Parte 8
Ana-Lucia levou o primeiro pedaço de peixe com arroz e molho à boca e logo seguiu-se um som de satisfação que escapou dos lábios dela, mostrando o quanto estava apreciando a comida.
- James, que delícia!- ela exclamou. – O molho do peixe com o arroz...hummmm...
Jake deu uma risadinha e virou-se para Sawyer dizendo:
- Ela tá mesmo feliz, né pai?
- Eu espero que sim.- disse Sawyer trocando um olhar com Ana-Lucia que estava devorando a segunda garfada de seu ceviche. – Olha pro seu prato e come.- sugeriu ele. – Senão a mamãe vai acabar de comer primeiro do que você.- ele apontou para o prato de Ana-Lucia.
- Ah, não vai não!- disse Jake balançando a cabeça. – Porque eu sou mais rápido!- ele encheu a boca com uma colherada generosa de frango empanado e arroz.
Ana sorriu e limpou a boca com um guardanapo. Ela estava gostando de ver como James estava interagindo com as crianças, encorajando-os a comerem e se comportarem à mesa ao mesmo tempo em que ajudava Lucy a comer, cortando pequeninos pedaços de frango para a menina. Já fazia algum tempo que eles não tinham um jantar tranquilo e agradável em casa.
Notou que James ainda não tinha nem tocado em sua própria comida porque estava ocupado demais com as crianças.
- Baby, deixa que eu termino de dar a janta da Lucy.- ela disse.
- Não, tudo bem. A gente já tá terminando, né bebê?
A menina deu um gritinho de alegria e abriu a boca para comer mais um pedacinho de frango que Sawyer lhe oferecia. Por mais que não quisesse admitir, ele estava curtindo ser pai daqueles três pequenos de quem ele não se lembrava, mas que rapidamente estavam ganhando um espaço especial em seu coração.
Ana estava realmente impressionada com as mudanças em seu marido depois que ela o largara sozinho com a casa e as crianças. Percebeu que deveria fazer isso mais vezes, quem sabe não seria a solução para os seus problemas?
Quando ele finalmente terminou de alimentar Lucy, tirou-a da cadeirinha de comer e deixou que ela brincasse com os irmãos que também tinham terminado de comer. Os três correram para a sala de estar gritando e pulando felizes. Sawyer começou a comer seu jantar enquanto Ana se servia de mais ceviche.
- Me perdoa.- ele disse após alguns segundos de silêncio confortável entre eles. – Me perdoa por ter vacilado com você, me perdoa por não estar ao seu lado quando mais precisou.
Ana deu um suspiro e tomou um gole da taça de vinho que ele tinha lhe servido quando se sentaram à mesa.
- Uau!- exclamou. – Você colocou soro da verdade nessa comida?
Ele deu um sorriso de covinhas.
- Você me pedindo desculpas ao invés de pôr a culpa em mim? Isso é novidade!
- Aproveita que eu estou generoso hoje, amor.- ele disse se servindo de vinho e levantando o copo no ar para brindar com ela. Ana encostou seu copo ao dele até ouvir o suave ruído de vidro batendo contra vidro.
- Jamie...eu também queria me desculpar.
- Pelo quê?- James indagou com sinceridade.
- Por ser ciumenta e agressiva e difícil...
Sawyer pensou na Ana-Lucia da ilha.
- Tudo bem.- falou. – Te perdoo por ter me usado como saco de pancada por tanto tempo antes de cair na minha lábia.
Ana recebeu o comentário dele como uma metáfora porque ela não sabia que ele estava falando no sentido literal.
- Eu sei que eu não fui muito legal com você no passado...- ela falou. – Mas eu confesso que só te prendi daquela vez na universidade porque eu estava louca de ciúmes da Kate.
Sawyer franziu o cenho. Não sabia do que ela estava falando.
- Eu não acredito que não se lembra, James! Você e a Kate estavam fumando baseado naquele seminário e pareciam tão íntimos...eu estava gostando de você...tinha que prender alguém pra me acalmar!
Sawyer riu levemente. Apesar de não lembrar de nada disso, ele achou a história engraçada.
- Deveria ter prendido a Kate.- ele disse. – Tenho certeza que a ideia de fumar o baseado foi dela.
Ele sabia de seu relacionamento ambíguo com Kate na ilha, mas não imaginava que naquela realidade as coisas também tinham sido assim. No entanto, aparentemente ela estava casada com Jack e tinham um bebê. O que ele poderia dizer?
- Eu gosto de você ciumenta.- ele falou estendendo a mão para ela que a segurou sem hesitar. – Você é louca por mim, Lulu. Quem poderia imaginar?
Ela deu um grande sorriso que aqueceu o coração de Sawyer como ele nunca tinha sentido antes. Ana levantou-se da cadeira, tomou um rápido gole de vinho e no momento seguinte estava sentada no colo dele. Sawyer envolveu ambos os braços na cintura dela, dando-lhe um beijinho suave nos lábios que só não foi aprofundado devido ao som de risadinhas infantis ecoando por toda a cozinha.
Ana e Sawyer se separaram para ver os filhos rindo e cantando com suas vozinhas enquanto a pequena Lucy batia palmas.
- Mamãe e papai debaixo de uma árvore...
Eles riram e Ana se levantou do colo do marido.
- Muito bem, quem está interessado na sobremesa?
As crianças pularam, dando gritinhos de satisfação.
- Papai, eu fico tão feliz quando escuto a palavra sobremesa.- declarou Noah.
- Eu também!- disse Jake levantando a mãozinha.
- Eu!- dizia Lucy dando pulinhos.
- O que temos para a sobremesa, amor?- Ana-Lucia perguntou curiosa.
Sawyer foi até o freezer e retirou de lá um pote de sorvete de pistachio e outro de baunilha.
- Ah, James, eu te amo.- ela murmurou, animada com o sorvete de pistachio.
Ele serviu o sorvete para todos em uns copinhos de plástico coloridos. As crianças correram para o sofá para assistir desenhos com seus copos nas mãos, mas naquela noite Ana não se importou com a bagunça e deixou os filhos bem à vontade. Logo, ela e Sawyer se juntaram aos três que depois de pouco mais de quarenta minutos assistindo TV adormeceram no colo dos pais. Ana tinha Jacob aconchegado ao seu peito, enquanto Noah estava deitado em suas coxas, ressonando suavemente. Sawyer tinha Lucy em seus braços com as perninhas enroladas ao redor dele como um macaquinho.
- Acho que é hora de colocar as crianças na cama.- disse Ana quando mais um episódio do desenho terminou.
Ele assentiu se levantando primeiro do sofá.
- Se você colocar a Lucy no berço e vier buscar os meninos, eu cuido dela. Deixei o mingau preparado, só para esquentar e colocar na mamadeira.
Sawyer concordou e levou Lucy para o berço. Logo em seguida, ele retornou e gentillmente acordou os meninos para que fossem colocar o pijama e escovar os dentes. Os dois reclamaram um pouco porque estavam sonolentos, mas obedeceram. Uma vez que estavam ambos no beliche, Noah na cama de cima e Jake na cama debaixo, Sawyer já estava saindo do quarto deles quando ouviu Jake dizendo:
- Papai e o nosso beijo de boa noite?
- É, papai.- concordou Noah.
Ele voltou imediatamente e dei um beijo na testa de cada filho, afagando-lhes os cabelos lisos.
- Boa noite, meninos. Durmam bem.
- Eu te amo, papai.- disse Jake já com os olhinhos fechados.
- Também te amo.- Sawyer se sentiu compelido a dizer.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Àquela noite tinha algo de diferente no ar, pensou Ana-Lucia enquanto se olhava no espelho vestida com uma camisola de seda curta, de cor burgundy que tinha detalhes em renda nos seios e nas costas. Sentia que uma coisa muito especial tinha acontecido com seu marido e feito com que ele mudadesse de atitude, tentando compensar os problemas conjugais que eles vinham tendo há algum tempo. Era como se algo o tivesse feito acordar. Se tinha sido a pancada na cabeça, ela certamente estava muito grata por isso.
Escovou os cabelos, arrumando os cachos de forma que lhe caíssem pelos ombros provocante. Passou um óleo de cheiro suave nas pernas e no colo e cobriu os lábios com um pouco de gloss. Foi nesse momento que ouviu a porta do quarto se abrir. Seu coração acelerou de expectativa porque agora estaria a sós com James.
- Chica?- ele chamou, fechando a porta do quarto e tirando a camisa por cima da cabeça. – Os meninos estão dormindo e eu chequei a Lucy depois que você deu a mamadeira. Está tudo na paz.
Ana-Lucia saiu do banheiro e Sawyer assobiou quando a viu.
- Uau, que morena linda!- exclamou medindo-a dos pés à cabeça. – Será que eu mereço tudo isso?
- Aproveita que hoje eu estou generosa, amor.- ela disse se aproximando dele lentamente.
Sawyer logo encurtou a distância entre eles e a tomou nos braços, beijando-a. Ela deixou-se ser beijada por alguns momentos antes de empurrá-lo na cama e ficar de joelhos diante dele.
- Oh, Ana!- ele exclamou, excitado.
Ela abriu o botão da calça jeans dele e tocou de leve com os dedos o elástico da cueca dele, brincando com o tecido. A respiração dele acelerou.
- Coloca pra fora.- ela pediu querendo ver o seu homem fazendo isso para ela.
Sawyer não se fez rogado e logo colocou sua mão dentro da roupa íntima, libertando seu membro diante do desejo dela. Ana colocou sua mão ao redor dele e acaricou-o para cima e para baixo. Ele deixou sair um grunhido de satisfação e ansiedade.
- Eu te quero, Lu...- ele disse com a respiração entrecortada.
- Quer que eu tome tudo?- ela perguntou, seduzindo-o.
- Tudinho.- ele respondeu, gemendo quando sentiu a língua dela brincando com a glande do pênis.
Ela se ajeitou mais confortavelmente sobre seus joelhos e arranhou as coxas dele levemente antes de inserir o sexo dele em sua boca e sugá-lo impiedosamente.
- Oh, uau!- Sawyer gemeu um pouco mais alto, desfrutando do prazer que ela lhe dava.- Você é incrível, cupcake.
Ana-Lucia continuou se divertindo com ele, ora sugando seu membro, ora lambendo embaixo dele nas partes mais sensíveis. Sawyer sentiu que estava a ponto de explodir.
- Melhor parar agora.- ele disse.
Ela o afastou por um segundo.
- Por que?- perguntou, mas já sabia a resposta.
- Porque eu quero terminar dentro de você.- ele respondeu arfando. – Tira a calcinha, Ana-Lucia!
Ela deu uma risadinha e se levantou. Colocou ambas as mãos debaixo da camisola e desceu a calcinha pelas pernas e tornozelos, jogando-a para ele. Sawyer apertou o tecido entre os dedos, se deleitando com o cheiro dela na lingerie.
- Vem aqui!- ele disse.
Ana se sentou no colo dele e eles se beijaram com vontade. Sawyer a virou na cama e fez com que ela ficasse de joelhos nela, com o traseiro empinado para ele. Deu um tapinha no bumbum dela e segurou-lhe os quadris antes de penetrá-la só de uma vez. Ele escorregou fácil dentro dela devido ao seu alto nível de excitação.
- Ai, James!- ela clamou movendo os quadris junto com os dele.
Ele moveu com força, batendo seus quadris com os dela como se pudesse parti-la ao meio. Ana adorou o amor selvagem e se empinou mais para que ele a tomasse mais fundo. Ela queria gritar de felicidade e prazer mas sabia que seus filhos estavam dormindo nos quartos ao lado, por isso conteve-se, abafando seus gemidos com o travesseiro.
Sawyer sentiu um prazer tão intenso que foi como se estivesse caindo de um lugar muito alto, a força do orgasmo tomando todos os seus sentidos.
- Oh sim, sim!- ela murmurava baixinho diante das estocadas incessantes dele. – James, eu te amo, te amo...
- Eu te amo muito...- ele murmurou de volta de olhos fechados quando de repente os gemidos de Ana-Lucia se perderam em uma escuridão profunda, os sons dela sendo substituídos pelo barulho inconfundível do mar. Já não estava mais com sua amada, estava sozinho.
- Não!- um grito angustiado saiu de seus lábios.
Continua...
