An Unexpected Partner

Capítulo 16 — Karaokê

Eu precisava falar com Edward.

Assim que acordei a primeira coisa que fiz foi procurá-lo, mas ele já tinha saído. Eu fiquei frustrada com isso, até ter a brilhante ideia de ir ao hospital para encurralá-lo.

Assim que eu estava saindo de casa, o telefone tocou. E como a maioria ainda estava na cozinha e eu estava próxima ao telefone, eu fui atender.

— Alô.

— Bella? — era a voz de Rosalie.

— Oi Rosie, o que ouve?

— Ligaram da obra, precisam que a gente escolha lajotas e tintas e tudo mais, e pensei que poderíamos aproveitar agora de manhã para fazer isso.

— É claro — falei, um pouco decepcionada por não poder ver Edward e falar com ele agora, mas nesses dois dias eu mal ajudei Rosalie com as coisas da clínica — estou saindo para te buscar.

— Beleza, vou estar te esperando — ela respondeu, então nos despedimos e eu desliguei.

Com os planos sendo mudado, eu voltei até meu quarto e peguei os talões de cheque, e então voltei, saindo de casa e indo para a caminhonete.

Liguei o rádio e para minha completa alegria estava tocando Hollywood das The Runaways. Tamborilei o dedo no volante enquanto cantava baixinho junto com a música.

— Hollywood it feel so good (Hollywood é tão legal) — cantei baixinho.

Eu estacionei na frente da casa de Rosalie e logo a porta abriu e Rosalie saiu e veio correndo para entrar na caminhonete para não pegar chuva que havia começado a cair a pouco tempo.

— Hey Bella — ela me cumprimentou enquanto eu dava partida.

— E aí, como você está? — perguntei.

— Bem, um pouco cansada, não dormi muito bem essa noite, mas fora isso tô bem, e você? Você está com uma cara bem melhor que ontem.

— Sim, eu bem — eu parei num semáforo e olhei para ela — estou apaixonada por Edward Cullen.

Rosalie arqueou a sobrancelha esquerda. E depois começou a rir.

— Finalmente — ela murmurou e eu olhei para ela, acho que minha cara mostrava toda a confusão que eu sentia.

— Não me leve a mal, Bella, mas isso era óbvio para qualquer um que prestasse um pouco de atenção.

— Não era não — eu falei indignada voltando a dirigir.

— Era sim, os cegos são só você e o Edward, porque um não conseguia perceber que estava caído um pelo outro. Sinceramente, eu pensei que vocês nunca iriam rolar, porque você principalmente está sempre com a cabeça enfiada na própria bunda para notar as coisas por fora.

— Nossa, muito obrigada — eu falei sarcasticamente.

— Nunca menti para você, só omiti, mas agora que você já percebeu eu posso falar e rir da sua cara — ela sorriu brilhantemente para mim.

— Por que nunca me disse?

— Bella, tanto quanto eu te amo, e você é uma pessoa maravilhosa. Você sinceramente acha que iria me ouvir se eu te acusasse de gostar do Edward? — ela perguntou e eu olhei para seu rosto que tinha a sobrancelha arqueada, na melhor expressão de "é serio?".

Revirei os olhos, e bufei. Eu não acreditaria e ainda brigaria com ela. Ok, ela tinha um ponto.

Foda-se.

— Ok, você venceu nesta — cedi, e depois me lembrei de algo, e dei um sorriso malicioso — e agora você e Emmett. Quem diria em dona Rosalie, pegando o amigo do seu irmão. Sua paixão de infância.

— Garota, o que está acontecendo com o mundo? — ela falou — eu beijei o Emmett Cullen, você tem noção? E tipo, estamos ficando. Eu não sei como isso aconteceu. Ok, talvez eu saiba, já que depois da aula de dança ele me chamou para ir lá na casa de vocês, e já vínhamos flertando, mas nada muito sério. Então eu vou pra sua casa, e de repente eu e ele não conseguimos nos desgrudar.

Eu fiz uma careta, eu confesso que comecei a pensar em Emmett cada vez mais como meu irmão e sinceramente, era um pouco nojento imaginar ele beijando minha melhor amiga.

— Sim, continue, ai eu entrei e vocês estavam quando fazendo sexo na sala.

— Não estávamos quase fazendo sexo — ela falou sua voz um pouco mais fina que o normal, e nem precisei ver sua expressão para adivinhar que ela tinha olhos arregalados — estávamos nos beijando, e não passou disso.

— Mas você quer, não é sua safada?

— Pelo amor de Deus, Bella — Rosalie começou a rir e eu ri junto.

— Então, vocês vão sair ou algo assim?

— Por enquanto estamos pensando em algo mais em grupo, ver como vamos progredir. E quem sabe? Ele é um astro de futebol também, eu não sei se quero lidar com toda a fama e as mulheres que vem com isso. Sou ciumenta, você sabe.

Assenti, entendendo seu ponto de vista.

— Eu preciso falar com o Edward — falei, mudando de assunto depois de alguns minutos em silêncio — eu fugi dele em Seattle depois de descobrir que dormimos juntos.

— O que? — ela gritou me fazendo freiar o carro e olhar para ela em choque — você dormiu com Edward Cullen?

— Caralho Rosalie, vai matar outra do coração — falei respirando fundo enquanto colocava de novo o carro em movimento.

— Você não me falou que tinha dormido com ele, como diabos você espera que eu reaja quando você vai do 8 ao 80 em 5 minutos?

Revirei os olhos de novo.

— Ok, você dormiu com ele e depois fugiu.

— Eu estava bêbada, eu particularmente não lembro todos os detalhes, e na hora com a ressaca eu lembrava muito menos, então imagina meu choque.

— Eu posso acreditar — ela assentiu.

— Eu também fiz uma tatuagem na virilha — soltei.

Eu ouvi um suspiro alto antes de Rosalie ter uma crise de riso. E ela teve essa crise de riso até eu parar na frente da loja de material de construção.

— Só você, Isabella, só você — ela dizia enquanto saiamos do carro.

Revirei os olhos pela milionésima vez enquanto a seguia para dentro da loja para fazermos o que tínhamos que fazer.

—x—x—

Eu estava de costas para Edward, quando ele me virou. Put your Head On My Shoulder do Paul Anka, uma das músicas favoritas da minha mãe tocava no rádio. Eu sorri para ele. Hoje já não errávamos mais, eu estava concentrada e focada nele.

Ele chegou atrasado para a aula e por isso ainda não consegui falar com ele. Eu não podia deixar de estar ansiosa para o fim da aula para eu falar com ele.

"Put your head on my shoulder, whisper in my ear, baby. Words I want to hear, tell me. Tell me that you love me too (Coloque sua cabeça em meu ombro, sussurre em meu ouvido, amor. Palavras que eu quero ouvir, me diga. Me diga que me ama também.)"

A música ecoava pelo ambiente, enquanto eu seguia a liderança de Edward, ele tentava evitar meu olhar, mas não conseguia e eu fiz uma dança da vitória por dentro por causa disso.

— Bom pessoal, por hoje encerramos — Peter falou sorrindo para nós assim que a música acabou.

Nos afastamos sorrindo e nos despedimos, eu não tirei o olho de Edward, tanto que peguei minhas coisas o mais rápido o possível para segui-lo para fora. Mas acabou que saímos todos juntos. Quando chegamos do lado de fora, antes que eu pudesse fazer um movimento para abordá-lo, Emmett chamou nossa atenção.

— Por que não vamos para o Karaokê da Sue hoje?

— Eu amo Karaokê — Alice falou sorrindo — boa ideia Emmett.

— Eu não sei, preciso voltar para o hospital — Edward disse inquieto olhando para o seu carro.

— Que isso Edward, vamos lá. Vai ser divertido.

— Eu não sei, não sei se conseguirei.

— Tenta ir por favor — o grandão insistiu.

— Eu não prometo — ele disse e já foi saindo.

— Edward — falei tentando seguir, mas ele me ignorou entrando em seu carro e dando partida — droga.

Ele é um filho da puta rápido.

— E Aí vocês todos topam?

— Pode ser — falei dando de ombros, melhor do que ficar em casa me lamentando enquanto espero por Edward. E ainda posso ter a sorte de ele aparecer.

Logo ficou combinado que às 19 horas iríamos nos encontrar no Karaokê. E então fomos para casa nos arrumar.

Mas tudo que eu realmente queria era resolver as coisas com Edward.

—x—x—x—

— Aqui está bem diferente desde a última vez que viemos — comentei com Rosalie assim que nos sentamos na mesa.

O ambiente do Karaokê da Sue havia mudado muito. A iluminação estava melhor, o brilho das luzes chamando a nossa atenção. Tinha um telão grande agora na parte de trás do palco mostrando a letra.

— Sim, está muito melhor — Rosalie concordou.

— Contanto que a comida não tenha mudado — Jasper falou e eu ri concordando com ele.

— Agora você falou certo, o importante é a comida. Eu só sei que desde que marcamos só consigo pensar em uma coisa, que são os stickers de queijo que tem aqui.

— Pelo amor de Deus, Bella — Alice quase gemeu — eu estou tentando uma dieta aqui.

— Sinto muito, meu anjo, mas eu não posso vir aqui e não comer stickers de queijo.

— Eu também não — ela falou fazendo uma cara de tristeza.

Logo uma garçonete apareceu e todo mundo pediu alguma bebida alcoólica e eu recusei, pedindo uma coca cola, eu não beberia tão cedo depois da última vez que bebi. Pedimos os stickers e ficamos rindo e conversando enquanto ouvíamos as pessoas indo se arriscar cantando.

Logo Emmett foi o primeiro a se levantar e ir até o Karaokê. Após algumas provocações nossas de que ele deveria ser o primeiro a ir já que foi o autor da ideia.

Ele escolheu Dancing With Myself do Billy Idol para cantar. Eu ri de sua performance espalhafatosa, ainda mais considerando que ele era péssimo. Mas batemos palma enquanto ele dançava no palco enquanto cantava.

Logo ele desceu rindo e se sentou de novo. Nós o aplaudimos efusivamente. E logo chegou os Stickers que atacamos com vontade. Rimos das brincadeiras de Jasper, até que Rosalie resolveu se arriscar no Karaokê também.

Ela escolheu o Time After Time da Cyndi Lauper. Rosalie cantou lindamente, de nós duas eu jurava que ela era a que cantava melhor. Eu sorri com a música e cantei baixinho junto com ela. Porque eu amava essa música. Foi fofo ver Emmett olhando para ela. Ele claramente estava tendo uma queda por ela.

Quando a música acabou ela recebeu muitos aplausos, e Jasper aproveitou que ela estava saindo e foi lá. E para a nossa completa diversão ele escolheu cantar Sweet Child O' Mine do Guns N' Roses.

Foi hilário. Ele tentou imitar a voz do Axl Rose, e foi horrível, porque saiu totalmente desafinado, e ele ainda fingia fazer os solos de guitarra e agia que nem eles no palco.

Eu estava passando mal de rir.

— Ai meus ouvidos — reclamei para o grupo entre risadas.

— Assassinato musical aqui, alguém chama a polícia — Emmett falou.

Quando a música acabou eu estava tão animada que me levantei para ir logo depois. Eu fui até o cara que colocava as músicas. E diante de todas as opções acabei por escolher Still Loving You do Scorpions.

Peguei o microfone e fui até o palco e logo a música começou e eu comecei a cantar. Eu não podia deixar de me sentir melancólica com a letra que eu cantava.

Eu mal enxergava o público, estando muito focada na letra. A música foi se encaminhando para o final o último refrão e eu potencializei a minha voz. Eu só esperava não desafinar.

— You should give me a chance. This can't be the end. I'm still loving you. I'm still loving you. I'm still loving you, I need your love, I'm still loving you (você tem que me dar uma chance, isto não pode ser o fim, eu continuo amando você, eu continuo amando você, eu preciso do seu amor, eu continuo amando você) — cantei e quando disse as ultimas palavras e olhei para cima bem a tempo de ver que Edward entrando no Karaokê.

Meu coração disparou. Era agora, agora eu iria poder falar com ele. Mas depois me lembrei que ele vinha me ignorando e eu não podia arriscar isso. Ele foi até a mesa e cumprimentou todo mundo, nem olhou para o palco enquanto se sentava.

Eu olhei para o microfone em minhas mãos e tive uma ideia. Eu só precisava achar a música certa.

Fui até o cara que comandava o karaokê e pedi para cantar de novo, ele permitiu e eu fui escolher a música, demorou um pouco, pois nenhuma delas falava o que eu queria passar. Eu estava quase pedindo Still Loving you de novo quando finalmente achei uma. Uma música que era perfeita na verdade.

— Eu quero Baby Can I hold you da Tracy Chapman — falei e o cara assentiu e eu voltei para o centro do palco.

Eu respirei fundo, Edward não estava olhando para o palco. Então fechei os olhos enquanto a musica começava.

— Sorry, It's all that you can't say? Years gone by and still, words don't come easily. Like a sorry. Like a sorry. ( Desculpe. É tudo que você não pode dizer? Os anos passaram e mesmo assim, as palavras não vem facilmente, como desculpe. Como desculpe.)

O primeiro refrão terminou e eu abri os olhos e vi que Edward estava olhando para mim, fixei meus olhos nele. E o mundo se esvaiu em minha volta, focando só nele.

— Forgive me. It's all that you can't say? Years gone by and still, words don't come easily. Like a Forgive me. Forgive me. ( Me perdoe. É tudo o que você não pode dizer? Os anos passaram e mesmo assim, as palavras não vem facilmente, como me desculpe. Me desculpe)

Me perdoe. Me perdoe. É tudo o que eu conseguia pensar. Eu senti meus olhos marejaram, e sorri um pouco.

— But you can say: baby. Baby, can I hold you tonight? Maybe if I told you the right words, at the right time, you'd be mine. (Mas você pode dizer: querida. Querida, eu posso te abraçar essa noite? Talvez se eu tivesse dito as palavras certas, na hora certa, você seria meu.)

Respirei fundo. Eu dei um passo para frente, eu realmente queria ir até ele agora. Mas me contive. E continuei cantando. Meu coração parecia que eu estava correndo uma maratona. E as palmas da minha mão estavam suadas. Eu nunca estive tão nervosa.

— I love you. It's all that you can say? Years gone by and still, words don't come easily. Like I love you. I love you ( Eu te amo. É tudo o que você não pode dizer? Os anos se passaram e mesmo assim, as palavras não vem facilmente, como eu te amo. Eu te amo)

Cantei o refrão novamente e observei a reação de Edward que era seria. E isso só me deixava mais nervosa. A única coisa que eu sabia era que ele não desviou os olhos do meu. E era tudo que ele me entregava naquele momento.

— You be mine — cantei pela última vez a musica encerrando. Eu mal ouvi os aplausos entregando o microfone e descendo do palco. Nesse meio tempo Edward se levantou e eu fui até ele meio perdida e com receio do que ele diria.

— Edward, me descul... — mas não terminei de falar antes que ele me puxasse para seus braços, me deitando levemente de lado enquanto segurava a parte de trás do meu pescoço e me beijava ali na frente de todo mundo.

Assim que seus lábios tocaram o meu eu me perdi nele. No seu gosto de hortelã, seus lábios macios. Seu perfume amadeirado, seu corpo firme contra o meu. Eu me sentia nas nuvens. Aquele beijo... Era melhor do que qualquer beijo que eu já havia recebido.

Meu coração se derretia como uma poça, porque agora sentimentos que eu não sabia que sentia estavam ali espalhados por todo meu ser. Era realmente idiota agora, eu realmente era muito cega. O que eu sentia era forte demais e como isso passou despercebido por mim estava além da minha compreensão.

Assim que seus lábios soltaram o meu, ele nos levantou de novo sem afastar o rosto do meu. Eu abri meus olhos e encontrei os seus lindos olhos verdes.

— Eu acho — falei baixinho — eu acho que também sou apaixonada por você.

Ele deu uma risada divertida antes de me beijar de novo.