POV Bella
Ofegante, senti minha vagina contrair em torno de seu membro enquanto atingia um novo orgasmo e gemi, ele praticamente urrou quando também chegou em sua libertação. Deitei em seu peito e senti seu cheiro almirscado misturado com suor e sexo, era divino.
- Isso foi... incrível. - murmurei e me deitei ao seu lado na cama. O olhei e ele estava com um sorriso torto, lindo.
- Sim, foi muito prazeroso. - sorri e quando fiz menção de levantar, ele me puxou de volta pela cintura. - Onde pensa que vai, doçura? - meu coração bateu mais rápido ao ouvir o apelido que ele havia me dado.
- Nosso horário acabou, senhor Cullen. - me desvencilhei do seu abraço e logo senti a falta do calor do seu corpo junto ao meu. Capturei as peças de minha roupa e me vesti.
- Eu pago mais, desde que você traga esse corpo delicioso pra cá. - falou e deu um sorriso malicioso, fiquei tentada a voltar, não pelo dinheiro, mas porque eu já sentia falta dele. Esqueça esses pensamentos, Bella, ele é só mais um cliente.
- Se você quiser mais terá que voltar. - respondi e coloquei meus saltos. - Se me der licença senhor Cullen, nosso tempo terminou. Leve o tempo que for necessário para se vestir. - fui em direção a porta.
- Espere. - meus passos congelaram e virei-me. Ele estava tão próximo de mim, só mais um passo e eu estaria em seus braços.
- Sim?
- Me diga o seu nome, talvez a gente possa combinar algo fora daqui e eu te pagarei muito mais. - então era isso, apenas sexo e dinheiro, como se eu fosse um objeto. Não o culpo por pensar assim, afinal eu me pus nesse caminho. Coloquei uma máscara de indiferença e expressão gélida.
- Meu nome é Violet, como deve saber. E encontros fora do estabelecimento não são permitidos. - o encarei e quase me perdi na intensidade de seus olhos, ele se aproximou e minha respiração falhou.Tão perto.
- Ninguém precisa saber. - sussurrou no meu ouvido e seu hálito quente fez minha pele arrepiar.
- Eu cumpro as normas, agora se me permite, tenho que ir. - fiz uma força sobre humana para concentrar meus pensamentos e destravar a fechadura da porta.
- Pois bem, então eu voltarei. - assenti, ele se afastou e tateou algo em seu terno que estava no chão. - Tome. - ele me ofereceu um pequeno papel e eu o peguei, era seu cartão de contato.
- Não posso aceitar. - mas é o que mais quero no momento.
- Fique, se mudar de ideia já sabe como me achar. - ele sorriu e eu mordi meu lábio, nervosa. Concordei e quando me virei para sair, o ouvi.
- E Violet - suas mãos fortes e quentes contornaram minha cintura. -, eu irei vê-la novamente. - finalmente sua boca encontrou a minha e suspirei de satisfação quando senti pequenas descargas elétricas no beijo.É o paraíso.
Ele me soltou e percebi que se eu permanecesse mais um minuto ali com ele, jogaria tudo pro alto e voltaria pra cama, para os seus braços.
- Até, senhor Cullen. - saí rapidamente do quarto antes que as emoções falassem mais alto.
[...]
Entrei no meu apartamento e revivi as últimas horas em pensamento. Foi tão bom, quase surreal. Ri comigo mesma ao pensar que tiraria proveito dessas situações, não, foi apenas com ele, nem com meu antigo namorado era assim, um prazer tão intenso e ao mesmo tempo tão certo. Tirei seu cartão da minha bolsa e o olhei pela primeira vez,Edward Cullen, agência Cullen's Corporation. Edward. Sorri. Combina perfeitamente com ele. Será que ele vai mesmo voltar? Droga, estou agindo como uma adolescente apaixonada. Idiota. Fui apenas uma boa foda, e se ele voltar será só mais um cliente, como os outros.
Após fazer minha higiene pessoal, me joguei na cama confortável, uma dormida seria ótima e talvez conseguisse tirá-lo dos meus pensamentos.
[...]
Acordei bem e revigorada, como nova parte da rotina, me arrumei e segui para o trabalho. Parte de mim estava ansiosa para encontrar Edward novamente e mergulhar nos seus braços e no prazer enlouquecedor, a outra parte estava nervosa por temer que talvez ele não fosse ou não me escolhesse para passar a noite. Se essa última opção acontecesse, eu teria que arrumar um jeito de tirá-lo da minha cabeça e focar 100% no trabalho e em ajudar minha família.
Suspirei tristemente ao pensar no meu pai, ele deve estar sofrendo tanto por conta da doença e os filhos longe. Nem ele e nem ninguém imaginou que viesse a adoecer, ainda mais com uma doença tão devastadora como o câncer e sem meios da quimioterapia reverter isso, só poderíamos rezar para que o tempo fosse bom com Charlie. Eu ainda não sei o que vou fazer quando isso acontecer, talvez a única opção fosse voltar pra Forks e ficar com minha mãe, Renée.
Talvez o único que possa trazer alegria para nossa família seja o Seth, e então quando ele terminar a faculdade e conseguir um bom emprego, eu poderia cuidar da minha vida enquanto ele cuida da mamãe. Parece um bom plano e se tudo der certo, será assim.
[...]
Assim que cheguei no trabalho, ouvi piadinhas e risadinhas a respeito do meu "acidente" com Tanya no dia anterior, com certeza trabalhar em um lugar onde 90% são mulheres é muito ameaçador, ainda mais quando a maioria é movida a fofoca e conversas alheias.
- Violet. - Jessi me chamou e sorri minimamente pra ela.
- Ei Jess.
- Soube que faturou uma boa grana ontem, ficar com o mesmo cara a noite toda não é pra qualquer uma, em. - ela riu e eu a acompanhei até o quarto de troca de roupa. - Então, vai me dizer quem era?
- Cullen. - dei de ombros e ela arregalou os olhos.
- Uau. Você quis dizer, o Gostoso Cullen? - assenti e ela se abanou com as mãos fingindo estar com calor. - Você deu sorte, sério. Tem noites que eu ainda sonho com ele, céus, como é um deus do sexo aquele homem. - Jessi continuou falando e fiquei incomodada, não é como se ele fosse exclusividade meu, mas é estranho compartilhar essas lembranças como se tratasse de algo banal.
- Hm, certo, vou começar a me aprontar. - falei na tentativa de encerrar o assunto.
- Eu também, embora eu quisesse continuar falando sobre o corpo magnífico do Cullen. - ela se afastou ainda rindo e eu respirei aliviada.
Nessa noite eu pus um vestido preto estilo tubinho que ia até um pouco acima das coxas, decote profundo e uma bota vermelha cintilante. Na maquiagem não exagerei tanto, apenas sombra preta, cílios postiços e nos lábios um batom roxo. Como todas devem estar, vestidas para matar.
A porta foi aberta e Tanya avisou para que fossemos ao salão. Minhas expectativas para essa noite foram por água a baixo, ele não viria, eu devia ter previsto isso. O lugar já estava cheio e me vi obrigada a passear entre os homens como se fosse um pedaço de carne, essa comparação fazia meu estômago revirar. Não demorou muito para que um senhor se interessasse por mim e me avaliasse como se deliberasse os prós e os contras em me ter essa noite. Totalmente repugnante. Mas eu já deveria estar me acostumando com essa ideia, até porque não havia outra solução.
E assim seguiu a próxima semana, andar, girar, rir, transar e no final, na proteção da minha casa e no conforto da minha cama, chorar. E Edward não apareceu e o seu cartão foi parar no lixo. Chega de expectativas e sonhos, de agora em diante manter-me firme na realidade e no propósito de ajudar minha família.
(Continua...)
