Cap 15

Eileen e seu irmão estavam sentado na sala, esperando o adolescente chegar chegar. - Nós realmente temos que fazer isso? - Severus Prince reclamou

A mulher riu antes de tirar a poeira inexistente de suas vestes negras. - Você precisa conhecê-la antes de dar aulas para ela.

- Achei que isso fosse para você conhecê-la? - Severus acusou.

- Por que claro que não - Ela pegou a mão do irmão e deu um leve aperto - Isso só tem o benefício adicional de conhecer a namorada de Sev enquanto você socializa com os alunos

- Por favor, não assuste a garota

- Acho que é você que deveria se preocupar com isso

Quando a porta se abriu para revelar Snape e a jovem Mary, Prince sorriu. Os jovens estavam tão nervosos quantos os adultos, essa era uma situação única para todos. Eileen nunca apresentou o trouxa com quem se casou para os pais puristas e Severus nunca olhou para ninguém que não fosse Lily, quem diria levar alguém para a mãe conhecer. Ele olhou para a Eileen e quase riu. Seus olhos estavam arregalados, mas felizes, e ela tinha um sorriso bobo no rosto.

Mary estava vestida com um vestido trouxa verde que combinava com seus sapatos esmeralda. Seus cabelos estavam soltos e pareciam cachos naturais. Os olhos dela pareciam nervosos quando olhava para o jovem Severus

Eileen puxou a garota para um abraço, sentiu-a tensa de choque antes de abraçá-la de volta. - É tão bom ver você.

Price se levantou e Snape foi até ele quando sua mãe o libertou de um abraço. - Você percebeu como é bom ver Mary, e não eu? - Snape disse com um revirar os olhos.

- Que isso Sev! Vejo você o tempo todo - sua mãe respondeu - mas nunca tinha conhecido uma namorada isso. Isso é um alívio não é irmão?

Snape soltou uma risada e olhou para o tio

- Eu sou Mary MacDonald, vocês podem me chamar de Mary - Ela sorriu para Eileen enquanto se afastava.

- É um prazer conhecê-la, Mary. - Severus Prince disse e notou o leve rubor da garota, mas decidiu não comentar sobre ela

- Sev me falou muito sobre você. - Disse se virando para o velho Severus - Graças a você ele finalmente encontrou a coragem para fazer muitas coisas e acabou me salvando no processo

- Ele realmente é um garoto muito especial, mas tudo isso é mérito dele mesmo - Disse com orgulho para o sobrinho - Só espero que não se meta em mais confusões este ano. Estarei de olho bem mais de perto - Não deixou de reparar como Mary e o pequeno Sev se olhavam, o mais velho se perguntou se algum dia ele conseguiria olhar para alguém assim além de Lily, a garota de seus sonhos.

Todos foram para a mesa e desfrutaram de uma refeição cheia de risadas e amor, coisa que a um ano atrás nenhum dos envolvidos jamais pensou que poderia acontecer.


Mais rápido do que o feriado do Natal as férias se passaram para Snape e seus amigos e logo eles estavam de volta ao Expresso de Hogwarts para seu último ano. Ele, Mary, Lily e Alice dividiam uma cabine. Então ele ouviu uma risada vindo de fora. James e Sirius haviam se aproximado e estavam conversando agradavelmente com as meninas.

O sangue de Severus gelou. Este era o ano que James e Lily começaram a namorar. Ele mal recuperara a melhor amiga e já estava prestes a perdê-la novamente. Ele sabia que tinha que fazer algo para isso não acontecer.

Severus aproximou-se de James e Sirius. Pettigrew, felizmente, não estava lá. Pelo menos havia uma pequena misericórdia, ele pensou. - Não posso prometer que será fácil - ele disse - Mas queria saber se estão dispostos a deixar todo o passado para trás e sermos cordiais uns com os outros. Eu não tenho a menor intenção de virar um comensal e espero ter provado isso durante o ano passado. Vocês de uma certa forma me deram uma trégua para eu enfrentar meus colegas de casa. Gostaria de saber se poderíamos continuar assim?

Com a relutância e a revolta mais bem disfarçadas, Severus estendeu a mão para os dois. Sirius e James sorriram e apertaram sua mão.

- Se você não incomodar nenhum nascido trouxa pode contar com a nossa parte - Disse James, desde a morte de seu pai muita coisa tinha mudado para ele. Talvez o ranhoso não fosse seu maior inimigo no momento

- Você não vai se arrepender. - adicionou Sirius.

Severus assentiu silenciosamente, depois se virou para os amigos. Mary pareceu surpresa. Alice pareceu satisfeita. Lily ficou positivamente encantada por seu melhor amigo estar finalmente disposta a deixar o passado passar.

Esse sorriso de alegria foi bom o suficiente para incentivar Severus a ver essas novas 'amizades'. Com alguma sorte, os dois Marotos estragaram tudo de novo e deram a Severus e Lily motivos para cortar todos os laços com eles. Mas por enquanto era melhor a trégua

Logo, todos estavam de volta em seus próprios compartimentos, e Lily abraçou Severus feliz.

- Muito bem por aceitar a amizade deles. - ela disse.

- Não foi fácil.- disse Severus.

- O que o fez mudar de idéia? - perguntou Mary.

- Bom tenho um pressentimento que terei que lidar com eles em breve se quisermos ter encontros de casais em Hogsmeade que não sejam com Alice e Frank. É melhor já me dar bem com eles logo - disse piscando para Lily


O sétimo ano foi seu primeiro grupo, e com eles a primeira chance de Prince de definir um novo tom para suas aulas. Uma mistura eclética de todas as quatro casas. As aulas eram compostas apenas por aqueles que optaram por fazer um curso, o que o levava a presumir que seria composto apenas pelos mais instruídos. Infelizmente, a realidade raramente era tão idílica. Muitos escolheram a Defesa como um assunto leve pois sempre tiveram professores horríveis que não duravam mais de um ano ou porque sempre parecia legal saber como atacar os mais fracos

Havia apenas um punhado de Corvinais em seu número, aqueles que estavam dispostos a apostar em sua educação contra a triste seleção de professores que lhes eram oferecidos. Um número menor do que os Lufanos que usualmente não se metiam em muitas encrencas. De longe, a maior parte da classe era composta por Grifinórios e Sonserinos, as duas grandes casas que compartilhavam mais afinidade com as Artes das Trevas e sua Defesa..

- O que você acha que está aqui para aprender nesta aula? - Houve um silêncio enquanto os estudantes se entreolharam.

- Em nosso mundo existe e há abundância do mal - continuou Severus. - Com pessoas capazes de cometer as mais hediondas ações; usando feitiços que a simples menção daria a você pesadelos.- Severus examinou a classe novamente, perfurando-os com seus frios olhos negros.

Os olhos estavam sobre ele, o interesse brilhando em alguns desses olhos. O surpreendeu por James e Black estarem neste grupo. Mas ao observar a totalidade da sala seu olhar cruzou com Lily, ela estava pasma. Mas ele respirou fundo e se preparou para falar. Desde o princípio saberia que ela seria uma de suas alunas, mas não imaginaria o quanto deveria se concentrar para que a presença dela não o afetasse.

- Para se defender adequadamente dessas Artes das Trevas, você deve primeiro entender o que elas são. Você deve aprender a respeitar as Artes das Trevas, especialmente à luz dos problemas que existem no mundo hoje, onde é uma possibilidade muito real. Se você estão todos dispostos a trabalhar duro e prestando atenção, assegurarei que vocês saiam de Hogwarts com as habilidades e conhecimentos para ter sucesso em nosso mundo.

- Você faz parecer algo que todos conseguiremos dominar rapidamente. - A voz de um aluno passou pela sala silenciosa com tanta ousadia que Snape pensou instintivamente que devia ter vindo de Black. Em vez disso, ele descobriu que era seu próprio eu mais novo.

- Bom Sr. Snape as Artes das Trevas são uma criatura traiçoeira, que nunca pode ser totalmente controlada ou eliminada, independentemente das tentativas feitas. Um animal com muitas cabeças. Quanto mais alguém tenta, mais cruel se torna. - Ele se virou, varrendo seu olhar de aço por toda a classe. - É por isso que ensino todos a respeitá-lo, inclusive o meu sobrinho - Sim era bom deixar isso claro para que nenhum Sonserino ou os Marotos tentassem o atacar este ano. Ele poderia estar na busca das Horcrux, mas salvar quem ele amava ainda era seu objetivo principal

- Abram seus livros na página 147, vamos começar com um feitiço que todos que querem passar seus N.I.E.M.S com honras devem saber. O feitiço do Patrono


Mary levantou a cabeça e o beijou de leve, suavemente a princípio. Sua resposta foi mais agressiva e um incêndio em Mary foi despertado rapidamente. Suas línguas acariciaram golpes apaixonados, beliscando a boca um do outro até que pareciam estar à beira da combustão espontânea. Mary parou para respirar e inalou com um grande suspiro. Severus simplesmente moveu seus lábios letais para o pescoço dela, onde eles continuaram suas ministrações. Mary ofegou novamente, mais alto, desta vez, colocando as mãos no peito dele, inclinou a cabeça para lhe dar um melhor acesso.

-Sev… - ela sussurrou debilmente.

Severus murmurou de uma maneira que parecia mais apreciativa do que reconhecer.

Ela tentou novamente, mais alto desta vez, embora ainda sem entusiasmo - Sev, pare - Com isso, ele finalmente olhou para cima, acariciando sua bochecha.

- Desculpe Mary, acho melhor eu ir para o meu dormitório - Ele disse, levemente preocupado.

- Não, é só que ... Sev, estamos no meio do corredor", ela respondeu com um rubor feroz.

Ele apenas riu - Tentando me colocar na sua cama, MacDonald?

Ela corou mais e murmurou - Você quer estar na minha cama?

Esta não era a resposta que Severus estava esperando. Ele recuou visivelmente, deixando todas as piadas de lado. Ela imediatamente abaixou a cabeça e começou a mexer na bainha da camisa macia dele. Desde sua conversa com o seu tio ele vinha pensando mais no assunto, mas não queria forçar nada

- Mary o que… o que exatamente você está dizendo? - Ele questionou cautelosamente.

Mary permaneceu em silêncio por um momento, antes de beijá-lo novamente com uma intensidade que ela não sabia que possuía. Severus ficou chocado por um momento, mas a beijou de leve, antes de se afastar e procurar em seu rosto a resposta que ela ainda estava para dar.

Estou pronta, Sev - ela sussurrou tão baixinho que não tinha certeza se ele ouviria.

- Você tem certeza? Eu não quero que você faça algo de que se arrependa - disse ele, as sobrancelhas franzidas de preocupação quando seus olhos castanhos encararam os dela.

Ela sorriu - Tenho certeza, Severus Snape. Eu te amo

Um sorriso apareceu em seu rosto e uma risada exuberante surgiu em seus lábios. Ele a puxou para mais perto dele e enterrou o rosto em seus cabelos.

- Eu te amo muito, Mary MacDonald - ele suspirou contente.

Antes que ela pudesse responder, ele a levantou do chão e esmagou seus lábios nos dela. Quando ele a colocou no chão, ele apertou a mão dela com força e começou a andar.

Severus a levou até a Sala Precisa. Quando eles chegaram, ele soltou a mão dela e rapidamente saiu três vezes da porta. Abrindo a porta, ele gentilmente a empurrou para dentro. Ela olhou em volta e ofegou. O quarto estava vazio, exceto pela cama grande que residia no meio da sala. A cama estava enfeitada com cortinas brancas e transparentes que caíam delicadamente ao redor dela, apenas escondendo o interior da vista. De repente, borboletas tremulavam na boca do estômago de Mary.