Parte 10
- Aonde estamos indo?- Ana-Lucia perguntou enquanto eles caminhavam juntos pela praia. – Não que a gente tenha muita opção.- ela acrescentou com um risinho.
- Você vai ver.- ele respondeu misterioso.
Quando eles se enbrenharam na mata, Ana ficou um pouco apreensiva. Eles estavam caminhando agora muito perto um do outro e seus corpos se tocaram. Sawyer buscou a mão dela com a sua e a segurou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Embora estivesse surpresa, Ana aceitou a mão dele.
- Por que estamos indo para a floresta, cowboy?- ela perguntou. – Por acaso não está pensando em me matar no meio do mato e depois se livrar do corpo, está? Ouvi dizer que você faz o tipo vingativo.
- Eu sou tão óbvio assim, lollypop?- ele retrucou com um sorriso muito charmoso. Ana-Lucia sentiu aquelas borboletas no estômago de novo.
- Saiba que eu vou lutar.- ela disse, provocante.
- Eu espero que sim.- Sawyer respondeu.
Cerca de quinze minutos depois eles chegavam à um local iluminado por algumas tochas, rodeado por árvores rede de pequenas cavernas se erguia majestosa em frente à uma queda d'água que descia para um riachinho.
- Que lugar é esse?- ela indagou.
Sawyer sorriu, guiando-a para uma das cavernas.
- Parte do grupo costumava viver aqui logo que chegamos na ilha. Daqui que vem a nossa água. Nunca esteve aqui antes?
Ana balançou a cabeça negativamente.
- Nunca soube deste lugar.- ela disse. – É que eu não sou muito popular...
Ela se virou de frente pra ele e disse bem-humorada:
- De repente as pessoas vão começar a gostar de mim quando souberem que eu saí com você.
- Baby, eu não sou popular!
- Ah, você ê sim.- ela discordou. – Você é do tipo "falem mal, mas falem de mim."
- Boa!- ele disse guiando-a para perto do riacho.
- Uau!- ela exclamou ao ver um cobertor no chão preparado como uma mesa de jantar. Tinha um ramalhete de flores silvestres no centro assim como frutas, castanhas, carne seca, pão com manteiga e até uma garrafa de vinho branco. – Como conseguiu fazer tudo isso?
Antes que Sawyer pudesse responder, os dois ouviram um barulho de vozes cochicando. Instintivamente, Ana procurou por uma arma na parte detrás do shorte jeans, mas logo recordou-se de que não tinha uma. Tão apreensivo quanto ela, Sawyer sacou sua arma que estava no bolso da calça coberta pela camisa.
- Ei, dude não atira não!- disse Hurley aparecendo de repente com as mãos para cima. Jin estava logo ao lado dele dizendo algumas coisas em coreano.
Sawyer baixou a arma.
- Mas o que vocês dois ainda estão fazendo aqui?- ele perguntou irritado.
- Dude, a gente já tava indo embora, mas ouvimos vocês chegando e...
- Caím fora daqui agora mesmo!- exigiu Sawyer. – Andem!
- De nada!- resmugou Hurley puxando Jin pelo braço para que eles fossem embora.
- Difícil achar serviços competentes nesta ilha!- o sulista reclamou.
Jin falou algumas coisas em coreano e fez um sinal com o polegar para Sawyer, sorrindo.
- Vamos Jin que a gente está sobrando aqui.- falou Hurley. – Agora estamos quites, Sawyer!- ele acrescentou antes de que eles se embrenhassem na mata.
- Eles fizeram tudo isso?- questinou Ana-Lucia sem saber muito o que dizer.
- Sim.- Sawyer respondeu. – Os dois me deviam um favor...sabe como é.
Ana achou a situação engraçada e relaxou indo se sentar no cobertor.
- Gostaria de um pouco de vinho, señorita?- ele ofereceu indo sentar-se de frente para ela do outro lado do cobertor. Ela assentiu e ele serviu-lhe uma taça antes de servir uma para si mesmo.
Ela balançou o vinho dentro do copo e o cheirou antes de degustá-lo.
- Bom.- comentou.
Sawyer também tomou um gole.
- Isso tudo não faz sentido.- Ana disse.
- Como o que?- ele indagou.
- Esse lugar.- ela respondeu. – Toda essa comida com o rótulo da Dharma caindo do céu nessa selva, uma escotilha encravada no meio do mato com um botão que precisa ser apertado a cada 108 minutos...esse tipo de coisa!
Ele anuiu.
- Como se já não bastassem o monstro de fumaça e o urso polar.
Ana-Lucia piscou os olhos.
- O que?
- Tim-tim.- Sawyer disse erguendo sua taça para cima. Ela fez o mesmo. – Às coisas bizarras que só acontecem nessa ilha.
- Amém.- ela acrescentou.
Eles beberam ao mesmo tempo.
- Você é religiosa?
- Costumava ser.- ela respondeu com sinceridade. – Eu nasci no meio disso. Família de origem latina, sabe como é.
- Meu pais eram protestantes.- Sawyer contou. – A gente ia pra igreja todo domingo. No final, o cristianismo para eles não deu muito certo.
- O que aconteceu?
Ele hesitou por alguns instantes, mas respondeu a pergunta dela:
- Meu pai descobriu que minha mãe estava tendo um caso e que o sujeito roubou todo o dinheiro da nossa família, daí ele atirou nela e se matou em seguida. Eu tinha oito anos e estava debaixo da minha cama quando aconteceu.
- Ouch!- Ana exclamou. – E eu pensei que tivesse histórias tristes para contar.
- Por que não experimenta me contar uma?- ele sugeriu.
Ana pegou um pedaço de pão e um de carne seca, fazendo um pequeno sanduíche.
- Eu estava em uma missão na polícia. Grávida de três meses e meio, com data marcada para casar...um sujeito atirou quatro vezes em mim. Perdi o bebê e não teve mais casamento!
Sawyer ficou surpreso com a revelação dela.
- Ouch!- ele exclamou. Ela deu um sorriso amargo. – Quer mais vinho?
- Com certeza.- disse Ana.
Sawyer serviu-os mais uma vez.
- Eu queria dizer que te admiro.- ele falou de repente enquanto ela comia seu sanduíche em silêncio.
- Por que?- ela inquiriu.
- Porque você fez o que precisava ser feito do outro lado da ilha. Tomou decisões difíceis e conseguiu trazer parte do seu grupo para o nosso acampamento. Rose pôde se reunir com Bernard, Hurley tem uma chance com a Libby e o Sr. Eko está construindo uma igreja. Deveria estar orgulhosa!- ele brincou.
- Mas não consegui salvar as crianças!
- Mas você tentou. A culpa não foi sua.
Ela sorriu para ele de um jeito tão doce que imediatamente o transportou para a Ana-Lucia com que ele se casara nos seus sonhos.
- Você é linda!- ele deixou escapar.
Pega de surpresa, Ana-Lucia mordeu o lábio inferior e disse:
- Por que não vem sentar do meu lado, cowboy?
Sawyer pegou uma manga e foi sentar-se ao lado dela. Cortou a manga em duas e deu um pedaço para ela. Ana comeu a fruta com gosto, lambuzando-se um pouco e chupando os dedos enquanto ele comia o seu pedaço devagar usando uma faquinha, sem se melar.
Ele pegou um lenço de tecido e limpou os lábios dela.
- Você é gostoso. Já te disseram isso cowboy?
- Inúmeras vezes.- ele respondeu com um sorriso safado. – Mas eu já sabia disso!
Ana-Lucia deu uma risada que provocou uma sensação boa no estômago de Sawyer.
- Quer que eu diga mais uma vez?- ela perguntou chegando mais perto dele.
- Por favor, docinho.- ele disse.
No momento seguinte ela o puxava para um beijo molhado com gosto de manga. Pronto, Sawyer estava no céu outra vez. Sentiu vontade de dizer que a amava, que eles teriam três filhos juntos, mas controlou-se porque a Ana-Lucia de verdade poderia se assustar com toda aquela informação.
- Gostoso!- ela sussurrou contra os lábios dele.
Ele a deitou com delicadeza no cobertor, afastando a comida e a garrafa de vinho.
- Eu vou entender se não quiser fazer muita coisa no primeiro encontro.- Sawyer disse afundando o rosto nos cabelos dela e beijando-lhe o pescoço.
Ana acariciou o rosto dele com as pontas dos dedos.
- Teoricamente esse não é o nosso primeiro encontro. A gente se encontrou várias vezes do outro lado da ilha...
- Nesse caso...- disse Sawyer descendo uma das mãos pelos ombros dela e massageando antes de tocar-lhe um dos seios por cima da camiseta.
Ela olhou sério pra ele e por alguns segundos Sawyer imaginou se ela não iria bater nele por sua ousadia, mas a dúvida dele foi logo calada com outro beijo. Ele então apertou o seio dela um pouco mais, ouvindo sua respiração acelerar-se. . Sentiu que ela abria as pernas para que ele se encaixasse entre suas coxas.
- Morena gostosa.- ele murmurou beijando e lambendo o lóbulo da orelha dela.
- Tem certeza que estamos sozinhos aqui, caipira?- ela perguntou olhando para os lados com ele em cima dela.
- Absoluta.- ele respondeu. – Se algum imbecil apareceu por aqui agora eu atiro nele!
Ana riu levemente.
- Então você tem uma queda por mim?
- Pode apostar, muchacha.
Eles se beijaram novamente, cada vez com mais intensidade. Estavam tão afoitos que sem querer bateram os dentes um no outro.
- Ai!- ele exclamou e eles riram.
- Desculpe.- ela disse.
Sawyer apenas sorriu e a beijou de novo. Os dedos dela correram depressa pelos botões da camisa dele, abrindo-os um a um, revelando o peito bronzeado e musculoso.
- Você é uma tentação, homem. Dios mio!- ela passou a mão devagar pelo tórax dele e puxou os mamilos empinados. As mãos grandes dele se espalmaram na cintura dela, puxando-a para que ela se virasse de costas pra ele.
- Eu sou gamado na sua bunda.- Sawyer disse quando conseguiu virá-la. – Já te disseram que tem um traseiro lindo?
- Inúmeras vezes!- ela respondeu repetindo a resposta dele de antes fazendo-o rir.
Ele acariciou o bumbum dela por cima do shorte jeans e subiu-lhe a camiseta, beijando-lhe as costas. Ana tirou a blusa e ficou somente com o sutiã esportivo branco que usava por baixo. Sawyer puxou o shorte dela para baixo e ela abriu o botão metálico e o zíper para ajudá-lo na tarefa de despi-la.
Quando ele conseguiu escorregar o shorte pelas pernas dela, sorriu extasiado diante da visão da peça de algodão delicada que ela usava.
- Calcinha vermelha de bolinhas brancas! Você quer me enlouquecer, chica?
- Não é como se eu tivesse muita escolha nessa ilha, Sawyer.- ela respondeu com um sorriso maroto.
Sawyer se abaixou sobre ela e deu-lhe alguns tapinhas de leve no bumbum.
- Você é desses?- ela retrucou com uma sobrancelha erguida.
- Vai ter a sua chance de me dar uns tapinhas também, Lulu.
- Mal posso esperar, cowboy! Hummmmm!- ela deu um gemido longo quando o sentiu beijando-lhe a linha da coluna e descendo.
Ele agarrou as duas bochechas do bumbum dela e beijou-o, puxando a calcinha dela para baixo com os dentes enquanto beijava e lambia a pele nua que se revelava. Uma vez que ele retirou a calcinha dela, virou-a de frente pra ele. Ana o agarrou pelo pescoço e o beijou demoradamente. As mãos dele foram parar nas costas dela, abrindo o fecho do sutiã. Assim que ela estava completamente nua, os olhos dele correram pelo corpo dela inteiro e ele lambeu os lábios.
- Damn, morena!- Sawyer disse em apreciação. – Estou tão duro que chega a doer.
- Que delícia!- ela exclamou passando a mão na ereção dele por cima do jeans. – Então por que não me come logo?
- Porque eu gosta de degustar primeiro.- ele respondeu com a voz rouca, esfregando o rosto nos seios dela, lambendo e mordicando os mamilos.
Ana se esticou toda, dando todo o acesso que ele precisava ao corpo dela. Sawyer chupou os seios dela um por um enquanto sua mão descia pela barriga dela causando frisson.
- Sawyer!- ela gemeu e ele amou o nome dele nos lábios dela, mas queria mais.
- Meu nome é James.- ele revelou. – Me chama de Jamie, princesa.
Quando ele mordiscou ao redor do umbigo dela e deslizou uma língua macia no topo do púbis, ela deu um gemido mais alto: - Ai Jamie!
Ele se controlou para não gozar nas calças diante da entrega dela. Tinha que se segurar para que pudessem unir seus corpos. Sawyer se lembrou novamente de que na primeira vez em que eles tinha ficado juntos, seja lá em que realidade isso acontecera, ela não o deixou descer entre suas pernas e apreciá-la, mas dessa vez ele ia matar aquela vontade.
Sem nenhum aviso, ele afastou as pernas dela e colocou o rosto entre elas enquanto passava a língua devagar na abertura molhada, subindo para o clitóris.
- Cowboy!- ela gritou e seu quadril deu um pulo em surpresa à carícia dele. – Oh fuck, você é desses que não tem medo de ser feliz. Adoro! Hummm!
Ela fechou os olhos e desfrutou dos carinhos dele sem nenhum pudor. Tinha os braços abertos, as pernas escancaradas, os seios arrepiados ao vento. Sawyer lambeu-a com gosto, chupou-lhe o botão de prazer fazendo-a ver estrelas.
- Que hermoso que eres!- ela exclamou com seu sotaque em espanhol quando o orgasmo a atingiu em cheio, deixando seu corpo entorpecido.
Sawyer sentiu a umidade morna dela em sua boca mostrando o quanto ela tinha aprovado a performance dele.
- Ai morena!- ele suspirou.
- Meu loiro!- ela exclamou com um sorriso sexy. – Agora que você resolveu ter a sobremesa primeiro, quando vou ter o prato principal?
Em resposta à pergunta dela, Sawyer despiu as calças e a roupa íntima. Ana levantou a perna e acariciou o pênis dele com o pé lentamente.
- Meu prato preferido!- ela disse.
Ele a puxou pro colo dele bruscamente fazendo-a suspirar, mas quando a penetrou foi suave e carinhoso, se inserindo de leve, pedacinho por pedacinho de seu mebro dentro dela. Ana prendia e soltava respiração à medida em que Sawyer a estirava.
- Mi amor!- ela exclamou antes que eles trocassem um beijo apaixonado enquanto suas cadeiras se moviam juntas. O cenário era perfeito, a floresta em volta deles, o barulho do riacho, a luz das tochas. Sentiam-se parte da natureza.
Ele empurrou contra ela repetidas vezes, agarrando-lhe o corpo até que a sentiu relaxar em seus braços, no rosto uma expressão de puro êxtase. Derramou-se então, preenchendo-a com sua essência, sentindo-a suspirar em seus ouvidos
Deitaram-se juntos lado a lado, abraçados.
- Obrigada, cowboy.- ela disse enquanto ele lhe acarinhava os cabelos. Estavam de mãos dadas, observando as estrelas e curtindo os sons da noite.
- Pelo que?- Sawyer retrucou. – Eu que deveria estar te agradecendo, muchacha.
Ela deu um risinho e rolou de lado, lambendo um dos mamilos dele.
- Obrigada por me trazer aqui e tirar a minha mente de tanto sofrimento.
- De nada, chica.- ele respondeu traçando uma linha invisível pelos lábios dela. – Eu estou por aí sempre que precisar.
Ana gargalhou.
- James...
- Analulu...- ele disse completamente apaixonado.
- James!
Ele abriu os olhos de repente sentindo como se tivesse sido arremesado de um lugar para o outro.
- Amor, você está cochilando? Que bonitinho.- disse Ana-Lucia colocou sua bolsa atravessada no corpo. – Mas nós temos que ir!
Ele ouviu o barulho de crianças gritando animadas.
- Pra onde?
- Nós vamos jantar com os meus pais. É véspera de natal, homem!
Sawyer olhou ao redor. Estava de volta à sua casa dos sonhos no subúrbio de Dharmaville.
- Son of a bitch!- ele exclamou muito confuso.
Continua…
