- Senhora Swan-Cullen? - Bella olhou na direção da voz. - Empurre.
E ela o fez.
Empurrou, respirou fundo, sentiu mais uma contração e empurrou. Suas pernas, ela nem sabia se ainda as tinha, a dor estava alucinando sua mente. E ela caiu contra a cama.
- Não querem...não querem sair. - Ela grunhiu. O pavor e a ansiedade ameaçavam consumi-la. - Corte. Cesariana, morfina, anestesia, o que for. - Ela pedia.
Edward foi impedido pelo chefe da cirurgia de entrar na sala de parto. Algo sobre ele não ter sido informado da decisão de Bella e Edward sobre o pai dos bebês estar lá com a mãe. Então Bella ficou em pânico. A mão de Edward se soltou da sua antes que ela entrasse na sala e ela logo percebeu que o pensamento mais pessimista a tomou. Ela não conseguiria. Algo ruim aconteceria e era por Edward não estar ao seu lado.
- Está me envergonhando Isabella. - A médica diz. - Você, só por ser mulher, deveria mostrar que nada em você é frágil. Você não só consegue, como sabe que está pronta para isso. Mais uma vez, empurra. - A médica recomendou. Bella estava muito corada.
- Onde está o meu marido? - Bella ignorou a fala da médica. Não importava se ela era mulher e tinha que quebrar os tabus que os machistas insistiam em ter ao rotular mulheres como frágeis. Ela nem pensava direito. Ela só queria Edward e queria os filhos longe da sua vagina. Foda-se.
- Empurre.
- Eu quero me marido aqui e agora, me recuso a fazer mais esforço.
- Seus filhos estão sofrendo.
- É mais um motivo para você deixar meu marido entrar porra. - Ela ainda empurrava, mas sabia que seu esforço triplicaria se estivesse segurando a mão do marido. - Por favor, eu preciso dele, se algo acontecer... se acontecer algo eu preciso que ele saiba dos nomes, eu não decidi. - A voz dela saia sofrida. Ela chorava, estava em pânico, a ansiedade estava tomando seu sistema.
- Tudo bem. - A médica relaxou. - Avise o chefe da cirurgia.
Em menos de dez minutos Edward entrava. Bella se levantou um pouco e ele se sentou atrás dela. Ela relaxou contra ele, suas mãos nos braços e logo seus dedos eram entrelaçados. Ela respirou fundo e alguém limpou o suor da testa dela.
- Empurra amor. - Ele sussurrou no ouvido dela.
Bella voltou a fazer força. Estava mais fácil agora. O bebê estava encaixado, ela ouviu alguém confirmar. A dor era forte demais e então o bebê estava coroando. Ela escutou o choro e então se sentiu, por meio minuto, em paz. Até sentir mais contrações e o segundo bebê escorregou. Edward saiu de trás dela e ela foi deitada novamente. Os dois bebês choravam alto na sala e eles foram trazidos até os dois pais. O menino, do lado esquerdo e a menina do lado direito. Ela escutou, sua garotinha era sua primogênita.
- Minha pequena, você gostaria de ser chamada de... Eleanor? Minha Nell? - Ela perguntou. O bebê se calou, mas ela sabia que era só por estar sentido o cheiro e o calor da mãe.
- Eu acho que ela gosta. - Edward riu. Ele estava com o celular ligado e gravava a primeira interação dos dois fora do ventre. Tremia um pouco. - E o nosso menino?
- Me diz você. Que nome você vai dar ao nosso filho?
- Leonard. - Bela fez uma careta engraçada. - Temos a Mel e temos o Leo. - Ela sorriu e piscou devagar.
- Eu concordo. Quando ele for um vovô o chamarão de senhor Leonard Cullen. Mas, por enquanto vamos chamá-lo de Leo.
Os bebês foram levados para os primeiros cuidados. Bella estava sendo encaminhada para o quarto em breve e Edward foi para fora. Lá ele encontrou sua família. Seu pai e mãe levantaram assim que o viram chegar, ele abriu um sorriso imenso e eles o felicitaram. Alice, Tanya e Riley estavam lá também.
- Vocês finalmente decidiram os nomes? - Renee perguntou atrás dele. Phil sorriu simpático, empurrava a cadeira dela já que as mãos de sua sogra estavam ocupadas com uma bandeja de café bolinhos.
- Eleanor e Leonard.
- Isso é nome de velho. Que nem o seu. - Tanya comentou.
- Os apelidos deles são Nell ou Nelie para a Eleanor e Leo para o Leonard. Querem ver o vídeo?
- Sim, eu preciso ver se eles tem cara de joelho. - Riley sorriu e Edward olhou com desdém para ele.
- E é por isso que você vai ver meus filhos só pela janela do berçário.
- Deixa eu ver logo. São meus afilhados.
- Quem disse? - Tana grunhiu.
- Tá no contrato que eu fiz com ele.
- Esse contrato expirou. Dois anos atrás. - Edward respondeu. - O Emmett pediu antes.
- Mas eu tenho certeza que ele só pediu isso para um bebê, agora você tem dois.
Todos ali concordaram.
- Padrinho não é o tio favorito, se algo acontecer a mim e a minha esposa, você e a madrinha tem a responsabilidade com a minha filha, ou com o meu filho... não quero nem pensar nisso, meus filhos só saem da minha responsabilidade depois que forem maiores de idade.
- Calma Edward, nada vai te acontecer. Vocês merecem a felicidade. Seus filhos terão padrinhos, e esses padrinhos podem ficar com as crianças caso vocês precisem de um...tempo sozinhos, se é que me entende.
- Vou falar com a Bella, prometo. - Edward ia falar algo a mais, mas a enfermeira apareceu e o guiou, junto dos familiares e amigos até o berçário. Lá eles viram os dois bebês, dividiam o moisés. Seus dedinhos estavam unidos e a família caiu no encanto dos gêmeos. Os dois eram pequenos, menores que os bebês que tinham a mesma idade deles e que não compartilharam o mesmo ventre.
- Porra. Eu quero um para mim. - Tanya disse e logo colocou a mão sobre a boca. - Desculpe, não queria soltar o palavrão.
- Posso te ajudar nisso querida. - Riley se aproximou.
- Deixa Royce ouvir isso. - Carlisle sussurrou rapidamente perto do filho. Abraçava a esposa, que olhava encantada para os netos. Ela desviou o olhar para ver Edward e o marido rindo e ela imaginou que eles só estavam felizes com a chegada dos pequeninos.
Os bebês foram retirados do berço e Edward seguiu as enfermeiras que levavam seus filhos nos braços. Bella tinha acordado e agora iria amamenta-los. Ela estava sentada e Tanya já estava lá ao lado da amiga. Contava que queria um bebê para ela e a proposta de Riley. Bella rolou os olhos e então o barulho que vinha de Nell chamou sua atenção. Ela abriu o sorriso.
Sua família estava ali. Saudável. Junto dele e todos estavam felizes. Ele estava radiante e se a vida dele fosse um livro, com certeza esse era o capítulo final. Com um final feliz.
