Cap 16

Lily e James eram os Monitores Chefes deste ano e faziam sua primeira patrulha juntos. Não que ela estivesse incomodada com a presença do Maroto, mas se perguntava porque a troca de monitor? Já estava acostumada com todas as manias e abstinências de Remus. Estava preocupada que assim que a temporada de Quadribol começasse ela teria que fazer o trabalho toda sozinha.

- Então, qual você acha que será seu patrono? - Perguntou James Potter.

- Eu não sei se conseguirei produzir algo corpóreo, quem dirá algo parecendo um animal - disse Lily Evans. Enquanto obeservava atentamente o corredor

- Você sempre foi a melhor em Feitiços no nosso ano. Se tem alguém que conseguirá esse alguém é você

Ela balançou um pouco a varinha. - A varinha é boa para Feitiços, me disseram.

- Interessante. Do que é feita?

Lily estava surpresa por ter uma conversa real com Potter. Apenas alguns meses atrás, ela nunca teria pensado isso possível. Mas deveria ter sido assim que ela na época do Professor Prince tinha se apaixonado por James.

Então seu pensamento se virou para aquele homem que agora seria seu professor... Nem conseguia imaginar como deveria ser ruim ver o objeto de seu afeto amando outro. Como isso foi responsável por moldar aquele homem? Ainda bem que seu melhor amigo tinha luz em sua vida agora. Mas o velho ainda contiuava sofrendo? Ele sofreria se ela ficasse com James? - Lily? - A voz de James a tirou de sua paranoia

- Salgueiro - disse ela educadamente

- A minha é de Mogno - disse ele. - Disseram-me que é boa para a Transfiguração. - Ele acenou com a varinha. James apontou para um livro que alguém deixou cair no chão e ele se transformou em um castor. O animal olhou em volta, atordoado, antes de James gesticular novamente e retorná-lo à sua forma original.

- Accio!- O livro pulou na mão de Potter e ele o jogou para Lily. - Melhor tentar encontrar o dono original, senhorita Monitora

Talvez James não tinha mudado tanto assim, sempre se mostrando. Lily revirou os olhos


Os alunos do último ano entraram um a um em na sala de aula de Defesa contra as Artes das Trevas. Lily se sentou ao lado de Severus e Mary. Sinceramente ela estava um pouco nervosa com a aula de hoje, não apenas por ser ministrada pelo homem que atormentava seus pensamentos, mas pelo o que ela podia revelar. Ela tentava controlar seus pensamentos e corpo perto daquele homem, mas suas mãos ficavam geladas e seu coração disparado toda vez que seus olhares se cruzavam.

Prince revisava a teoria e os usos do Patrono enquanto os estudantes se preparavam para a demonstração. Ele parou para escrever a palavra CORPÓREO no quadro com letras grandes e quadradas - Patrono toma a forma de um animal. Geralmente, aquele que é de grande importância para o lançador. Se ele for um animago usualmente terá a mesma forma que quando se transfigura - Disse olhando para os Marotos

- Agora, é raro, mas os Patronos podem, de fato, mudar. - Agora disse isso se virando para sua versão mais jovem - Quando duas pessoas têm um vínculo profundo, como matrimônio ou parental, seus patronos podem mudar para coincidir

- Relaxem a mão de sua varinha - Prince instruiu sorrindo. - Primeiro, vocês precisam pensar em algo feliz. Tem que ser a memória mais feliz que você tem. Deixe a memória te encher de felicidade. - Era muito estranho dar uma aula assim, mas Severus estava disposto a mudar e tentar fazer com que esses alunos sobrevissem. Seus métodos normais de ensino não fucionariam com Potter e seus amigos então decidiu tomar um tom mais parental

- Em seguida é uma frase de duas palavras. Ouçam e as pronunciem claramente como você faz com qualquer feitiço. O encantamento é o Expecto Patronum. Com concentração e felicidade suficientes, você poderá produzir um Patrono. É mais fácil quando não há Dementadores por perto, embora você queira para poder afastá-los eventualmente.

Erguendo a varinha com determinação, a sala começou a ecoar "Expecto Patronum!" alguns flash de prata sopraram nas pontas de algumas varinhas, mas desapareciam como fogos de artifício.

- Muito bom. Ninguém nunca consegue na primeira vez. - Estava aí uma frase que Severus nunca tinha falado antes para seus alunos. Mas sabia que ainda não estava adiantando. Precisava de uma demonstração. Chegou próximo de Mary MacDonald que trabalhava promissoramente e perguntou - Em que memória você pensou?

Ela deu de ombros - Bem ... eu pensei em meu primeiro feitiço lançado

- Sua felicidade de feitiço traz uma alegria descomplicada. - ele murmurou com sua voz de professor - Suponho que isso não seja surpreendente

- É isso era para me estimular? - Mary perguntou com um sorriso desbotado - Sentimentos não complicados?

- Você está chegando lá - Snape respondeu.

- Mas não irei conseguir assim - Mary terminou. A alegria que sentiu por seu aparente progresso desapareceu.

Severus virou-se para ela com um olhar de desculpas no rosto. Como deveria por ser um infortúnio desanimador. - A razão pela qual a felicidade descomplicada não funciona é porque são de tão pouca importância. - Disse se direcionando para toda a sala

- Vocês precisam de uma memória que seja importante para vocês - ele continuou - Como em você. O atual você. Embora eu tenha certeza de que a capacidade de lançar feitiços básicos estava exaltada no momento, isso faz muito pouco para você agora senhorita MacDonald

Lily franziu o rosto em uma careta. - Isso está fazendo menos sentido a cada minuto. Eu juro que você está falando em enigmas enlouquecedores. - Lily finalmente se direcionou ao professor

- Pense em algo que traz alegria à sua vida neste exato momento. - Severus ofereceu em um tom útil e paciente.

Lily revirou os olhos. - Como eu devo produzir algo quando eu nem sei o que é?

- Evans tem razão professor. Você consegue produzir um patrono? - A voz de Black veio do final da sala e Severus Prince teve que reunir todas as suas forças para não se irritar com o Maroto

Ele se virou para Lilly novamente e olhou no fundo de seus olhos verdes e respirou fundo entrando em sua memória. Voltando para o momento que acordou e viu que Lilly estava viva de novo. Que poderia salvá-la

- Expecto Patronum!- Ele chamou, Uma substância prateada e fluida saiu da varinha de Severus, se transformando em uma corça antes de começar a galopar pela sala até se dissolver pela porta

- Uma corça?- Desta vez foi James que falou - Isso era uma corça, não era?

A sala toda parou para aplaudir, mas Severus voltou ao seu eu antigo e respondeu rispidamente - Eu não vejo um patrono de nenhum de vocês. Continuem praticando - e se voltou a sua mesa

-Desculpe professor. -Eles disseram em uníssono

Snape olhou para Lily que estremeceu em simpatia antes de se virar para seu tio

- Expecto Patronum! - Snape exclamou, seu rosto enrugado em concentração. Ele chamou, balançando a varinha naquele familiar movimento circular. A névoa que brotava era espessa e inebriante, e lenta para se dispersar. Seu coração bateu forte. Ele estava no caminho certo.

Com uma respiração profunda, ele tentou novamente. Desta vez, dentro de sua mente estava o beijo que deu em Mary. A primeira vez que viu sua mãe sorrir de novo. Quando ele finalmente acreditou verdadeiramente que sua amiga havia retornado à sua vida.

"Expecto Patronum!" Ele evocou novamente, e desta vez o feitiço respondeu de uma maneira que nunca havia acontecido antes. A névoa se acumulava diante dele, não mais solta e sem forma, mas se fundindo em uma forma fraca. Antes que pudesse formar completamente, a névoa se dissipou como se estivesse espalhada pela brisa que pulava pelo lago congelado.

Snape sorriu vitorioso e olhou esperançoso para o mais velho. Porque mesmo fracamente formado, a forma de seu Patrono era aparente.

Era um Cavalo!


Profeta Diário

Misterioso bruxo ataca trouxas indefesos

O dia 8 de janeiro trouxe grande tristeza para trouxas e bruxos, já que uma loja de doces trouxa foi alvo de um misterioso bruxo. As autoridades foram alertadas sobre o incidente quando um aborto próximo ligou para relatar um homem "vestido como Darth Vader (um trouxa temível, famoso por sua vilania), mas não tão comprometido, porque ele não estava usando um capacete; ele apenas tinha um capuz preto." Quando solicitada a expandir seu relatório, ela disse que ele "poderia ter procurado um visual do tipo Palpatine, mas não tinha a aura do mal ou a elegância clássica para fazê-lo".

Fontes relatam que logo depois que o bruxo entrou na residência trouxa, altas explosões foram ouvidas, seguidas rapidamente pelo som de quebra-cabeças e louça sendo quebrada. Logo depois, testemunhas relatam que viram uma luz ofuscante e ouviram um grito alto.

"Foi assustador", disse Millie Waters quando pressionada para comentar. "Parecia que alguém estava sendo submetido à maldição cruciatus", ela elaborou, estremecendo. "Desnecessário dizer que aparatei para fora de lá o mais rápido que pude, mas antes de sair, vi aurores e trouxas vindo para tentar ajudar as vítimas na loja. Tenho certeza que o bruxo matou todos eles também, porque eles não tinha nenhuma arma capaz de parar a magia. " Nesse ponto de seu testemunho, Waters estava enxugando as lágrimas de seus olhos. "Eu me sinto tão mal por aqueles pobres trouxas que vieram ajudar, apenas para encontrar sua morte infeliz também"

O Departamento de Execução das Leis da Magia divulgou um comunicado sobre a ação. Um porta-voz afirmou que eles não foram alertados a tempo de ajudar porque "os trouxas estavam mortos no momento em que o bruxo apareceu; não havia como alguém sair vivo de lá." Quando pressionado por mais comentários, o porta-voz lembrou a todos que os aurores não estão medindo esforços para encontrar o bruxo e suas motivações, e os repórteres poderiam direcionar quaisquer investigações adicionais para a divisão legal do Departamento de Execução das Leis da Magia.

Severus Prince apertou o jornal entre as mãos com força, por que ele não se lembrava desse ataque? Era sua culpa aquelas pessoas estarem mortas, ele deveria saber que os comensais iriam atacar. Ele andava de um lado para o outro da sala, ele tinha que acabar com essa guerra o mais rápido possível. Tinha que tentar tirar alguma informação dos futuros comensais, tinha que fazer alguma coisa, qualquer coisa. Tinha que salvar Lily.

O professor de Defesa contra artes das Trevas suspirou e se levantou para se juntar a todos os outros para jantar. Seus passos ecoaram pelo corredor deserto enquanto ele caminhava, e naquele momento ele percebeu que estava realmente sozinho.

Inúmeras vezes ele se viu deslizando para seu mundo de fantasia, uma vida que ele sabia que nunca se tornaria realidade. Se ele conseguisse salvar Lily. Lily e ele iriam dar passeios vagarosos pelos corredores se encontrar nas primeiras horas da noite para conversar, passariam as tardes lendo livros ou jogando xadrez.

Todas as coisas que ele desejava que acontecessem, mas sabia que não aconteceriam. Às vezes, ele não conseguia evitar pensar que era melhor assim, que Lily merecia alguém melhor, até James era melhor que ele. Ele já tinha feito Lily feliz uma vez. Lily deveria ter alguém jovem, quente e emocionalmente estável. Ele só é um velho idiota seboso e amargo.

Severus empurrou todos os pensamentos deprimentes de sua mente enquanto entrava no Salão Principal, Alvo certamente saberia se algo estava errado. Ele se sentou à mesa com todos os seus colegas de trabalho, zombando dos alunos que se alinhavam na sala.

O teto era de um cinza opaco, muito parecido com seu humor, o trovão representando seus batimentos cardíacos pesados. Ele examinou a sala visivelmente, procurando o rosto que realmente importava.

Seu coração saltou do peito quando viu a ruiva conversando animadamente com seus outros amigos da Grifinória e tudo o que lera desapareceu de sua mente. Severus considerou isso um momento oportuno para estudar a jovem. Lily já era a linda jovem que sua mente recordava tão bem, estava prestes a completar seus 18 anos e que ainda possuía o mesmo espírito da menina que ele conheceu na infância, uma bruxa inteligente e amorosa, seus olhos viam bondade em tudo, Severus nunca viu um par de olhos verdes tão brilhantes.

Ele ficou surpreso ao vê-los olhando de volta para ele.

Eles eram ilegíveis, quase como se ele estivesse tentando esconder seus pensamentos. Ele não queria invadir sua privacidade com Legilimência, mas queria tanto saber suas emoções, se algum dia ela seria capaz de perdoá-lo. Isso deixou o homem mais velho frustrado, sem saber o que Evans estava pensando.

Eles ficaram sentados lá apenas olhando pelo que pareceram horas para eles, mas na realidade foi apenas um minuto.

O contato foi quebrado quando Alice deu um tapinha em Lily, a boca cheia de comida, reclamando de algo sem importância. A ruiva começou a corar, mordendo o lábio de maneira nervosa.

Provavelmente seria algum comentário sobre James ou algo assim, eles já estavam mais próximos e namoro só seria uma questão de tempo, Severus sabia. Isso deixou Severus em seu ponto de ruptura. Ele rapidamente pediu licença para sair da mesa, e graciosamente, mas rapidamente saiu da sala, deixando para trás professores perplexos, e um Alvo sorridente, que pouco sabia Prince, viu toda a troca.

Lily e seus amigos sentaram-se à mesa da Grifinória, olhando para a porta que foi aberta violentamente e depois fechada.

- O que foi isso? - Mary disse curiosamente. Snape que apesar de ser da casa inimiga sentava ao lado da namorada tinha a mesma expressão de confusão em seu rosto, mas tudo que Lily pôde fazer foi manter seu rosto em branco enquanto sorria interiormente.

- Não tenho ideia - proclamou Lily, quando na verdade ela suspeitava o que acabara de acontecer, já que ela era a causa disso. Por mais que ela se recusasse a perdoar o velho Severus sabia que no fim tudo o que ele estava fazendo era por ela. E por mais que sua mente lutasse por uma coisa, seu coração gritava outra constantemente