An Unexpected Partner

Capítulo 17 — Serotonina, endorfina, xerostomia, ocitocina

Depois de termos simplesmente fugido do Karaoke, eu e Edward agora estávamos em seu carro. Nós tivemos que fugir já que todo mundo caiu matando em cima da gente depois que nos separamos zoando nós dois.

Mas precisávamos ficar sozinhos e conversar, então Edward pegou minha mão e me puxou para fora, só tive tempo de dar uma piscadinha para Rosalie antes de seguir ele.

— Edward — comecei a falar assim que entramos no carro — eu queria, eu queria pedir desculpas. Você estava certo. Em tudo. Eu só, me desculpa por ter fugido de você.

— Olha — ele disse me olhando, estávamos parados ainda no estacionamento — eu não vou mentir, eu fiquei muito chateado. Muito. Eu pensei... Eu realmente pensei que finalmente poderíamos tentar. Então eu acordei e você não estava lá e eu sabia que você tinha ido embora. Eu não sei o que eu esperava, mas tive esperanças que não fosse assim.

— Eu só. Eu não lembrava de nada — falei a verdade — eu simplesmente acordei com uma puta ressaca, nua e em cima de você. Eu não sabia o que tinha acontecido e como eu havia parado ali. Então eu realmente fiquei louca. Eu surtei. Eu não sabia como reagir, eu não tinha coragem nem de te encarar na hora. Porque eu não lembrava de nada.

— Bom, agora isso faz um pouco mais de sentido — ele disse e então olhou em meus olhos — você não se lembra de nada?

— Alguns flashs de memória — falei — poucas coisas.

— Hum.

— Por quê? Você lembra de tudo?

Ele assentiu.

— Ok, antes de falarmos de coisas mais sérias, eu preciso perguntar, como diabos eu acabei fazendo uma tatuagem?

Edward deu uma risada divertida.

— Na verdade, foi sua ideia. Você na verdade insistiu muito para ir ao estúdio de tatuagem. Foi muito engraçado inclusive, porque você chegou lá sem saber o que queria até ver alguns desenhos de gatos na parede e falar que queria pegadas andando por sua virilha.

— Eu só faço merda — falei colocando as mão no meu rosto — meu deus, mamãe vai me matar.

Ele deu uma risadinha.

— Se ela descobrir, talvez — ele concordou.

— Vamos torcer para que isso não aconteça — falei firme e então olhei para ele.

— Eu quero tentar com você.

Ele sorriu e tocou meu rosto com sua mão, seus dedos tocando suavemente meus lábios.

— Bom, porque eu quero tentar com você também.

— Por favor, me beije — pedi, ansiosa por sentir mais de seu toque em mim.

E ele fez, aproximando seu rosto do meu, e mesmo na posição desconfortável que estávamos, ainda assim o beijo foi delicioso e me fez derreter. Seus lábios eram firmes contra o meu, ele tomava o que queria de mim, me guiando como passos de dança em que me conduzia.

Seus dedos se enroscaram em meus cabelos e ele fechou sua mão em torno dos fios e deu um puxão, não muito forte, mas o suficiente para fazer meu corpo se arrepiar, e meus seios endureceram sob o sutiã.

Eu queria me aproximar dele, mas o carro não tinha muito espaço, logo me afastei um pouco, soltando seus lábios. O suficiente para puxar o ar e me esgueirar para cima dele no banco, sem querer apertei a buzina do carro, o que nos assustou e nos fez olhar em volta, mas não tinha ninguém ali.

Então voltei a lhe beijar, e dessa vez foi ainda melhor, já que nossos corpos estavam tão colados e pressionados juntos. Ele ainda tinha uma pressão firme sob meu cabelo e com a outra mão ele deslizava por minhas costas.

Sentada sob seu colo eu podia sentir ele endurecer debaixo de mim. Eu me movi no seu colo, e ele acabou soltando a boca da minha enquanto soltava um gemido rouco e muito sensual que acabou me deixando ainda mais excitada.

Meus olhos estavam fixos no seu, seus olhos brilhavam de desejo mal reprimido, eu ainda o olhando movimentei de novo meus quadris, roçando meu centro contra sua virilha. A saia facilitando o trabalho e me ajudando a sentir o jeans áspero embaixo de mim.

O desejo que se construía dentro de mim, me deixava húmida. A sensação de podermos sermos pegos aqui também dava ainda mais adrenalina e aumentava ainda mais a tensão crescente entre nós.

— Edward — sussurrei, minha voz ofegante, e então eu gemi baixinho com labareda de prazer que percorria meu corpo.

— Foda-se, não podemos ficar aqui — ele disse me soltando — sente-se e eu vou nos levar para casa. Não tem chances de eu transar com você aqui para qualquer um ver.

Eu assenti e voltei ao meu lugar. Mas meu corpo está doendo por ele. E pelo estado de sua calça, ele também estava na mesma situação que eu.

— Leve-nos para minha casa, está vazia e eu tenho a chave na bolsa — na verdade era a chave da picape que também tinha a chave da casa por sorte. Edward assentiu e ligou o carro.

Logo ele deu partida no carro e pegou a estrada. Assim que estávamos na rua sua mão foi para minha perna. Me arrepiei com o toque firme de sua mão, ele primeiro apertou a minha perna e passou a mão nela, até que ele aprofundou um pouco sua mão para o interior, e automaticamente eu as abri lhe dando espaço. Ele não me decepcionou seguindo com os dedos até minha calcinha já húmida.

No primeiro toque de seus dedos eu fechei meus olhos, deitando a cabeça no encosto do carro, um suspiro saindo de meus lábios. Minhas mãos segurando firme o banco do carro. Ele primeiro pressionou o dedo exatamente em cima da calcinha onde ficava meu clitóris, enviando um arrepio de prazer pelo meu corpo.

Então ele começou a deslizar o dedo pelos meus grandes lábios, sob a calcinha, só uma leve provocação de um toque real, mas o suficiente para me fazer me contorcer querendo sentir seu toque. Abri mais as pernas, e isso fez com que minhas dobras se parassem o suficiente para eu sentir melhor seu toque em meu centro, e a pressão de seus dedos e o tecido da calcinha me fez gemer. O prazer se construía sob meu corpo, como uma pequena fagulha ganhando forma numa fogueira.

— Edward — ofeguei quando ele circulou meu clitóris com o dedo pressionando o ponto pulsante fazendo aumentando o prazer pra mim.

Eu olhei para ele que tinha um sorriso no rosto enquanto dirigia. E eu estava ali completamente rendida e bem feliz por estar sentada, pois eu não teria a menor força para me sustentar.

Ele virou e olhou para mim.

— Calma baby, eu vou cuidar de você. Só mais um pouco.

Eu assenti e ele voltou a olhar a estrada, seus dedos ainda me provocando, e construindo meu prazer para o que viria. E quando finalmente entramos na rua de casa, eu já estava me contorcendo no banco tentando encontrar meu orgasmo. Mas Edward deliberadamente estava evitando me dar, me provocando o suficiente para eu sentir prazer, mas não para querer gozar.

Quando ele parou na frente da garagem ele tirou a mão de entre minhas pernas e pisquei, fechei as pernas e pressionei tentando aplacar o desejo e a dor que eu sentia.

Mas logo sai do carro junto com Edward, eu estava tão molhada que andar era quase e desconfortável. Seguimos até a porta da frente e eu me atrapalhei buscando a chave, seu corpo muito próximo ao meu me deixando nervosa.

Mas logo consegui abrir e entramos. Estava tudo escuro, somente a luz vindo de fora da janela iluminava o cômodo. A porta nem tinha fechado antes que Edward me puxasse para si e nos virando para me pressionar contra a porta.

Eu não me importei, enganchando uma perna em sua cintura para ter alguma fricção. Seus lábios estavam em meu pescoço, beijando, mordendo, sugando. E eu sabia que ele me deixaria toda marcada de novo.

Eu segurei firme em seus ombros, minhas unhas fincando em sua carne enquanto eu tentava me manter firme ali. Suas mãos passaram pela lateral de meu corpo, e ele foi deslizando para trás nas minhas costas e descendo até a minha bunda, onde ele apertou firme.

Ele então se afastou de mim, eu o soltei me apoiando na parede para me firmar. Ele olhou para mim, eu mal conseguia vê-lo direito na escuridão.

— Tire a roupa — ele disse, sua voz em um tom de comando e isso me excitou. E eu fiz o que ele mandou, tirando a roupa com pressa. Eu me atrapalhei um pouco com os botões da blusa, mas logo desisti simplesmente puxando-a pelo meu corpo. Tirei a Saia rapidamente, e sai do meu sutiã.

Eu pude ver que ele fazia o mesmo, suas roupas saindo muito mais lentamente do que as minhas, ele estava olhando para mim. E eu quase me arrependi de não ter sido um pouco mais sensual, mas meu desejo falava mais alto do que qualquer coisa. Eu só queria estar livre das roupas para poder voltar para ele.

Quando eu fui tirar a calcinha ele me parou. Ele se aproximou o suficiente para pegar meus braços e colocar em volta da sua cintura, e então deslizou a mão por meu corpo até minhas pernas e ele as puxou para cima. Envolvi minhas pernas em torno dele e ele nos levou até o sofá onde me deitou em cima dele ficando por cima de mim.

Dali a luz de fora da janela iluminava muito melhor, então eu podia enxergá-lo melhor. Ele tinha um sorriso sexy em seus lábios enquanto ele se afastava de mim, eu tentei mantê-lo ali, eu gostava de sentir todo seu corpo contra o meu.

Ele voltou a beijar meu pescoço, mas dessa vez ele desceu para meus seios. Ansiosamente ergui meu torço para ele, o toque de seus lábios na carne gordinha de meu seio era tão bom, o meu mamilo estava tão duro que doía. Uma dor que combinava muito com a dor entre minhas pernas.

Logo ele envolveu meu mamilo em torno de seus lábios e chupou. Um gemido alto saiu por meus lábios, o prazer rasgando meu corpo como um raio, mas não era suficiente.

Edward continuou implacável, brincando com meus seios, lambendo, chupando e até mesmo mordendo. Eu gemia de prazer, me contorcendo e precisando de mais. Quando ele finalmente levantou o rosto eu me sentia tremula e insatisfeita. Eu precisava de mais.

Ele então foi descendo os beijos por meu estomago até a barra da minha calcinha onde ele foi puxando o tecido para baixo. E eu o ajudei. Eu estava tão molhada que o fio da excitação seguiu junto com a calcinha. Eu não sei se já estive tão excitada dessa forma.

Ele então abriu bem minhas pernas, e foi para baixo se acomodando entre elas. Meu coração batia veloz em antecipação, eu ergui meus quadris quase que involuntariamente, mas as mãos de Edward me pararam e eu tremi.

Meu corpo estava quente e tão, tão necessitado por ele. Ele olhou para mim enquanto se abaixava e beijava o interior da minha coxa direita e depois beijou a esquerda. Ele beijou a minha tatuagem, e então traçou as pegadas com a língua.

Eu revirei os olhos, aquilo não deveria ser tão prazeroso, mas era.

— Por favor — implorei desesperada, minhas mãos foram até meu seio e eu torci meus mamilos, os apertando, tentando aplacar um pouco da necessidade que eu tinha.

Ele só riu antes de finalmente beijar minha boceta, fazendo com que uma descarga de prazer passasse por mim. Eu tentei me contorcer, mas Edward minha tinha presa de forma bem firme. Eu implorei por ele, e ele levou seu tempo, me provocando, beijando meus grandes lábios, a área em torno da minha buceta, e eu já estava a um segundo de gritar com ele, quando ele finalmente soltou uma de suas mão de mim e as usou para separar meus grandes lábios dando-lhe espaço para trabalhar meu clitóris.

O prazer foi demais, meus olhos se reviraram e eu só conseguia gemer. Eu definitivamente deveria parecer uma atriz de filmes adultos, mas eu estava no auge do prazer. Ele era implacável, ele sabia exatamente o que fazer com aquela língua, me levando próximo ao orgasmo em minutos, isso só estimulando o clitóris. Quando meu orgasmo estava quase ali, ele enfiou dois dedos dentro de mim. Ele não precisou de duas estocadas para me ter gozando duro. O prazer me deixando totalmente fora de ar, eu não via nada, eu só sentia aquele prazer percorrer meu corpo com força, me tirando todo folego.

Logo ele parou me dando um tempo para que eu me recuperasse, já que a área ficou sensível após o orgasmo.

Eu respirava fundo, meu corpo tremulo do orgasmo. Lambi os lábios ressecados e olhei para Edward, ainda sem folego. Ele estava ali me olhando, sua mão em seu pau longo e duro, pronto para mim. Ele já havia até mesmo colocado a camisinha. E de repente eu já estava pronta para outra. Pronta para tê-lo dentro de mim.

Eu me ergui o suficiente para beijar seu peito e deslizar minha mão em seu abdômen até seu pau, eu o segurei em minha mãos e desejei que ele ainda não tivesse posto a camisinha para eu senti-lo melhor.

Ele gemeu com meu toque, seus olhos se fechando em fendas e a expressão de prazer em seu rosto era a mais sensual. Ele não escondia suas reações de mim, e eu gostava disso, fazia com que eu me sentisse poderosa.

Aquele homem delicioso me queria. E ele era meu agora. Todo e unicamente meu.

Com a outra mão eu o puxei até que ele se deitasse sobre mim de novo. Seus lábios foram para o meu e ele me beijou, e eu ainda com a mão em seu pau, eu o guiei até minha boceta. Edward contraiu o quadril roçando seu pau em mim. Nós dois gememos um nos lábios do outro, até que paramos de nos beijar, quando seu pau encontrou minha entrada, e com a boca colada uma na outra, e olhando nos olhos um do outro ele entrou dentro de mim lentamente.

Nós dois gememos, e eu segurei seu cabelo enquanto o beijava e deixava que ele tomasse meu corpo, nos fizesse um. Senti-lo dentro de mim era um paraíso. Eu me contraia em torno dele, o prazer era grande, ele esfregava em todos os pontos certos dentro de mim.

Nossos gemidos eram encobertos por nossos beijos, não conseguia solta-lo, tudo nele me estimulava, o seu peito contra o meu, o barulho de nosso corpos se unindo, suas mãos em minha cintura, tudo era tão erótico, tão prazeroso que só aumentava mais meu prazer.

O tempo parecia parar enquanto ele estocava em mim cada vez mais rápido, golpes rápidos e profundos, e depois ele mudava para algo lento. E ele ia construindo meu prazer.

Quando o ar estava escasso nos separamos, mas não o suficiente, seu rosto ainda próximo ao meu, nosso olhos fixos um no outro. Gemidos saiam de nossos lábios.

— Edward — eu gemia.

Seu nome era a única palavra coerente que saia de meus lábios, logo eu sentia outro orgasmo se aproximando, e ele deve ter percebido já que enfiou uma mão entre nossos corpos e passou a estimular meu clitóris.

Logo eu não aguentei, arqueando meu corpo, um grito silencioso saindo de meus lábios e os olhos revirando, o prazer percorrendo meu corpo novamente como se milhões de fogos de artifício explodissem no meu cérebro.

Logo eu ouvi um gemido longo e percebi que junto comigo Edward também gozou. Ele ainda estou algumas vezes antes de parar. Seu corpo pesou sobre o meu por alguns segundos enquanto nós dois ainda recuperávamos o fôlego perdido.

Alguns minutos depois ele se afastou, se tirando de mim e tirando a camisinha dando um nó nela. Então ele se levantou e me pegou no colo.

— O que está fazendo? — perguntei meio sonolenta e totalmente saciada.

— Nos levando para a cama — ele disse enquanto subia as escadas para e indo para meu quarto.

— Hum — falei e beijei seu peito — eu gosto disso.

Ele me depositou delicadamente na cama e pegou um cobertor e me cobriu e então veio para o outro lado da cama e se deitou ao meu lado, já me puxando contra o seu corpo. Eu me aconcheguei contra ele.

— Acho que posso me acostumar com isso — ele falou beijando meus cabelos.

— Eu também posso — falei com um sorriso sonolento, depois bocejei — você me cansou.

Ele riu.

— Se acostume com isso — ele respondeu.

Ah, mas eu vou.

E essa foi a última coisa que eu pensei antes de cair no sono esgotada.