lembrei de Harry Potter e Rony Weasley. Como Rony é gay eu disse que era do Harry."

"Rony não é gay."

"Jura?- Luna pareceu extasiada por um momento, na perspectiva de Rony não ser gay."

"Bem, ele é meu irmão, e a não ser que o namoro de alguns anos dele com a Mione seja mera fachada, eu acho que ele não é gay."

"Oh, é bom saber disso.- Luna e Gina sorriram e olharam para a frente, posando para mais uma foto."

x.x.x

Gina e Luna sentaram-se numa das mesas ao redor do salão. Luna continuava insistindo no assunto da gravidez de Gina, mas ela não estava muito disposta a falar sobre o assunto.

"Então, quem é o pai?- ela perguntou, ao que Gina olhou de esguelha pra ela- É o Malfoy?"

"Claro que é o Draco, quem mais seria? Eu estou casada com ele há mais de quatro anos. Queria que fosse de quem? Harry Potter?"

"Ok, não está mais aqui quem falou!- Luna disse, fazendo um gesto esquisito com as mãos e saindo da mesa."

Gina ficou sozinha por algum tempo, perdida em seus próprios pensamentos, tentando entender como uma coisa daquelas pudera acontecer.

"É uma pena a Luna estar grávida.- Forrest chegou de repente, sentando-se ao lado de Gina- Quero dizer, se fosse em outra situação, mas é uma burrice engravidar agora. Digo, vai ser realmente difícil conciliar um bebê com o assassinato de pessoas. Eu não imagino como isso pode ser possível, como ela deixou acontecer..."

"Claro...- Gina murmurou, meio chorosa- ...mas sabe, Forrest, às vezes as pessoas fazem tudo certo, usam tudo o que tem que usar e um dos danadinhos consegue escapar.- comentou, com certa graça, mas ainda assim com a voz afetada."

"Um dos danadinhos consegue escapar?- Forrest estava descrente- Certo, como?"

"Sei lá, vai ver eles têm ferramentas. Nunca se sabe o que um dos danadinhos de um bruxo pode usar contra...bem..."

"Do que nós estamos falando, Gina?"

"Champanhe?- um garçom aproximou-se, com uma bandeja com taças de champanhe. Gina e Forrest aceitaram."

"Estamos nos lamentando pela Luna, pobre Luna que engravidou.- ela falou e bebeu um generoso gole de champanhe e, no instante seguinte, arrependeu-se e, discretamente, cuspiu de volta na taça."

"O que você está fazendo, Gina?"

"Bem, este é um jeito que troianos inventaram de beber champanhe.- ela deu uma desculpa qualquer- Mas talvez não seja tanta burrice da Luna assim.- comentou, ao acaso, sem querer bebendo mais um gole de champanhe e, novamente, cuspindo-o de volta à taça. Forrest olhou esquisito para ela, como se tudo passasse a fazer sentido- Então é...- ela ia dizer algo, mas Luna apareceu, reclamando de alguma coisa."

"Eu falei com o pai famoso do meu filho, o Harry Potter.- ela começou- Ele me disse "Benzinho, não se preocupe, eu vou me separar da Cho e vou me casar com você." Então eu disse "Mas, Harry, pense bem, eu andei pensando e acho que você deve se envolver só o tanto que achar possível para você." E então ele disse..."

"...Que quem está grávida é a Gina?- Forrest continuou por ela."

"Oh, meu deus!- ela gritou, de um jeito que quase convenceu Forrest- Você está grávida, Gina?- Gina sorriu discretamente- Por essa eu não esperava."

"Como isso foi acontecer, Gina?- Forrest perguntou, com um tom compreensivo na voz."

"Olhem, eu não sei, está bem? Perece que não basta que façamos as coisas apenas certas, é preciso fazê-las perfeitas.- Gina estava, ao mesmo tempo, nervosa e chorosa- Eu simplesmente não sei o que acontecerá daqui por diante, eu não podia, eu devo ter violado umas mil regras do CIM agora..."

"Na verdade você violou apenas uma, mas foi a mais importante delas.- Luna assassinou Forrest com o olhar, por causa do comentário que fez Gina derramar algumas lágrimas- Ok, desculpa, mas sabe, nós vamos conseguir passar essa sem que ninguém do CIM descubra."

"Claro, nós vamos esconder um bebê. Talvez eles não sejam tão inteligentes e não descubram que eu estou grávida quando eu estiver com uma barriga enorme aos nove meses.- Gina comentou- Claro que não, eles não são o Centro de Inteligência da Magia por acaso."

"Não é disso que estamos falando, Gina. Não estamos questionando o que é o CIM.- Forrest tentou."

"Sabe o que eu acho?- Luna interrompeu- Que devemos fazer mais um teste. Quando eu achei que estava grávida eu precisei de três testes para me convencer de que eu não estava. E os dois primeiros deram positivos."

"Claro, um novo teste. É isso o que faremos, Gina. Vamos ao banheiro e tiramos a dúvida."

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"Então, é do Draco?- Forrest perguntou, casualmente, ao que Gina olhou-a de esguelha."

"É do Draco sim, mas não pergunte isso novamente a ela, ok?- Luna respondeu- Da última vez ela quase me esganou."

"Isso é mentira, Luna."

"Sim, claro, não foi à toa que depois eu fui ter uma conversa séria com o pai famoso do meu bebê, o Harry Potter."

"Mas, Gina, eu achei...nós achamos que eram..."

"Negócios? Foi isso o que vocês acharam? Claro, para o CIM tudo é negócio, tudo é uma questão de execução e pronto. Nem sempre é tão simples assim."

"Então..."

"Eu me casei com o Draco porque eu o amava, Forrest. Eu estou com o Draco porque eu o amo, como eu nunca pensei amar ninguém, amo Draco Malfoy como eu nunca poderia amá-lo, mas amo do mesmo jeito."

"30 segundos.- Luna informou."

"Eu me apaixonei por ele, não sei como. Não dá pra saber quando uma questão de negócios vira amor. Mas o fato é que, mesmo sendo apaixonada por ele, mesmo sabendo que não é certo, eu não poderia ter permitido que isso acontecesse."

"Está pronto, Gina, você pode olhar.- Luna sorriu para Gina e deu espaço para que ela olhasse o resultado do teste."

"Eu não posso olhar.- ela falou e virou as costas- Por favor, alguma de vocês duas..."

Luna apanhou o teste sobre a pia e leu o resultado na embalagem. Forrest segurava a mão de Gina com força, percebendo o quanto ela estava nervosa.

"Deu negativo."

"Como?- Forrest e Gina perguntaram ao mesmo tempo."

"Deu negativo."

Gina tirou o sorriso do rosto e, por um instante, foi como se algo fosse arrancado de dentro dela. Seu coração bateu rápido e apertado, de certa forma doía. Seus olhos marejaram, seu nariz começou a coçar, seu rosto se contorceu numa expressão triste e involuntária.

"Claro, era exatamente esse o resultado que eu queria que desse.- ela falou, tentando convencer mais a si mesma do que as amigas- Eu não estava mesmo preparada, e provavelmente nunca estarei. Além do mais, eu não posso ter um bebê agora, e muito menos com Draco Malfoy...- algumas lágrimas caíram de seu rosto- E eu não posso chorar por perder algo que eu nunca tive, afinal..."

"Deu positivo.- Luna informou, com um enorme sorriso no rosto."

"O quê?"

"Eu estava mentindo. Deu positivo."

"Eu vou ter um bebê?- Gina perguntou, meio incerta, ao que Luna e Forrest afirmaram- Eu vou ter um bebê!"

Naquele momento em que foi abraçada pelas duas melhores amigas, Gina se esqueceu de qualquer coisa que dizia que ela não podia ter um bebê. Ela esqueceu que não podia amar Draco e que estava investigando a vida dele. Esqueceu que o CIM não aceitaria o bebê dela, ainda mais se soubesse que era de um possível 'executado', e que por isso ela própria seria executada. Não importava naquele momento, nada disso. Afinal, ter um filho com Draco Malfoy era o maior sonho de sua vida, e agora estava realizado.

"Esconder uma gravidez do CIM não vai ser fácil- Forrest comentou."

"Mas nós daremos um jeito, Gina, não se preocupe.- as duas sorriram para Gina e abraçaram-na novamente."

Assim que as três saíram do banheiro, Draco estava esperando do lado de fora. Ele sorriu ao ver Gina e cumprimentou Luna e Forrest.

"Você sumiu- ele falou- estou te procurando há horas. Você está bem?- ela sorriu."

"Muito bem, Sr. Malfoy.- ela falou e virou-se para as amigas- Forrest, se importa se eu for embora agora com o Draco?"

"Claro que não, amiga, vai logo.- ela disse com um belo sorriso no rosto- Vocês precisam mesmo conversar."

x.x.x

"Você está pálida.- Draco observou, assim que chegaram em casa- Tem certeza que está bem?"

"Claro, eu só preciso de um copo d'água agora."

Gina sentou-se num dos sofás enquanto esperava por Draco. Assim que ele chegou, sentou-se à frente dela, sobre a mesinha de centro.

"Sobre o que a sua amiga disse que precisávamos conversar?"

"Eu estou grávida.- ela disse, o mais rápido que pôde, de uma vez, pois sabia que se não fizesse assim, não faria de modo algum."

Draco petrificou. Seu rosto se contorceu numa expressão engraçada, seus olhos focaram um ponto além de Gina, suas mãos se esfregaram uma na outra, a boca dele entreabriu-se. E assim ele ficou, por vários minutos.

"Ok, Draco, quando você estiver pronto, eu estarei aqui.- ela deu dois tapinhas leves no rosto dele e apanhou uma revista."

Assim que terminou de folhear a revista olhou novamente para Draco e viu que ele permanecia do mesmo modo, paralisado, só que a expressão de seu rosto, agora, era a de um homem bobo e emocionado.

"A propósito, você é o pai.- ela mencionou, por alto."

Draco finalmente tirou a expressão paralisada do rosto e sorriu. Não era como se o fato de ele ser o pai o fizesse voltar ao normal, mas alguns minutos de emoção foram mais que suficientes.

Ele olhou para a mulher e a abraçou. Seus olhos estavam marejados, mas chorar não era algo que ele se permitiria fazer. Draco Malfoy não chorava. Um Malfoy não chorava.

Mas ele tinha o direito de se emocionar, de ficar petrificado e depois de sorrir e abraçar a mulher com toda a força que podia reunir num gesto de carinho. E podia beijá-la com intensidade e paixão e amor. Podia sentir o gosto dela de uma forma diferente, como se algo nela estivesse diferente, e certamente estava.

Ele podia deitar-se sobre ela no sofá e podia fazer amor com ela, que daquela vez seria diferente. Porque aquela seria a primeira vez que ele faria amor com ela sabendo que ela estava grávida. E aquilo tornava tudo mais doce e mais prazeroso, de certa forma.

Talvez a emoção trêmula de tirar a roupa dela e jogar para o meio da sala, ou talvez o fato de não ter conseguido tirar o vestido e tê-lo rasgado ou, pela primeira vez, não ter conseguido desabotoar o sutiã dela usando apenas dois dedos, nem mesmo usando as duas mãos, o fizessem aproveitar mais o corpo dela, e não exatamente ir rápido demais.

Mas, afinal de contas, ele nunca ia rápido demais. Ele sempre gostava de tocá-la e senti-la, de fazê-la tremer antes de tudo, e gemer baixinho perto do seu ouvido, e ficar sem fôlego com um beijo mais arrebatador. Mas daquela vez era diferente.

Ele precisou tocá-la com mais carinho e atenção do que antes, e percebeu que a expressão do rosto dela, ao sentir os toques sutis das pontas dos dedos dele em volta de seus seios, mudara um pouco. Ela parecia estar bem mais sensível, e talvez por isso ela esquivasse a barriga ao mínimo toque dele, e arqueasse mais o corpo quando sentia a mão dele subir pela sua coxa e parar, casualmente, em sua virilha, ao mesmo tempo que os lábios dele apanhavam os dela num beijo carinhoso, lento, com quebra de contato, e a seguir ele apenas passava a língua sobre os lábios dela...

Aquilo a enlouquecia. E ela não sabia se odiava o beijo lento e demorado dele, e a esquiva dos lábios dele e depois a língua roçando os seus lábios ou se amava... ou odiava amar aquilo tudo, porque cada movimento, cada gesto dele era mais excitante que o anterior. E ele sabia como excitá-la. Sempre soubera.

Ele sabia a hora certa de encaixar-se perfeitamente no corpo dela, e que ritmo tomar no começo, no meio e no fim. Sabia ser lento e calmo no começo, um pouco mais rápido no meio, novamente lento... sabia retardar um momento que ambos esperavam.

Mas a espera era sempre a melhor parte. Nenhum dos dois sabia porque. Apenas sentiam, no fim, que tinha valido à pena. Sempre valia quando os corpos deles vibravam, quando ele enlaçava seus dedos nos dela, e ouvia o gemido rouco dela, preso na garganta. O coração dela batia tão aceleradamente quanto possível, e ele sentia o corpo dela grudado ao seu, e o cheiro dela impregnava o seu nariz e o inebriava.

Ela sentia os dedos dele passarem pesados em seus braços até enrolarem-se entre seus dedos. A respiração dele era descompassada, forte. Não havia gemidos por parte dele. Ela sempre soubera que ele gostava de ouvi-la gemer, de fazê-la gemer. Ela gostava de ouvir a respiração dele, porque assim, podia sentir o coração dele também.

Draco costumava parar o seu corpo sobre o dela por um instante, até ouvi-la ronronar e pedir por mais, e novamente ele voltava a se movimentar, num ritmo inicialmente calmo, mas muito rápido e intenso depois. E ele gostava de analisar as expressões dela, por isso sempre podia saber se ela gostava ou não, por isso ele conhecia Virgínia Malfoy.

Daquela vez ele precisou saber muito mais do que apenas tirar um sutiã com dois dedos. Ele precisava saber como fazer de Virgínia Malfoy a mulher mais feliz do mundo, porque naquele momento, ele era o homem mais feliz do mundo. E a felicidade era tão sufocante que ele precisava, necessitava, tinha a urgência de dividi-la com a mulher que mais amava no mundo.

x.x.x

Draco não entendia o que, exatamente, estava se passando na cabeça da mulher. Naquele mês em questão, o quarto mês de gravidez, Gina não parecia exatamente normal. Não é que durante a gravidez ela parecesse normal, mas no quarto mês ela, definitivamente, não estava nem um pouco normal.

Mas do que Draco podia reclamar? Ser atacado no banheiro não era algo do que se reclamar. Fazer amor nas escadas, muito menos. Então ele descobrira que o piano podia tocar melodias excitantes de vez em quando, principalmente quando os pés de um deles tocavam alguma tecla por engano, e a bancada da cozinha podia ser perfeita para qualquer tipo de banquete, inclusive aqueles menos organizados, que misturava chocolate, morangos, alguns doces e mel. A piscina era um lugar estratégico, e a sauna garantia o sexo rápido, bem como o tapete próximo à lareira acesa.

A BMW de Gina tinha bancos mais confortáveis do que ele imaginava, e o banco de trás de sua Ferrari era tão silencioso quanto possível. Fazer amor entre as estantes da biblioteca ou sobre a mesa do escritório poderia ser algo bem educativo, no sentido mais amplo da palavra.

Mas o melhor de tudo era fazer amor com Gina no jardim, sentindo o cheiro das flores se misturar ao cheiro dela. Sentir aquele cheiro gostoso de flores dos mais variados tipos, da grama molhada...fazer amor sob as estrelas e a lua...

Afinal, fazer amor durante a noite, ao ar livre, era definitivamente o jeito mais gostoso de Draco amá-la. Desde a primeira vez que amara Gina daquela forma, próximo ao balanço sob a árvore, depois que ela pedira para fazer amor com os três Dracos, depois de beber um litro e meio do mais forte licor de chocolate e canela... amá-la dessa forma era indescritível.

"Quero que façam amor comigo...- ela falou, rindo a seguir- ...os três...- e levantou três dedos no ar."

Foi o que ela disse daquela vez. E aquilo se tornara tão estranho partindo da boca dela, mas tão infinitamente convidativo e excitante que de modo algum ele resistiu.

Ele permaneceu unido a ela por vários minutos. Gostava de sentir-se perto dela como nunca tinha gostado de estar com outra mulher. Adorava olhá-la depois que faziam amor, fitar os olhos dela e tentar entender o que eles lhe queriam falar. O que aquele brilho significava e, ao mesmo tempo, o que aquela sombra no olhar dela significava.

Mas ao mesmo tempo gostava de vê-la sorrir e pedir, manhosamente, que ele ficasse sobre ela mais um pouco, para que pudesse senti-lo por mais tempo, tanto quanto possível. Gostava de aproveitar cada momento como se fosse o último, e gostavam de fazer amor como se fosse a última vez que o fariam. Por isso, cada vez era melhor que a anterior, porque a cada vez eles descobriam mais coisas sobre o outro.

"Você é louca, Sra. Malfoy.- ele falou."

Ela desviou seus olhos um instante das estrelas e fitou o olhar cinza de Draco. Era um olhar feliz e carinhoso, que ela aprendera, aos poucos, a amar. Era um olhar gentil com ela e duro com qualquer pessoa que tentasse se aproximar demais. Um olhar belo, por vezes frio, por vezes quente demais, como naquele momento.

O olhar dele aquecia-a de uma forma inexplicável e maravilhosa. Eventuais arrepios passavam pelo seu corpo, como se o olhar de Draco fosse capaz de provocar isso. Ele deixava-a trêmula, sorridente e imensamente feliz.

Foi naquela noite, um mês após se casar com Draco Malfoy, que ela admitiu para si mesma que estava perdidamente apaixonada por ele, que teve a certeza de que queria passar o resto de sua vida com ele. Ela queria que ele a protegesse e que a amasse como ele a tinha amado naquela noite. Queria que ele sempre sorrisse para ela como fazia naquele momento, queria que ele dissesse que ela era louca, mas que cometesse loucuras com ela...

Draco postou-se ao lado dela e puxou-a para perto de si, acomodando-a em seus braços. Ela sorriu e abriu a boca mas, antes que ela pudesse sequer pensar em falar alguma coisa, fechou os olhos e dormiu.

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Gina não sentiu dor alguma quando teve a filha. Provavelmente aquelas milhares de drogas que lhe deram fizessem um bom enfeito entorpecente. Sentira dor antes de ter a filha, até o momento de ir para o hospital, mas depois que lhe deram comprimidos e injeções foi como...ela decidiu não continuar a comparação.

E adorava ver como Draco estava preocupado com ela, antes de ter a filha. Olhava-a como se fosse acontecer algo com ela, a qualquer instante, zelava por ela.

"Está doendo, meu amor? Diga-me, por favor...por que você não está esmagando a minha mão como deveria acontecer, então eu estou preocupado..."

"É como fazer amor, Sr. Malfoy...não se preocupe...no fim a gente sempre relaxa...é só esperar...- ela falou, com a voz extremamente dopada e os olhos aos giros. Draco presumiu que fosse realmente o efeito entorpecente dos calmantes."

No momento ela estava no quarto, deitada em sua cama, observando Draco segurar a filha com tanto cuidado entre os braços. Pela primeira vez ela podia vê-lo chorar. Chorava e sorria ao mesmo tempo, e olhava para Gina de um jeito bobo e inocente, como se não soubesse o que fazer. A pequena se aconchegou perfeitamente nos braços do pai, e dormia tranqüilamente.

"Como a chamaremos, Virgínia?- ele perguntou, entregando a filha a ela, com extremo cuidado."

"O nome que você escolheu me parece perfeito."

"Liberty.- ele falou- Liberty Weasley Malfoy."

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Gina sorriu. Ainda não entendia como pôde ser capaz de esconder de todos do CIM que tivera uma filha. Apenas quatro pessoas lá dentro sabiam a respeito. Luna, Forrest, Blaise e James. Ninguém mais. Era um ato notável, visto o CIM ser uma corporação de centenas de pessoas. E algo ainda mais notável era o fato de ter escondido a existência de sua filha por quase dois anos depois do nascimento e durante a gravidez.

"Virgínia...o que você está fazendo aqui?- Draco acordou, olhou para ela e sussurrou, tendo o cuidado para não acordar a filha."

"Shhh.- Gina foi até ele e, com extremo cuidado e suavidade, retirou Liberty do peito dele."

A pequena se mexeu um pouco, mas logo colocou o dedo na boca, passou o braço pelo pescoço da mãe, e descansou sua cabeça no ombro dela, voltando a dormir. Assim que Gina colocou a filha no berço, ela virou-se de lado e suspirou, abraçou-se a um ursinho, continuou com o dedo na boca e continuou num sono calmo.

"Eu vim ver a minha filha.- ela informou, apanhando a camisa preta sobre a cadeira de balanço e jogando-a para Draco, para que a vestisse, o que ele certamente não fez."

"Há quanto tempo está aqui?"

"Muito tempo. Não sei ao certo, mas parece que eu parei quando vi você com a Liberty. Você sabe, isso sempre acontece, então não é algo que eu possa controlar. E aparentemente dessa vez eu repassei toda a minha gravidez, desde o segundo teste até o parto."

"Isso é muito tempo."

"Nove meses em algumas horas, acho que sim."

"Mas você só veio aqui para ver a Liberty? Só para isso?"

"O que você acha, Draco?- ela tentou manter um tom não irônico, mas não conseguiu- Que eu vim para te matar também? Eu tive uma ótima chance enquanto você dormia, mas deixa eu esclarecer uma coisa. Eu respeito o local onde minha filha está, e se eu tiver que matar você, não será aqui certamente."

"Eu vou me lembrar de não sair mais da Mansão."

"Para um Auror tão bem cultuado como você, Draco, está com muito medo, não?"

"Bem, para uma assassina de tão alto calibre como você, Virgínia, o medo me parece bem justo. Afinal, quantos você já matou mesmo?"

"Diga você primeiro o seu número mágico, querido."

Draco fez uma breve conta, mas buscou todas as pessoas que teve que matar. Entre pessoas que mereciam ser mortas e pessoas que se impuseram para salvar pessoas que seriam mortas assim que estas morressem.

"Em nove anos, que é o tempo que eu sou Auror?"

"Sim, em nove anos, que é o tempo que eu sou assassina, como você diz."

"63.- ele falou, como se fosse algo para se vangloriar- Agora diga você o seu número mágico, Sra. Malfoy.- ele tentou voltar atrás quanto ao Sra. Malfoy, mas preferiu deixar quieto."

"514.- ela falou, naturalmente, como se não tivesse importância."

Draco abriu e fechou a boca algumas vezes. E algo muito óbvio estava estampado na testa dele e na expressão estranha de seu rosto: ego ferido, ego extremamente ferido, possivelmente morto por uma assassina de 514 pessoas.

"Mas então, querido, parece que você deve realmente temer a minha presença. Eu posso fazer de você o 515, e este parece ser um número muito...mágico."

"Eu não quero mais falar disso agora, está bem?- ele falou- Vamos respeitar o local onde a Liberty está!- ela riu, satisfeita."

Estava visivelmente abalado por não ter matado tanta gente como ela. Ele também não sabia porque ele teria que matar tanta gente como ela, mas só o fato de o número mágico dela ser bem maior que o dele já o deixava desolado.

"Você vai ficar aqui muito tempo?- ele perguntou, tentando afastar o antigo assunto da cabeça- Digo, você vai levar a Liberty?"

"Ah, não, querido. Bem que eu gostaria de levá-la, mas minha família não sabe sobre ela."

"Ninguém sabe sobre ela, Virgínia."

"É, foi um preço que eu paguei, com muita boa vontade, diga-se, ao me casar com você e ao querer ter um filho com você."

"Admita, Virgínia, que você não queria, nunca quis ter um filho comigo."

"Draco, querido Sr. Malfoy, acredite em mim, a parte de eu querer ter um filho seu foi uma das grandes verdades do nosso casamento.- ela falou, com sinceridade- Se não a maior delas. Mas eu não quero falar disso agora. Eu não quero que o assunto volte ao meu ou ao seu trabalho. Por hoje eu quero apenas ficar aqui com a Liberty e com você, ok?"

"Comigo?- ela se tocou do que disse e procurou alguma saída sobre 'querer ficar com ele'."

"Você foi meu marido. Você é o pai da Liberty, Draco. Você passa mais tempo com ela do que eu agora, e eu sinto por mim. Eu só gostaria que você me dissesse como ela está, o que ela tem feito, se ela já aprendeu alguma palavra nova. Eu ainda não tive chance de ensinar uma palavra bonita pra ela."

Gina, enquanto falava, não percebeu uma ou outra lágrima escorrendo pelo seu rosto. Draco percebeu e limpou-as com a ponta do dedo. Depois abraçou-se a Gina e deu um beijo no alto da cabeça dela.

"Vamos esquecer por hoje que você tem que me executar, ok?"

"Eu não pensei nisso em momento algum desde que cheguei aqui, querido. Nem mesmo quando eu falei sobre você ser o suposto 515..."

"Eu acredito em você, por hoje eu acredito."

Draco deitou-se na cama e puxou Gina, acomodando-a em seus braços, enquanto com uma das mãos enrolava seus dedos nos cabelos ruivos e macios dela.

"Liberty demorou pra dormir hoje. Estava com cólicas mais fortes do que o normal e não parava de chorar. Eu tentei acalmá-la com chá de camomila, chá de flores, mas não deu muito certo. Tomei banho com ela, cantei pra ela... e depois caiu a ficha sobre o que você sempre diz pra mim. E eu nem sei porque eu me esqueci disso."

"Que ela só se acalma quando você a coloca em cima do seu peito. É assim desde que ela nasceu, Draco. Ela pode estar com cólicas, chorando, com soluços, que ela sempre se acalma quando fica de bruços em cima do seu peito. Sua respiração fica como a dela e até os suspiros são ao mesmo tempo. E eu já percebi que você também se acalma com isso, e sempre acaba dormindo.- Draco riu. Era verdade."

Ele deu mais um beijo no alto da cabeça dela e depois continuou contando sobre como Liberty estava aprendendo a sorrir de diversas maneiras. Ela podia sorrir apenas juntando os lábios, mostrando os poucos dentinhos na boca, com o canto dos lábios ou gargalhar. E ela também já podia falar algumas palavras pequenas e fáceis, mas entre elas repetir milhares de vezes papá, mamã e bubu. E Draco contou que ainda não sabia do que se tratava o tal bubu, mas desconfiava que fosse o cachorrinho ao qual ela sempre dormia abraçada.

Liberty já dava alguns passinhos, e quando tentava correr, sempre caía depois do terceiro passo. Mas Draco contou que naquela tarde ela chegara ao quinto passo antes de cair sentada no chão, gargalhar e falar bubu quase quinze vezes seguidas. Gina não conteve as lágrimas. Não tinha visto nada daquilo.

Draco a abraçou mais forte, tentando acalmá-la. Apoiou a cabeça dela em seu peito e sentiu o braço dela em volta da sua cintura, enquanto as pernas se enrolavam. Aos poucos a respiração dela se acalmou e se adequou à respiração de Draco. Ele continuou enrolando seus dedos no cabelo dela até sentir que ela dormia, aconchegada em seus braços. Ele suspirou uma última vez, sentindo-a suspirar ao mesmo tempo que ele, e adormeceu.

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Gina abriu os olhos e fitou o teto cheio de estrelas brancas, azuis e rosas. A lua era quase transparente, e parecia mostrar um rosto sorridente e amável para ela. A cama era macia e muito confortável, apesar de pequena. O cheiro era de bebê, misturado a uma essência sutil de baunilha, então ela percebeu estar abraçada a um cachorrinho de pelúcia.

Ela olhou ao redor. Estava escuro, mas pelo que ela pôde distinguir, havia uma cadeira de balanço perto da cama, um berço e talvez algo mais. Gina sentou-se na cama como se tivesse levado um susto imenso. Estava no quarto de Liberty. Mas desde quando?

Acendeu as luzes e viu que o quarto estava vazio. Podia ser um sonho? Definitivamente não. Não parecia um sonho. Ela lembrava-se muito bem de ter ido à Mansão Rubro Malfoy e ter dormido, no sentido mais inocente da palavra, com Draco...então ele deveria estar ao lado dela quando acordou, a não ser que já fosse muito tarde e ele tivesse voltado para o quarto de casal. Alguns segundos depois ela constatou que ele não estava lá. Desceu as escadas e encontrou tanto Draco quanto Liberty na cozinha.

Draco preparava leite com chocolate, enquanto Liberty brincava inquieta com a colher e o que restara de uma comida pastosa no seu prato, sentada numa cadeira de bebê. Gina riu. Aquela também era uma cena linda de se ver.

"Tendo problemas, querido?- Gina perguntou, entrando na cozinha e limpando o rosto sujo da filha. Draco olhou para ela e riu."

"Mais ou menos. Liberty aprendeu que a colher serve perfeitamente como catapulta de comida, além de levar comida à boca, claro.- ele falou com graça, oferecendo uma caneca fumegante de chocolate quente para Gina- Dormiu bem?"

"Dormi muito. Que horas são?"

"Quase oito.- ele disse- Liberty e eu ficamos com pena de acordar você, então ela decidiu te emprestar o bubu dela."

"Então o bubu é mesmo o cachorrinho?"

"Parece que sim. O chocolate está bom?"

"Magnífico, como só você sabe fazer.- ela disse, terminando de tomar o chocolate- Eu preciso ir."

"Está cedo.- ela sorriu e deu de ombros."

"Não se preocupe, eu volto."

Gina levantou-se e foi até a filha. Pegou-a no colo e abraçou-a, recebendo um beijo carinhoso de Liberty, seguido de uma gostosa gargalhada e um pouco de comida no rosto.

"Mamã..."

"Também te amo, pequena."

Ela colocou Liberty de volta na cadeira, que continuou brincando divertidamente com a comida e foi em direção a Draco. Quase que mecanicamente, como se fosse habitual sempre fazer aquilo, e sem perceber, ela inclinou o seu rosto e depositou um beijo leve e carinhoso nos lábios dele. Depois saiu. No entanto, quando chegou à porta da cozinha, parou, percebendo o que acabara de fazer. Virou-se e olhou um pouco desconcertada para ele.

"Me desculpe...- Draco estava, aparentemente, paralisado desde que recebera o beijo dela."

"Sem problemas...- sussurrou, vendo Gina se afastar."

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"Como eu pude fazer aquilo? Como eu pude fazer aquilo?- ela repetia para si mesma, indignada por seu ato- Céus...o que está acontecendo?- por mais que ela repetisse essa mesma pergunta, e por mais que ela já soubesse a resposta, ela não iria admitir a verdade."

Entrou no carro e saiu da propriedade Malfoy. Abriu a capota da BMW e sentiu o vento fresco da noite brincar com seus cabelos. Aquilo, ao menos, afastava algumas lembranças e 'negócios' de sua mente.

Estacionou o carro ao lado do Anglia amarelo do pai e saiu para os jardins. Não entrou na casa durante as duas horas que se seguiu. Ao invés disso, ficou encostada numa das árvores, olhando para o céu muito pouco estrelado daquela noite e muito cheio de nuvens.

"David, responda-me uma coisa."

"Fale, Violin. Eu responderei se for possível."

"Eu espero que seja."

"Veremos. O que você tem a perguntar?"

"Se eu tiver que escolher um deles, David, Harry Potter ou Draco Malfoy...se eu tiver que escolher...para, você sabe, você conhece as regras sobre aquele que é culpado e aquele que não é...mas se fosse um deles...se eu for obrigada a escolher um...quem seria?- David pensou por um instante, sem desviar a atenção do último relatório que Gina, Blaise e James lhe entregaram."

"Draco Malfoy.- ele disse, num tom como se sentenciasse alguma coisa."

x.x.x

N/Rbc: e então, gostaram? Não vão me matar pela demora do capítulo? Espero que não... ou não saberão como termina a fic... hehe... uma das coisas que eu mais gosto nele é a parte em que Draco e Gina fazem amor depois de ela dizer que está grávida. Acho especialmente bonita... na minha opinião...

Sarah Lupin Black: então Sarah? Nesse meio tempo você assistiu o filme? Bem, eu acho besteira colocarem classificação 14 em Sr e Sra Smith. Não vi muita coisa forte o bastante pra vetarem pessoas entre 12 e 14. Mas como já saiu nas locadoras, bem, vale à pena. Bjinhos, espero que tenha gostado deste capítulo.

Anita Joyce Belice: bem, só janeiro porque eu saí de férias... viajei... fiquei longe do pc...enfim. Mas antes tarde do que nunca né? Eu já prometi que não pretendo abandonar essa fic. Tem pessoas que me matam se eu pensar na hipótese. Mas pah. Aqui está o capítulo. Grande e romântico... eu acho... e ó, eu gostei da parte: 'sua coisa cruel"...rs... Bjinhos...

Fioccos: ó Fioccos e eu fico encantada a cada review sua que recebo. Mas bem, aqui está o capítulo, espero que você goste dele. Eu também gosto dos diários, mas mais do que isso, eu gosto de escrever as lembranças deles... hehe... Bjinhos...

Rafinha M Potter: então Rafinha... sobre os diários... algumas das lembranças não são fluffys, mas até que nesse capítulo teve bastante romance não? E ó sim... sonhos da Gina são legais... espero que haja mais deles. Mas espero que você tenha gostado deste capítulo... hehe... Bjinhos...

Franinha Malfoy: uhm...taí que eu não sei se ela era a missão dele no começo...é um caso a se pensar... mas enfim... o Draco escreve diários sim, eu não sei porque, mas caiu bem na história... hehe... e sim, este é o Trio Sublime. Acertou na mosca. Espero que tenha gostado deste capítulo.

Dessinha McGuiller: ó moça... você me fez tão feliz com a sua review! Sinto-me lisonjeada - talvez lisongeada - por tê-la recebido. Espero que você tenha gostado também deste capítulo e que continue acompanhando. E Draco sensual é tudo de bom, né? Bjinhos...

Rute Riddle: Você e a Kika são realmente sublimes não? É, isso é apenas uma confirmação. E apelidos pra vocês duas? Eu diria 'cruéis' - não más, más é pouco, 'fatais' e 'sublimes'. Tá, agora vamos discutir o lance do 'negócio' e do 'pacote'. Eu tendo o pacote eu posso ter um 'negócio' com o conteúdo? Tipo, pode não ser Draco Malfoy, suponhamos que seja Brad Pitt... mas pah! O pacote seria meu então eu posso fazer o que eu quiser com ele, certo? Céus, Rebeca, que mente maligna e perversa e pervertida... Mas ok, eu concordo plenamente com vocês duas que rédeas são bastante abrangentes. Eu também, possivelmente, levaria para o lado erótico e da coisa, mas na fic foi só uma pitada de humor para exaltar o poder de uma femme fatale sobre um homem - e eu espero que a Kika leia isso pra ela não dizer realmente que nunca falaria daquele modo com um gajo bom e inglês...e é claro, eu espero um 2006 cheio de gajos, o - ou um - professor de dança (O professor já me ligou 2 vezes). E claro, conversas são sempre sublimes. E NÓS precisamos conversar mais Rutinha! O meu horário da faculdade está me matando. Tenho saudades de você! Bjinhos...

Kika Felton: assim...a morte foi escrita pra você e pra Rute. Sei que gostam de mortes. E matar o Snape foi legal. Quanto a Femme Fatale...uhm... seguinte, uma Femme Fatale é sempre chamada como ela quiser, sendo homem bom ou não... porque é ela quem impõe as regras. Hehe... e rédeas é legal... muito legal... - é, mente perversa - mas o cavalo foi só pra botar humor na fic... E ok, eu tenho que me concentrar nos porcos, eles valem 3 pontos na minha nota. E nos gajos, bem, eles ultimamente têm prestado mais atenção em mim do que eu neles. E eu até te falaria que o professor me ligou ontem, mas você me abandou pra assistir 'O Cravo e a Rosa'. E outra: " SSM esse que já não actualizado faz algum tempo... " bem, a Beca não assobia depois desta frase porque ela não sabe assobiar...rs...eu juro que tento há anos, mas não sai nada... enfim... Bjinhos pra ti, sua cruel abandonadora de Beca!

É isso...

Bjinhos...

Rebeca Maria!