N/Rbc:Vamos lá, gente, o primeiro Avada Kedavraganha na disputa de "quem vai matar a Rebeca primeiro". E eu realmente falo sério. Caso vocês queiram me matar, sintam-se à vontade.
Mas eu vou contar a historinha triste pra vocês.
É o seguinte. Eu tinha muito dessa fic na cabeça, e escrevi até onde eu consegui. Então, no final de 2006 eu entrei num bloqueio de criatividade que, para quem acompanha minhas fics, sabe que durou até o final do ano passado. Eu estava com as minhas duas fics preferidas paradas, e isso me deixava desesperada. Final do ano passado eu consegui apoio importantíssimo das meninas da comunidade Draco e Ginny do orkut, e por conta disso, por causa delas, eu consegui terminar La Chocolateria. Então eu tive ânimo para voltar para o mundo que eu tanto amo. O mundo das fanfics.
Eu assumi, logo em seguida, que o enredo de Sr. e Sra. Malfoy era bem mais complexo do que eu imaginava. E eu não conseguia ver idéias que se encaixassem na história. Então eu resolvi que, mesmo assim, eu terminaria esta fanfic. Então, é o seguinte:
1. Do próximo capítulo em diante as coisas vão evoluir mais rapidamente e com mais clareza.
2. Ao invés de GINA, a partir de agora é GINNY.
3. Vou fazer de tudo para não demorar para atualizar. E prometo que o próximo capítulo eu posto rápido e prometo ACTION DG, MUITA action DG.
4. Eu não garanto que este capítulo seja um bom capítulo. Na verdade, eu acho que ele é totalmente dispensável. Ou quase isso. Eu não gosto deste capítulo. E eu não vou culpar ninguém se nenhuma de vocês entender o capítulo. Só vou culpar a mim mesma, na verdade. Mas eu vou postá-lo mesmo assim porque a minha consciência está pesando há muito tempo.
5. E eu prometo, além da action dg, um próximo capítulo bem mais interessante e informativo do que este.
Sr. & Sra. Malfoy
Capítulo NOVE
Alguns Momentos
"Pensativo, Draco?" – a voz feminina e sensual fê-lo esquecer seus pensamentos quase que instantaneamente.
"Kika, Rute! Vocês chegaram bem na hora!"
As duas belas mulheres acomodaram-se no sofá, enquanto Draco guardava o diário de Virgínia e a sua penseira.
"O que vocês têm pra mim?"
"James Butler trabalha para sua ex. mulher."
"James Butler?"
"Sim, o seu antigo segurança pessoal." – Draco franziu o cenho.
"Ela me enganou esse tempo todo?"
"Não exatamente. De acordo com investigações que fizemos dentro do CIM, James Butler só passou a trabalhar para o Centro dois anos e meio após o casamento de vocês. Ela só ficou sabendo disso um ano depois que ele já havia entrado."
"Algo mais?"
"Potter está cada vez mais perto de saber onde está o..."
"Não fale. Se estão pensando que eu vou dizer onde está, esqueçam. Vocês sabem o que é, mas onde está...não... isto só eu sei. Vocês são pagas para me trazerem informações. Quão perto Virgínia está de descobrir tudo, cada passo do Potter, cada informação é essencial, ou tudo terá sido em vão."
"Tem mais uma coisa."
"O quê?"
"O Blaise."
"Zabini?" – Draco viu as duas acenarem com a cabeça – "Ele não..."
"Ele sim."
"Como?"
Mas Rute e Carina não estavam mais lá.
Ele olhou o relógio. Estava atrasado. Lara ia matá-lo se ele não aparecesse em cinco minutos.
"Droga!"
x.x.x
"Mantenha Liberty em segurança."
Gina leu e releu a nota diversas vezes, ainda procurando por um remetente que fosse. Não havia nenhum em parte alguma. As palavras faziam seu peito palpitar forte e dolorosamente. Quem quer que lhe tivesse mandado o bilhete sabia sobre Liberty, e ela podia contar nos dedos quantos pessoas sabiam sobre ela. E por mais que pensasse, nenhuma dessas pessoas se encaixava no perfil de um bilhete anônimo.
Ela olhou no relógio. Tinha que falar com Draco. Precisava falar com ele.
x.x.x
"Draco?"
Ele abriu os olhos. Na verdade não estava dormindo, mesmo às duas da manhã. Estivera rolando em sua cama, sofrendo de insônia, como já era costume nos últimos dias.
Olhou para o vulto parado à sua frente e, mesmo na penumbra em que seu quarto estava mergulhado, aquela silhueta era inconfundível, sem falar da voz, doce e carinhosa, que o chamara.
"Virgínia, o que...?"
Sua pergunta foi reprimida por um beijo dela, enquanto seu corpo era violentamente jogado de costas para a cama e ela debruçava-se sobre ele, buscando, com suas mãos, tocar a pele fria de Draco por baixo do pijama macio de seda.
Ele não entendia o que ela estava fazendo. Era a Segunda vez que ela aparecia de madrugada em sua casa e arrebatava-o em beijos, carícias, sussurros e gemidos. Momentos em que Virgínia tornava-se agressiva e selvagem, e tornando aquelas loucas noites de amor, noites inesquecíveis, de sexo e prazer.
E Virgínia, durante essas noites de amor, jamais deixava que Draco tomasse o controle da situação. Não era ele quem ficava por cima. Não era ele quem lhe tocava com toda a ansiedade e desejo. Não era ele quem sussurrava coisas ousadas em seu ouvido. Não era ele quem determinava o momento em que se uniriam ou o ritmo a ser seguido. Era ela. Ela que o fazia gemer e suspirar enquanto ela acompanhava as expressões de seu rosto contorcido e, por diversas vezes, abafava os gemidos dele com beijos tórridos e longos. Era ela a única a conseguir fazer Draco Malfoy ansiar por mais e desejar que aquele momento fosse eterno.
Ao fim, ela sempre deitava-se sobre ele durante uns instantes, até que as respirações se acalmassem.
E então, sem dizer nada, ela se aconchegava nos braços dele, com a cabeça em seu braço e o braço no peito dele, para então poder adormecer.
Draco ainda permanecia acordado durante muito tempo, tentando entender porque era tão fascinado por aquela mulher que agora dormia abraçado a ele. Era um fascínio, quase uma possessão, sem chegar a ser doentio. Ele sentia ciúmes dela como não sentira com nenhuma outra. Tinha o cheiro dela gravado em sua mente, e os traços de seu rosto também.
Ele virou-se para olhá-la, o rosto dela em seu peito, coberto por uma cascata ruiva. Ligou o abajur para poder ver melhor, enquanto afastava uma mecha de cabelos do rosto dela. E foi então que ele percebeu. Havia cortes no rosto dela, um no supercílio, mais profundo, um perto do lábio. Um filete fino de sangue passou a escorrer do corte do supercílio.
"Virgínia?" – ela sorriu e abriu os olhos.
"Já é de manhã?"
"Não... é de noite ainda... mas não é isso... é... você está machucada."
Ela levou a mão ao local onde estava machucado e sentiu o sangue escorrer.
"Era pra ter estancado." – ela informou.
"Como você se machucou?"
"Não foi...nada. Eu só... bati com a testa no armário."
"E a boca também?"
"Não foi nada, Draco." – ele deu de ombros.
Draco sabia que de nada adiantaria insistir num assunto que Virgínia não queria falar. Ela simplesmente não falava. Nem ela, nem sua mente. De algum modo, ela era capaz de fechar completamente a sua mente, de modo que tentativas de Oclumência eram sempre vãs.
Entretanto, mesmo sem conseguir saber de tudo o que queria sobre ela, sabia que aquela era uma mulher especial e única em sua vida. Em tão pouco tempo, Virgínia Weasley lhe tinha roubado o coração, lhe tinha impedido de prosseguir com seus planos.
x.x.x
Gina acomodou-se muito bem num dos sofás do lado de fora do iate. Olhou atentamente para o horizonte, gostava de olhar para ele e lembrar de coisas felizes. Momentos que passara com Draco, naquele mesmo iate, durante uma viagem há quase três anos.
Retirou o enorme e elegante chapéu que usava e levantou-se. Segurava uma taça de champanhe na mão, com delicadeza e elegância, e o vento que batia e balançava suas roupas leves, e a faziam sorrir, tornava tudo uma imagem quase que surreal, ou digna de cinema trouxa.
Alguns minutos depois, enquanto ela apoiava-se para ver melhor o mar, ouviu Draco chegar, aos risos, provavelmente acompanhado. Ela virou-se e constatou que estava certa.
Havia uma linda mulher com ele, ela tinha que admitir. Tinha os cabelos longos e loiros, muito lisos, e um porte bem aristocrático e elegante.
"Virgínia...?- as risadas pararam e Gina sentiu-se ser observada tanto por Draco quanto pela mulher, em busca de respostas."
"Olá, meu amor.- ela falou, com o maior cinismo que pôde reunir- Olá, amante do Draco."
A mulher virou-se para Draco, aparentemente escandalizada. Gina se divertiu com a expressão do rosto dela e a posterior expressão de Draco ao ver a incredulidade dela.
"Você não me disse que era casado, Draco."
"Oh...- Gina fez-se quase de desentendida- ...prazer, Virgínia Malfoy, mulher de Draco Malfoy.- e apertou a mão dela, mesmo contra a vontade da mulher."
"Ex. mulher.- ele falou, de um modo irritadiço."
"Não fique chateada, querida- Gina olhou penalizada para ela- ele é assim mesmo. Basta uma briga que ele pega qualquer uma que encontra pela frente e joga seu charme.- então ela riu, de uma forma escandalosa- Não que você seja qualquer uma, claro."
Gina agarrou-se ao pescoço de Draco e deu-lhe um ousado beijo no pescoço, deixando uma marca avermelhada no local. Ele, em momento algum, fez menção de impedir o ato dela.
"Mas eu te perdôo, Draco, querido, eu sempre te perdôo.- e depositou um gentil beijo nos lábios dele- E eu até admito que parte da culpa dessa vez foi minha..."
A mulher abriu a boca, chocada, e assassinou Draco com o olhar. Depois se virou, na intenção de ir embora. Gina não soube se a mulher estava mais brava por descobrir que Draco era casado ou por Gina estar no iate e estragar um possível encontro romântico, para não dizer puramente sexual, entre os dois. E provavelmente Gina nunca chegaria a saber a resposta.
"Hei, querida - Gina chamou-a."
Foi rápido. A mulher se virou, ainda com a cara zangada. Gina abraçou-se a Draco, de modo a apoiar o queixo no seu ombro e retirou sutilmente a Sig Sauer de baixo da saia. Apontou-a para a loira e atirou. Três fios de luz seguidos e certeiros. Um no peito, do lado esquerdo, outro um pouco abaixo e o último no pescoço. Ela caiu no chão, sujando o piso recém encerado do iate de luxo de Draco. Ele afastou-se de Gina e olhou dela para a mulher morta no chão.
"Eu devo presumir que você estava com ciúmes porque eu ia transar com ela e não com você, e por isso a matou?- ela riu, com vontade."
"Não, Sr. Malfoy, você deve presumir que ela receberia 45 milhões para te matar em dois tempos e você nem perceberia.- Gina apanhou um rolo de pergaminho esquecido no sofá e entregou-a a Draco. Ele desenrolou e leu-o."
"Lara Smith. Objetivo: matar Draco Malfoy. Motivo: traição. Valor: 45 mi.- ele abriu a boca e olhou indignado para Gina- Só 45?"
"É, querido, para você ver o seu valor no mercado- ela comentou- ou 'desvalor', que seja."
"Eu devo dizer obrigado?"
"Ah, não, Draco, poupe-me disso. Eu só a matei para ela não tirar o direito que é meu. Afinal, eu sou a incumbida de te matar aqui, e aliás, eu sabia que mais cedo ou mais tarde você perceberia as reais intenções dela e a mataria. Eu só espero que não fosse durante o sexo. Misturar sexo com sangue nunca foi minha fantasia favorita, e espero que não seja a sua também."
Ele olhou mais uma vez o corpo morto da mulher e depois para Gina. Deu de ombros, de uma maneira quase casual.
"Ela parecia ser boa de cama.- comentou- Era quente e sensual e beijava bem. E tinha seios, que ó Merlin... volumosos e apetitosos..."
"Isso não é algo que você vá descobrir, não é mesmo?" – ela não esperou resposta – "Ela beijava tão bem quanto eu? - Gina perguntou, sem se importar efetivamente com a resposta."
Draco aproximou-se de Gina e enlaçou-a, fazendo-a virar-se, juntando os corpos e deixando seus lábios a alguns centímetros do dela. Então ele a beijou, com gosto, com desejo e paixão, fazendo as línguas se engalfinharem, rápidas e agressivas, mas pareciam muito bem saber o que estavam fazendo.
"Não. - ele disse, quando se afastou- Você tem um modo único de mexer a língua e apanhar a minha de um jeito que para muitos parece impossível. Não me lembro por que eu me separei de você se você tem um beijo tão maravilhoso e faz coisas tão incrivelmente prazerosas durante o sexo... - ele parou por um instante- ...ah, claro, agora eu me lembrei, você tentou me matar. E por conta disso agora você mata as mulheres com quemeu quero fazer sexo. Depois diz que eu sou o ciumento da relação.- Gina riu, dando com as mãos."
"Eu só mato as que querem te matar, querido, ou elas me tirarão o prazer que é para ser meu. E, afinal, são apenas negócios, não é mesmo?
Ginny riu brevemente do seu próprio comentário, antes de apanhar o bilhete que tinha recebido mais cedo e passar para Draco.
"Você reconhece a letra?" – ele leu rapidamente e sua expressão passou de calma para enraivecida.
"Ninguém vai tocar na nossa filha, Virgínia."
"Não?"
"Eu prometo isso pra você." – Ginny não se conteve e abraçou-o com força.
"Eu confio em você, Draco. Eu sei que você jamais deixaria que tocassem na nossa pequena."
Ela soltou-o e virou-se para ir embora.
"Hei, Virgínia." – ele chamou, fazendo-a virar-se – "Precisamos conversar." – ela riu e fez um gesto com a mão.
"Teremos tempo, Draco." – depois desaparatou, deixando um Draco oscilando entre o divertido, o confuso, o instigado e o bravo para trás.
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