Sr. & Sra. Malfoy
Capítulo 10
Addicted
N/Rbc: primeira coisa: quem mais aqui achar que eu perdi completamente o rumo desta fanfic levanta a mão:
o/ - essa sou eu, mais alguém? Bote o símbolo na sua review caso você acha, eu não levarei a mal! XD
Eu chequei duas vezes para ver se a classificação desta fanfic está em M. E eu chequei isso porque este é um dos capítulos em que você analisa e vê que realmente ele tem um conteúdo mais adulto. E eu não falo apenas de sexo. Dessa vez vai ser um pouco mais além. E eu escrevi isso porque eu precisava. Alguém aí sabe quando você se sente meio nervosa e frustrada e, para aliviar, muitas pessoas gritam? Pois é. Gritar não funciona comigo. Escrever sim. E eu precisava escrever algo mais pesado dessa vez. Alguém aí já leu a minha fic "Só mais uma de amor?", pois é... a nc17 desse capítulo vai ser algo explícito como aquilo... mas com uma temática mais pesada, portanto, proibido para crianças e para pessoas que não apreciam tal temática ou que não tem maturidade suficiente para ler. E apesar de ser um capítulo com muita action, eu o considero muito informativo. XD
As datas presentes no capítulo são para ajudar na percepção de tempo. XD
Outra coisa: este capítulosó vai poder ser inteiramente entendido quando tiver um próximo capítulo! Yeah!
Jane LeloupBlanc: acredita que a parte da morte da mulher está escrita desde que eu comecei a escrever a fic? aquela foi uma das cenas que eu visualizei antes de tudo. XD Espero que você goste deste capítulo! E uma obsevação: eu amo tanto o sotaque de Portugal! \o/
Barbara Granger: se você está confusa, eu admito que eu tamém estou! hauahuahauahuahaua! eu estou escrevendo esta fic totalmente no escuro. o que me vier na cabeça eu escrevo e no final ou eu conserto tudo ou eu enrolo e dou uma desculpa. eu estou apostando na segunda opção. XD Bjinhos...
Tuty Frutty: esse capítulo nem é pequeno... tem umas 11 folhas! hauahuahauahauhauahua!!!! espero que você goste dele! XD
Thaty: continuação! \o/ Espero que goste tanto quanto eu gostei de escrever!
Lou Malfoy: eu posso te dizer que nem eu sei quem mandou o bilhete pra ela???? Pois é... eu não sei!!! o.O
aDiii: que bom que está gostando! XD Mais um capítulo, e dessa vez bem grande! XD
Rk-chan: então... a mudança do nome da Gina para Ginny é porque durante o tempo que eu não escrevi nesta fic, eu escrevi em La Chocolateria e em "Five Steps Draco Wants to Kiss Ginny", e nela eu escrevi com Ginny. Então eu me acostumei com o nome e agora só sai ele. XD Mas tem umas partes mais pra frente que pode surgir Gina... porque já estão escritas... e enfim... espero que você goste deste capítulo. jinhos...
Aninhoca: Ni, fico imensamente feliz que você tena achado que valeu à pena ler a fic. Sério. Agora você retira a sua ameaça de morte???? Eu postei em rapidinho... pelo menos a seu ver. Huahuahuahauhauah. E este capítulo é nosso. Bem ao nosso estilo. XD
Este é um capítulo M, do tipo MUITO M. \o/
Addicted - do inglês, "Viciado"
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Noite do Dia 20 de Junho
Ela levantou de mau-humor. Aquele dia, na verdade, era um dia perfeito para se estar de mau-humor. Há dias não conseguia dormir. O que era mais um motivo para ralhar com o mundo.
"Maldita coruja!"
Ela ralhou e foi até a janela. Apanhou o bilhete na pata da coruja, leu-o rapidamente. Falava algo sobre reunião do CIM. Ela escreveu um bilhete de resposta e amarrou na coruja novamente, que saiu voando logo em seguida.
Já estava anoitecendo. E ela ralhou consigo mesma por ter passado o dia na cama na tentativa de deixar que o tempo passasse mais rápido. Não funcionara.
Ginny tomou um banho rápido, colocou um vestido e desceu. Tinha planos para a noite. Ou pelo menos, acabara de formular um.
Ninguém estava à vista quando ela saiu de casa. Melhor assim. Ela pensou. Pegou o carro e dirigiu lentamente até a entrada do Hotel Hyperion, no centro de Londres.
Deixou que um funcionário do Hotel levasse seu carro e entrou. Dirigiu-se até recepção, deu algumas informações à mulher atrás do balcão e ganhou permissão para subir até o quarto.
Esperou. Mas não muito.
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Noite do Dia 20 de Junho
Quando Draco abriu a porta de seu quarto, sentiu um cheiro doce penetrar suas narinas. Ele deu mais alguns passos até a sala e sorriu.
Ele parou e olhou-a. Ela estava sentada sobre a bancada de frente para a adega. As pernas cruzadas, o cabelo intensamente vermelho preso num rabo de cavalo, alguns fios na face. O vestido era vermelho, de um tecido brilhante e elegante. O decote valorizava os seios e a cintura, moldando o corpo dela, alargando-se nas pernas.
Numa das mãos ela segurava uma taça de vinho tinto. Na outra um cigarro já quase no fim. Na verdade, pelo cheiro, ele pode reconhecer como sendo um beque. Ele sorriu pra ela e fitou seus olhos. Ela sorriu de volta, de uma maneira ousada. Tragou o beque uma última vez e apagou-o no cinzeiro sobre a bancada. Delicada e lentamente ela descruzou as pernas. Sua perna esquerda descreveu um arco gracioso e bem lento sobre a direita, depois se posicionando com as pernas entreabertas e curvando-se para frente. Um gesto elegante que Draco achava tão erótico que sempre parava para olhar. Sempre.
Ela apanhou um outro beque sobre o cinzeiro. Novo. Fez um gesto para ele e lhe lançou um sorriso e um olhar.
Ele aproximou-se, postando-se entre as pernas dela, as mãos em suas coxas, sentindo o delicado tecido em sua palma. Ela enrolou a mão na gravata dele e puxou-o, colando os lábios num beijo vibrante.
O gosto do vinho e do beque se misturaram ao gosto do beijo. Ele sorriu entre os lábios dela, ao se dar conta que seu corpo já estava reagindo àquilo tudo.
Apanhou rapidamente um isqueiro em seu bolso e acendeu-o, fazendo-a acender o beque e tragar. Um gesto elegante, o cigarro entre os dedos dela, levando-o até os lábios. Ela tragou profundamente.
"Eu tenho permissão para fumar também?" – ela riu.
Abandonou a taça de vinho sobre a bancada e, com a mão livre, soltou os cabelos, que caíram como uma cascata negra sobre seus ombros. A mão que segurava o beque fez um gesto até Draco, oferecendo-lhe.
"Eu não falo disso." – ele disse, tirando um maço dourado de cigarros do bolso. Estava intacto e embalado com plástico. Lucky Strike. Seu preferido. Ou costumava ser.
Ela tirou o maço das mãos dele e colocou-o ao lado da taça de vinho. Depois estendeu-lhe novamente o beque.
"Esse ou nada." – ele riu e aceitou.
As mãos de Draco estavam confortavelmente apoiadas nas coxas de Ginny. Ele passeou os dedos sobre o tecido fino durante algum tempo, mas não demorou até que suas mãos afastassem o tecido e tocassem sua pele.
"Eu te conheço há muitos anos para saber que você não tem conseguido dormir, Virgínia." – ele sussurrou perto do ouvido dela, enquanto suas mãos subiam pela face interna das coxas dela e encontravam o fino tecido da calcinha. Ela não falou nada, apenas levou seus lábios aos lábios de Draco e beijou-o, com toda a intensidade que pôde reunir.
Draco deslizou a calcinha pelas pernas de Ginny e tirou-a. Depois levou suas mãos novamente por baixo do tecido do vestido. Quando a tocou, sentiu-a tremer e afastar ainda mais as pernas, dando livre acesso às mãos dele.
Ele tocou-a mais intimamente. Primeiro com um e depois com dois dedos. Ela gemeu. Ele gostava do som. Os lábios dele alcançaram os dela, para um beijo que ela mal conseguiu sustentar por causa dos crescentes gemidos.
Ginny largou o beque no cinzeiro e Draco o apanhou com a mão livre. Tragou-o profundamente e soltou a fumaça com um sorriso. Então ele afastou-se um passo e tirou a mão que estava entre as pernas dela, colocando-a na cintura de Ginny. Ela olhou-o em protesto.
"É melhor você terminar o que estava fazendo, Draco."
"Ou o quê?" – ela pensou por um instante e respondeu, num sorriso.
"Ou eu termino sozinha."
Draco segurou o fôlego por um instante e fechou os olhos. Seu pênis latejou diante da perspectiva dela terminar aquilo sozinha. As imagens que formavam em sua mente eram tentadoras.
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Alguns anos no passado
"Você não vem?" – ela perguntou.
Ele não respondeu. Apenas ficou observando. Ela estava na cama, vestia uma camisola transparente, e no momento em que fez a pergunta, ela abriu as pernas, flexionando-as à frente do corpo. Ele pôde perceber que ela não vestia nada por baixo. Ele mordeu os lábios.
Ela sorriu pra ele, enquanto suas mãos desciam suavemente pelo seu corpo até encontrarem sua virilha. Brincou ali por alguns instantes. Ela gostava de fazer isso pra ele. Ele gostava de observar. Ela introduziu apenas um dedo e continuou brincando. Sua face contorcendo-se, eventualmente, em expressões que denunciavam prazer.
Ela introduziu mais um dedo e viu-o passar a língua sobre os lábios. Ela sorriu. Ele estava ficando louco. Por causa dela. Ela chamou-o e ele se aproximou vagarosamente.
"Agora?" – ele perguntou e ela apenas mexeu a cabeça. Um gesto positivo.
Ele puxou a mão dela vagarosamente e sugou um a um os dois dedos que estavam dentro dela. Depois a tocou na face interna da coxa e subiu as mãos, afastando as pernas dela. E ele próprio introduziu dois dedos nela. Ela gemeu. Ele gostava do som.
Ela puxou-o para um beijo. A mão dele entre suas pernas fazia com que ela arqueasse o corpo inteiro, vibrasse. A outra mão de Draco buscou os seios dela, e então ele viu-a delirar.
"Oh Draco..." – ela suspirou, os olhos fechados, a face contorcida numa expressão fascinante, que fazia o pênis de Draco pulsar.
Ele colocou sua mão sobra a mão dela e guiou-a até o cós de sua calça. Ela lhe lançou um sorriso, e logo depois um gemido. E ele fechou os olhos quando sentiu o toque dela sobre o tecido da calça.
"Agora, Draco."
Ela desabotoou a calça dele rapidamente. Ele puxou-a pela cintura com uma das mãos, a outra afastou o fino tecido da camisola de Ginny. Draco encaixou-se lentamente, observando cada expressão do rosto da mulher, enquanto ela se esforçava para se manter com os olhos abertos, fixos nos olhos dele. Ginny fechou os olhos quando o sentiu inteiramente dentro de si. Instintivamente ela cruzou as pernas ao redor da cintura dele e puxou-o pelo pescoço, buscando os lábios dele para um beijo profundo.
Draco abriu o zíper da calça e sentiu as mãos dela guiarem-no até o espaço entre suas próprias pernas. Ele sorriu, e tentou ao máximo ser o mais lento possível ao penetrá-la. Ele gostava dos extremos naquela hora. Gostava de encaixar-se nela rapidamente, arrancando-lhe um gemido alto, mas gostava mais ainda de demorar o processo, e ver até que momento ela conseguia manter-se com os olhos abertos, fixos nos dele. Ela nunca agüentava até o final, sempre o presenteava com um fechar de olhos, um gemido rouco e uma expressão fascinante.
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Noite do Dia 20 de Junho
Mas a verdade era que Draco não queria que ela terminasse sozinha. Ele queria terminar para ela e saber que ele era o responsável pelas expressões de prazer e pelos gemidos.
Ele buscou a boca dela e beijou-a com tanta intensidade que perdeu o fôlego. Suas mãos procuraram os seios dela, e em seguida baixaram a alça de seu vestido. E com um movimento ele desabotoou o sutiã que ela usava. Draco desceu-a da bancada e fez com que o vestido dela deslizasse para o chão.
Ela estava nua. E ele admirou aquele corpo por mais tempo do que ele planejara. Há muito tempo não a via daquele modo. Entregue. Desejando-o. Ginny espalmou as mãos no peito dele e levou a boca ao pescoço dele. Alternou mordidas e beijos e sentiu o coração de Draco pulsar forte sob sua palma.
Draco ajudou-a a abrir os botões de sua própria camisa e retirá-la, junto com a gravata, que foram esquecidos ao lado do vestido. Ela sentiu a respiração forte dele enquanto as pontas de seus dedos passavam pelo peito e pela barriga de Draco e paravam no cós da calça. Ele sorriu para ela e ergueu-a novamente, para que ela se sentasse na bancada.
Os dedos dele subiram novamente até encontrar o pequeno espaço entre as pernas dela. Ela gemeu ao sentir os dedos dele, e logo em seguida a boca de Draco envolvendo um de seus mamilos.
"Eu termino." – ele sentenciou, enquanto guiava uma das mãos de Ginny até a calça dele.
Em um instante a calça de Draco estava no chão. As mãos dele pousadas no quadril dela, trazendo-a mais para junto de si. Ele encaixou-se nela de uma vez, fazendo-a gemer alto em seu ouvido, fazendo-a agarrar-se ainda mais a ele enquanto fincava suas unhas nas costas dele. Um gesto que particularmente o excitava muito.
"Oh, Draco..." – a simples menção de seu nome fez com que ele a apertasse mais contra si, afundando seu rosto na curva do pescoço dela, mordiscando-a. Ele sentia o corpo dela vibrar contra o seu. Como ele sentia falta daquela sensação.
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Alguns anos no passado
Draco acendeu um Lucky Strike, mesmo diante da expressão de protesto da mulher. Com uma das mãos ele levou o cigarro à boca, com a outra, deslizou a ponta dos dedos pelas costas de Ginny, deitada de bruços na cama.
"Você está viciado." – ela comentou.
"Não estou. Eu paro se eu quiser."
"Mas você não quer."
"Não. A sensação é boa." – ele tragou mais uma vez e deixou a cabeça pender para trás, liberando a fumaça para cima.
"Bom, então eu vou cumprir a minha parte do trato."
"Nós não temos um trato, Virgínia."
"Eu te pedi para parar de fumar, Draco. Você não quis. E eu te pedi quando era o que... uma carteira por dia? Agora são quantas? Duas?"
"Ouça, querida..."
"Quantas, Draco?"
"Três. Talvez três e meia." – ele respondeu, com a cabeça baixa.
"Nós estamos casados há dois anos, Draco, e eu me sinto no direito de te livrar desse vício. Ou melhor, no dever. Sabe, você poderia ter um vício mais saudável... ou ao menos trocar esse vício por algo que dê mais prazer..." – ela mordiscou os lábios de Draco e sua mão desceu pela barriga dele e pela virilha, fechando-se ao redor do pênis dele, que pulsou levemente – "Tipo isso." – ela moveu a mão para cima e para baixo algumas vezes, vendo-o fechar os olhos e deleitar-se. E então, quando ela sentiu-o vibrar em sua mão, e a face de Draco contorcer-se um pouco mais intensamente, ela largou-o e levantou-se da cama.
"Hei, aonde você vai?" – ele perguntou, em quase desespero.
Ela olhou-o com um sorriso e virou-se, dando-lhe uma bela visão de seu corpo nu e de seu traseiro. Depois apanhou sua bolsa, revirou-a e tirou de lá um saquinho com o que parecia raízes dentro. Ginny abriu o saquinho e deixou o conteúdo cair em sua mão. Depois apanhou um papel fininho, deixou que as 'raízes' caíssem no papel, e enrolou-o, na forma de um cigarro.
"Isso não é o que eu penso que é, Virgínia. Você não faria isso... isso é..." – ela sorriu, apanhou o isqueiro e acendeu seu cigarro, tragando profundamente. Ele sentiu o cheiro meio adocicado e teve certeza do que era – "...maconha..." – ela confirmou.
"Eu prefiro o termo 'beque'. É mais discreto." – ela tragou novamente – "Você se destrói de um lado, Draco, e vê a minha própria destruição de outro. Como eu disse, eu me sinto no direito de te tirar desse vício maldito, que me faz pensar que te dá mais prazer do que eu. Isso não é uma boa perspectiva, você deve saber. Talvez se você pensar que eu tenha mais prazer com isso..." – ela mostrou o beque em sua mão e tragou-o novamente, liberando a fumaça vários segundos depois – "...você pare de fumar e venha para cama quando eu pedir, ou não me deixe sozinha no meio da madrugada para ir fumar um... Lucky Strike..." – ela sorriu, e Draco percebeu que a risada era alterada, quase débil. Ginny já estava sob os efeitos da maconha – "...quem diria, huh?" – ela continuou – "Draco Malfoy trocando a mulher pelo Lucky Strike. Isso soa tão gay que até me ofende." – ela gargalhou dessa vez, tragando novamente, de uma forma mais profunda e mais demorada. Ela segurou a fumaça por vários instantes, quase um minuto. Fechou os olhos e liberou a fumaça – "Deveria ofender você também."
Draco olhou impotente para a mulher. Essa era a verdade. Irremediavelmente, Draco estava impotente por ver Ginny agir daquele modo. Não que ele condenasse, na verdade, fazia-o admirá-la ainda mais. Diante da força dela e da vontade dela de lutar por ele. Ele poderia ver qualquer um afundar com ele, e ele não se importaria. Mas não ela. Ele se importava demais com ela para deixá-la afundar com ele. Ou, diante dos fatos, afundar ainda mais do que ele.
O Lucky Strike na mão de Draco foi apagado. E Draco levantou-se da cama e andou até Ginny. Apanhou o beque da mão dela e apagou-o junto ao primeiro cigarro. Depois puxou-a pela cintura, juntando os corpos. Ginny sorriu junto aos lábios dele ao sentir que ele ainda estava excitado por causa do que ela fizera com a mão momentos antes.
"Vamos pra cama." – ele sussurrou ao ouvido dela.
"Não..." – ela levou a mão ao pênis dele e guiou-o até entre suas pernas. Ele ergueu-a, fazendo com que Ginny cruzasse suas pernas ao redor de sua cintura – "Convença-me de que eu sou melhor do que o Lucky Strike." – ela sussurrou ao ouvido dele, mordendo o lóbulo de sua orelha logo em seguida. Draco sorriu e colocou-a contra a parede. Ele movimentou-se com força e ouviu-a gemer ao seu ouvido.
Draco sentia alívio ao fumar um Lucky Strike. A princípio era só isso. Mas depois de algum tempo, depois que passaram a serem duas carteiras por dia, não era apenas alívio. Era prazer, relaxamento, contentação. Além do alívio, um hábito. Ginny chamava de vício. Um péssimo vício.
Aquela fora a primeira vez que Draco vira Ginny sob o efeito da maconha. Inicialmente era um efeito de torpor, alegria, excitação. Mas aquela não fora a última (ou única) vez que ele a vira assim. Os efeitos a longo prazo o assustavam. E ele não sabia em que momento ele concordara com sua mulher sobre aquilo ser um vício.
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Noite do Dia 20 de Junho
Draco ouviu Ginny gemer. Seus lábios mordiscaram o pescoço dela enquanto suas mãos acariciavam seus seios. Ele sabia que ela gostava das carícias, e dos beijos no pescoço.
"Quantos dias, Virgínia?" – ele perguntou e arrefeceu o ritmo de seus movimentos, quase parando. Ela respirou, profundamente.
"Draco... depois..." – ele trilhou um caminho de beijos dos lábios dela até o pescoço e parou na orelha, mordiscando-a gentilmente. Ele ouviu-a suspirar.
"Quantos?"
"Quatro... talvez cinco... eu não sei..."
"Sem dormir?" – ele apertou o seio esquerdo dela e movimentou-se ligeiramente.
"Absolutamente. Draco, por favor..." – ele sabia que ela estava quase no clímax. Ele próprio tentava se controlar.
Draco ergueu-a e segurou-a pelo quadril. Ela cruzou suas pernas na cintura dele e agarrou-se ao seu pescoço. Suas costas bateram contra a parede e Ginny sentiu o corpo de Draco inteiramente colado ao seu.
Os lábios dela estavam junto à orelha Draco e ele ouviu-a falar gentilmente'sim'. Eles estava quase totalmente fora dela quando ele investiu e penetrou-a profundamente. As unhas dela arranharam suas costas com certa força e seus dentes morderam o lóbulo da orelha dele. Ela pendeu a cabeça e olhou para ele, seus olhos brilhando e sua expressão pedindo por mais.
"Continua, apenas... continua." – foi tudo que ela conseguiu falar e tudo que ele precisava ouvir.
Ele colocou seu corpo contra dela, os ombros de Ginny pressionados contra a parede enquanto seu quadril se movimentava contra o da mulher. A cabeça dela pendeu para um lado e ela levou suas mãos ao cabelo dele enquanto ele a pressionava contra a parede de novo e de novo. Um longo gemido escapou dos lábios de Ginny e ele sentiu as pernas dela se fecharem ainda mais contra sua cintura. Ele sorriu, ao pensar, pela primeira vez, que estava ali, transando com Virgínia. Contra parede. O pensamento o levou ao delírio e ele gemeu alto, fazendo-o movimentar-se ainda mais rápido e com mais força. Ele sorriu ao sentir o corpo trêmulo dela contra o seu, ainda tentando se movimentar contra o corpo dele.
Draco pressionou seu corpo inteiramente contra o dela e investiu com força e o mais profundamente que pôde. Ela estava lutando com seu corpo contra o dele, tentando se movimentar à medida que as ondas de prazer a atingiam, fazendo-a vibrar. Ela sentiu os dedos de Draco acariciarem seus seios e os lábios dele contra seu pescoço. Ele gemia baixo e arfava. Os braços dele tremiam, ou era ela que vibrava contra ele e ela achava que eram os braços dele. Ela não podia dizer ao certo. Ginny sentiu uma última investida de Draco, e sentiu-o inteiramente dentro de si. A cabeça dele pendeu para trás e ela pôde o gemido alto que escapou da boca dele. O corpo dele vibrava.
Ele sabia que ele podia colocá-la no chão, mas ele queria continuar sentindo o corpo dela contra o seu. Ele teve medo de perder a sensação da pele dela contra a sua, dos seios dela contra seu peito, do rosto dela tão próximo do seu. Ele também estava com medo de perder o equilíbrio durante o processo e então eles cairiam no chão. Mas ele soube que isso ia acontecer logo quando sentiu sua perna tremer e falhar e começar a doer. Os músculos de sua perna enrijeceram e doeram. Até mesmo seu pênis doeu e pulsou. Ele olhou para Ginny, um olhar de pânico.
"Minhas pernas estão falhando, nós vamos cair." – o som em seu ouvido era mais como um sussurro, então ela o ouviu assim que eles começaram a deslizar pela parede.
Ela moveu suas pernas para baixo na tentativa de segurá-los, mas não adiantou muito. Eles bateram no chão e rolaram alguns centímetros com muita graça pelo chão. Ela estava rindo e ele esboçou um pequeno sorriso logo antes de se mover e sentir sua perna doer novamente. Draco massageou, na tentativa de diminuir os espasmos.
"Espera, espera, deixe-me te ajudar." – ela olhou para os lados e viu sua varinha junto à sua bolsa na mesa de centro.
Pegou-a e fez um feitiço não verbal. Draco sentiu sua perna esquentar levemente, na mesma hora em que sentia seus músculos voltarem ao normal. Ele sorriu para ela e não disse nada, apenas levantou-se e foi para o banheiro, fazendo um gesto para que ela esperasse.
Cinco minutos depois ele apareceu. Foi até ela, apanhou sua mão, fazendo-a levantar-se, colocou seu corpo ao dela e beijou-a.
"Vamos conversar." – ele sussurrou ao ouvido dela, depositando um beijo na curva de seu pescoço, enquanto suas mãos acariciavam seus seios e desciam um pouco mais.
"Eu não quero conversar..." – ela sussurrou de volta, soltando um gemido baixinho quando sentiu os dedos de Draco em sua virilha.
Ele sorriu e enlaçou seus dedos nos dela, puxando-a para o banheiro. Ginny deixou-se surpreender ao entrar no banheiro. Havia uma banheira ali, completamente cheia com água morna. Três velas flutuantes iluminavam o local e liberavam um suave aroma de baunilha.
"Você quer realmente conversar?" – ela olhou de uma maneira dengosa e trilhou beijos de seus lábios até seu pescoço.
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Alguns anos no passado
Ginny olhou para Draco e gargalhou mais uma vez. Ele apenas bufou do outro lado da sala. Ele estava de mau humor. Na verdade, péssimo humor. O que deixava Ginny, obviamente, com um humor radiante.
"Eu faria sexo com você agora, Sr. Malfoy." – ela falou – "Mas eu estou fazendo greve de sexo, então não vai rolar pra você. Meninos maus não ganham presente."
Draco largou o tecido em suas mãos e colocou a mão no bolso, retirando uma carteira de cigarro e apanhando um dos últimos Lucky Strike. Ginny riu e apanhou um beque pronto em sua própria bolsa.
"Alguma hora você vai ter que ceder, querido. Você vai perder, quer você queira quer não."
Draco olhou para ela, que já estava pronta para acender seu beque. Ele desistiu do Lucky Strike e apanhou o tecido que havia largado segundos antes. Olhou de um lado e outro. Era uma cueca samba canção, preta com um enorme smile sorridente na parte de trás.
"O que isso significa?" – ele perguntou.
"Bom, você está desse jeito há muito tempo, eu entendo. Sem sexo, sem cigarros. Então eu achei que eu poderia comprar essa cueca pra você, porque desse modo ao menos o seu traseiro estará radiante enquanto todo o resto de você está de mau-humor. E Merlin sabe como eu gosto do seu traseiro radiante." – ela terminou com um sorriso, guardando novamente o beque na bolsa.
"Eu não estaria de mau-humor se você não me tivesse negado sexo." – ele respondeu, de uma maneira birrenta.
"Eu não teria negado sexo se você tivesse largado o seu querido Lucky. Eu acho que você está mais de mau humor por estar sendo privado do cigarro do que do sexo, mas é só um palpite."
"Ótimo então! Adeus Lucky!" – ele apanhou o resto da carteira e amassou-a, deixando-a na mesa – "Mas por enquanto eu ainda vou permanecer com o meu mau humor. Assim como meu traseiro!" – ele apanhou a cueca, amassando-a entre os dedos – "Nada de traseiro radiante pra você, Virgínia Malfoy!" – ele fez uma cara emburrada e desapareceu nas escadas. Ginny apenas gargalhou. Apanhou o beque na bolsa novamente e amassou-o, deixando-o junto com a carteira de cigarros.
Seis meses. Esse foi o tempo para que Ginny conseguisse fazer Draco largar o Lucky Strike e voltar para ela. Ele, aparentemente, nunca se arrependeu disso.
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Noite do Dia 20 de Junho
Draco barrou a mão de Ginny e, antes que ela pudesse protestar, ele apanhou-a no colo e entrou com ela na banheira. Ele sentou, de costas para a parede da banheira, e posicionou-a entre suas pernas, com as costas apoiadas em seu peito. Os lábios dele encontraram sua nuca e ela se arrepiou.
"Qual a sua palavra preferida, Virgínia?" – a palma da mão dele envolveu o seio esquerdo dela e ela fechou os olhos, sentindo o toque – "Diga-me." – ele sussurrou. Ela não conseguia pensar direito.
"Do que isso se trata, Draco?" – ele deu um beijo rápido na orelha dela e sussurrou.
"Apenas jogue comigo, Sra. Malfoy."
Sra. Malfoy. Aquelas palavras faziam-na vibrar.
"Qual a sua palavra preferida?" – ele a envolveu com os braços e deixou que ela pousasse sua cabeça em seu peito. Ela fechou os olhos e sorriu, sentindo os dedos dele brincando em sua barriga por baixo da água.
Draco sabia a resposta dela. Na verdade, ele sabia muitas das respostas para as perguntas que ele lhe faria.
"Liberty." – ela disse por fim – "Definitivamente."
"E a sua palavra menos favorita?" – ela hesitou, mas não demorou para responder.
"Executado." – ela esperou uma reação dele, mas não veio nenhuma – "Você não quer saber por quê?"
"Vamos ao básico primeiro. No final nós poderemos discutir nossas respostas."
"O que te excita?" – ele perguntou e não pôde conter o fino sorriso que se formou em sua face.
"Suas mãos." – Suas mãos. A resposta flui de sua boca e ela se sentiu corar por alguns segundos – "E... e licor de chocolate."
Suas mãos. Draco pensou naquelas palavras por um instante e seu pênis pulsou. Ele sorriu. Ele não imaginava que depois de tanto tempo ela ainda podia exercer um efeito tão grande nele. Ginny sentiu a respiração dele em sua nuca. Ela se antecipou e falou antes dele:
"Não fale nada, Draco. Vamos ao básico primeiro, lembra?" – ele riu.
Falar? Ela realmente pensava que ele era capaz de falar alguma coisa? A resposta dela havia lhe tirado o fôlego e o excitara deixando-o sem palavras. Ele clareou a garganta e tentou pensar na pergunta que era suposto ser a próxima.
"O que não te excita?" – ela sorriu.
"Muitas coisas não me excitam. Eu poderia listar um monte."
"Ok então. Qual som ou barulho você mais gosta." – Draco sabia a resposta para essa pergunta.
"Fogos de artifício." – ele sorriu. Estava certo.
"Que som você menos gosta?" – ela pensou.
"O som do destrave da minha Sig Sauer."
"Que outra profissão, tirando a sua, claro, você seguiria?"
"Curandeira." – ela suspirou – "Irônico, huh?" – ele apenas seguiu com outra pergunta.
"Que profissão você não seguiria?"
"Além da minha?" – ela perguntou, e apesar do tom rancoroso, ela sorria – "Comensal da morte."
"Ouch." – os dois sorriram – "Qual seu palavrão preferido?"
"Foda-se."
"Se o céu existir, o que você gostaria de ouvir de Deus quando você aparecesse nos portões dourados?"
"Portões dourados? Sério?"
"Apenas entre na brincadeira, Virgínia."
"Você está perdoada." – ela deu um suspiro profundo e Draco, instintivamente, apertou-a contra o peito – "É a sua vez agora, Sr. Malfoy. Qual a sua palavra preferida?"
"Draco Malfoy." – ele disse, demonstrando profundo orgulho.
"São duas palavras, Sr. Egocêntrico." – ele sorriu.
"Então só, Draco." – ele parou e pensou um instante – "Ou só Malfoy. Funcionam também."
"Que palavra você menos gosta?"
"Harry Potter." – ele disse nem bem ela tinha terminado de perguntar – "E eu sei que são duas palavras, mas eu não estou nem aí." – ela riu abertamente.
"O que te excita?"
"Mulher." – Ginny gargalhou – "E o Lucky Strike me excitava, em determinado ponto, mas minha mulher era muito ciumenta e não me deixou ficar com ele."
"O que não te excita?"
"Harry Potter." – ele respondeu – "Não, não, eu quero mudar essa resposta. Coloque aí... cãibra."
"Palhaço." – ela deu um tapinha no braço dele e prosseguiu – "Que som ou barulho você mais gosta?"
"Essa é fácil. A gargalhada da Liberty." – Ginny suspirou e sentiu uma pontada de inveja, mas não disse nada.
"Que som você menos gosta?"
"O silêncio." – Ginny sabia que Draco odiava o silêncio, e ela também sabia que o silêncio poderia ser o pior barulho de todos, por isso ela considerou a resposta de Draco.
"Que outra profissão, tirando a sua, você seguiria?"
"Chef." – ele disse sem pensar e Ginny o olhou – "O quê? Eu gosto de cozinhar. E as mulheres acham isso excitante."
"Que profissão você não seguiria?"
"Trouxa."
"Isso não é uma profissão, Draco."
"Então coloque aí bailarino. Eu não fico bem com aquelas calças apertadas." – Ginny gargalhou, e Draco precisou fechar os olhos e pensar em outra coisa para impedir que seu corpo reagisse à gargalhada dela – "Talvez a sua gargalhada também seja um dos meus sons preferidos." – ele comentou.
"Se o céu existir, o que você gostaria de ouvir de Deus quando chegasse aos portões dourados?"
"Bem vindo ao Paraíso, Draco. Sua mulher e sua filha te esperam logo ali, e não há nenhum Harry Potter por aqui."
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Manhã de 21 de Junho
Ginny abriu os olhos e viu Draco sorrindo para ela. Ela passou a mão pelo rosto dele e pelos cabelos.
Liberty dormia quietamente no meio deles e Ginny apenas puxou a filha para mais perto de seu corpo. Ela podia ouvir a respiração da criança, e em questão de segundos, a sua própria respiração acompanhava o ritmo da filha.
"E agora, Draco?" – ela disse ainda sonolenta.
"Agora?" – ele franziu o cenho.
"Eu não deveria estar aqui... não deveria ter feito isso."
"Você deveria me matar, eu entendo." – ele parou por um momento, imaginando porque a conversa tinha sido mudada tão drasticamente e todo o clima entre eles havia se dissipado – "Eu também entendo que você não conseguia dormir há cinco dias e isso estava te deixando desesperada. O que te impedia de dormir, Virgínia?"
"Tudo. Você. Liberty. Harry. Tudo." – ela pontuou – "Se eu pudesse abandonar tudo eu o faria... toda essa situação não faz sentido. Nada se encaixa. Numa hora eu tenho uma família, um marido e uma família. No momento seguinte eu não tenho nada exceto dois papéis que me mandam matar as duas prováveis pessoas mais importantes do mundo bruxo."
"Por quê? Por quê você tem que matar a mim e ao Potter?"
"Porque vocês vão trazer Voldemort de volta." – ela disse rapidamente e sem pensar, arrependendo-se logo em seguida e olhando assustada para Draco. A reação dele deixou-a ainda mais assustada. Ele começou a gargalhar.
"Eu não vou trazer o Voldemort de volta, Virgínia. Quão estúpido seria isso?"
"Não vai?"
"Não. Mas o Potter vai."
x.x.x
N/Rbc: alguém aí vai me matar se eu começar a enrolar no enredo dessa fic mas mesmo assim continuar escrevendo coisas bonitinhas e muita action DG???? porque sério, eu REALMENTE me enrolei nessa fic. KKKKKK... e pra mim isso soa muito cômico. Enfim... no próximo capítulo tem a continuação da cena do banheiro e mais coisas... porque action dg é o que há! \o/
Rebeca Maria
Fic nova e concluída: "Five Places Draco Wants to Kiss Ginny" \o/
