Esclarecimento: Só reiterando que esta história não me pertence, ela é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Mary Lyons, que foi publicado na série de romances "Julia", da editora Nova Cultural.
Capítulo 3
- Parece que jamais conseguirei me libertar da terrível "maldição dos Kinomoto !" - Shaoran caçoou.
Sakura balançou a cabeça, perturbada por se encontrar novamente nos braços daquele homem odioso.
- Não sei do que você está falando - ela tentou se controlar, para poder enfrentar mais um de seus comentários sarcásticos. Para seu espanto, contudo, ele apenas sorriu e tirou o fecho quebrado de sua mão.
- Não ? - ele ergueu ligeiramente a sobrancelha - Será que a maldição do túmulo do faraó Tutancâmon não tem nada a ver com a aura de azar que a envolve, Sakura ?
- Isso é ridículo ! Eu...
- Que você carrega o estigma do perigo, isso é verdade ! - ele acrescentou com uma risada - O fato de ter quase me afogado naquela piscina em Damasco é uma ilustração perfeita do tipo de feitiço que você lança sobre a vida das pessoas.
- Está sendo injusto ! - ela protestou, aborrecida. Como poderia adivinhar que ele não estava se afogando, quando o "salvara" ao retirá-lo da piscina do hotel, apenas três dias após sua chegada ao país ? Qualquer um teria cometido o mesmo engano. Afinal... quando se vê um corpo flutuando com a cabeça afundada, é perfeitamente natural pensar que o pior aconteceu. Nesse tipo de emergência, você não se detém para ponderar sobre as várias possibilidades... você age ! Quanto à explicação subseqüente de que ele estava apenas estudando os azulejos antigos que forravam o fundo da piscina... bem... essa possibilidade nunca lhe passaria pela cabeça, nem em um milhão de anos !
Disso ela tentara convencê-lo, após ter sido obrigada a usar de uma considerável força para empurrar-lhe o corpo para a beira da piscina.
Infelizmente, Shaoran não apreciara seus esforços para salvar-lhe a vida.
- Minha vida não corria perigo, até você aparecer ! - ele gritara enquanto esfregava as mandíbulas doloridas e a chamava de "estúpida intrometida".
Não apenas a linguagem de Shaoran fora ultrajante, como também seus modos ao puxá-la selvagemente e beijá-la feroz e raivosamente, antes de atirá-la de volta às águas.
O homem era um bárbaro !, ela reconhecia agora, ao fitar-lhe o rosto atraente.
- Já me desculpei pelo infeliz episódio da piscina - ela repetiu - Qualquer um teria cometido o mesmo erro, não acha ?
Shaoran deu uma gargalhada.
- Um erro, talvez, mas quantas vezes você tropeçou comigo depois daquele dia ? E a respeito daquele pequeno "erro" em Palmyra?
- Não foi minha culpa. Como eu poderia adivinhar que você estava perto da coluna?
Realmente a culpa não fora dela. A visita às ruínas da deserta cidade de Palmyra fora um dos pontos altos da sua viagem. Tudo o que fizera naquele dia desastroso fora tentar tirar algumas fotos da imensa colunata ao pôr-do-sol. A fileira de altíssimas colunas que se estendiam por vários quilômetros teria sido uma de suas melhores fotos. O que havia de errado nisso ?
- Sei que é perda de tempo tentar argumentar com você - Shaoran a olhou fixamente - , mas o fato é que a maioria das pessoas costuma olhar por onde anda !
- Eu também... quase sempre - ela se corrigiu rapidamente ao perceber um sorriso irônico nos lábios de Shaoran. O problema foi que ela tentara captar o melhor ângulo possível, recuando alguns passos, e não percebera que ainda havia colunas atrás de si. Isto é, não até colidir violentamente com uma, o que a fez perder o equilíbrio e se chocar com um homem alto, que estava à beira de uma profunda escavação arqueológica.
- Eu gostaria que você parasse de se referir ao episódio acontecido em Palmyra - Sakura pediu, sombria - Já lhe pedi desculpa muitas vezes.
E ela realmente sentia muito pelo que havia feito. Além de se chocar com ele, fizera-o cair no imenso buraco. Mas e ela, também não havia caído ? É claro que tivera sorte por aterrissar em cima dele...
O rosto de Sakura enrubesceu ao se lembrar da reação de fúria, da firme pressão do corpo de Shaoran contra o seu, conforme suas pernas se entrelaçaram. Ele praguejara violentamente antes de rolar por cima dela e possuir-lhe a boca num beijo devastador, como ela nunca experimentara.
- Sabe de uma coisa ? - a voz zombeteira de Shaoran interrompeu-lhe os pensamentos - Eu estava quase convencido de sua tendência natural às encrencas - ele lhe apontou o fecho quebrado - Agora, estou totalmente convencido do fato...
- Engraçadinho ! - ela murmurou, preocupada em se endireitar banco e ao mesmo tempo ajeitar a blusa, que saíra para fora da saia - Também acha que tenho culpa se o cinto de segurança do carro não funciona direito ?
- Não sei ! - ele levantou os olhos para o teto da limusine - Minha cabeça também parece não funcionar direito quando você está perto de mim.
Ele sorriu-lhe, então, de um jeito tão cativante que ela sentiu ser impossível não corresponder.
- Isso é o que chamo de uma mudança bem-vinda ! - ele exclamou - É uma pena que uma garota tão linda fique esbravejando o tempo todo.
- Espere só um minuto ! - ela gritou, o bom humor desaparecendo rapidamente - Espero que não tenha o descaramento de me acusar de ser mal-educada.
- Deus me livre ! - ele fez o sinal da cruz.
Sakura fitou o rosto bronzeado, tão próximo ao seu que podia sentir-lhe a respiração. Sabia muito bem que aquele homem horrível estava se divertindo às suas custas. Só um cego não reconheceria o brilho malicioso em seus olhos. Mas estava cansada de discutir com ele. O primeiro motivo era que estava quente demais, o segundo...
De repente pareceu-lhe impossível raciocinar. Ela estava hipnotizada pelo estranho brilho nos olhos de Shaoran, pelo aroma másculo de sua colônia e pela força daqueles braços que seguravam-lhe o corpo... o quê ?
Sakura recuperou a lucidez, estremecendo ao perceber que estava nos braços dele. Todas as vezes que se encontrara em situação semelhante... Oh, não ! Não podia permitir que ele a beijasse outra vez ! De jeito nenhum !
- Preciso sair daqui ! - ela gritou, tentando se livrar do abraço.
- Por que a pressa ? - ele riu, sarcástico - Sempre que nos encontramos, você invariavelmente acaba em meus braços. Por que hoje seria diferente ?
- Por nada... isto é... por tudo ! Solte-me ! - ela finalmente conseguiu sair do carro. Correu pelo terreno pedregoso, o eco das risadas ainda em seus ouvidos, e se abrigou atrás de um penedo.
Com as costas apoiadas contra a superfície escaldante da pedra, Sakura tirou um lenço do bolso e, com mãos trêmulas, enxugou o rosto. O que estava acontecendo com ela ? Seu coração havia disparado e ela mal conseguia respirar. Deveria ir a um médico ? Uma corrida tão curta poderia tê-la afetado tanto assim ?
Toda a sua vida gozara de perfeita saúde. Teria contraído alguma doença naquele país ? Sim, a resposta positivamente era essa. Desde que chegara à Síria, e sempre que se encontrava a sós com Shaoran, parecia-lhe que todos os relógios do mundo haviam parado. Era como se o tempo e o espaço deixassem de ter significado. E isso era uma loucura, pois ela nem sequer gostava dele. A verdade era que ela detestava Shaoran Li !
Respirando fundo, ela tentou afastar os pensamentos perturbadores sobre Shaoran e contemplou o castelo. A construção imponente parecia-lhe ameaçadora conforme ela se distanciava do carro, abrindo caminho por entre as pedras.
- É realmente incrível, não é ? - uma voz soou por trás dela. Sakura virou-se, surpresa, para deparar com Shaoran apoiado sobre uma pedra que tinha o dobro do seu tamanho - A vista lá de cima deve ser fantástica. Ainda não consigo imaginar como é que os cruzados conseguiram construí-lo...
Ambos estremeceram e se olharam, perplexos, ao ouvir uma explosão vinda da direção em que o carro ficara estacionado.
Sakura franziu a testa.
- O que será ? Parece... - ela se deteve ao ouvirem um grito agudo.
- Meu Deus ! - exclamou Shaoran - Deve ter sido um tiro !
Um segundo depois ele estava correndo em direção à limusine. Atordoada pela rapidez dos acontecimentos, ela seguiu-o, tropeçando por várias vezes, até que, à beira da clareira, foi impedida de prosseguir. Ele a deteve enquanto observava a cena à sua frente.
Passaram-se alguns instantes antes que Sakura pudesse compreender o que estava acontecendo. Com as costas apoiadas contra o carro, o rosto branco como cera, Hasan Fayed tremia incontrolavelmente. Os olhos de Sakura se arregalaram de medo. Ao lado do ministro, Ranya Kashif empunhava um revólver.
- Pelo amor de Deus, Ranya. O que está acontecendo ? - Shaoran indagou, furioso - O que está fazendo com essa arma apontada para a cabeça do ministro ?
- Não se mova ! - Ranya gritou, quando Shaoran deu um passo à frente.
- Não seja estúpida ! - ele a advertiu - O que espera conseguir com essa tolice ?
Ranya deu uma risada sonora.
- Meus amigos logo estarão aqui e você verá que não se trata de uma tolice.
Sakura sentiu-se mal, os joelhos dobrando-se sob o peso do corpo e, se não fosse pelo amparo firme de Shaoran, ela teria caído.
- Não podemos ficar aqui parados - ela protestou, sem fôlego - Precisamos fazer alguma coisa !
- O quê, por exemplo ? - ele murmurou, os lábios se apertando ao notar o rifle ao lado do motorista, que calmamente retirava a bagagem do porta-malas do carro.
Apenas vinte passos o separavam do centro da clareira, mas poderiam ser vinte quilômetros. Não havia nada que pudesse fazer para socorrer o ministro, não com a arma de Ranya apontada diretamente para a sua cabeça. Além disso, havia o motorista e ele também estava armado. Se Ranya estivesse sozinha, ele não hesitaria em agir, pois ela não poderia dar conta de dois homens ao mesmo tempo. Embora o motorista parecesse alheio à situação, contudo, imediatamente empunharia o rifle caso ele tentasse algum feito heróico.
Enquanto Shaoran estivera avaliando o ocorrido, o espanto e o medo de Sakura transformaram-se em raiva.
- Shaoran está certo - ela gritou, sem levar em consideração o aviso de Ranya para que não se movesse - O que você espera ganhar ao ameaçar a vida do pobre Hasan ? E o que quis dizer com essa história de seus amigos virem nos encontrar daqui a pouco ? Por acaso pertence a alguma gangue ?
- Não tenho tempo para discutir assuntos tão importantes com você - Ranya retrucou - E, se quer continuar vivendo, por que não volta para o lado do sr. Li ?
Sakura recuou um passo.
- Bem... se está esperando que o resto da turma se uma a você, precisará de muita sorte - ela apontou para a montanha - A menos que eles venham de helicóptero ! Shaoran estava absolutamente certo quando disse que o local é quase inatingível.
- Shaoran estava certo - Ranya tentou imitar o sotaque inglês de Sakura, com desprezo - O sr. Li é ainda mais tolo do que você. O que pode saber e, mais ainda, compreender um estúpido americano sobre nossos planos de revolução ? O que qualquer um de vocês pode fazer contra nossa superioridade moral ? - o discurso de Ranya estava se tornando fanático - Quando os outros membros de minha organização chegarem, não terão problema algum em lidar com indivíduos tão fracos e covardes. E quando o ministro for levado a Beirute, o mundo inteiro ficará sabendo quem ele realmente é... um lacaio das forças imperialistas que traiu a fé verdadeira !
"A mulher está completamente fora de si... é uma louca !", Sakura estava pensando, quando Shaoran falou.
- Vão levá-lo mesmo a Beirute ?
- Sim, é claro - Ranya repetiu com impaciência.
- Oh ! - o ministro se lamentou - O que será de meus filhos... e de minhas esposas ?
- Beirute ? - Sakura se voltou para Shaoran, incrédula - Eu não tinha entendido. Fica perto daqui, não é ? Oh, diabos ! Ela não pode fazer isso... - Sakura se voltou novamente para Ranya - Vocês pretendem seqüestrá-lo, não é ? - ela gritou, e ficou ainda mais furiosa ao ouvir uma risada como resposta - Você não pode fazer isso ! Não vou deixar que prossiga com o seu plano !
Ranya deu mais uma de suas risadas sarcásticas.
- Diga-lhe, sr. Li - ela se interrompeu, ameaçadora - Explique a essa inglesa idiota que não há nada que ela possa fazer.
Shaoran respirou fundo.
- Rania tem razão, Sakura. Se olhar lentamente para a sua esquerda, verá o motivo.
Sem dar ouvidos às instruções recebidas, Sakura avançou para Ranya. Seu movimento alertou o motorista, que rapidamente apanhou o rifle ao seu lado e o apontou para ela.
Se não estivesse tão assustada, ela teria gritado de frustração. Não havia realmente nada que pudessem fazer para ajudar o ministro ? Teriam de encontrar uma saída e... seus pensamentos foram interrompidos pelo som de um veículo que se aproximava.
- Ah ! - Ranya consultou o relógio, sem desviar a arma da cabeça do ministro - Como eu disse, meus amigos estão chegando, e na hora marcada...
Conforme o som do veículo ia se tornando mais alto, Shaoran murmurou para Sakura:
- Volte para cá !
- Como ? - ela o fitou, confusa.
- Venha logo ! - um segundo depois, assim que um caminhão despontou na curva em direção à clareira, ela foi arrastada por Shaoran, que procurava abrigo entre as rochas.
- O que está fazendo ? - ela bradou, sem fôlego, ao se chocar contra uma das pedras - Isso dói !
- Pare de reclamar ! - ele ordenou, sem diminuir o passo - Se acha que está doendo agora, espere até que aqueles bandidos ponham as mãos em você !
- Mas para onde estamos indo ? - ela indagou com lágrimas nos olhos, após machucar o pé.
Shaoran continuou correndo até que finalmente pareceu encontrar um esconderijo.
- Vamos nos abrigar aqui ! - ele a puxou para um vão estreito entre duas pedras, que formava uma pequena caverna.
Sakura olhou para ele, assustada. Era incrível que ele respirasse normalmente enquanto ela estava esbaforida, como se tivesse participado de uma maratona.
- Por que fugiu ? Certamente poderíamos ter feito alguma coisa para salvar o ministro.
Ele suspirou.
- Será que preciso repetir outra vez ? O que nós poderíamos fazer, por exemplo ? Será que ainda não entendeu que eles não deixariam testemunhas do seqüestro ? A desgraçada da Ranya podia estar apontando a arma apenas para o ministro, mas, assim que o resto do bando chegasse, pode apostar sua vida que nós também seríamos levados a Beirute.
- O quê ? - ela gritou.
- Pelo amor de Deus, fale mais baixo ! - ele a repreendeu.
- Mas por quê ? - ela sussurrou, as pernas novamente trêmulas - Com que finalidade ?
- Nenhuma finalidade - ele respondeu, áspero - Eles não precisam de razões para os seus seqüestros infames. Mas isso não impede que aconteçam, não é ?
- Não, mas...
- Olhe, Sakura. Você tem de encarar os fatos. Eu poderia ter lidado sozinho com Ranya. Talvez juntos pudéssemos até ter desarmado o motorista. Mas quando o caminhão chegou, eu tive a certeza de que nada mais havia a fazer.
- Mas não podemos ficar aqui escondidos pelo resto da vida, sem fazer nada.
- Ponha essa cabeça para funcionar, Sakura. Eu não sou o Superman ! Tanto quanto você, estou furioso por ter precisado fugir e abandonado Hasan à sua própria sorte. Talvez ele tenha sorte, apesar de tudo. Como você sabe, os sírios controlam a metade do Líbano. Provavelmente não terão dificuldade em resgatar o ministro. Há muitas chances de que encarem o fato apenas como um desagradável incidente diplomático. Quando a nós, contudo, a situação é inteiramente diferente. Não se esqueça de que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não admitem negociar com terroristas. Se nós estivéssemos envolvidos, não haveriam negociações nem pagamentos de resgate. Por isso, não tenho intenção de me entregar e ser levado para um buraco escuro em Beirute, quando eu teria de esperar até o dia do juízo final para ser libertado !
- Oh, então é assim que você pensa ! É claro que eu não poderia esperar outra coisa do egoísta Shaoran Li !
Shaoran permaneceu imóvel por um longo tempo, apenas fitando-a.
- Está bem, querida - ele comentou com os dentes cerrados - Já que não se importa de ficar trancafiada por anos e insiste em se imolar em sacrifício, por que não volta para lá e acompanha seu amigo Hasan até Beirute ?
Sakura o olhou, furiosa. Ele era realmente um bastardo sem coração. É lógico que ela não queria ser raptada e jogada num buraco escuro, mas também não queria ser considerada uma covarde por abandonar o ministro. A situação era desesperadora, mas por mais ilógico que fosse seu raciocínio, não podia deixar de julgar Shaoran culpado.
- Então ? - ele insistiu.
- Oh, está bem - ela acabou concordando - Mas ainda penso...
Ela não conseguiu completar a frase, pois Shaoran tapou-lhe a boca e rapidamente puxou-a ao seu encontro.
- Fique quieta ! - ele cochichou em seu ouvido - Estão nos procurando...
Petrificada de medo, Sakura ficou imóvel como uma estátua, embora só depois de alguns segundos conseguisse ouvir os sons que os ouvidos aguçados de Shaoran haviam percebido. Os homens batiam contra as pedras com objetos metálicos e falavam em árabe.
- Sabemos que está por aqui, sr. Li - Ranya gritou - Não temos tempo a perder, portanto, ou sai de seu esconderijo ou morre de fome e sede. Sem transporte, nem o senhor nem a estúpida garota inglesa poderão ir muito longe ! - ela acrescentou com uma gargalhada de arrepiar os cabelos.
Shaoran manteve a mão firmemente apertada contra a boca de Sakura e o outro braço ao redor de seu corpo, que tremia incontrolavelmente, até que ouviram o caminhão se afastar.
- Acho que foram embora - ele a soltou, por fim.
Retornaram lenta e cuidadosamente por entre as pedras até chegarem à clareira. Era surpreendente encontrar a limusine intacta no mesmo lugar. Apenas a pilha de malas, que foram retiradas do porta-bagagem e jogadas no chão, dava evidência do recente seqüestro.
- Como são idiotas ! - Sakura exclamou - Deixaram o carro. Mesmo que tenham levado a chave, aposto que poderemos fazer uma ligação direta ! Em pouco tempo teremos condições de avisar o governo e salvar Hasan.
- Parece muito bom para ser verdade - ele suspirou, desconfiado.
- A cavalo dado não se deve olhar os dentes - ela riu - Eu, ao menos, não vou olhar.
Sakura se encaminhou para o carro sem dar ouvidos ao grito de alerta de Shaoran, nem a seus passos apressados. No exato momento em que ele a alcançou e a jogou ao chão, houve uma súbita e colossal explosão...
Sakura não teve tempo para pensar no que estava acontecendo, nem para respirar nem para sentir nada. O mundo inteiro estava desabando sobre ela...
P. S.: Nos vemos no Capítulo 4.
