Sr. & Sra. Malfoy

Capítulo 14

Perdão

"Sabe o que eu ouço em sua voz? Palavras que você não pode dizer. Talvez sejam pequenos fragmentos de frases, mas agora, nesse momento, são algo importante. Você sabe o que ouço em sua voz? Palavras que você não pode dizer.

Eu te amei tanto. Você era assim. E até os pássaros lembram a dor que você trouxe."


"Me perdoe, Virgínia." – uma lágrima escorreu do olho de Draco, e ela não se lembrava de quando o tinha visto chorar – "Crucio!"

A dor que a atingiu foi algo excruciante. Uma cobra negra se formou em seu braço esquerdo, onde o raio qua saía da varinha de Draco a atingiu, e saiu queimando por onde passava. Ela gritou, não conseguindo conter o som que saía de sua boca, não conseguiu respirar quando sentiu a cobra se enroscar em seu pescoço. Por um segundo, seus olhos encontraram os de Draco, e ela viu que ele estava chorando. O que aquilo significava? A dor deixava sua mente confusa. Deixou-se cair de joelhos no chão, tentando buscar o ar que estava preso em seu peito. Seus músculos se contorciam em espasmos, como se a esmagassem.

Draco mexeu os lábios, sem que saísse som algum, e ela sabia que ele estava tentando falar algo, mas ela não conseguia decifrar o que. Fragmentos de frases inaudíveis que talvez fossem importantes. Seria mais importante do que amaldiçoá-la com algo imperdoável?

Ela tinha certeza que o olhar que ela lançava para ele era algo que ele nunca tinha visto. Traição, dor, desespero. E ela não soube por quanto tempo aquela dor continuou, fazendo seu corpo se contorcer até que ela não pudesse mais manter os olhos abertos.

Quando a fonte de dor finalmente cessou, ela ainda pôde sentir seu corpo relutar, concentrou-se em recuperar o ar que havia perdido. Ginny viu a cobra negra em seu braço dançar e se enroscar como uma marca negra, então ficando estável em seu braço. Mesmo sem entender, ergueu a cabeça para encarar Draco.

Harry mantinha-se do outro lado da sala, e tudo parecia ter acontecido em um ou dois minutos, mas pareciam horas. Ginny conseguiu alcançar a varinha no mesmo instante em que via Draco apontar a varinha para Liberty e lançar um feitiço na criança. Liberty, ainda no colo do pai, começou a chorar. Isso foi o suficiente para que Ginny encontrasse todas as forças que pudesse e avançasse contra Draco Malfoy.

"Você nunca mais vai tocar na minha filha de novo!" – ela gritou para Draco.

A varinha de Ginny fez dois movimentos precisos no ar e um raio atingiu o peito de Draco. O corpo inteiro dele parou e era como se o olhar dele tivesse congelado no dela. Ele tentou dizer algo, mas as palavras não saíram. E ela não conseguiria ouvir o que sua mente estava dizendo no momento: todas as palavras que não poderiam ser ditas. Por um segundo apenas, ele sabia o que tinha acontecido e o que o tinha atingido. Seu sorriso congelou para Ginny, seu olhar, dessa vez gentil, fitou o dela. Seus braços ao redor de Liberty relaxaram e os dois caíram no chão.

Ginny alcançou Liberty assim que ela caiu. A criança chorava e olhava dela para o pai, caído desacordado no chão, sem entender o que estava acontecendo. Ela colocou a criança atrás de si, protegendo-a com o corpo, e imediatamente olhou para Harry, que parecia estar se divertindo com toda aquela situação. Ela empunhou a varinha em direção a ele, olhando-o mortalmente.

O olhar de Harry havia mudado para um olhar mais estreito e desafiador. Ginny não o reconhecia e apenas podia imaginar o que a própria mente tinha lhe causado para que ele ficasse daquela forma. Ela própria já quase tinha perdido para a própria mente em pelo menos dois momentos de sua vida. Quando tinha 11 anos e quando se saparou de Draco Malfoy. E provavelmente perderia a mente uma terceira vez com toda essa situação.

"É interessante como coisas ruins acontecem quando se abre o coração para alguém e você se doa de corpo e alma para essa pessoa. É perigoso também. Você deveria saber disso mais do que ninguém, Ginny." – Harry disse, passando a varinha entre os dedos, dando alguns passos em direção a Ginny e Liberty.

E foi então que Ginny entendeu tudo aquilo. Aquelas palavras de Harry, sobre como era perigoso abrir sua alma para alguém. E as palavras de Draco, sobre como Tom Riddle quebrou a alma dela. Exceto que Tom Riddle não tinha exatamente quebrado a sua alma. Era tudo tão simples, e ao mesmo tempo tão cruel. Mas tudo, de repente, tinha uma razão.

"Não ouse desafiar a própria divindade que te criou, Harry." – ela falou, da forma mais séria que conseguiu, encarando Harry enquanto ambos empunhavam suas varinhas, ela podia ouvir seu coração palpitar em seus ouvidos e sua respiração falhar. – "Ou ela pode se virar contra você." – ela terminou e um raio de luz vermelha saiu de sua varinha.

"Avada Kedavra" – Harry amaldiçoou ao mesmo tempo em que Ginny lançou um feitiço. Houve um relâmpago de ofuscante luz verde e um rumorejo, como se algo vasto e invisível voasse pelo ar.

Ginny virou-se de costas, abraçando-se a Liberty e mantendo-se como um escudo humano. Ela sentiu a maldição acertá-la, e se Crucio era uma dor terrível, Avada Kedavra era muito pior. A cobra em seu braço tomou conta de seu corpo e era como se todos os seus ossos e músculos estivessem em constrição. Ela não conseguia respirar, ela nem mesmo conseguia se mexer ou gritar, e toda a dor parecia estar presa dentro dela. Por que ela achava que a morte por Avada Kedavra era indolor? Por que todos achavam isso? Talvez porque nunca ninguém tenha sobrevivido para contar como realmente é. Ou melhor, a única pessoa que tinha sobrevivido, Harry Potter, nunca mencionou como era.

"É como se sua alma estivesse sendo arrancada do seu corpo" – ela ouviu a voz dele bem ao longe, quase sem se dar conta – "Mas sem ter como sair."

Sua respiração falhou e seu coração pulou algumas batidas. Sua mente e visão escureceram e ela já não conseguia sentir se ainda estava abraçando Liberty ou não. Ela ouviu uma explosão longe de seus ouvidos, e seu corpo sentiu todo o baque quando sua cabeça bateu no chão. O gosto de sangue em sua boca era penetrante e ela sentia sua consciência esvanecer lentamente.

A última coisa que viu foi a luz vermelha de sua varinha escapar pela porta aberta da sala. A última coisa que ouviu foi o choro de Liberty. E a última coisa que sentiu foram os pequenos dedos de Liberty tocarem os seus dedos com as pontas dos dela.

"O caminho mais curto de um coração a outro são duas mãos estendidas, uma na outra, tocando apenas com as pontas dos dedos. Um momento com você é toda uma fonte de infinito. Quisera eu te amar simplesmente por isso." – Ginny pensou, com um sorriso, antes de perder completamente a consciência.


"O que você está esperando acontecer, Virgínia?"– ela ouviu uma voz irritada próxima ao ouvido dela - "Patético, até para você."

Ginny piscou algumas vezes, deixando que seus olhos se ajustassem à claridade do lugar. Quando isso aconteceu, ela conseguiu focar o olhar imediatamente à sua frente. Draco a encarava profundamente. Ela não desviou o olhar, e logo percebeu que estavam deitados na cama, de frente um para o outro. Apenas o que tocavam entre eles eram as pontas dos dedos.

"Draco" – ela sussurrou, fitando o olhar dele - "Eu acho que estou confusa." – ela admitiu, alcançando a lapela de Draco e afundando o rosto em seu peito – "Eu não sei o que está acontecendo."

Ele afastou-a de seu corpo com cuidado e encarou-a. O olhar dele parecia duro e confortável ao mesmo tempo.

"Nós não temos tempo para isso, Virgínia." – ele falou, dessa vez em um tom decisivo – "Você não tem tempo pra isso. Então apenas ouça, okay?"

E, antes que ela abrisse a boca para falar mais alguma coisa, ele recomeçou a falar, dessa vez com a voz mais calma que ela já tinha ouvido sair da boca de Draco Malfoy.

"Era uma lógica assustadoramente simples, Virgínia, que estava na nossa frente o tempo inteiro. Tudo o que uma pessoa faz na vida é gravado em sua alma. Harry Potter viveu grande parte de sua vida com um peso enorme nas costas: salvar o mundo de Voldemort. Em algum momento no processo, seja antes, durante ou depois, sua alma estava tão machucada que se quebrou. Quando você luta contra o mal, invariavelmente você o absorve um pouco. Qualquer ação provoca uma reação de igual intensidade, sentidos opostos e atingem corpos diferente. O ato de destruir Voldermort provocou uma reação igualmente forte, que destruiu a alma de Harry Potter. Nós conversamos sobre isso."

Então era isso que ele precisava falar? Aqueles fragmentos de frases tão importantes que ela não tinha entendido antes. E ela apenas ouviu.

"O motivo de Harry Potter não ter morrido com Voldemort na batalha final foi unicamente porque a alma de Voldemort que estava em seu próprio corpo já estava quebrada e fraca demais para aguentar. Enquanto a de Harry se quebrou ali, pela primeira vez, e o consumiu aos poucos, ao longo dos anos, mas não havia Horcruxes como com Voldemort. Por vários anos, dê crédito a Cho Chang pela tormenta. E Harry estava tão perturbado a ponto de querer machucar uma criança para poder ter sua sanidade de volta. Essa era a razão dele explicando sua própria insanidade.

Quando você, Virgínia, aos 11 anos, se conectou a Voldemort, então Tom Riddle, você não teve a própria alma quebrada como eu pensei inicialmente, mas absorveu parte da alma de Tom em sua própria. Você abriu sua alma pra ele, Virgínia, com seus medos e inseguranças e seus mais profundos segredos. E ele se alimentou disso, a ponto de ficar forte o suficiente para ceder um pouco da alma dele para você. A magia, principalmente a magia negra, trabalha de formas sinistras e misteriosas. E era essa pequena parte da alma de Voldemort que te impelia a executar tantas pessoas. Por mais que fossem pessoas ruins, era essa alma escura que te motivava. E era a parte da sua própria alma que te fazia não gostar da execução, ou do som do destrave de sua Sig Sauer. Mas você não conseguia parar. Eu acredito que você vai conseguir parar agora.

Há sempre alguma loucura no amor, Virgínia. E parecia tudo insanidade da minha cabeça quando eu consegui botar todas as peças juntas e ver o todo. Mas também, há sempre uma razão na loucura. A história estava ali, para todos lerem. Era uma história mundialmente conhecida pelos bruxos. E como todos sabemos, a história é um ciclo, e ela se repete. Me perdoe por não ter tido tempo de te explicar tudo antes.

Eu não vou mentir, mas eu não sabia se daria certo quando eu te lancei a maldição Cruciatus, Virgínia. O meu coração doeu e eu senti minha própria alma se quebrar um pouco quando eu vi o seu olhar para mim no momento em que a maldição te atingiu, ao perceber a dor que eu estava te causando. A expressão de dor e terror em seus olhos é algo que eu nunca vou esquecer, mesmo que eu faça infinitos fios de memória. Mas eu apenas posso esperar que você entenda um dia e me perdoe em algum momento. E eu vou trabalhar em perdoar a mim mesmo.

Mas eu precisava seguir meu próprio instinto, e a sua reação seria crucial para que tudo desse certo. Eu precisava que você acreditasse que eu tinha te traído. Eu precisava que você tivesse certeza que não só Harry, mas que eu também machucaria nossa filha. E eu precisava que você protegesse a nossa filha, Virgínia, de mim e de Harry Potter. A magia é algo muito poderoso. Mas maior do que isso, o amor é a mais poderosa magia de todas. É interessante como a resposta estava ali, na frente dos nossos olhos, desde o início. E eu quase não percebi a tempo.

Lílian Evans derrotou Voldemort da primeira vez com a Proteção Sacrificial, Virgínia. Não, não foi Harry Potter. Harry Potter era um bebê de 1 ano, sem magia, e se por acaso Lílian não estivesse com ele, Harry não teria chances. A história não deu o crédito devido para Lílian, e o menino-que-sobreviveu levou a fama. No entanto, uma coisa é certa, por um período da vida de Harry Potter, ele estava sim protegido pelo feitiço da mãe dele. Da mesma forma que Liberty está agora. Nada poderá tocar a nossa garotinha, Virgínia. E isso é graças a você.

E eu queria deixar bem claro que Liberty nunca esteve em perigo. O feitiço que eu lancei na nossa filha foi feito para parecer uma maldição. Novamente, eu precisava que você acreditasse que eu a machucaria. Mas na verdade era um feitiço de proteção e ricocheteio, caso algum outro feitiço a acertasse. De novo, agradeça a Lílian pelo feitiço, foi o mesmo encantamento que ela usou em Harry.

E você deve se perguntar porque você sobreviveu? Talvez você já saiba a resposta. Quando Harry lançou a maldição em você e Liberty, e você a protegeu, o feitiço matou uma parte de você. Ou eu deveria dizer uma parte de Tom Riddle? Talvez essa fosse a última Horcrux, ou parte de uma que você absorveu, e que não era poderosa o suficiente para causar tanto dano como as outras causaram, mas o suficiente para escurecer a sua alma e fazê-la agir de forma indecisa. Indecisão é quando você sabe exatamente o que quer, mas a sua mente te faz pensar que você quer algo totalmente diferente. Lembra? Isso também pode ser chamado de insanidade.

E eu também sobrevivi graças a você, Virgínia. Eu sei que você estava pensando em proteger Liberty quando se tornou o escudo dela, mas alguma parte da sua alma queria me proteger também e quando houve a explosão, nós três estávamos protegidos. Graças a você.

Infelizmente para Harry Potter não foi tão bem sucedido como quando ele derrotou Voldemort. Eu queria poder dizer que o seu amor que protegeu Liberty, você e eu, poderia protegê-lo também, ou reparar parte da alma dele. De verdade, eu queria poder dizer isso, e esperava que isso acontecesse. Por mais que eu odeie Harry Potter, eu sei que originalmente a alma dele não era má. A minha era pior, e aqui estou, sendo considerado um herói de alguma forma. Mas não, uma vez que se usa o Avada Kedavra não há como voltar. Essa é uma linha que eu nunca quebrei. Essa é uma linha que você nunca quebrou. Mas ele sim. Harry Potter teve a sorte de sobreviver, mais uma vez, mas ao custo de sua sanidade. Ao que disseram, ele está perdido em sua própria mente e não falou uma palavra sequer desde que acordou. O CIM está encarregado dos cuidados de Harry Potter agora. Para o mundo bruxo, ele está em alguma missão secreta e não vai retornar tão cedo. Para nós, ele se perdeu em sua própria loucura e obssessão. Talvez eles criem alguma história para transformarem Harry Potter em lenda. Da mesma forma que ele recebeu o mérito da primeira vez, ele deve receber dessa também. O que é triste, porque é você quem merece todo o mérito, como Lílian merecia. Mas eu acho que o mundo Bruxo precisa de uma lenda, não é mesmo?

Eu sinto muito pela cicatriz que você ganhou. Eu não imaginava que a marca negra que apareceu em seu braço com o Cruciatus se tornaria uma cicatriz. Para ser bem sincero, a marca negra me pegou de surpresa também. E Liberty não terá nenhuma lembrança do que aconteceu, o que é ótimo, certo? Que as lembranças fiquem conosco, que sabemos, hoje, como vencer a insanidade com nossa própria razão."

Ginny ouviu tudo com a maior atenção possível. E ela soube que a lógica e razão dela, um segundo antes de Harry Potter lançar o feitiço, tinham sido a mesma lógica e razão de Draco antes dela chegar na mansão.

Ela fechou os olhos pela primeira vez desde que passara a encarar Draco. Sentiu uma lágrima escorrer em seu rosto e cair no lençol da cama quando ele tocou a cicatriz em seu braço com as pontas dos dedos. A cicatriz em formato de cobra formigou, mas não doeu. Seria uma lembrança eterna em seu corpo, de uma das piores noites de sua vida. Mas também significava um pouco de sua liberdade. Por algum motivo ela se sentia leve, e não havia um pensamento em sua mente que a impelisse de querer matar alguém, ou a fizesse querer fazer qualquer coisa desse tipo. Não haviam indecisões nem insanidade. Sua mente estava em paz.

"Você precisa voltar."

"Você vai estar lá, quando eu voltar?"

"Um dia, talvez, tudo isso faça mais sentido em nossas mentes. Um dia, talvez, consigamos nos perdoar, por todos os erros que cometemos contra o outro e contra nós mesmos. Um dia nós nos perdoaremos por toda a dor que nos causamos. E quando você estiver preparada, eu estarei lá para você, Virgínia."

"Como eu faço para voltar, Draco?"

Draco se curvou e buscou os lábios de Ginny, num beijo calmo e lento, quase inocente. Ainda assim, era um beijo triste, de despedida. Ambos sentiram isso quando ele segurou o rosto dela entre as mãos e prolongou o beijo o quanto pôde. E eram as únicas coisas que se tocavam entre eles. Uma das mãos dele tocando rosto dela. Os lábios deles unidos. Ele quebrou o beijo, mas continuou tocando o rosto de Ginny, levando os lábios dele até o pescoço dela. Ela fechou os olhos, na tentativa de se segurar à sensação do toque dele. Sentiu-o inalando seu cheiro, como ele fizera tantas vezes antes ao longo de oito anos. O corpo dela tremeu. Então ele sussurrou ao ouvido dela.

"Você apareceu e sua alma se juntou à minha. Minha vida inteira tem o seu cheiro. Isso vai levar tempo, desfazer a sua marca em mim. E a minha em você. Você pode dormir agora, Virgínia."


Fim do capítulo 14. Espero que a essa altura eu esteja perdoada por 12 anos de atraso? Ainda não?

N/Rbc: eu pensei muito a respeito de toda a explicação, e pelo menos na minha cabeça faz um pouco de sentido. Eu sempre achei que Harry teria alguma consequência por ter uma parte da alma de Voldemort nele, e depois que eu reli A Câmara Secreta, o próprio Tom Riddle menciona como ele passou uma parte da alma dele para a Ginny, em troca de uma parte da dela. Eu não sei se faz sentido para vocês como faz para mim, mas é isso. E, mais uma vez, desculpa por apressar o capítulo, mas se quiserem mais explicações eu tento editar os próximos dois (finais) antes de postar. Até o próximo capítulo!

Rosalind, obrigada pela review!


"Don't defy the very divinity that created you, or else nature will turn her back on you." – Fanfic Hierarchy of Need.

"Não ouse desafiar a própria divindade que te criou ou ela pode se virar contra você."


"So, Ginny poured out her soul to me, and her soul happened to be exactly what I wanted... I grew stronger and stronger on a diet of her deepest fears, her darkest secrets. I grew powerful, more powerful than little Miss Weasley. Powerful enough to start feeding Miss Weasley a few of my secrets, to start pouring a little of my soul into her..." – Tom Riddle, Harry Potter e a Câmara Secreta.

"Então, Ginny cedeu a alma dela para mim, e era exatamente o que eu queria… Eu fiquei mais e mais forte, me alimentando dos seus segredos mais profundos e escuros. Eu fiquei poderoso, mais poderoso do que a pequena Weasley. Poderoso o suficiente para doar um pouco dos meus segredos para a pequena Weasley, para começar a ceder um pouco da minha alma para ela..."


"Sabe o que eu ouço em sua voz? Palavras que você não pode dizer. Talvez sejam pequenos fragmentos de frases, mas agora, nesse momento, são algo importante. Você sabe o que ouço em sua voz? Palavras que você não pode dizer.

Eu te amei tanto. Você era assim. E até os pássaros lembram a dor que você trouxe.

O caminho mais curto de um coração a outro são duas mãos estendidas, uma na outra, tocando apenas com as pontas dos dedos. Um momento com você é toda uma fonte de infinito. Quisera eu te amar simplesmente por isso." – Semal Sureya, autor turco. Livro Sevda Sozleri. (Palavras de Amor – tradução livre)


A proteção sacrificial é um contra-fetiço antigo, poderoso e duradouro. Este encanto, ao contrário de outros, não tem encantamento e é dotado quando uma pessoa acaba por sacrificar a própria vida voluntariamente e por amor profundo e puro para salvar a vida de uma ou mais pessoas. Este contra-feitiço foi o que salvou Harry Potter, Liberty e Draco Malfoy.


"Há sempre alguma loucura no amor. Mas também, há sempre uma razão na loucura." – Friedrich Nietzsche


"Você apareceu e sua alma se juntou à minha. Minha vida inteira tem o seu cheiro. Isso vai levar tempo, desfazer a sua marca em mim. E a minha em você."

Essa é a minha versão adaptada para:

"Your soul stained my shoulders. My whole life smells like you. This will take time. Undoing you from my blood." – Nayyirah Weheed.