An Unexpected Partner
By: I. L. R. Maciente
Beward.
+18
#OneShotOculta2020
Sinopse
1988 é definitivamente o meu ano.
Formando na faculdade e voltando para a casa após longos 5 anos junto com minha melhor amiga, prontas para enfrentar o futuro e a vida adulta. Certo?
Errado.
Uma notícia inesperada faz minha vida virar de cabeça para baixo. Como assim minha mãe vai se casar com o pai do meu inimigo mortal Edward Cullen?
Isso definitivamente não podia estar acontecendo.
Mais do que isso, minha mãe acha que para criarmos uma boa convivência temos que morar todos juntos na mesma casa e fazer aulas de... Dança?
Patrick Swayze, você me deve uma.
Mas as coisas não são como eram antes, ainda mais quando percebo que o parceiro de dança, que eu nem sabia estar procurando, acabou por ser quem eu menos esperava.
E a minha vida de novo deu um giro de 360°, mas eu acho que gosto desse novo eixo. Ele me levou diretamente a quem eu nem imaginava gostar tanto, mas a vida é mesmo uma caixinha de surpresas...
Capítulo 1 – De Volta Para Casa
— Passamos! — Rosalie e eu gritamos ao mesmo tempo enquanto nos abraçávamos e começamos a pular.
— Oh meu Deus, Rosalie, nós finalmente estamos livres. Acabou. Você consegue acreditar nisso? — falei empolgada.
— Eu definitivamente consigo, porra. Adeus faculdade. Podemos finalmente voltar para casa. — Rosalie dramatizou jogando os braços para cima enquanto sorria.
— Com certeza. Não vejo a hora. Minha mãe quer me contar uma novidade, mas ela disse que só contaria pessoalmente — comentei, eu estava muito curiosa para saber o que é, ainda mais que só podia ser contado pessoalmente.
— Você tem alguma ideia do que pode ser? — ela perguntou.
— Não tenho ideia. Estou super curiosa — afirmei.
— Você não acha estranho voltarmos a morar com nossos pais assim? — Rosalie perguntou enquanto olhávamos para o campus.
— Um pouco, mas não vai ser muito tempo. Mas não podemos ter o luxo de comprarmos nossa casa agora, temos que focar na compra e reforma da nossa clínica veterinária. Em breve conseguiremos arrumar nosso cantinho — comentei, já pensando no futuro e no que ele guardava para nós.
— Você está certa — Rosalie assentiu — o que é morar com nossos pais um pouco mais quando o objetivo é maior.
— Exatamente. Agora... Hoje? Vamos para a discoteca. Precisamos comemorar — falei, enquanto a ideia surgia em minha mente.
— Agora você falou definitivamente minha língua — Rosalie falou esfregando as mãos e sorrindo divertida.
—x—x—x—
Eu estava abraçada a Rosalie e nós balançávamos com a música do Duran Duran. Estávamos já meio bêbadas enquanto lutávamos para acompanhar a letra de Save A Prayer.
— No, don't say a prayer for me now, save it 'til the morning after — cantamos em plenos pulmões, enquanto as luzes do disco girava sob nossas cabeças nos deixando mais loucas do que o normal.
Assim que a música acabou, Rosalie e eu tropeçamos para fora da pista, definitivamente era um sinal para irmos embora. Consegui arrastá-la para fora enquanto uma nova música começava. Levei um tempo para conseguir me localizar e encontrar a saída. Rosalie tentou me arrastar para o bar, mas definitivamente já tinha dado nossa hora.
Assim que saímos o vento frio de Nova York nos pegou, foda-se, havíamos esquecido os casacos. Comecei a acenar para os táxis, mas pegar táxi em Nova York era uma missão. Levou minutos até que um parasse, nisso eu e Rosalie estávamos agarradas uma à outra de frio.
Quando entramos no táxi estávamos tremendo. E foi um alívio bem-vindo o aquecedor. Rosalie disse nosso endereço enquanto Enjoy The Silence começou a tocar na rádio do carro.
— Eu amo essa música — Rosalie falou enquanto colocava a cabeça em meu ombro.
— Vows are spoken, to be broken, feelings are intense (promessas são ditas, para serem quebradas, sentimentos são intensos) — cantei baixinho e Rosalie riu da minha voz horrível e eu ri também. O que gerou uma crise de riso em nós duas.
E conseguimos rir até entrarmos no dormitório e cairmos em nossas camas.
—x—x—x—
1 semana depois...
Era nascer do sol quando finalmente deixamos Seattle. Absolutamente amava quando fazíamos a viagem para nossa casa. Era mais de 4.000 km de Nova York até a pequena cidade da Península Olympic, Forks, de pouco mais de 3 mil habitantes.
Eu e Rosalie sempre amamos nossa pequena cidade verde, onde chovia e fazia frio mais do que qualquer coisa no mundo. E morar ali sempre foi nosso objetivo, ainda mais com a falta de clínica veterinária na área.
Um sonho que rapidamente tomou forma em nosso Ensino Médio, iriamos para NYU, nós nos formaríamos em medicina veterinária. E voltaríamos para Forks e criaríamos nosso negócio, animais de pequeno e grande porte. O que facilitaria porque haveria muitas fazendas ao redor que precisavam de alguém cuidando dos seus animais. E nós faríamos isso.
Voltar pra casa depois de longos anos afastada era incrível. Apesar de termos amado Nova York e ter sido uma das melhores experiências da nossa vida, não podíamos negar que gostávamos do interior.
Alguns sonhavam em sair, e nós sonhávamos em voltar.
Então aqui estávamos nós, quase 4 dias depois, finalmente chegando em nossa casa. Apesar da minha picape chevrolet truck 1953 ser um modelo velho, ela ainda era firme e forte e nunca nos deixou na mão em nenhuma das nossas viagens de carro. E eu e Rosalie fizemos muitas.
Ela não rodava mais que 80km por hora. Mas não tínhamos pressa, adorávamos a estrada, a paisagem. Era incrível. O som estava ligado, tocando Pink Floyd. E era definitivamente uma ótima forma de começar o dia.
Rosalie estava terminando de comer seus donuts. Mas sua cara de sono era óbvia, não dormimos o suficiente no hotel em Seattle, mas queríamos sair bem cedo para chegar o mais rápido possível em Forks.
— Hey teachers, leave us kids alone! (Ei, professor, deixe as crianças em paz.) — cantei e olhei para Rosalie que definitivamente não estava atenta ao mundo em sua volta. E eu quase ri. Ela nunca foi uma pessoa da manhã.
Tamborilei os dedos no volante enquanto seguíamos pela I-90 W, e passávamos pelos campos verdejantes. O clima aqui já é chuvoso e frio.
Eu já me sentia em casa.
—x—x—x—x—
— Chegamos finalmente — Rosalie murmurou assim que passamos pela placa "Bem Vindo a Forks" — Minha bunda já está quadrada de tanto ficar sentada.
Não pude deixar de concordar com ela. Eu amava viajar de carro, mas como minha bunda sofria com as viagens, isso era um fato. Assim que as casas começaram a aparecer, o comércio eu realmente me senti em casa. Foi ali que cresci e eu conheci essa cidade na palma da minha mão.
Passei pelo colégio que eu e Rosalie estudamos toda nossa vida, a Forks High School. E seguimos até o nosso bairro que era um pouco mais afastado.
Rosalie morava a 2 quarteirões da minha casa. O que facilitou muito nossa vida quando éramos pequenas, onde transitávamos pela casa uma da outra facilmente.
Assim que eu parei na frente de sua casa nós duas corremos para sair do carro e esticar as pernas.
— Oh Deuses — Rosalie gemeu enquanto se estica — isso é o paraíso. Acho que vou ficar uns bons 3 dias sem sentar de novo.
— Acho que estou com você nessa — falei rindo, e então a porta da casa se abriu e a Carmen Hale saiu gritando.
— Meninas vocês voltaram — ela gritou pulando em Rosalie que riu abraçando sua mãe.
— Oi tia Carmen, finalmente voltamos realmente — acenei e então ela veio até mim me dando um abraço, tia Carmen era literalmente minha segunda mãe. O que ajudou muito, já que graças a minha amizade com Rosalie, ela e minha mãe se tornaram melhores amigas — onde está tio Eleazar?
— Trabalhando meninas, mas ansioso para ver vocês. Espero que você passe aqui mais tarde, Bella.
— Não se preocupe, tia, eu irei vir com certeza.
Com isso, ajudei Rosalie a pegar suas coisas. Assim que estava tudo dentro da casa, eu abracei rapidamente as duas antes de voltar para a picape e ir dirigir para minha casa.
Assim que estacionei na frente de casa eu sorri. Abri a porta e fui até a parte de trás pegar minha mala, depois eu pegava o resto. Fui até a porta que logo se abriu e vi minha mãe, Esme.
— Mãe — eu pulei em seu pescoço e a abracei apertado.
— Meu bebê.
Revirei os olhos para isso e sorri. Entrei em casa e deixei minha mala ali e olhei em volta. A casa estava quase exatamente igual a minha última visita a um ano atrás.
— Como foi a viagem?
— Foi bem tranquila, apesar de um pouco cansativa – falei indo para cozinha pegar um copo d'água.
— Eu imagino, mas você sempre gostou de viagens de carro – ela sorriu para mim — estou feliz que você está de volta. A casa não tem sido a mesma sem você.
E eu acreditava nisso. Desde que meu pai Charlie faleceu a 10 anos atrás, éramos somente eu e minha mãe contra o mundo. Perdê-lo abalou nós duas profundamente, mas juntas conseguimos nos reerguer e ser felizes mesmo diante da perda. Para nós isso foi tudo.
Deixar minha mãe para ir pra faculdade foi definitivamente uma das coisas mais difíceis que já fiz. Tinha noites em que eu só conseguia pensar nela aqui sozinha, sem ninguém para lhe fazer companhia e isso me quebrou por dentro.
— Agora estou de volta, você não precisa mais se preocupar, mãe. Não vou mais deixar você sozinha de novo.
Minha mãe deu um sorriso, que na hora pareceu meio forçado.
— O que foi? — perguntei.
— Eu preciso lhe contar algo.
— O que? Aconteceu alguma coisa?
— Eu vou me casar — ela falou de supetão, me pegando totalmente de surpresa, me fazendo dar um passo para trás e arregalar os olhos.
— O que? — falei e tenho certeza de que minha voz saiu mais estridente do que o normal.
— Eu vou me casar — e então ela começou a falar de forma nervosa — olha, eu sei que isso é repentino e eu não falei para você, mas é que eu queria ter certeza antes de colocar alguém na sua vida, sabe? E ele é tão incrível. Nos conhecemos a muito tempo, mas realmente nunca conversamos. Aí você lembra quando eu quebrei meu braço e você quis vir pra cá e eu não deixei. Bom, eu fui ao médico e o conheci lá, conversamos. Comentei que eu queria fazer aula de dança, por causa do filme, lembra? Dirty Dancing? Mas não tinha um parceiro de dança. Não consigo lembrar agora como chegamos a esse tópico, mas ele se ofereceu a ser meu parceiro, ele também queria praticar uma atividade, ele tem ficado muito tempo sozinho agora que todos os meninos foram para a faculdade. Ele me ajudou quando eu precisei, e as coisas foram indo muito bem, sabe? Ele me chamou para sair em algum momento depois disso. Ele foi tão gentil e carinhoso. E eu só me permite vivenciar isso. Quando você veio no Natal, nós decidimos não contar e esperar para ver onde tudo iria. E então a alguns meses ele me pediu em casamento. Ah Bella, estou tão feliz — minha mãe falou e o sorriso em sua boca era gigante — eu nunca pensei que poderia sentir isso de novo depois de seu pai. Eu só... Carlisle é perfeito.
Eu assenti em choque, eu tenho certeza que eu parecia patética ali, olhando pra minha mãe de olhos arregalados, a boca parcialmente aberta, segurando um copo de água totalmente imóvel e claramente em estado de choque enquanto eu balançava a cabeça positivamente.
Eu sempre quis que minha mãe entrasse novamente em um relacionamento, mas agora que aconteceu eu não sei o que dizer. Eu realmente acho que preciso de um cigarro.
— Eu realmente queria lhe contar pessoalmente, porque não é uma notícia que se fala por telefone. Ainda mais que você é minha filha. Temos sido eu e você desde sempre, você merecia saber pessoalmente — ela então começou a se agitar, suas mãos amassando sua blusa nervosamente.
— Ok, você vai se casar — eu falei tentando me recompor e colocar a notícia na cabeça — eu realmente estou feliz por isso. Esse Carlisle... — eu fui falando e der repente parei.
Não. Não podia ser.
Meu corpo parou novamente e eu tenho certeza que meus olhos se fecharam em fendas.
— Só me diz que você não está falando do Carlisle Cullen? — eu perguntei e eu realmente precisava ouvir isso.
— Eu... – ela parou e olhou para mim e eu acho que ela viu algo no meu rosto que a deixou muito nervosa, então ela só acenou positivamente.
— Mãe! — eu gritei — como você pode? Você sabe o que o aquele desgraçado do filho dele fez para mim? Como você pode sair com ele?
— Bella, as ações do Edward foram horríveis...
— Horríveis? Horríveis? O filho da puta me atormenta desde a quinta série, ele leu meu diário para escola toda. Arruinou meu namoro com o Jacob. E você diz que foi "horrível"?
— Mas a culpa não é do Carlisle — Esme falou.
— Como não? Ele é o pai dele. O mínimo que deveria ter feito era ensinar seu filho a tratar as garotas bem.
— Carlisle não é assim — Esme falou, os olhos suplicantes.
— Olha mãe eu preciso digerir isso — eu falei me afastando. Eu peguei as chaves do meu carro e saí. Já puxando meu isqueiro e a minha caixa de cigarro no bolso.
Entrei no carro rapidamente e acendi o cigarro antes de ligar o carro e sair dali.
Enquanto eu andava pelas ruas de Forks eu sentia meu corpo e mente absorvendo a notícia. A cada tragada do cigarro eu me acalmava mais.
Eu não estava brava com minha mãe. Realmente não, na verdade eu estava feliz por ela estar feliz. E se Carlisle a fazia feliz, quem era eu para interferir nisso? Se tinha alguém que merecia a felicidade era minha mãe.
E Carlisle era realmente bom, eu o conhecia bem, afinal, eu não sei quantas vezes machuquei a mão depois de bater em seu filho e ter que parar na emergência.
Mas eu não pude deixar a raiva me tomar quando lembrei de um de seus filhos. Edward Cullen, a praga da minha existência.
Edward Cullen e eu éramos inimigos jurados. Tudo começou na quinta série quando ele me fez tropeçar na frente de Michael Newton, o garoto mais fofo do colégio na época. E Michael riu de mim. Eu então derrubei minha comida em cima dele no recreio logo depois.
E foi aí que nossa guerra começou e perdurou até a nossa ida a faculdade. Mas eu sou uma pessoa muito rancorosa, e meu ódio por Edward Cullen nunca passou.
E agora seríamos meio irmãos.
Acho que eu vou vomitar.
Oe gente!
Bem vindas! Essa minha fanfic pro projeto One Shot Oculta 2020.
Minha amiga oculta é Lola Royal, e eu escrevi essa estória a partir dos combos que ela preparou.
Lola, foi desafiador escrever essa historia, mas foi feita de coração. Espero que você goste 3 (p.s. fiz um texto maior e mais fofo no Nyah)
