N/Rbc: e então, depois de meses, eis que eu resolvi atualizar a fic... não me trucidem pela demora, mas eu estava tão cheia com a faculdade que minha criatividade e inspiração foram mandadas para o espaço, junto com as duas matérias que eu fiz questão de mandar para o espaço... a criatividade e inspiração foram junto por acidente... XDDD mas ok, cá estou eu. Próximo capítulo não tem previsão de saída... porque eu não tenho nada dele escrito, mas espero que você gostem deste.
Marcelina Black Weasley, Rk-Chan, licca-weasley-malfoy, Tuty Frutty, Stra. Malfoy, nessa malfoy, Lou Malfoy, Rute Riddle, Fefa Black: meninas, mil desculpas pela demora. Não vou dizer que não deve acontecer de novo simplesmente porque eu não tenho nada escrito depois disso a não ser o final da fic... enfim... desculpa... mas boa leitura! XDDD
Sr. & Sra. Malfoy
Capítulo
OITO
Você, Eu e Nossas Lembranças
PARTE II
"Gina continuou deitada de lado, olhando para um Draco adormecido. Podia ver a face calma dele, e os lábios crispados quase que num sorriso. Os cabelos, àquela altura longos, caindo sobre o rosto. Era uma bela visão.
"Eu te amo, Sr. Malfoy..." – ela sussurrou, e deteve sua mão quando tentou tirar algumas mechas do cabelo dele de sobre a face.
Levantou-se calmamente, sem fazer barulho, e vestiu-se. Apanhou uma capa grossa, para proteger-se do frio que fazia lá fora e saiu do quarto, deixando a porta semi aberta.
Desceu até a garagem e pegou o carro de Draco, a Ferrari, e tentou sair sem fazer qualquer barulho. O que não foi difícil, visto aquele ser um dos carros mais leves e silenciosos que ela conhecia.
Assim que saiu dos domínios da Mansão correu o mais rápido que pôde e que as avenidas, abandonadas àquela altura da madrugada, permitiam.
Minutos depois parou à porta de uma casa imponente e elegante, com uma única luz acesa.
Por alguns instantes estranhou. O endereço estava certo, mas a situação não pedia luxúria, nem exigia uma Mansão. Muito pelo contrário, exigia algo quase como o quarto velho e mofado onde encontrara Severo Snape anos atrás.
Entretanto, ela não queria pensar. Não queria parar e raciocinar sobre a luxúria do local. Apenas queria entrar e acabar com tudo aquilo, para finalmente poder voltar para a sua própria casa e se aconchegar nos braços de seu marido. Aquilo não estava certo...
Saiu do carro e deslizou até uma das janelas. Com a habilidade de um feitiço simples, abriu-a e entrou na casa. Acompanhou o caminho que a pouca luz fazia dentro da casa, até chegar a uma sala, grande, espaçosa, com objetos de grande valor.
Havia um homem parado junto à janela, olhando para o lado de fora. Gina parou perto da lareira acesa e apanhou um dos três atiçadores que havia ali. Observou-o. Prata fina, com alguns fios de ouro. Longo e fino, com uma ponta perfeita e fatal, queimando em brasa. Depois andou alguns passos em direção ao homem, parando a um metro dele.
"Você demorou mais do que eu pensei, Draco." – ele falou, com a voz calma, embora rígida e severa, sem se virar para trás.
Gina balançou a cabeça. Ele não poderia estar falando sério. Ergueu o atiçador como se estivesse empunhando uma varinha. Com a habilidade e a destreza de movimentos rápidos, ela passou a ponta do atiçador nas costas dele. Uma vez. Duas vezes. O tecido aparentemente grosso da capa do homem rasgou-se com facilidade, e um perfeito V foi feito na carne dele, fazendo-o sangrar, marcando-o a fogo.
O homem pareceu não se abalar, como se não sentisse dor. Não se mexeu nem emitiu som algum.
"'V', de Virgínia." – ela falou, na tentativa de conseguir uma reação qualquer dele.
Quase que no mesmo instante ele se virou. Ambos ficaram surpresos. Gina não se lembrava do rosto de Lúcio Malfoy ser tão velho e cheio de cicatrizes. Lembrava-se, sim, de ser um rosto bonito e pálido, embora tivesse feições cruéis, mas não daquele jeito. Ele, por sua vez, não esperava por ela. Esperava por Draco. Mas ela?
"Oras se não é a mulher pobretona do meu filho..."
"Oras se não é o pai fugitivo do meu marido..."
Ele sabia que ela era a mulher de Draco. E claro, ela sabia que ele sabia. No mundo de adoradores das trevas sempre há espiões, mesmo que inofensivos, eles sempre sabem o que acontece com aqueles que lhes interessam. Talvez não os mínimos detalhes, mas um casamento entre um Malfoy e uma Weasley não poderia ser escondido deles.
"Para um foragido, Lúcio, você está muito bem acomodado."
"Sinta-se à vontade, Weasley." – ele falou, apontando uma poltrona – "Acomode-se, assim poderemos conversar e discutir a sua vinda."
"Não há tempo para discussões, Lúcio."
"Claro que não. Então poderemos ir direto ao ponto."
"Eu ficaria grata, tenho assuntos muito importantes a resolver em casa."
"Com meu filho, suponho."
"Com seu filho."
Houve uma longa pausa. Ambos se enfrentavam. Ambos estavam armados, rígidos, atentos a qualquer movimento em falso que pudessem dar. A sala estava silenciosa, as respirações eram pesadas. Apenas o que se podia ouvir era o crepitar das chamas na lareira.
"E você está aqui para...?" – ele começou, quebrando o silêncio.
"Você deve saber, Lúcio."
"Claro, me matar, parece óbvio. Mas sabe o que me intriga agora?" – ela não falou nada e ele continuou – "Você vem aqui para me matar e, oposto a isso, está casada com meu filho. Não se sente mal por matar o pai do seu marido? Ou diria eu... sogro querido?"
"Acredite, ele quer você morto tanto quanto eu cobiço os milhões que me pagaram para te matar, meu sogrinho querido."
"Faz sentido. Para uma Weasley, digo, que sempre viveu na miséria."
"Para os Malfoys é sempre uma questão de dinheiro?"
"Ao que me parece não são apenas os Malfoys que cobiçam dinheiro no momento."
"Então aprecie uma vez mais a nobreza, Lúcio, uma última vez."
Ouviu-se uma gargalhada, alta e fria. Naquele momento, apesar da aparência decadente, Gina lembrou-se de Draco. Ele ria como o pai. Na verdade, ele gargalhava como o pai, sempre friamente, com um jeito que transbordava sarcasmo e indiferença.
Mas ao contrário da risada de Lúcio, Gina gostava da risada de Draco. Havia algo peculiar nele que o fazia parecer menos com um Malfoy e mais com uma pessoa normal e humanamente melhor.
"Tente, Weasley. Nós temos todo o tempo do mundo até você conseguir me matar."
Ela riu com o canto dos lábios. Um sorriso fino que aprendera com Draco. Era um sorriso indiferente, sem emoção, que não passava qualquer expressão de seu rosto. Um sorriso que simulava suas pretensões e escondia o brilho dos seus olhos, que denunciaria seus movimentos.
Entretanto, apesar de ter seus movimentos calculados, num instante ela perdeu-se e confundiu-se sobre o que fazer. A sensação de estar cometendo um erro, o erro de matar o pai do homem que amava, fê-la esquecer do propósito pelo qual estava ali. Um segundo que garantiu uma vantagem a Lúcio.
Num piscar de olhos Gina estava no chão, sentindo o rosto arder e queimar diante do soco que acabara de receber de Lúcio. Ela olhou-o com ódio, enquanto ele ria vitorioso.
Com um movimento ela apertou o atiçador contra sua palma e levantou-se num salto, erguendo o objeto e batendo-o com força contra o rosto de Lúcio, que rodopiara e cambaleara antes de apoiar-se contra a parede.
"Você nunca aprendeu que não se deve bater numa mulher, Lúcio?" – ela falou, com a voz normal, parecendo não ter sido afetada pelo soco dele.
"Se eu não bater, Weasley, vocês não aprendem a obedecer."
Ouviu-se um barulho de metal contra o rosto de Lúcio. Mais uma vez Gina o havia acertado com o atiçador, com mais força do que a primeira vez. Entretanto, daquela vez Lúcio não pareceu ter sido afetado, embora, obviamente, estivesse sentindo uma dor lancinante no local acertado.
Mais rápido do que ela poderia prever, ele sacou a varinha e apontou para ela. Num piscar de olhos ela via um raio vermelho acertá-la e lançá-la contra a parede, com força. Ela bateu contra a parede mas, ao contrário do que seria esperado, permaneceu lá, pregada à parede como se fosse um troféu recém colocado ali. Não podia mover nada além da cabeça. Todo o seu corpo estava pregado. Sentiu-se inútil e, num momento, desesperada, ao notar o olhar maníaco de Lúcio em sua direção.
Ele aproximou-se a passos rápidos e parou a um passo dela. Ergueu a mão e sorriu ao tocar a face dela com extrema maldade, deslizando-a na curva do seu pescoço e no seu colo.
"Agora sei como você conseguiu fazer meu filho se casar." – ela tentou retrair-se, mas seu corpo não atendia – "O prazer da carne... nova e bem feita. Paixão e sexo, uma boa combinação, Weasley. Fatal para os Malfoys, afinal, foi por isso que me casei com a mãe de Draco. Mas foi pela mesma causa que a matei."
"Mantenha suas mãos longe, Lúcio!" – ela tentou e ele meramente riu.
"Você não está em posição de reclamar, Weasley. Desse modo eu tenho você como quero. Um troféu, que eu posso tocar sempre que quiser." – Lúcio deslizou a mão para a cintura de Gina e ela sentiu-se suja por causa daquilo – "Narcisa era como você. Um belo corpo, um belo rosto. Bastava que eu batesse nela que ela se abria pra mim. Com você é a mesma coisa, Weasley?"
"Não se atreva!" – antes que ela pudesse prever, sentiu o punho dele bater contra seu rosto. Uma e duas vezes seguidas. Ela sentiu mais ódio dele do que nunca.
"Não reclame, Weasley. Temos muito tempo pela frente, estas são apenas as preliminares. Eu ainda tenho que te ensinar muita coisa esta noite. Como eu ensinei à Narcisa."
Gina tremia com a voz de Lúcio. Nunca ela estivera em uma posição tão humilhante e tão desvantajosa como aquela. Por que ela simplesmente não chegara àquela casa e matara Lúcio com um Avada Kedavra antes que ele se virasse? Ou fincasse a ponta do atiçador de lareiras em seu coração quando estava a um passo dele? Ela tinha essa resposta. Nunca atacar ninguém pelas costas. Mas a situação era terrível demais para ela se lembrar disso.
Entretanto, um luz formou-se em sua cabeça quando Lúcio apertou seus braços e aproximou a boca de seu pescoço.
"Sabe há quanto tempo eu não sinto o prazer de uma carne nova e quente?"
Ela não falou nada. No momento estava atenta aos movimentos dele. A varinha dele ainda em punho. E sua própria varinha escondida sob a manga da capa. Com um movimento preciso ela poderia cair em sua mão e com um pensamento correto e rápido ela poderia se livrar do feitiço que a prendia à parede.
Instintivamente ela riu, seguindo o plano que se formava em sua cabeça. Ele percebeu o sorriso dela e acabou por estreitar os olhos.
"Sorrir numa situação dessas parece irônico demais até para uma Weasley."
"Eu convivo bem com um Malfoy." – ela falou, na voz mais fria que pôde, vendo-o erguer a mão.
Então, no momento que a mão de Lúcio estava para encontrar a face de Gina, ela virou a cabeça para a esquerda, fazendo com que a mão dele ainda acertasse o rosto dela, mas de um jeito que provocasse um maior movimento do seu corpo, curvando-o levemente.
Gina fechou os olhos no momento em que a mão dele acertou seu rosto. Doeu. Era uma dor excruciante. Entretanto, ela ainda pôde sorrir ao sentir a varinha deslizar pelo seu braço e parar na sua mão, sendo envolvida pelos seus dedos. Um pensamento rápido e ela estava no chão. Um movimento rápido e um 'Expelliarmus' depois Lúcio batia contra a parede, enquanto que sua própria varinha voava para as mãos dela.
Ele demorou alguns segundos para se levantar e avançar contra ela. Estava desarmado e de nada adiantaria tentar lutar. Gina mantinha sua varinha em punho, apontada diretamente para o coração de Lúcio. Um pensamento rápido passou pela sua cabeça: 'Use o Avada Kedavra.' Mas não. Ela nunca usara uma maldição imperdoável. De tantas pessoas que matara, nenhuma fora com aquelas duas palavras imperdoáveis.
Agindo rapidamente, vendo-o aproximar-se com mais velocidade do que ela achava ser capaz, ela olhou para os lados e viu: dois atiçadores queimando na lareira. Sem pensar duas vezes apanhou os dois e virou-se com destreza para Lúcio, no momento que ele saltava contra ela.
As pontas foram certeiras. Uma de cada lado do peito, atravessando o corpo dele. Lúcio caiu, sentindo a dor consumi-lo aos poucos. Levou as mãos aos dois locais acertados e sentiu-as sendo envolvidas por sangue. Muito sangue.
Já não podia respirar. Nem ao menos podia ver direito. Sua visão estava embaçada e começava a escurecer. Sentiu os dois atiçadores serem tirados de seu corpo e, em seguida, as pontas passaram queimando a sua carne, rasgando-a.
Gina acabava de fazer dois 'Vs' entrelaçados, que formavam um 'W' sob uma vista e um 'M' em vista contrária. Ela olhou séria para Lúcio, sabendo que ele ainda podia ver alguma imagem, mas que podia ouvir claramente.
"'M', de Malfoy. Virgínia Malfoy." – ela fez uma pausa e largou os dois atiçadores no chão, que caíram com um barulho metálico – "Mas isso com certeza você sabe."
Ela deu a volta nos calcanhares e saiu da casa pela porta da frente, novamente deslizando até a ferrari de Draco e dando partida, mas dessa vez sem se preocupar em fazer silêncio. Ao contrário, saiu da forma que gostava: em alta velocidade, fazendo o pneu cantar, e rodar durante segundos no asfalto, sentindo o vento bater no seu rosto, na tentativa de aliviar a culpa que sentia no momento.
x.x.x
Sem poder esperar, Gina entrou em casa e seguiu para o banheiro mais próximo. Deixou que suas roupas caíssem durante o caminho, para que pudesse entrar diretamente sob o chuveiro e tentar deixar que a água levasse todos os sentimentos ruins que a atormentavam àquela altura.
Sentia-se suja, de todas as formas. Sentia-se culpada, talvez com remorsos. Queria livrar-se da sensação humilhante do toque dele, sentia-se violada. E por mais que tentasse chorar para extravasar a dor, não conseguia. A tentativa era inútil.
Assim que saiu do chuveiro, olhou-se no espelho e viu que seu rosto estava marcado pelo dedos de Lúcio. Estava ainda vermelho e começava a inchar. Com um feitiço ela impediria que ficasse inchado, com outro ela tiraria as marcas dele. Mas não havia um que impedisse de seu olho ficar roxo ou que fizesse a dor parar.
Envolvida numa toalha ela subiu as escadas e foi para o quarto. Parou na porta assim que viu Draco. Ele ainda dormia do mesmo modo que ela o deixara. Sereno e calmo, alheio a tudo o que ocorria com ela no momento.
E o que ela mais queria era simplesmente deitar ao lado dele, abraçá-lo e sutilmente acordá-lo, pedindo que ele a abraçasse e a confortasse depois de passar por um terrível pesadelo. Mas ela simplesmente não conseguia.
Não podia dar um passo em direção à cama, em direção a Draco, sem sentir seu coração apertar, pulsar e doer, gritando que ela era culpada, quase condenando-a.
Vencida pelos sentimentos de culpa, ela simplesmente apanhou um dos pijamas quentes de Draco, sabendo que essa seria a forma que a faria ficar mais próxima possível dele naquela noite, e desceu novamente as escadas.
Com um feitiço, juntou suas roupas caídas e mandou-as para qualquer lugar bem longe dela. Em seguida foi até a adega. Diante de várias bebidas ela viu uma forma de tentar esquecer.
Pegou a mais forte delas, mas não a que ela mais gostava que era Licor de Chocolate. Desta vez ela pegou algo ainda mais forte, que nem mesmo ela poderia dizer exatamente o que era. Apenas sabia que misturava whisky de fogo, vodka de duende e rum de dragão.
Não soube o quanto tomou. Não se preocupou com isso. Queria apenas esquecer o seu próprio pesadelo, antes de ser vencida pela exaustão e pela própria bebida, e adormecer no sofá da sala, diante da lareira.
x.x.x
Draco apalpou a cama, ainda de olhos fechados, e não sentiu o corpo de Gina perto de si. Abriu os olhos apenas para constatar que ela não estava com ele. Levantou-se e desceu as escadas, até a sala.
"Virgínia?" – chamou, olhando ao redor, até pousar seus olhos no corpo adormecido da mulher sobre o sofá – "Amor?" – não houve resposta e ele se aproximou – "Você vai ter uma tremenda dor nas costas dormindo desse jeito, querida."
Ela não respondeu e ele abaixou-se ao lado dela, e só então percebeu a garrafa de bebida, vazia, e o copo no chão, perto do sofá.
"Vamos lá, Sra. Malfoy, vamos para a cama."
Delicadamente ele pegou-a no colo, fazendo-a murmurar qualquer coisa ininteligível, e depois retornou ao quarto, colocando-a na cama. Ela apenas virou-se de lado e continuou dormindo. Deitou-se ao lado dela, observando-a dormir, até que, minutos mais tarde, adormeceu também.
x.x.x
Ela podia sentir uma ligeira movimentação perto dela. Uma porta se abrindo, passos, alguém sentando-se ao lado dela. Sequer se moveu, apenas tentou continuar dormindo, tentando ignorar a sua cabeça dolorida e pesada e a dor nas costas.
"Bom dia, Sra. Malfoy, está uma bela manhã. Hora de acordar e ver o que eu trouxe para você." – a voz dele soou extremamente carinhosa e ela involuntariamente tremeu.
Ela mexeu-se na cama e virou a cabeça, olhando para ele e sorrindo ligeiramente. Era um misto de alegria e culpa. Ainda não esquecera do que tinha feito durante a madrugada.
"Você estava apagada no sofá durante a madrugada, Virgínia."
"Eu não consegui dormir, estava começando a me desesperar."
"Então você se levantou no escuro, bateu com o rosto em algum lugar e foi assim que você conseguiu esse olho roxo?" – ela desviou rapidamente o olhar do dele, e apenas confirmou com a cabeça - "Por que não me acordou? Eu podia ter te feito dormir, ou podia ter te acompanhado na bebida...e te feito dormir na mesma..."
"Desculpa...você estava dormindo tão bem que eu nem cogitei a idéia."
"Vamos esquecer isso, então. Olhe o que eu trouxe pra você. Pão, frutas, suco, geléias, torradas, dois ovos, café e, claro, um jarrinho com uma flor." – ela sorriu e sentou-se na cama, recebendo a xícara de café que Draco lhe oferecia.
"Está perfeito. Me acompanha?"
"Você achou que eu ia deixar você comer isso tudo sozinha?"
"Claro, eu deveria imaginar que não?"
"Eu sou um Malfoy, Virgínia."
"Se isso te consola, eu também sou."
Draco aproximou-se da mulher e apanhou uma das torradas, levando-a à boca dela. Aquela era uma manhã perfeita, totalmente oposta à madrugada que Gina tivera."
Draco abriu os olhos. Estava de volta à realidade. Por um momento ele se lembrara de ter sentido certa raiva de Virgínia quando ela disse que tinha matado seu pai. Não raiva, mas algo que ele não gostara de ter sentido. Entretanto, depois de ver aquela lembrança, ele tinha ódio do seu pai por ter tocado na Sra. Malfoy que era dele e de mais ninguém, e também por saber das coisas horríveis que ele fazia com sua mãe. Mas principalmente, por saber que seu próprio pai matara sua mãe.
"Pensativo, Draco?" – a voz feminina e sensual fê-lo esquecer seus pensamentos quase que instantaneamente.
"Kika, Rute! Vocês chegaram bem na hora!"
