N/Rbc: Então, essas foram as duas semanas mais longas que eu já vi... faz mais de mês que eu deveria ter atualizado essa fic... E isso já está até virando rotina! Mas muitas coisas aconteceram que me impediram de atualizar (desculpa de autor... lá vem... XD)... Primeiro eu viajei pra Brasília, ganhei meu computador novo, mudei de casa, fiquei sem internet, fiquei sem meus docs do pc velho - a sorte é que tava tudo gravado num cd (com vírus, mas tudo bem)... depois minha net voltou, mas meu pc novo, o Mr. Pitt (o antigo era o Mr. Turtle), está revoltado comigo - o MSN não presta há 3 semanas... - daí tem a faculdade e tudo o mais que eu faço - entre academia, inglês e dança... e blá blá blá... desculpas de sempre... Mas daí, eu sou vítima de reviews que fazem a minha consciência voltar e me forçam a atualizar... Este capítulo, na verdade, é bem maior do que está aqui - considere-se o dobro disto - mas eu dividi em dois para me dar tempo para escrever o próximo capítulo que eu não tenho. AINDA! Mas uma coisa é certa: promessa é dívida, e eu tenho até o fim do ano para acabar essa fic (eu acho que era só até o verão português - ou seja, AGORA - mas eu estendi o meu prazo XD), e eu vou acabar, de uma forma absurda ou lógica! Promessa que eu fiz pra Kika e pra Rute, e não pretendo desistir! (Nota mental: "não pretendo desistir" é diferente de "não que não tenha passado pela minha cabeça desistir, porque passou")... Tá, eu não pretendo desistir de nenhuma fic minha em andamento... (entenda-se em andamento: La Chocolateria e Sr. & Sra. Malfoy. Se eu tiver mais alguma em andamento, eu provavelmente não lembro... a não ser A Toca dos Coelhos, mas H/G nem rola mais... sem chance... o negócio mesmo é D/G 4Ever! XD

Rk-Chan: você desistiu de ler a fanfic? Com a minha demora... bem... mas desde já eu agradeço a review... morte da Cho violenta demais? Uhhhh... e eu que nem gostei da morte dela... imaginava algo com muito mais sangue... XD mas de boa! Valeu, e desculpa a demora...

Franinha Malfoy: relembrando - "Foi por isso que você não se Tor... nou comensal?" - uhm... eu deveria dizer algo aqui... mas não vou, ou posso, ou devo... XD Valeu pela review Franinha, e desculpa pela demora... desculpa mesmo!

Cami Taisho: desculpaaaaaaaaa... eu não deveria desonrar as fics DG assim... demorar para atualizar... céus! Rebeca má! Rebeca má! Diculpa moça!

Kika Felton: então... a SSM ressucitou de novo, mas já agora eu não sei se você ainda acompanha fics ou lê fics... sei que você não atualiza as suas, mas quem sou para falar alguma coisa? Eu acho que sou bem pior nisso do que você... Certo, Paris... fiquei sem meu postal e sem meu pooh... bah! mas isso é assunto velho de mais de duas semanas, bem mais! Sinto saudades tuas moça! E Portugal passou a ser meu time da copa, mas ele perdeu para a França... bah... ela nem rula tanto! mas ok! Vê esse comentário! XD

Gabiii: dicupa a demora moça... acho que todos querem me trucidar por conta dessa enrolação roda...

Tutyy: Então... talvez eu deva agradecer a você por essa atualização... então, OBRIGADA por trazer à tona minha "consciência de fics" que tinha sumido há muito tempo... XD E... uhm... eu não sei se eu já respondi isso pra você, ou se você já sabe o que é, mas vou responder na mesma: NC17 - eu não sei o que significam as letrinhas e tals, mas no sentido amplo, uma fic NC17 é aquela que contém cenas de sexo mais explícitas - totalmente ou não, mas cenas mais detalhadas - e/ou cenas de violência... ou cenas muito fortes em geral... Nhaaaa! Valeu moça! XD Ahhh, e eu já tenho o final dessa fic pronto desde o princípio... só não tenho os capítulos que chegam até lá...

Bella M.: Nhaaaaaa! Dicupa a demora moça! Sei que não deveria demorar... mas enfim... e agora eu tento me desculpa, sem saber se vai continuar lendo ou não a fic... mas mesmo assim, valeu pela review! XD

Obs: nem vou falar que não vou demorar, porque já está ficando repetitivo... e acho que ninguém nem acredita mais nisso... X(

Mas mesmo assim aproveitem o capítulo... XD

Sr. & Sra. Malfoy
Capítulo OITO
Você, Eu e Nossas Lembranças
PARTE I

"No primeiro dia que nos conhecemos, Draco e eu nos beijamos na chuva. Salsa. Eu realmente adoro esse ritmo. É instigante, nos faz querer fazer coisas ousadas, nos faz beijar um estranho lindo e charmoso com impossíveis olhos azuis e sorriso de derreter uma mulher. Eu estava completamente derretida.

Não me lembro quantas tequilas tomamos. Não me lembro como chegamos ao hotel. A lembrança que tenho na minha mente sobre o final daquela noite diz respeito aos toques de Draco no meu corpo, aos beijos... algo indescritível e surreal."

Draco não queria falar com ninguém. Não queria ver ninguém. Já tinha bastado que Rute e Carina, as femme fatale, lhe tivessem feito uma visita surpresa, ostentando sorrisos singelos para disfarçarem as más notícias sobre Harry Potter e Virgínia Weasley Malfoy.

Ele não entendia muito bem aquilo tudo. Como Harry Potter poderia estar atrás de algo tão perigoso? Por quê? Certo, ele sabia algo a respeito, o que fazia com que, aos poucos, as peças fossem se encaixando e tudo agisse conforme os planos. Velhos planos.

A penseira ao seu lado brilhou, e ele voltou à realidade. Com um toque de sua varinha na cabeça ele retirou um fio prateado e levou-o à penseira. Boa lembrança aquela. Como todas as outras que estava disposto a ver naquele dia.

"Virgínia puxou-o pela gravata escada acima. Puxava, parava, beijava a boca dele, sorria e voltava a puxar. Diversas paradas antes de chegarem ao quarto. Estavam molhados, alegres e felizes. A sensação era boa enquanto estivessem bem próximos.

Seus corpos grudavam um no outro. Estavam quentes e intensos. Beijos ousados. Sem pensamentos, sem inibições. Porque naquele momento apenas os dois existiam e importavam. Apenas os beijos trocados valiam à pena e apenas as carícias ousavam.

Ambos pareciam estar reconhecendo local. Era engraçado e divertido tocar uma pessoa pela primeira vez e atentar-se a cada expressão diferente para cada toque. Se havia um gemido quando ela passava os dedos na barriga dele e descia até a virilha ou se ela contorcia seu rosto e fechava os olhos quando ele deslizava a mão pela curva de seus seios. Era algo mágico e espetacular."

A letra de Virgínia era fina e organizada, cheia de voltas. Elegante e sutil. Draco não se prendia apenas pela letra dela, mas pelo modo como ela escrevia sobre seus sentimentos e falava, principalmente, dele. Aquele era um modo perfeito dele saber que o que eles viveram, durante vários anos, não fora uma mentira.

Ele virou a página e encontrou algo lá que não se lembrava de já ter visto dentro do diário. Uma fina linha prateada, presa entre as páginas. Uma linha de pensamento.

"A vida de um Malfoy. Certo. É totalmente diferente do que eu imaginava. Eu pensava em algo cheio de riqueza, elegância e mimos. Um Malfoy nunca poderia fazer nada sozinho, porque ele sempre tinha alguém que fizesse por ele.

E um Malfoy cozinhando o melhor macarrão que eu já havia comido na vida ia contra todas as minhas idéias formadas há tantos anos a respeito de um Malfoy.

Não era simplesmente cozinhar. Draco tinha toda uma técnica, bastante elegante por sinal, de preparar o macarrão. Primeiro ele lavava o macarrão – e eu me pergunto: é preciso mesmo lavar o macarrão antes de jogá-lo numa panela com água quente? – jogava um pouco de sal em cima, deixava-o secar por vários minutos, durante os quais preparava o molho de atum.

Atum era outra parte bem interessante. Ele abria a lata com magia e deixava a varinha de lado. A partir dali ele apenas usaria as mãos, completamente limpas depois de deixá-las durante cinco minutos sob água corrente e sabão.

Isso parece uma receita de macarrão? Mas bem, é realmente fascinante o modo como Draco cozinha. Fora que, o modo como ele se veste para cozinhar...bem... é perfeito.

Algo que mistura a elegância de uma blusa social com as mangas dobradas e gravata, e a simplicidade de um avental branco e um chapéu de chef. Então eu digo: realmente vale à pena descrever como ele prepara o melhor macarrão que já comi em toda a minha vida. Déja vu.

Estávamos na parte do atum, claro. Refogado, com extremo cuidado e muito lentamente. Não sei como ele teve paciência para mexer dezesseis vezes em sentido horário com a colher de pau. Bah.

Ok. Uma prévia de como Draco cozinha. Depois disso ele preparou o macarrão, terminou o molho e completou com queijo, tomate e outras coisinhas que deram um sabor divino à comida, acompanhada por um delicioso vinho.

"Não sabia que um Malfoy cozinhava..." – comentei.

"Sempre gostei de cozinhar, na verdade."

"Sempre?"

"Ok, você venceu. Eu aprendi a gostar depois que a minha mãe disse que mulher nenhuma resiste a um homem elegante na cozinha." – eu pensei por um segundo.

"Sua mãe é uma mulher bastante inteligente, Draco."

"Era." – ele consertou e eu fiquei sem graça.

"Desculpe, eu..."

"Não há problema. Você não sabia." – ele disse, com um belo sorriso nos lábios – "Mas não vamos falar sobre isso. Permita-me perguntar, você cozinha?"

"Nada."

"Está de brincadeira?"

"Não, é sério. Ao contrário de minha mãe, eu sou um desastre na cozinha."

"Deve haver alguma coisa, Virgínia." – eu pensei, até encontrar algo que eu realmente podia dizer que sabia fazer muito bem.

"E há."

"O que é?"

"Você saberá, algum dia."

Há quanto tempo Draco não entrava numa cozinha para fazer algo? Ele não se lembrava, a não ser das vezes que entrara para preparar ou algo bem prático e rápido, ou algo para Liberty. Lembrava-se de gostar de cozinhar para Virgínia, apenas, e para mais ninguém.

Com um movimento da varinha em direção à penseira, ele escolheu uma lembrança para rever. Era justamente a continuação do que ele tinha acabado de ler no diário de Virgínia e juntou com a linha de pensamento que ela deixara presa entre as páginas. Uma lembrança que mostraria a parte que Draco sabia e a parte que Virgínia vivera. Algo que ocorrera cerca de um ano depois deles se conhecerem naquela pequena cidade turbulenta do interior da Inglaterra.

"Os dois tinham acabado de jantar e, no momento, dirigiam-se para os jardins da Mansão. Era um hábito. Comer e andar pelos jardins escuros e frios, embora bastante agradáveis.

Gostavam de deitar na grama úmida e olhar as estrelas, procurar constelações, brincar de ligar estrelas com as varinhas, formando desenhos inimagináveis. Por vezes faziam amor sob as estrelas. Sempre faziam, porque era a forma mais gostosa de se amarem. Gostavam de fazer coisas que um casal apaixonado faz. Fazer nada e tudo ao mesmo tempo.

"Eu tenho que ir..." – ela disse, afundando o rosto no peito dele, lutando contra a vontade de ficar e obrigação de ir.

"Dorme comigo hoje." – ele pediu, como se aquilo fosse uma necessidade.

"Eu não posso, me desculpe..."

"Trabalho?"

"Sim...muito trabalho." – ele suspirou. Aquele não era um assunto bem vindo entre eles. Ela não gostava de falar do trabalho. Ele não gostava de falar do trabalho.

"Nos vemos amanhã?"

"Você tem acesso livre à minha casa."

x.x.x

Deixar Draco nunca era a parte mais fácil do seu dia. Na verdade, ela tinha certeza de que era a parte mais difícil. Agora, se perguntassem para ela como ela deixara tudo chegar a esse ponto de dependência, ela não saberia explicar.

Simplesmente desde o começo Draco mostrou-se fascinante, e indigno de qualquer suspeita. Ok, o seu nome, Malfoy, merecia todo tipo de suspeita, mas ele... bem... conhecendo Draco como Gina conhecia, ela não podia acreditar, ou não conseguia acreditar, que ele pudesse mesmo estar envolvido com os Comensais Esquecidos de Voldemort ou qualquer coisa ligada às Artes das Trevas.

Ela despediu-se dele com um beijo rápido, pois sabia que se aprofundasse o beijo e se deixasse tocar, ia ceder aos encantos e pedidos dele e acabaria por ficar com ele, como já fazia há mais de uma semana. Mas naquela noite não era possível.

Desaparatou direto em casa. Trocou de roupa, para uma mais formal, e desceu até sua Mercedes e partiu, para mais um trabalho, o qual ela esperava ser bem rápida.

"(...)"

Matar mulheres não era seu forte. Podia contar nos dedos quantas mulheres já tinha matado em um ano de trabalho. Pansy Parkinson seria a segunda.

Ela não sabia como armar um plano para matar uma mulher. A não ser que a vítima fosse lésbica e pudesse ser seduzida de alguma forma, o único jeito que Virgínia conhecia para matar uma mulher era atirar a sangue frio na primeira oportunidade que surgisse.

Parkinson estaria, naquela noite, chefiando mais um dos vários encontros entre ex. comensais que o CIM conhecia. Muito embora o Centro tivesse certeza de se tratarem de ex. comensais, eles nada poderiam fazer contra eles, por não terem provas suficientes que os mandassem para execução ou mesmo para Azkaban. Nenhum deles tinha a marca negra. A não ser Pansy Parkinson, cuja marca não brilhava em sem braço, mas em um lugar mais escondido e discreto, e era protegida por feitiços que a camuflavam, só descobertos atualmente por Blaise Zabini durante uma 'seção de exploração de território', que significava, em termos leves, passar a noite com Pansy e seduzi-la.

Mas como todos sabiam, se havia alguém que poderia matar com extrema rapidez e extremo silêncio, esse alguém era Virgínia. Mesmo com tão pouco tempo de trabalho, e dois anos de treinamento intensivo, ela era definitivamente a melhor.

"Vocês viram a Parkinson?"

Infiltrada. A partir daquele momento ela seria apenas mais um comensal esquecido. Um iniciante, talvez apenas simpatizante de artes das trevas, que tinha uns minutos marcados com Pansy Parkinson.

"Ela está na sala, esperando uma tal de... Sarah Jones para a iniciação." – Virgínia sorriu, sob o capuz que escondia seu rosto.

"Ótimo, eu sou Sarah Jones." – ela falou, mostrando os documentos com uma foto de uma mulher morena e olhos num tom azul muito claro. Depois baixou o capuz e mostrou-se exatamente como a foto, o que permitiu sua entrada no escritório de Pansy Parkinson.

Gina foi levada por um corredor longo e escuro. Parecia um labirinto, de onde não se podia aparatar nem sair sem ser visto. Mas ela tinha seus truques.

Entrou sozinha no escritório e, discretamente, enfeitiçou a porta para que não passasse som algum. Em seguida pigarreou, chamando a atenção de Pansy.

"Sarah Jones?" – Pansy pegou os documentos estendidos pela mulher e analisou-os.

"Não." – Gina falou – "Virgínia Weasley." – e retirou o capuz, mostrando-se ruiva com olhos cor de fogo.

Pansy empunhou a varinha, mas em um segundo foi desarmada e petrificada por Gina.

"Calminha, Pansy... eu só quero conversar."

"Até onde eu sei, Weasley, o único assunto comum entre nós chama-se Draco Malfoy."

"Ó sim, por acaso este é um bom assunto para começarmos."

"Você não sabe onde está se metendo."

"Não sei?"

"Não faz idéia, Weasley. O Draco pode ser fascinante, mas ele não é homem que se brinque."

"Conte-me algo que eu não saiba, Parkinson."

"A troco de que eu te contaria algo, Weasley?"

"A troco da sua vida?" – Gina questionou-a, com um tom irônico e venenoso.

"Ele tem segredos, Weasley, segredos horríveis. Só porque ele é livre de qualquer acusação de envolvimento com artes das trevas, não significa que ele não se envolva. De todos, ele é o que se envolve mais. Ele é apenas mais inteligente e perspicaz que todos nós a ponto de não se deixar pegar."

"Interessante... prossiga." – Gina sentou-se confortavelmente numa poltrona e descansou os pés sobre a mesa, olhando displicentemente para Pansy, imóvel e assustada.

"Eu não sei mais o que dizer."

"Claro que sabe, Parkinson. Busque na sua mente."

"Eu não sei. Ele esconde objetos, com muita magia negra. Pode ser qualquer coisa, um anel, uma pena, o que for. Eu não sei... Mas o que eu sei é que se ele está com você, Weasley, é porque quer algo de você. E isso não é uma brincadeira."

"Me poupe de seus avisos, Parkinson. Você já falou o que eu queria ouvir, agora vamos terminar logo com isso."

Gina apanhou uma pequena arma branca de dentro do casaco e apontou-a para Pansy.

"Mas você..."

"Eu disse que não te mataria se você me dissesse o que eu precisava saber."

"E eu disse."

"Claro, mas eu tenho outros motivos para te matar, como a marca negra que você esconde... ó, Parkinson, isso é nojento." – ela ia falar algo, mas Gina não deixou. Apertou o gatilho uma única vez, acertando-a diretamente no coração. Uma morte não tão rápida, mas sem vestígios.

O corpo de Pansy caiu no chão quando Gina tirou os feitiços que o prendiam. Em seguida ela abaixou-se diante dela e arrancou-lhe um fio de cabelo. E depois um fio de seu próprio cabelo. Apanhou dentro de seu casaco dois frascos pequenos, e colocou cada fio em um frasco. Poção polissuco.

Bebeu o frasco que continha o fio de cabelo de Pansy e deu a ela o conteúdo do outro frasco. Pronto. Agora bastava que ela retirasse o feitiço da porta e gritasse.

"VOCÊS SÃO ESTÚPIDOS?" – ela gritou, imediatamente quando três homens encapuzados entraram pela porta – "Uma maldita espiã!"

"Desculpe-nos, Srta. Parkinson..."

"Sem desculpas, imbecis! Tirem esse maldito corpo daqui, limpem a minha sala! Eu vou sair daqui e não sei quando volto!"

"Claro, Srta. Parkinson..."

"(...)"

Gina ganhou as ruas. Um trabalho relativamente fácil, e sair daquele lugar tinha sido mais fácil ainda.

A sensação de alívio podia ser sentida. Era engraçado, porque ela jamais tinha pensado em levar aquele tipo de vida, matar, mas agora que levava, fazia algum sentido. Ela não matava por matar, apenas matava quem merecia, todos aqueles que apresentavam algum risco à sociedade.

No entanto, ela também podia sentir algo martelando em sua cabeça.

"Ele esconde objetos, com muita magia negra. Pode ser qualquer coisa, um anel, uma pena, o que for."

Poderia ser aquilo verdade? Mas ela não queria pensar naquilo, não naquele momento. Queria apenas entrar em casa, tomar um bom banho e dormir.

"(...)"

Ela podia ouvir o som de uma música suave, bem longe... podia sentir algo bem macio tocar a sua pele, caindo em seu corpo, aos montes. O cheiro era de... rosas... e havia um calor peculiar no local...

Lentamente ela abriu os olhos, apenas para tomar consciência de que uma música suave realmente tocava no seu quarto, e aquilo que tocava a sua pele eram pétalas vermelhas caindo do dossel de sua cama. O calor provinha de diversos arranjos de velas ao redor da cama.

Parado perto da porta ela pôde ver um vulto, semi iluminado pelas velas. Num piscar de olhos, ela viu um fio de prata se estender do vulto até ela, e enrolar-se ao seu dedo anelar esquerdo.

"Mas o quê...?"

E, antes que ela pudesse completar a frase, viu um objeto descer pela linha e encaixar no seu dedo. Um anel. O anel mais bonito que alguma vez ela já havia visto. Não sabia descrevê-lo. Era brilhante, mas um brilho intenso e vermelho, e havia uma letra, um 'M', ou um 'W', dependendo da forma como era visto.

"Draco?" – ela viu-o se aproximar rápido e parar na cama, diante dela.

"Casa comigo."

"Eu..."

"Casa comigo, Virgínia, e seja a Sra. Malfoy. Minha Sra. Malfoy."

Naquele momento ela não pensou em nada que Pansy Parkinson havia dito para ela no início da noite. Algo no brilho do olhar de Draco denunciava que ele queria mesmo casar com ela, e que ele a amava. Algo que ela pôde ver antes de beijá-lo e rasgar as roupas que ele usava.

"Isso é um sim?"

"Isso é mais que um simples sim, Sr. Malfoy." – ela falou, finalmente rasgando a camisa dele por inteira e tendo acesso ao peito dele.

"Minha Sra. Malfoy..."

Ele, ao contrário dela, retirou delicadamente a camisola que ela usava. Tocou-a com a sutileza que ela sempre usava para tocá-lo. Tocou-a como ele sabia que ela gostava. Beijou-lhe a boca enquanto levava as mãos para baixo do ventre dela, fazendo-a suspirar e gemer entre os beijos.

Não entendia como aquela mulher podia dominá-lo desde sempre. Ainda mais sendo uma Weasley. Ele lembrava-se de achá-la muito bonita em Hogwarts, mas jamais prestara realmente atenção nela. Mas naquele dia, naquela cidadezinha, no hall daquele hotel, ele pôde vê-la, pôde apreciar o sorriso dela e o olhar, e pôde saber que aquela mulher seria a única capaz de fazê-lo cair. Ela seria sua maior vitória ou ela seria sua pior derrota.

Mas ele não queria pensar em possibilidades. Queria apenas aproveitar o corpo dela, as palavras que ela falava pra ele, sussurrando em seu ouvido, e vice versa. Queria sentir as pétalas de rosa caírem sobre os corpos e deixarem o clima ainda mais propício a uma fantástica e inesquecível noite de amor.

Movimentou-se dentro dela não soube por quanto tempo. Muito tempo. Em ritmos alternados, ora rápido, ora lento, ora parado.

Daquela vez deixou que ela ficasse em cima mais para o final, controlando o ritmo a seu bel prazer..."

Draco tinha uma boa lembrança daquela noite. Virgínia estava especialmente arisca naquele momento. Fora que a própria situação já pedia uma noite mais que especial.

Ele passou algumas páginas. Sabia exatamente como terminava aquela lembrança de noivado.

Parou a mais do meio do diário, assim que viu um novo fio prateado entre as páginas.

Leu a introdução que Virgínia dava à lembrança, antes de colocar o fio na penseira.

"Estar casada com Draco parecia um sonho. Anos de felicidade. Algumas brigas, decerto, mas nada que a gente não pudesse resolver na cama, ou em qualquer outro lugar propício...

Aquela noite não fora diferente. Uma briga estúpida sobre o trabalho dele. Uma discussão mais estúpida ainda sobre o meu trabalho.

De acordo com as minhas contas era a vez do meu querido Sr. Malfoy ceder à discussão e me beijar. E foi o que ele fez. Me arrebatou nos braços, me ergueu, derrubou as coisas que estavam sobre a bancada da cozinha e voilá!"

Ele virou-se para a penseira, com a varinha erguida e, com um fino sorriso, deixou-se levar pela lembrança.

Rebeca Maria

Quarta-Feira

05/06/2006