a/n Bem-vindos ao capitulo final da batalha, muito obrigado à todos os reviews e curtidas, são eles que nos motivam a continuar escrevendo
Ainda terá 1 ou 2 epilogos, mas estes demorarão um pouco para sair. Aproveitem a leitura e beijos da tia!
Cap 30
O trio Severus, Mary e Lily já estavam treinando a algum tempo quando escutaram um enorme barulho de aparatação nas proximidades - Mestre, me desculpe... mas a batalha, eu não pensei. Apenas tinha que lhe tirar de lá - Uma voz rouca pronunciou e os jovens congelaram, já tinham escutado aquela mesma voz nas memórias de Severus, mas não queriam acreditar que aquilo pudesse ser real
- É o mínimo que uma criatura como você poderia fazer - Severus levantou sua varinha, seus piores medos estavam sendo confirmados, Voldemort estava aqui - me dê sua varinha, essa guerra ainda não acabou...
Severus lutou contra a vontade de mergulhar de cabeça e segurou Lily, que estava claramente desesperada para fazer exatamente isso. Lily franziu a testa em questionamento, Severus levou um dedo aos lábios para silenciar a amiga.
- Precisamos andar com cuidado, ver onde estão indo e em quantos eles estão - ele sussurrou.
- Ok - Lily sussurrou de volta, não parecendo feliz com a perspectiva de se aproximar furtivamente deles.
Mary se lançou um feitiço de desilusão sobre eles, não era tão bom quanto uma capa. Mas seria o necessário para escondê-los na floresta. Repararam que Voldemort não andava e sim flutuava, era como se não tivesse mais pernas. Também repararam que Bellatrix estava sem sua varinha. Foi quando eles pararam em uma clareira
- Acho que farão acampamento aqui esta noite - Severus sussurrou, mas logo se calou quando a figura de Bellatrix veio em sua direção. Os garotos prenderam sua respiração e Lily fechou os olhos. Os segundos pareciam horas, mas a comensal recuou e voltou para junto de seu mestre e eles se afastaram um pouco - Lily, Mary, vão buscar ajuda
- Eu não vou te deixar sozinho aqui - Mary declarou
- Nem eu - Lily abriu os olhos
Eles podiam ouvir um barulho de um osso se partindo, logo depois uma risada de Bellatrix - Estamos ficando sem tempo e mesmo que eles estejam enfraquecidos não sei se somos fortes o suficiente. Vocês são mais rápidas do que eu e sabem andar muito bem em uma vassoura, quando chegarem no portão de Hogwarts é só conjurar
- Ok - as meninas concordaram relutantemente
A madrugada já caía quando Severus ouviu outro estalo, sua respiração agora era bastante ofegante e ele tropeçou em um galho - Quem está aí? - Era a voz de Voldemort
Flashback
- Você não me deixa escolha - Dumbledore murmurou, os olhos brilhando com lágrimas de luto. Ele lentamente puxou sua varinha, segurando seus soluços. Os dois voltaram para uma posição de duelo, cabeças inclinadas.
- Bombarda Maxima! - Gellert gritou, começando o duelo. Foi seguido por um poderoso - Oppugno! - Três adagas dispararam pelo ar, cintilando carmesim na luz fraca do sol.
- Protego! - Uma barreira azul se formou ao redor de Albus, parando as adagas. Embora ele não tivesse sido apunhalado, ele podia sentir cada adaga atingindo-o com força enquanto atiravam feitiço após feitiço.
Poucos minutos depois, os dois bruxos estavam ofegantes, cobertos de pequenos cortes. Gellert olhou feio para o ex-amigo, o cabelo loiro molhado e liso de suor. Seus olhos prateados estavam cansados, mas determinados. As ondas se chocaram contra o penhasco, rugindo sua fúria.
- Gellert, por favor. Por favor, pare - Albus implorou mais uma vez. Seu cabelo ruivo era como uma brasa na luz do fim, brilhando levemente na escuridão. - Isso não é o que você realmente quer.
- Eu decidi o que queria há muito tempo, Albus - Gellert disse, sibilando de dor enquanto mancava para frente. Suspirando pesadamente, Albus tomou sua decisão, lágrimas salgadas descendo por seu rosto desamparado.
Nuvens escuras tomaram conta do céu, empurrando a luz restante para as sombras. O céu trovejou furiosamente, e pequenas gotas de chuva começaram a cair, respingando em suas cabeças, lavando o sangue suavemente como uma mãe faria com seu filho. Garfos de luz branca cegante racharam a face do céu, seguidos por um trovão estrondoso.
Albus deu um passo à frente, seus olhos embaçados por trás dos óculos molhados. Seus olhos azuis estavam fixos na varinha na mão de Gellert. Ele engoliu em seco, forçando seu arrependimento e tristeza a desaparecer - Expelliarmus - A varinha voou da mão de Gellert e Alvo a pegou no ar.
- O quê? Não! Albus! - Gellert protestou. Seus olhos estavam cheios de choque, olhando para Albus com horror.
- Sinto muito, Gellert. Eu realmente sinto - Albus sussurrou. Gellert tentou se levantar, mas tropeçou e caiu mais uma vez.
- Você não pode fazer isso comigo, Albus. Você não pode - Gellert murmurou incrédulo. - Por favor…
- Acabou, Gellert. Eu tenho a varinha Ancestral e você está indefeso. - Albus odiava o quão fria e insensível sua voz era. Gellert o encarou, com a dor gravada em seu rosto. Seus olhos prateados, antes vivos, pareciam quebrados e em desespero.
- Mate-me. Mate-me agora - disse Gellert, com a voz vacilante. Albus caminhou em sua direção, a varinha Ancestral presa em sua mão. Ele se curvou sobre ele, olhando para ele com olhos azuis lacrimejantes.
- Seus olhos. São azuis pervinca - sussurrou Gellert - Adoro eles - Albus conteve um pequeno suspiro.
- Os seus são como prata derretida. São lindos - Gellert olhou para ele por baixo dos cílios loiros escuros, esperando. Albus estendeu a mão e segurou a bochecha de Gellert, acariciando-a. Gellert suspirou, inclinando-se ao toque.
- Eu te amo. - Essas foram suas últimas palavras, sussurradas com tanta paixão. Os olhos de Gellert escureceram, tornando-se sem vida; a luz desapareceu, deixando para trás um buraco infinito de sombras. Albus soltou um lamento triste. O céu rugiu de dor, gotas de chuva caindo rápida e pesadamente como lágrimas
Assim, dois amigos, dois amantes, foram separados, separados apenas pela morte. Alguém viveria, mas não uma vida verdadeira; seria cheio de arrependimento e desejo por seu amor perdido. Assim termina a história de Alvo Percival Wulfric Brian Dumbledore e Gellert Grindelwald
Fim do flashback
- Você pode cegamente dar para sua irmã seu corpo e depois ela vai tentar acabar com esse novo bruxo. Ela certamente morrerá dolorosamente e em pouco tempo vocês irão se encontrar depois do véu. Ou, eu posso assumir seu corpo agora, rapidamente e sem dor, vocês atravessam juntos e eu ainda posso te fazer um favor em troca. Todos sairão ganhando
- Você sabe que eu não farei nenhuma das duas coisas. E você também deve saber que sempre farei o que estiver ao meu alcance para impedi-lo
- É por isso que esta noite, Albus, você vai morrer - As feições do antigo namorado se transformaram em um brilho feroz. Albus tentou agarrar a mão da irmã para transferir seu corpo, mas o mago do mal foi mais rápido e pulou na frente - Vamos fazer do jeito difícil então
Assim que a transferência começou Albus parou de sentir seus pés, ele não conseguia mais se mexer. Uma bola de energia surgiu ao seu redor e ele mal conseguia enxergar Severus ou Minerva, apenas os espíritos ao seu redor. Tudo por que ele lutou estaria acabado, ele sabia que tinha apenas uma escolha. Ainda havia tempo de parar Gellert a transferência ainda não estava completa, ele tentou mexer seu corpo mas iniciando o feitiço ele já não estava mais no comando - Por favor, Gellert. O mudo já não é mais o mesmo... - Ele sussurrou para o espírito que tentava tomar conta dele
- Pelo que vejo está tudo igual Albus… Sabe, sua irmã pensa que sou Aberforth. Os rostos se confundem em sua cabeça, e faz tanto tempo que ela esquece. Às vezes ela é coerente e me diz que sente falta de vocês dois e de seus pais. Ela raramente fala. Acho que ela ficou atrás para esperar por você e seu irmão insípido, vai ser poético vocês irem embora juntos... - Albus já não conseguia sentir nada abaixo da cintura - Por que você não me disse que ela era uma Obscuri? - Gellert perguntou a ele, tirando uma mecha de cabelo do rosto pálido de sua irmã.
- Você a teria usado, da mesma maneira que me usou - Ele sussurrou, seus olhos não brilhando mais porque ele não se sentia mais como o mago mais poderoso vivo, mas sim um velho que viveu muito tempo.
Albus se sentia cada vez mais fraco. Seus olhos estavam pesados, foi quando ele viu Severus por uma fresta. Era agora ou nunca, sua última chance - Severus, por favor. Ele não pode tomar o meu corpo - Ele implorou. Severus o encarou com olhos escuros que estavam muito úmidos para seu gosto antes de apontar seu desejo para ele - Sinto muito, Severus. Eu não deveria ter tocado nele - Ele sussurrou, mostrando o anel a Severus. A carne ao redor estava enegrecida e Albus não conseguia nem sentir.
- Avada Kedavra - Severus gritou, mas seu feitiço nunca chegou a atingir o corpo do velho. Minerva estava mais próxima de cena e sem pestanejar sacrificou o corpo do amigo assim que entendeu o que estava acontecendo. Ela gritou, e Albus não viu nada além de verde por um momento antes de sua visão clarear para ver Ariana sorrindo gentilmente para ele.
- NÃO! - Gellert gritou em desespero - Não ouse morrer seu velho!
- Albus. É hora de ir - Ariana sussurrou estendendo a mão para ele e seu amor estendeu a mão, tristeza e aceitação e amor em seus olhos, e ele estendeu a mão quando seu corpo caiu da torre para o chão. Ele agarrou suas mãos e juntos subiram.
Quando o corpo de Albus Dumbledore caiu no chão toda a batalha ao seu redor se silenciou. Minerva, Severus e Eileen eram os mais próximos da cena e correram em sua direção. Mas o feitiço da professora de transfiguração foi certeiro, ele estava morto. Estava tudo acabado. Ou quase, Severus Prince pensou, arrancou o anel do dedo do falecido e jogou o resto da poção para destruir a Horcrux. O grito dado pelo pedaço da alma de Voldemort foi ouvido por todo o campo
- Então pegue a sua nova varinha feita do meu próprio corpo e vá caçá-lo - Ordenou Voldemort
Severus voltou a ficar de pé quando os feitiços foram direcionados a ele novamente, Bellatrix começou a persegui-lo com determinação. - Um garoto! Vem cá seu pirralho idiota - Severus apertou a mandíbula, sua própria determinação de sobreviver assumindo o controle enquanto ele desviava os jatos de luz antes de retaliar, arremessando tudo o que ele conseguia pensar na mulher que se aproximava - amarras do corpo, azarações de impedimento, uma maldição explosiva no chão. Ele quase podia sentir o sorriso vindo de trás dele. Snape recorreu à maldição cortante de seu tio, que roçou o braço da comensal já que ele estava uma fração de segundo tarde demais para bloquear inteiramente - Você não pode se esconder para sempre - a Comensal da Morte rosnou
- Bem, e seu mestre não está em condições de lutar e você o deixou sozinho - Severus gritou de volta, tentando entrar na psique de Bellatrix. Enquanto levantou seu escudo rapidamente contra a mulher que o atacava novamente. - Meu grupo irá acabar com ele
- Eu vou matar cada um de vocês que tentar encostar no mestre - ela gritou - Crucio! - Severus tentou desesperadamente não gritar. O barulho foi arrancado de sua garganta de qualquer maneira, a maldição forçando-o a ficar de joelhos, a dor cegando em sua intensidade. De repente, a maldição foi suspensa, a Comensal da Morte foi derrubado por um recém-chegado. Sirius Black estava ao lado de Mary
Mary o colocou de pé, ele ainda estava respirando pesadamente enquanto a dor diminuía- Estou bem - Severus ofegou não muito convincente.
- Muito bem - Sirius respondeu com um aceno de cabeça, os dois entrando na briga - Olá, priminha - Sirius falou lentamente - Quanto tempo - ele sorriu enquanto tentava acertá-la com o feitiço giratório.
- Garoto tolo! - ela cuspiu. - Você não é meu primo! E pensar que nasceu na casa de Black! - ela gritou, enviando jatos de vermelho para Sirius.
- Sev! Vá ajudar Lily e James! - Nós damos conta do recado aqui, Mary disse para seu amor
Severus assentiu e saiu correndo na direção que tinha vindo. Seu outro eu tinha se sacrificado por Lily, viveu toda a sua vida por aquele amor, não podia deixá-la morrer agora. Seu tio nunca o perdoaria. E correu o mais rápido que seus pulmões permitiram
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Do outro lado da clareira Lily chegava com James - Expelliarmus! - James gritou correndo em direção ao perigo
- Crucio!- Voldemort disse como se fosse o feitiço mais simples do mundo fazendo o garoto cair de joelhos - A patrulha infantil está aqui? - Voldemort bufou ao ver os dois adolecente que se aproximavam pela floresta
- Estupefaça! - Lily gritou, jogando o atacante vestido para trás, permitindo ao Potter um alívio da tortura.
- Expelliarmus! - James gritou novamente quando Voldemort se aproximou, embora o feitiço ricocheteou no escudo do homem. No segundo seguinte, jatos vermelhos estavam vindo em sua direção enquanto o mago avançava e James e Lily estavam tentando lutar contra ele.
- Isso é o melhor que você pode fazer? - James zombou enquanto desviava de outra maldição. Lily quase revirou os olhos - Spheara Sempra! - James exclamou ao mesmo tempo que Lily gritou um Petrificus Totalus.
- Boa. Admito que você me pegou desprevenido, mas não vai fazer de novo. Avada Kedavra - gritou Voldemort. James e Lily conseguiram rolar para trás de uma árvore
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Bellatrix ficou furiosa. - Como você se atreve! Vou pegar você! Crucio - Desta vez, Sirius foi atingido e se debatia no chão- Irei te matar Sirius Black!
Mary se esquivou - Avada Kedavra - ela gritou concentrando toda a sua raiva neste ataque.
Bellatrix ficou tão surpresa que não teve tempo de sair do caminho. A maldição a atingiu e ela caiu no chão, morta. Mary ficou ao lado dela chocado com o que fez, mas feliz por ter vingado todas as pessoas que ela machucou ou matou
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Severus surgiu entre Lily e James depois que Voldemort lançou a maldição da morte - Expelliarmus - gritou
A fina linha vermelha de sua varinha estava cada vez mais fraca em comparação ao feixe de luz verde que vinha em sua direção. Foi quando sentiu as mãos de Lily em seus ombros - Juntos? - Ela disse e segurou a varinha de Severus
O feixe vermelho começou a andar em direção a Voldemort, fazendo a maldição da morte recuar - Sempre ele concordou
James aproveitou a abertura e atacou Voldemort pela lateral. A figura amaldiçoada caiu no chão sem vida. Era o fim. Voldemort finalmente estava morto!
