Cap 9

As tardes de estudos se tornaram frequentes para Severus e Mary. Eles se encontravam no horário de treinos de Quadribol da Grifinória, para evitar os Marotos e ao mesmo tempo evitar os sonserinos que tentavam espiar o treino. Eles realmente se aproximaram, e era realmente confortável ter uma amizade verdadeira. Mas nem de perto era igual o que tinha com Lily. O que sentia por Mary era algo totalmente novo, porém nunca tiveram a chance de saberem o que era.

Às vezes Alice vinha junto e eles estudavam Herbologia. Severus se lembrou que nas memórias do seu tio esta era a matéria favorita do seu futuro filho. Alice e Mary falavam muito em Lily, mas diziam que ela ainda não estava pronta para conversar com Severus e ele escolheu respeitar a decisão dela. Ele não tinha cometido as atrocidades que o seu tio tinha cometido, mas se ele mesmo jamais se perdoaria do que a chamou no final do quinto ano. Com esperar que ela o perdoasse?

Logo era Dezembro e os três estavam dividindo um compartimento do trem para voltar para casa

- Não sabia que você se importava tanto com as plantas, Snape. - Alice terminou com um sorriso quando eles estavam prestes a desembarcar do trem.

Severus deu de ombros - Eu gosto de poções e elas coexistem.

Mary riu se inclinando para o amigo. - Severus é um perfeito sabe tudo

Ele franziu o cenho para ela e usou sua melhor voz de professor. - Eu me importo com os estudos Srta. MacDonald

As duas garotas riam histericamente e ele manteve um pequeno sorriso.

- Bom professor Snape é hora de descermos do trem. Mas não se esqueça do meu convite de passar a véspera de Natal na minha casa. - Mary se levantou e deu um beijo em sua bochecha. Alice encontrou o namorado auror e correu para abraçá-lo nem reparando na cena.

Severus Prince e Eileen acenaram para eles a uma distância segura. Foi então que ele notou a mãe. Ela parecia jovem, saudável, feliz. Seu cabelo preto era brilhante e ela exibia um grande sorriso. Esta mulher era tão diferente da mulher cinzenta e doente que ele se lembrava. Como uma criança correu para abraçá-los. Era a primeira vez que ele estava feliz por retornar para casa

- Oi Sev - Eileen disse lentamente

- Olá mãe! Oi tio!

- Parece que alguém estava se divertindo bastante. Aquela é sua nova amiga? - Severus mais velho disse apontando para a garota na plataforma

Severus Snape fixou os olhos para o chão enquanto apertava suas mãos nervosamente - Eu estava pensando.. eu gostaria de saber se… se… poderiapassaravésperadenatalcom Mary - Ele não queria que sua mãe pensasse que ele não queria ficar em casa. Mas ele realmente queria passar mais tempo com Mary sem se preocupar com valentões

- Claro querido - Eileen disse passando a mão no cabelo do filho

- Seria até um favor para nós. Fomos convidados para uma festa na casa dos Malfoy, provavelmente passaremos a noite toda procurando "aquela coisa" por lá - Completou Prince

- Obrigado! Vou avisá-la! - Severus disse animado saindo em disparada em direção a amiga

- Lily queria tudo bom? Nós poderíamos dar uma carona se você gostaria? - Eileen disse com simpatia vendo a vizinha, que já foi amiga de seu filho sozinha na plataforma

- Obrigado, Sra. Snape, mas meus pais estão vindo - A menina estava pálida e tremendo de nervoso ao encontrá-los na plataforma. Lily disse com uma voz tímida que Severus não ouvia há décadas.

- Bom podemos esperar aqui com você. A plataforma já está ficando vazia e pode ser muito perigoso. Não tem problemas, não é Sev? - Eileen disse dando uma cotovelada no "irmão"

- Sem problemas.. - Severus limpou a garganta e respirou fundo olhando para a garota - Lily eu queria te dize…

- Olha lá eles. Obrigado Sra. Snape - E correu para chegar aos pais. Seu coração em questão se segundos tinha saído e voltado para o seu corpo. Lidar com o Severus adolescente durante todo o semestre tinha sido uma coisa, mas ver o homem que mudou sua vida era outra totalmente diferente.


Severus aparatou junto de seu tio para a porta de Mary e seu estômago estava revirado. Quando olhou para trás o mais velho já tinha desaparecido. Ele não queria ser indelicado, então fixou uma expressão neutra em seu rosto antes de pegar a aldrava e bater contra a porta três vezes.

A porta se abriu. O interior da casa da família MacDonald parecia extremamente acolhedor. Tudo estava limpo a ponto de brilhar, e havia um boneco de neve de plástico com um sorriso sujo exibindo uma placa de plástico dizendo 'Boas Festas' em cima da mesa no hall da frente, ao lado do qual os casacos da família MacDonald estavam pendurados em ganchos. Severus sentiu uma onda de prazer ao ver o rosto de Mary - Entre! Eu estou acabando de ajudar a minha mãe. Mas sinta se em casa - E saiu em disparada para o outro cômodo antes que ele pudesse responder

Ouviu um rangido no corredor, e Severus olhou para cima para ver o pai de Mary, Richard MacDonald, cambaleando pelo corredor com uma pilha enorme de presentes nas mãos, cada um embrulhado em papel de embrulho dourado, verde ou vermelho brilhante com um pequeno laço em cima.

Era um homem careca, com uma barriga que crescera com o passar dos anos, ele usava um grosso suéter amarelo de Natal e suspensórios, mas tinha o mesmo sorriso que Mary - Feliz Natal, você deve ser Severus! Eu apertaria sua mão, mas - ele levantou a pilha de presentes um pouco mais alto - bem, tenho certeza que você entende.

- Sr. MacDonald, senhor - disse Severus, antes de se lembrar de suas maneiras e acrescentar: - Feliz Natal

Richard não parecia se importar com o esquecimento, enquanto ria antes de dizer - Siga-me. Temos a árvore na sala de estar. Quase não estava lá. Mary queria colocar na sala de jantar, mas Marigold anulou. Ela, você vê... - Ele continuou falando sobre algumas brigas familiares menores.

Severus não falou muito, apenas balançando a cabeça nos momentos apropriados

- Então, Severus - disse Richard - Mary disse que a escola está indo bem para vocês dois?

Severus torceu o lábio. Isso não era nem remotamente preciso, embora Mary pudesse ter mantido o que havia acontecido consigo mesma. - Bem, eu suponho - ele disse, decidindo que se ela quisesse manter a paz, não seria ele que iria contar dos incidentes escolares. - É mais fácil agora que o O.W.L.s acabou. Agora só temos as matérias que realmente iremos usar no futuro

- Isso é bom - Richard ofegou, mudando para tentar manter os pacotes. Seu rosto estava bastante vermelho de todo o esforço.

- Você precisou de ajuda para carregá-los?

- Eu realmente não deveria aceitar a ajuda do nosso convidado - Richard suspirou - mas sinceramente, eu deveria ter feito isso em duas viagens. Alguma ajuda seria ótima.

Severus assentiu e começou a tirar alguns dos pacotes das mãos de Richard. Ele pode não ser capaz de usar magia fora de casa, mas era forte o suficiente para administrar um pouco menos da metade do que Richard estava carregando.

Com os dois trabalhando juntos, tudo correu bem e pareceu apenas alguns momentos antes de Richard dizer 'aqui estamos'.

Severus colocou-os com cuidado por fim enfiou a mão no bolso e adicionou três pacotes encolhidos à pilha, o encolhimento que ele colocara neles era fraco e expiraria algum tempo depois.

- O que você trouxe para minha filha, se você não se importa de eu perguntar? - Richard disse enquanto abaixava sua própria carga

- Minha mãe me ajudou a escolher uma veste nova

- Isso é ótimo - Richard disse com um sorriso antes de se inclinar para a frente de forma conspiratória. - Eu também comprei algumas camisas para Mary, é difícil comprar para uma bruxa, sabia?

- Certo. Mary pode ser um pouco exigente com os presentes dela, talvez um pouco mimada - Ele fez uma pausa, percebendo para quem acabara de dizer isso. - Por favor, não conte a ela.

Richard riu. - Seu segredo está seguro comigo.

Severus assentiu, antes de examinar seu trabalho.

A árvore de Natal da família MacDonald era uma coisinha curta, subindo apenas até o queixo de Severus. Havia uma única linha de luzes que enrolava três vezes debaixo para cima, e descansando nos galhos havia ornamentos e bolas de metal com nomes e datas escritos em glitter. Um anjo de madeira pendia no topo, uma asa muito lascada.

Por baixo, havia talvez vinte ou vinte cinco presentes, a maioria de vários membros da distantes da família

Foi quando ele reparou em uma mulher invadindo a sala. Ela possuía cabelos loiros cobertos por uma redinha. Era Marigold, a mãe de Mary. Ela ainda fazia uma figura poderosa, porém, possuindo um conjunto de sobrancelhas finas e graciosas das quais até Severus se via com ciúmes. Com uma simples sobrancelha, ela poderia fazer alguém questionar sua vida ... ou pelo menos se sentir muito estúpida.

Mary - disse Marigold - eu entendo que você está apenas tentando melhorar, mas - seus olhos caíram em Severus. Ela piscou um momento antes de oferecer um aceno educado. - Você de ser Severus. Feliz Natal!

- Feliz Natal, Sra. MacDonald - disse Severus, curvando-se rigidamente antes de se virar para a filha - e para você também, Mary - Ele mal manteve a voz de gaguejar.

- Para você também, Sev - Mary falou, com uma luz provocadora em seus olhos. Ela devia estar ajudando a mãe na cozinha, pois tinha algumas manchas de massa sobre o peito. Ela tinha os longos cabelos negros amarrados em um rabo de cavalo solto e usava uma camiseta por cima de um jeans que abraçava seus quadris com força e cujos joelhos tinham sido quase gastos com o uso prolongado. Seu rosto foi feito para sorrisos fáceis e amigáveis, e ela o usava para esse fim agora, sorrindo para Severus antes de voltar a discutir com a mãe sobre as decorações.

Severus não prestou muita atenção, porém, muito encantado por Mary. - Ei, Sev - disse Mary, afastando-se de sua discussão com a mãe por um momento, - quer experimentar um pouco da massa de biscoito? É chocolate

Ser oferecido comida grátis por Mary? Severus nem precisou pensar sobre isso. -Sim, por favor

- Não tem muito - disse Marigold. - O jantar está chegando, Severus, então não deixe de estragar seu apetite.

Mary bufou. - Não se preocupe, mãe, eu não vou enchê-lo de doces.


Ele realmente não era bom em festas. Durante os anos que ele se juntou aos Comensais da Morte, ele às vezes teve que participar de festas realizadas em honra do Lorde das Trevas, ou simplesmente no qual a maioria, senão todos os outros convidados, eram Comensais da Morte, e ele interpretou o jovem intelectual entediado, desempenhando um papel antes mesmo de se tornar um espião. Ele aprendera que tipos de réplicas desagradáveis provocavam risos ou acenos de aprovação, e ele aperfeiçoou essa habilidade.

Ao contrário da crença popular, a maioria dos Comensais da Morte não teria sido pego no meio de orgias ou no estupro sangrento de prisioneiros; eles eram muito exigentes e tais exibições teriam ofendido seu senso de estética. Não que muitos deles fossem avessos a um pequeno parceiro casual trocando em festas, alguns acharam isso um sinal de sofisticação. Eles também costumavam se aquecer para suas festividades participando de alguma isca trouxa recreativa, que poderia ser bastante desagradável, sádica, horrível e desumana. Ou se entregando a um pouco de terrorismo de alguns conhecidos amantes trouxas. Mas quando em suas próprias casas, os Comensais da Sangue Puro gostavam de manter a aparência de gentileza e civilização.

Assim que entraram na mansão Malfoy ele e Eileen se separaram. O plano consistia em manter Lucius e Narcisa ocupados para encontrar o diário e sair o mais rápido possível dali.

Adorável festa, boa comida - ele reconheceu a voz de Rabastan Lestrange que examinava o buffet.- Eu não sei o que tentar a seguir.

Ele notou nas refeições que Lestrange parecia desfrutar de pratos com maçãs - Aqui, você já tentou isso? - Severus perguntou, colocando um Chips de maçã em miniatura em um prato e entregando a ele.

- Você está se divertindo? - Perguntou Lestrange ainda analisando o buffet

- Ainda não. Narcisa parece estar alugando minha irmã pela noite. Está bom? - Severus perguntou enquanto procurava um drink. Ele não gostava de cerveja amanteigada, mas sua boca estava seca, e era a única coisa que ele podia pegar sem ter que derramar em um copo. E ele não queria nada muito alcoólico.

Rabastan mordeu, mastigou lentamente e assentiu. - Sim, é muito bom. Obrigado...

Ele sorriu levemente. - Severus Prince

- Prince? Sim me lembro bem desta família... Puros sangues - Severus apenas assentiu - Eu e meu irmão estamos montando um loja de antiguidades de puros sangues. Talvez você esteja interessado em algum item?

Severus analisou por um momento, seria uma ótima oportunidade para descobrir onde estaria a taça de Helga - Eu nunca frequentei Hogwarts, mas sempre me interessei muito por Helga Hufflepuff, você não teria nada dela. Teria?

- Infelizmente apenas conheço um item dela, mas ainda está na Albânia - Um pequeno sucesso Severus pensou, só poderia ser a taça - Mas passe no Beco das Trevas e pergunte por mim. Temos uma nova coleção de colares chegando esta semana

Severus apertou sua mão e Rabastan se afastou

Divertindo-se, Severus? - Eileen perguntou, chegando ao lado dele. Ela alcançou a concha para o vinho quente.

- Está tudo bem, permita-me. - Ele pegou a concha e colocou um pouco de vinho quente em uma xícara para ela, acrescentando um pouco da fruta.

- Eu vi você falando com Rabastan há alguns minutos atrás.

- As pessoas suspeitaram se eu não interagisse com mais ninguém além dos elfos. Aliás Dobby me contou que o que procuro se encontra na biblioteca. Seria péssimo se algo acontecesse com o piano que fica na outra sala - Disse dando uma piscadela para sua mãe.

Ele estava assumindo um grande risco trazendo ela para festa e a fazendo ajudar no plano. Mas desde que ele a convidou para o baile dos Malfoy era como se uma luz que ele nunca antes tinha visto tinha se acendido nela. Ela parecia estar em seu habitat natural. Ela não chamava a atenção de todos como Narcisa, mas ao contrário dele parecia não fazer esforço algum para interagir com aquelas pessoas. Ele anotou mentalmente que assim que tudo isso acabasse ele a levaria para um baile pelo menos uma vez por mês

Ele entendeu o recado e deu a volta para o outro lado da mesa e caminhou lentamente até um pequeno grupo que estava envolvido em uma conversa animada. Havia um número de bruxas lá. Antes de chegar ao alvo, no entanto, escutou sua mãe tropeçando em Lucius Malfoy e derramando seu copo no piano e todos saíram em disparada para ver o que tinha acontecido na saleta

Entrou uma sala muito grande e havia prateleiras ao longo das paredes, do chão ao teto. eles estavam cheios de livros. Havia também várias poltronas de veludo vermelho para ler e uma grande mesa de carvalho maciço no canto. Era como procurar uma agulha em um palheiro