Cap 29

Os comensais ao ver seu mestre caído ao chão se desesperaram, os membros da ordem por sua vez se aproveitaram da oportunidade e investiam ainda mais no ataque. Apesar de algumas perdas estavam mais focados e nem viram o desenrolar da batalha central, só queriam prender o maior número de inimigos, esse era o objetivo principal, acabar com os massacres que assolavam o mundo mágico e trouxa.

O jovem Arthur Weasley e Almos Digory que tinham acabado de imobilizar Dolov, Pettigrew e Nott se viravam para ajudar os irmãos Prewett que estavam caídos em frente aos Lestrange. Alastor Moody mesmo com a perda de uma perna também não desistira eles sentiam em seus ossos que tudo estava acabando, o clímax da guerra era cada vez mais palpável - Pela Ordem! - ouviram o brado retumbante

Após Albus tomar o frasco de lágrimas de Fênix ele sabia que teria pouco tempo para agir. - REFOCILLO - em pouco tempo a transferência da sua vida para o fantasma de sua irmã começaria, finalmente seu erro seria reparado e o bem reinaria. Ele só não contava que a pedra também chamasse a presença de outro espírito.

O jovem Gellert Grindelwald estava de pé sorrindo agradavelmente, traindo a fúria ardente escondida atrás de seus olhos azuis deslumbrantes. - Oh, não tão rápido meu caro Albus

Depois disso foi tudo ladeira abaixo, em menos de um segundo Minerva o desestabilizou - O que você está fazendo Albus? Era sua chance de acabar com tudo isso! - A bruxa disse em tom irritado ao não conseguir pegar o anel. Mas assim que acabou de proferir essas palavras Tom já tinha desaparecido

Albus se levantou, não ouvindo Minerva enquanto ele se movia para longe de Gellert, tentando se aproximar da garota morta. Ele se ajoelhou ao lado dela e tentou tocar seu cabelo.

- Você me disse que não poderia confiar em Severus… mas isso… Era por isso que você queria aquelas reuniões secretas? Ele sabia que você tentaria algo assim, mas foi forçado a trabalhar com você, não é? Ele queria te impedir de usar o anel. Não, não só o anel. Você está com todas as relíquias, não está? É o senhor da morte


Depois do acidente de Severus ao recuperar a taça

Albus suspirou enquanto afundava em sua cadeira de costume, atrás da mesa de seu escritório. - Como vão as coisas no Ministério, Albus? - Minerva perguntou a ele enquanto servia o chá. Ela ficou sabendo do incidente com o professor de DCAT, ela não era exatamente amiga de Severus Prince, mas o respeitava, principalmente após lutar ao seu lado nas câmaras secretas. Ele era um homem muito misterioso, para dizer o mínimo, não conversava com quase ninguém, e tirando seu sobrinho, ela não sabia que ele era capaz de manter relações humanas. Por isso estava tão surpresa ao saber que fora Lilian Evans, a monitora da Grifinória que recebeu seu patronus. Justo quando ela acreditava que estava começando a entender o homem reservado ele a surpreendeu novamente.

- Tão bem quanto se poderia esperar - ele suspirou.

- Entendo - Minerva bufou- O ar está tão tenso que parece que uma guerra irá começar a qualquer segundo - O que ela realmente queria dizer era, o que você e aquele homem estão planejando Albus? Porque ele parece saber tanto sobre Voldemort e essa legião de seguidores que ele vem reunindo. Como ele sabia da câmara, mesmo sem nunca ter estudado em Hogwarts? E porque o diretor parecia respeitá-lo e desconfiar dele ao mesmo tempo?

- Eu diria que já está profetizado - Albus concordou

- Uma profecia? - Minerva perguntou. Severus tinha o dom da adivinhação? Isso explicaria muita coisa, mas por que ele não tinha falado no verão quando se conheceram? - Você acredita nisso, Albus? - ela perguntou desconfiada.

- Eu seria um tolo se não levasse em consideração todas as informações - disse ele com um suspiro.

- As profecias estão sendo tratadas como informação agora?

- Não é tão simples assim - Albus tinha a mania de ser vago quando estava escondendo algo, Minerva já conhecia muito bem o amigo e sabia que não sairia mais nada dele. Mas já estava cansada de rodeios e foi direto ao ponto. Severus está ou não estava do lado deles?

- Você sabe que se chegar ao ponto de uma guerra nem mesmo você será capaz de vencê-los sozinhos, precisamos saber o que você sabe. Acho que a Ordem está a muito tempo trabalhando no escuro, não é mesmo Albus? - Minerva falou

- Acho que está na hora de uma reunião com todos os nossos membros Minerva, mas antes… O senhor Potter lhe entregou o que pedi? - Albus perguntou como se fosse um doce de limão ou outra gostosura qualquer, tentando não levantar suspeitas

- Potter ficou átono ao escutar que o senhor tinha um pedido especial para ele, lisonjeado eu diria, aqui está - Minerva entregou a capa de invisibilidade de Potter - Mas porque pegar a capa do menino quando podemos fazer uma quase tão boa

- Valor sentimental, Minerva, nada mais….

. . .

- Agora - começou Alastor Moody - Vocês estão todos aqui porque querem fazer parte da força para impedir o reinado de terror de Lord Voldemort. Vocês agora fazem parte de uma organização secreta chamada Ordem da Fênix. Espero que todos façam agora dê uma saudação adequada ao homem que Voldemort sempre foi temido, Alvo Dumbledore.

Aplausos enchem a sala enquanto um mago vestido de forma extravagante se levanta. Quando o homem faz um movimento, a sala fica em silêncio.

- Olá, antigos amigos e Aurores - disse o homem - Eu, Alvo Dumbledore, saúdo todos vocês para a primeira reunião com todos os membros da Ordem da Fênix. Eu reuni nesta sala todas as pessoas que confio e acredito que estão preparadas para o que está acontecendo. Poucas pessoas na história da nossa nação foram mais desafiadas ou encontraram um momento mais desafiador ou difícil do que esse em que nós nos encontramos agora.

Weasleys, Prewetts, Digory, Logbotton, Fenwick, Dearborn, Bones eram apenas alguns dos nomes que se encontravam na sala, era um bom grupo, mas ainda pequeno se comparado aos comensais - Estamos, poucos dias depois de uma turba tumultuosa ter pensado que poderiam usar violência para amedrontar quem pensa diferente, para interromper o trabalho na nossa democracia, para nos forçar fora desse solo sagrado. Isso não aconteceu, isso nunca vai acontecer. Nem hoje, nem amanhã, nem nunca! - os membros lembrando do ataque que alguns membros do ministério sofreram assentiram, sentindo em suas veias o discurso de Dumbledore ecoar - Precisamos acabar com essa guerra incivil que separa nascidos trouxas e aqueles que acreditam ser puros de sangue e magia. Contudo é imprescindível que todos aqui estejam de acordo em manter o que fazermos aqui em segredo, nem todos podem concordar com as medidas que iremos realizar - Minerva observou a sala todos olhavam para Dumbledore sem piscar, ele era o ídolo de muitos ali reunidos, era o mago mais respeitado do recinto o líder perfeito para essa revolução. Ela sabia muito bem que o diretor se referia a Severus Prince ao dizer que nem todos concordariam com suas ações. Minerva não tinha nada contra o professor de Defesa contra as artes das trevas, mas sentia que aquele homem estava em uma cruzada própria, seus interesses com certeza não eram o mesmo do que o resto da ordem, Albus estava certo em manter o segredo, ou era isso que ela acreditava naquele momento

- Voldemort possui um anel muito poderoso, ele o usa como uma relíquia, essa é a chave para derrotarmos o líder dessa inquietação. Porém esse anel carrega uma forte maldição, eu sou o único que poderei suportá-la, peço para a segurança de todos e pelo bem maior que quando o momento chegar, me deixem lidar com isso. Iremos destruir todo o mal, juntos, mas cada um com seu papel

Moody pegou um copo de bebida que Molly Weasley servia aos membros como uma boa anfitriã e ergueu - Pela Ordem!

- Pela Ordem! - Os outros membros responderam


Tempo presente

Bellatrix entregou a varinha enquanto se levantava. Ela não se atreveu a falar o que pensava ao seu Senhor naquele momento, mas sabia que ele podia ver o que se passava em sua cabeça.

Bem, se essa é a maneira de ganhar sua confiança novamente, ela pensou, ela o faria sem reclamar.

Ela foi e sempre foi dedicada a ele com toda a sua personalidade. Houve momentos no passado em que ela sentiu que seu marido, embora ela o amasse, era uma distração que a impedia de devotar toda a sua vida à causa dos Comensais da Morte.

Sua palavra era a lei e ela sempre a seguiu, não importa o quê. O único desejo na vida escura era servi-lo e ser o número um aos seus olhos.

Assim que pegou a varinha da comensal que o tinha tirado da batalha em Little Hangleton Voldemort conseguiu realizar o feitiço para levitar, não se movimentava tão bem como se tivesse pernas, mas era melhor do que se arrastar pela floresta. Agora seguiam os dois em direção a uma clareira perto do castelo, era longe o suficiente dos centauros e ao mesmo tempo o último lugar onde o resto daqueles ajudantes de Dumbledore o iriam procurar. Ele precisava pensar em um plano enérgico para sua volta ao poder em um lugar mais confortável do que a parte da floresta que a bruxa que caminhava lentamente atrás dele o tinha aterrissado bruscamente.

Bellatrix aos poucos ia tomando consciência de suas recentes ações, largou todo o exército de comensais sem o seu líder em uma batalha. Provavelmente muitos teriam sido capturados ou até mesmo mortos, inclusive seu marido. Não que esta parte fosse inteiramente ruim… agora ela estava com o Lorde das Trevas e não precisava de mais ninguém.

Através da floresta eles chegaram à clareira onde pararam. Tudo depois daquele ponto pertencia a escola de magia e bruxaria, ela olhou ao redor para ver qualquer sinal de espiões do Ministério ou algum seguidor de Dumbledore. Nada se mexeu e ela rapidamente se escondeu atrás de um arbusto grosso à sua esquerda. Por mais alguns minutos ela esperou e quando teve certeza de que não havia ninguém


- Você me disse que não poderia confiar em Severus… mas isso… Era por isso que você queria aquelas reuniões secretas? Ele sabia que você tentaria algo assim, mas foi forçado a trabalhar com você, não é? Ele queria te impedir de usar o anel. Não, não só o anel. Você está com todas as relíquias, não está? É o senhor da morte

- Minerva, por favor, não se meta. Tudo já está acabando - A bruxa em resposta apenas sacou a varinha para tentar impedir o amigo que admirava tanto - Estupefaça - Mas Albus foi mais rápido e a lançou para longe da cena. Agora só restava ele e seus fantasmas do passado - Do que está rindo Gellert?

- Vejo que até o grande Grande Feiticeiro está sujeito aos mais básicos dos erros, não está se esquecendo de um corpo que acabou de fugir? - Gellert sorriu, claramente satisfeito com os resultados. - Virou o senhor da morte e está se sacrificando para dar sua vida a sua irmã, não é? Acho que não conseguirá salvar a todos. Mas, porque eu sou misericordioso e ainda mantenho respeito por suas habilidades, apesar de sua imprudência, Albus, eu darei a você uma escolha.

- Escolha? Você é apenas um espírito, uma visão, não há nada que possa fazer- Indagou o velho mago

Ignorando o comentário, Grindelwald continuou. - Você pode cegamente dar para sua irmã seu corpo e depois ela vai tentar acabar com esse novo bruxo. Ela certamente morrerá dolorosamente e em pouco tempo vocês irão se encontrar depois do véu. Ou, eu posso assumir seu corpo agora, rapidamente e sem dor, vocês atravessam juntos e eu ainda posso te fazer um favor em troca. Todos sairão ganhando

Albus se sentia velho, mais velho do que nunca e não queria nada mais do que estender a mão e passar as mãos pelos cabelos loiros do espectro e acariciar o rosto de que ele tanto sentia falta, ficar com Ariana. Sua irmã com certeza iria querer ir atrás de Voldemort, mas Severus deveria ser capaz de lidar com ele. Não precisava de Gellert, só precisava de sua irmã viva! Albus ainda se encontrava continuamente desapontado com o que foi um de seus maiores fracassos. - Você sabe que eu não farei nenhuma das duas coisas. E você também deve saber que sempre farei o que estiver ao meu alcance para impedi-lo

- É por isso que esta noite, Albus, você vai morrer- As feições do antigo namorado se transformaram em um brilho feroz

Ele viu agora que este anel era uma bênção, não uma maldição. Ele tinha matado Ariana. Ele ajudou Gellert em seu caminho sombrio, ajudou a destruir aquele que ele amava. O anel os havia devolvido. Mas ele ainda merecia isso.