Cap 13
Severus Prince sentiu um certo incômodo ao entrar novamente nos corredores de Hogwarts com Minerva e Albus, mas ao mesmo tempo se sentia mais protegido do que jamais esteve nessa nova vida. Ele passou os últimos anos com apenas uma certeza, aqueles dois eram os únicos com os quais ele podia confiar sua vida e tê-los novamente nessa jornada era reconfortante. Ele passou um ano criando novas conexões com sua mãe e com o Severus mais jovem, talvez se conectar com seus velhos companheiros não seria de todo mal.
A próxima coisa que Prince soube foi que ele estava deslizando por um túnel escuro e sinuoso. Ele caiu em uma pilha de ossos e engoliu em seco antes de rapidamente se levantar novamente. Minerva caiu em cima de seu estômago - Acho que podemos estabelecer uma distância de segurança Minerva
- Desculpe, mas não foi exatamente a minha escolha de pouso também- Ela disse a ele antes que ele rapidamente se afastasse dele e os dois se levantaram e começaram a se limpar.
- Era melhor do que aterrissar em uma pilha de ossos - Dumbledore brincou. Fawkes voou com o chapéu em sua boca e pousou graciosamente no ombro do dono
Severus e Minerva caminhavam na frente até dar de cara com a estátua da Sonserina enquanto Dumbledore procurava a memória de Tom. Atrás deles uma presença surgiu nas sombras. Quando chegaram no limite da parede a estátua ela se abriu e Severus pôde ver a pele de cobra . Aparentemente ela estava dormindo, Tom a tinha deixado em um uma espécie de hibernação, mas não arriscaram em se aproximar mais. Deve ter sido por isso que ela nunca havia atacado ninguém até Gina Weasley ativar o diário.
Minerva sacou sua varinha silenciosamente do bolso, embora que para ela cada movimento soasse como se fossem um trovão. Eles estavam tão concentrados no Basilisco que não perceberam quando o poltergeist se aproximou
-MEU DEUS É UM BASILISCO EM HOGWARTS! - Pirraça gritou e foi para trás de Severus
Ele fechou os olhos, ouvindo o chiado e o som do basilisco se desenrolando ecoado pela câmara. - Vivamus Turpis - Severus apontou para a última localização que se lembrava da cobra enquanto amaldiçoava Pirraça mentalmente
Uma cratera de visco do diabos surgiu tentando engolir a cobra, mas o animal fortemente resistiu e recuou um pouco
- Mais para a direita bobão - Severus escutou a voz de Pirraça e se preparou para virar seu corpo e tentar um novo ataque
Porém Minerva tinha sido mais rápida - Incendio - deixando a cabeça do Basilisco em chamas
Sem pensar, Snape abriu os olhos. - Não precisamos das presas do Basilisco - Os olhos do basilisco tinham sidos destruídos por ela. Mas isso não o impediu de se repreender. Erro elementar. Você poderia ter morrido, pensou.
- Albus me explicou bem a missão Sr. Prince - Minerva disse imponente. Em sua frente a luz deslizou pela pele de uma cobra gigantesca, colorida e venenosa. O bicho que se deslizava pelo chão do túnel deveria ter no mínimo uns seis metros de comprimento.
Fawkes voou com o chapéu seletor e o deixou cair nas mãos dela, antes de voar para distrair o basilisco. Uma espada deslizou para fora do chapéu. O basilisco balançou, confuso. Eventualmente, o basilisco foi em direção da professora de transfiguração
- Impedimenta - Severus imobilizou a cobra antes que atacasse a outra bruxa. Mas sabia que não conseguiria segurar por muito tempo. - Seu feitiço pode ter cegado o basilisco, mas ainda pode ouvi-lo. - O basilisco se soltou e virou a cabeça em um silvo zangado se preparando para o bote
- Flipendo Máxima - tentou novamente, desta vez a fazendo recuar
A cobra se virou em direção a Minerva e se arrastou em uma velocidade impressionante pelo corredor. A bruxa respirou fundo e soltou a varinha para ajustar melhor a espada se preparado para o impacto. A lâmina rasgou boca com tanta força que uma de suas presas caiu na mão de Minerva.
- Minerva! - Severus e Pirraça gritaram juntos
O basilisco soltou um grito alto de dor antes de cair morto na água abaixo dela. - Precisa de ajuda para segurar o queixo Sr. Prince?
Malditos Grifinórios Severus pensou. Sempre se jogado no meio do perigo sem pensar em consequência alguma. Não era atoa que os comensais tinham um menor número de baixas, sua maioria era composta de Sonserinos ou de Corvinos, a guerra era um jogo de xadrez não uma corrida. Mas pelo menos McGonagall era eficaz e uma excelente duelista pelo que ele se recordava. Foi uma ótima oponente em sua última batalha na outra vida.
Severus enfiou as mãos no bolso, procurando algo para transfigurar. Moedas. Embalagens de doces. Um pacote de palitos de dente. Perfeito. Ele desembrulhou os palitos e os transfigurou para frascos. Rapidamente os preencheu com o veneno do Basilisco
- Muito bom, muito bom mesmo meus caros - A voz de Dumbledore surgiu no final do corredor
- E Tom? - Severus perguntou cauteloso
- Sua teoria estava certa, ele ainda não havia sido ativado. - Ele chegou mais próximo - Sabe, eu estive observando vocês, acho que você seria uma boa adição ao nosso corpo docente. O que acha do nosso novo professor de defesa contra artes das trevas Minerva?
A bruxa sorriu largamente, talvez aquele bruxo ranzinza não seria de todo mal. Por mais que ele manteve uma cara fechada e comentários ríspidos ela não conseguia se desfazer da sensação que seriam bons amigos
No verão passado a vida de Lillian tinha mudado completamente, ela tinha brigado de vez com o melhor amigo e se sentia mais sozinha do que nunca. Achava que jamais seria capaz de superar as palavras e ações dele. Passava as tardes que sabia que Snape não poderia sair de casa no antigo ponto de encontro deles, chorando .
Contudo nesse verão, Lily e Snape tinham voltado a se falar, mas as coisas não eram como antes. Ele tinha provado por meio de ações que não iria virar aquele ex-comensal. Ele salvou uma nascida trouxa, enfrentou diversas vezes seus ex-amigos, parecia que tinha se esquecido de Potter e os Marotos e por fim estava feliz. Como ela nunca tinha visto antes. Mas ela não deixava de se perguntar se com toda essa felicidade ainda restava espaço para ela na vida do vizinho. Ela caminhava incertamente para o centro comercial da cidade em que combinaram de passar a tarde de férias
- Lil! - Sev exclamou enquanto abraçava sua melhor amiga
- Lily está aqui? - Mary se aproximou e a abraçou também.
- Sinto muito por interromper, mas você se importa se eu ficar com vocês também?
- Claro. Por que você acha que nós não queremos você? Vamos lá, nós prometemos que não te deixaremos de vela. Alice sempre vai a Hogsmeade conosco e nunca reclama
- Bom, ela já presenciou alguns de nossos momentos antes e já foi o suficiente para aprendermos - Snape riu enquanto Mary parecia tão vermelha quanto um tomate.
- Filmes? Você realmente vai assistir algo que é trouxa? - Lily disse para Sev quando eles se aproximaram do cinema
Sev deu de ombros e disse - Você e Mary realmente amam essas coisas trouxas. Achei que finalmente era hora de dar uma olhada. Ele costumava assistir filmes com Lily na infância. E Mary comentou que fazia muito tempo que não assistia algo novo. Ambas gostavam de manter contato com o mundo trouxa, então porque não tentar?
- Então, que filmes vamos assistir? - Lily perguntou
Mary mostrou os filmes para escolher.
- Sev e eu estávamos discutindo sobre quais filmes escolher, mas desde que você está aqui, nós dois concordamos em deixar você decidir o primeiro - Mary disse levando Lily para perto dos cartazes enquanto Sev foi comprar a pipoca
Severus Prince finalmente retornou a sua casa com muitas coisas para pensar. Agora finalmente tinha a arma capaz de destruir as Horcruxes. Só faltava encontrá-las. Mas depois de passar tanto tempo atrás de uma pista falsa Severus sabia que precisava descansar. E por mais estranho que fosse admitir ele sentia muita falta de sua família.
Ele partiu, mas sua preocupação com sua mãe nunca o deixou. Desde que ela largou Tobias ela vinha recuperando a vida gradualmente e na festa dos Malfoy era como se o filtro sombrio de sua vida tivesse sido retirado. Mas não sabia como ela estaria agora, após 6 meses sozinha. Ele escrevia semanalmente, mas a culpa de deixá-la ainda estava lá
Respirou fundo e abriu a porta, mas para sua surpresa não foi sua mãe ou o pequeno Severus que o recebeu
- Você deve ser o irmão de Eileen, sou Augusta - Severus estava boquiaberto, sabendo muito bem que ele parecia um bobo. Ele ficou na porta, sem saber qual deveria ser o próximo passo.
-Severus! Você voltou! - Eileen disse animada saindo da cozinha com uma porção de batatas a mão - Estava morrendo de saudades!
- Olá Eileen - Severus controlava suas emoções como de costume. Mas sentia uma mistura de alívio e prazer em ver sua mãe tão feliz e aparentemente com amigos
- Deixe me apresentar, meninas esse é meu irmão Severus Prince. Severus estas são Augusta Longbottom - Eileen disse estendendo o braço em direção a senhora da porta
Augusta Longbottom era alta, magra e ossuda. Ela usava um chapéu com um abutre de pelúcia e carregava uma bolsa vermelha brilhante. Apesar de sua idade, Augusta Longbottom era uma duelista habilidosa e os Comensais da Morte subestimaram suas habilidades de duelo, pensando que não precisavam enviar ninguém particularmente poderoso para capturá-la. Ela causou ferimentos suficientes em John Dawlish para que ele fosse enviado ao Hospital St. Mungus.
Era uma mulher severa que frequentemente alegava que seu neto, Neville, não possuía os talentos que seus pais possuíam. Infelizmente Severus sabia que tinha a mesma dureza com o menino. Uma parte dele nunca o deixou de culpá-lo por não ser o alvo de Voldemort naquela noite. Mas se seu plano desse certo essas seriam mais duas vidas que poderiam ser salvas e Neville não teria que crescer com as críticas de um amargo professor de poções.
- E Griselda Marchbanks - Eileen disse apontado para a outra
Augusta e Madame Marchbanks foram descritas como amigas íntimas por Neville Longbottom. Griselda tinha ido jantar nas muitas vezes da Sra. Longbottom. Então não o surpreendia que estavam juntas. A professora Marchbanks é extremamente antiga, foi examinadora de Albus Dumbledore durante seu N.E.W.T.s em 1899 e ainda estava trabalhando. Se Severus não se enganava era ela que aplicaria o exame de feitiços no ano seguinte
Apesar de nunca terem conversado Severus tinha respeito por Madame Marchbanks. Durante a época em que Dolores Umbridge foi nomeado Alto Inquisidor da Escola de Hogwarts a professora Marchbanks renunciou seu cargo de em protesto à nomeação de Umbridge.
Severus entrou e colocou sua mala no canto da sala enquanto as senhoras abriam espaço para ele no sofá
- As conheci na festa dos Malfoy, elas eram as únicas pessoas com quem valeu a pena conversar naquela noite - Eileen completou e colocou as batatas na mesa se sentando ao lado de Severus
- Mais um comensal vindo me explicar meu papel como representante da lista dos sagrados 28 eu iria acabar em Azkaban por justa causa - Augusta brincou
- Mas o que realmente o que realmente nos fez nos apaixonar por Eileen foi ela destruindo o piano de Abraxas na frente de Narcisa - Marchbanks falou pela primeira vez
- Acho que nunca mais serei convidada para uma festa naquela casa
- E não vai perder nada. Esta com certeza foi a última vez que pisei naquele lugar. Enquanto vivo o pai de Frank sempre me falava que era bom para manter as aparências, marcamos presença e coisa e tal. Mas eu já não tenho mais sangue de barata para escutar aqueles discursos de sangue puristas. O meu Frank está estudando para virar um auror e com certeza irá prender todos eles quando isso acabar
- Então, Marchbanks- Severus se sentiu desconfortável com a menção a Frank - Você trabalha com o que?
Ela largou o garfo, limpando a garganta. - Eu trabalho como avaliadora. Você não prestou os N.O.M.s comigo, prestou?
- Não, infelizmente fui educado em casa apenas para cuidar dos negócios da família
- Realmente? - A senhora perguntou. - Isso é uma pena. Eu me lembro de todos os alunos que passaram por mim. Não é Augusta?
- Não é hora de ficar espalhando os podres da minha amiga para o meu irmão Griselda - Severus podia ver que sua mãe realmente se dava bem com as senhoras. Ele podia jurar que viu um flash de diversão nos olhos dela
- De fato - Augusta disse, tomando um gole de sua bebida. - E você? - ela perguntou. - Sua irmã nos disse que você passou algum tempo no exterior. Apenas negócios ou está pensando em alguma carreira no ministério
- Pare de tentar transformar todos em aurores Augusta - Marchbanks a provocou
- Eu recebi uma proposta para ensinar defesa contra artes das trevas - Severus declarou lembrando de sua conversa com Dumbledore
- Sério? - Eileen disse um pouco apreensiva, se lembrando da miserável vida anterior do filho
- Eu ainda estou considerando se atrapalha ou irá me ajudar nos negócios - Severus disse secamente
- Eu acho que Hogwarts poderia se beneficiar de um professor decente de defesa contra artes das trevas. Aqueles bobos não duram nem um ao recentemente e meu Frank reclamou o quanto foi difícil acompanhar o treinamento no início por causa da educação defasada de Hogwarts
Severus ponderou por um momento. Realmente se ele não conseguisse completar sua missão dentro de um ano os formandos entrariam em guerra no verão seguinte sem preparo algum. Ele só foi aprender o patrono lendo livros e Potter assim como seu filho sabia um ou dois feitiços de ataque. A única razão pela qual ele apanhava tanto dos marotos na escola era que eles sempre estavam em maior número. Mas na guerra Voldemort os separou e matou um a um.
Talvez Dumbledore não estivesse tão louco quando o pediu para reassumir o cargo. Mas também tinha o fato que Severus sabia que sua vocação não era ensinar, todas as vezes que assumiu a posição foi por obrigação. De qualquer forma ele sabia que não estaria feliz, mas estaria protegendo Lily pelo menos.
