Parte 3

A ilha ainda era muito real na mente dele, mas Sawyer estava começando a aceitar aquela nova realidade aonde ele era um homem de família, casado com aquela bela morena que o atraía tanto, embora ele ainda não soubesse muito sobre ela. Mas ele queria descobrir mais, queria desvendar cada pedacinho dela. Se aquilo era um sonho ou não, agora já não importava mais. Sawyer queria abraçar aquela realidade tanto quanto ele estava abraçando o corpo voluptusoso de Ana-Lucia Cortez contra o seu.

- Eu estou vendo que você já está se sentindo bem melhor, James.- Ana comentou ainda nos braços dele quando eles passaram pela sala de estar.

- Você notou, amor?- ele brincou dando um beijo estalado nos lábios dela.

- Mas eu tenho que te avisar que jà são quase seis horas da manhã e você sabe que os pequenos tendem a acordar cedo.

Ele parou no meio do sala e perguntou:

- Tem algum lugar nessa casa aonde a gente possa se esconder um pouco?

Ana ergueu uma sobrancelha.

- Hey, o parafuso que soltou na minha cabeça apagou parte das minhas memórias.- ele falou em tom de brincadeira embora fosse verdade.

Ela sorriu.

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Ana- Lucia o levou para o porão da casa aonde havia um confortável quarto de hóspedes. Sawyer estava impressionado com a qualidade de vida que ele parecia ter naquela realidade.

- Enfim sós?- ele perguntou.

Ela deu uma risadinha.

- Sim, mas não por muito tempo. Vai ter que ser uma rapidinha...- ela trancou a porta do quarto atrás deles.

- Então vai ter que ser uma senhora rapidinha...- ele disse com a voz rouca, cheia de paixão.

Eles se beijaram ardentemente.

- Já fazia um tempinho que eu não te via assim com tanto tesão cowboy.- ela comentou entre os beijos. - O jeito que você está olhando pra mim... é como se estivesse surpreso em me ver na sua frente...

- De certa forma é dessa maneira que eu estou me sentindo, morena linda. Você não faz ideia do quanto eu estou feliz por estar com você agora. Eu pensei que nunca mais ia te ver...

- Foi isso que viu no seu pesadelo?- ela retrucou.

Sawyer apenas assentiu.

- Ai amor da minha vida...- ela murmurou envolvendo os braços no pescoço dele. – Eu não vou a lugar nenhum. Vou ficar com você pra sempre...

Eles caminharam juntos para a cama enquanto se beijavam intensamente. Ana-Lucia o puxou contra ela e os dois se deitaram no colchão macio.

- Me diz do que você gosta.- ele pediu ao ouvido dela enquanto suas mãos passeavam pelos lados de seu corpo,

- Você sabe Jamie...

Ele sentiu uma pontada forte na virilha ao ouvi-la chamando-o por seu apelido de infância que até aquele momento Sawyer se esquecera que tivera.

- Oh baby, mas eu gosto quando você fala comigo.- ele insistiu.

Ela acariciou as costas dele e lhe deu um olhar tão intenso que por alguns segundos ele se viu de volta na ilha, deitado com ela na relva ouvindo-a dizer: - Me devora, cowboy.

- James?- ela chamou sentindo que ele se distraíra por um momento.

Sawyer sorriu sexy para ela. Ana amava aquele sorriso.

- Você gosta que eu a devore devagarzinho...

- Despacito...- ela gemeu.

Ele lambeu os lábios dela.

- Mas agora não pode ser devagarzinho, amor...e você me deixou louca...não vou conseguir pensar em mais nada pelo resto do dia e temos tantas coisas pra fazer pro natal...

Sawyer beijou o pescoço dela e falou baixinho:

- Então a gente vai fazer agora e mais tarde, e amanhã e depois de amanhã...

Ele levantou a blusa dela e sorriu diante da visão dos seios excitados dela. Eram maiores do que ele se lembrava na ilha, os bicos eriçados pediam seus lábios e Sawyer os acariciou lentamente, rodeando os mamilos com a língua antes de escolher um seio e se alimentar nele.

Sentiu as unhas de Ana-Lucia raspando delicadamente por seu peito e abdômen, roçando os poucos pelos loiros macios que aumentavam de quantidade a medida em que ela descia a boxer dele. Ele a ajudou a retirar a única peça de roupa que estava usando, jogando-a no chão.

Ana se sentou e retirou a camiseta enquanto o fitava enlouquecida de desejo.

- Você é tão lindo...- ela disse fitando-o dos pés à cabeça antes de se concentrar no membro rijo e pulsante dele. Sawyer era todo proporcional com um peito forte e a cintura estreita, duas curvas deliciosas ao redor de seus quadris, o púbis coberto de pelos claros ao redor de seu mastro ereto cujo topo se encontrava úmido de desejo por ela.

- Vem me amar, Jamie...- ela pediu dengosa.

Sawyer a agarrou se deitou sobre ela e agarrou com mais força do que esperava fazendo Ana-Lucia estremecer em seus braços.

- Eu te machuquei, bebê?

- Não.- ela falou baixinho. - Eu te disse pra me devorar, homem! O que está esperando?

Ele enfiou a língua entre os lábios dela forçando-os a se abrir e recebê-lo. Ana suspirou. Quando conseguiu falar, ela disse: - Jamie, eu estou perto...eu vou gozar...

- Mas eu ainda nem comecei.- ele disse arrogante antes de puxar a calça de moletom e a calcinha dela para baixo, terminado de desnudá-la por completo.

- Me toma agora...- ela pediu mexendo os quadris embaixo dele.

- Eu vou te tomar minha esposa linda...vou tomar tudo de você...mas eu preciso sentir seu gosto primeiro...

Ela teve que afundar a cabeça de lado no travesseiro quando ele se colocou entre as pernas dela e a lambeu displicentmente entre as dobras molhadas e macias de seu sexo.

- Você não me deixou fazer isso da primeira vez...foi embora me deixando cheio de vontade...

- Sim, oh sim...- ela murmurava. – ele falava da ilha mas àquela altura Ana concordaria com qualquer coisa que ele dissesse.

- Eu te disse que queria sentir teu gosto...oh, amor é tão bom...

Ana-Lucia sentiu o clitóris pulsar, seu interior se expandir, suas pernas tremendo enquanto ela viajava naquela onda de delícia proporcionada por seu marido.

- Eu te amo, James...ai, como eu te amo...

Sentir o orgasmo dela em sua boca enquanto ela repetia que o amava quase fez com que ele perdesse as estribeiras, mas ele agarrou o próprio sexo e conteve seu gozo, permitindo-se apenas se derramar um pouco, buscando algum alívio.

- Eu preciso de você, morena...- ele disse subindo no corpo dela e se encaixando entre as pernas dela. Ana subiu os quadris querendo envolvê-lo com seu corpo.

- Vem, meu amor...por favor...- ela implorou e Sawyer enfiou-se dentro dela indo até o fim enquanto sentia que ela o acolhia dentro dela sem nenhuma barreira.

- Ohhhhhhhh...- ela gemeu no travesseiro.

Sawyer segurou os quadris dela e se movimentou intensamente para dentro e para fora mas sem retirar completamente o pênis. Ana-Lucia se ergueu um pouco, apoiando-se no ombros para assistir a penetração e suspirou ao ver o membro dele perfeitamente encaixado ao corpo dela, se movimentando pra frente e pra trás. Aquela imagem erótica foi demais pra ela e Ana desabou na cama abafando um grito de prazer enquanto um orgasmo ainda mais intenso a atingia.

Quando ele sentiu o interior dela se derreter sobre o dele, Sawyer não aguentou mais e jorrou seu semen dentro dela enquanto seu corpo relaxava sobre o de Ana. Eles ficaram intimamente ligados por alguns minutos até que ele conseguiu se mexer e rolar pro lado na cama, respirando alto.

Ana-Lucia também tinha a respiração errática e puxava o ar com força tentando se recompor.

- Oh, fuck!- ela exclamou fazendo Sawyer sorrir. – Uau!

Ele segurou a mão dela entrelaçando seus dedos juntos.

- Foi uma boa rapidinha pra você?

Ana riu.

- Fuck, yeah!.

Ele se virou para ela querendo aconchego depois do amor intenso que eles tinham feito, mas antes que eles pudessem fazer isso os dois ouviram pequenos passos descendo as escadas do porão seguido de uma voz de criança:

- Papai! Mamãe!

Ana-Lucia olhou para o relógio de cabeceira ao lado da cama e disse:

- 6:30.

- Jake?- Sawyer perguntou imaginando que fosse o menininho que viera ao quarto deles mais cedo.

- Noah.- ela respondeu. – Melhor a gente tomar um banho e se vestir.

Continua...